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O fim das grandes lojas de departamento

Num processo de redução e quedas sucessivas que já dura quase duas décadas, as lojas de departamentos seguem derretendo nos Estados Unidos. Dentre outras, Neiman Marcus, J.Crew, Stage Stores, JCPenney, agonizam. Semanas atrás comentamos com vocês sobre a Neiman Marcus e seu pedido de concordata. No final do ano passado, quem seguiu o mesmo caminho foi a JCPenney. Conclusão, apenas nos cinco primeiros meses de 2020, Neiman Marcus, J.Crew, Stage Stores, e JCPenney mergulhando na crise. Apenas lembrando, há 20 anos a JCP esteve por aqui, Brasil e fez importante aquisição de participação na Renner. Anos depois, 2005, e por crises nos Estados Unidos, vendeu sua participação e tentou concentrar-se por lá. Fez mudanças radicais, mas nada deu certo. Recorrendo ao fechamento de 850 lojas nos Estados Unidos e Porto Rico. Em poucas palavras. Se a covid-19 vem se revelando fatal para pessoas que já padeciam de outros problemas de saúde, o mesmo acontece nos negócios. Muitas empresas que também estavam “doentes” por outras causas e razões veem essas outras doenças exponenciarem-se pela coronacrise. E, muitas dessas, de forma definitiva. Irão a óbito. Assim, primeiro nasceram às lojas de departamento. A que mais marcou esse tipo de comércio nos Estados Unidos foi a Sears, do ano de 1886. Antes mesmo da virada do milênio, foram revelando-se obsoletas, diante do prevalecimento dos shoppings. Os shoppings passaram a oferecer tudo o que as lojas de departamento ofereciam. E ainda, mais e melhor. E aos poucos foram sendo expulsas dos shopping centers, como aconteceu no Brasil. E agora são aniquiladas pelo comércio eletrônico e pela especialização. Faltava o empurrão final. Com a coronacrise, não faltava mais. As lojas de departamento e agora, despedem-se para sempre. E pensar que durante duas décadas as famílias abastadas da cidade de São Paulo tinham por hábito tomar o chá da tarde no salão de chás do Mappin. Isso mesmo, ali, em frente ao Teatro Municipal…
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Podcast, esquece! Livros sim, e o sol a caminho…

E o desespero bateu na quase totalidade das plataformas de comunicação analógicas. Exauridas, e na tentativa de segurar leitores e audiências em processo de derretimento e migração irreversível, e diante das mudanças de comportamento a partir das novas alternativas de mídia do dia para noite, e numa manifestação clara de perda de juízo e desespero, a maioria das plataformas, em comportamento típico de manada, ou de rebanho como se diz agora em tempos de pandemia, converge para uma mesma, inócua e patética solução: o velho e bom podcast. Sob a ótica de quem olha de fora, o velho e bom rádio sem propaganda e, em tese, com maior qualidade de som. Assim, parcela expressiva dos grandes players da mídia analógica: jornais, rádios, emissoras de tv, e até mesmo os portais das novas mídias, todos, sem exceção, oferecendo, milhares de alternativas de podcasts. Estadão, Folha, O Globo, a Globo, Veja, Exame, Jovem Pan, Época, centenas de revistas e jornais de bairro, rádio manicômio, murais de escolas, e muito e muito mais. Isso posto, e se a concorrência pelos olhos já era monumental, com os canais de streaming, com vídeos nas redes sociais, e com 500 mil youtubers no Brasil, por exemplo, agora com um número calculado entre 20 a 50 mil podcasts, multipliquem-se os ouvidos para se ouvir o que quer que seja. Vivemos um momento da história de causar perplexidade. Até supostamente os mais sensíveis e capazes, no desespero, cometem as maiores tolices. O que leva competentes profissionais a engrossarem a loucura e apostarem que todos vão sair pela vida e pelo mundo ouvindo podcasts? Diante de tanto ruído e barulho o grande beneficiado, depois da maior crise e diante de todas as novidades dos últimos 50 anos, e desde o advento do microchip, ano de 1971, é, repito, e em meu entendimento, o… Livro. E nestes dias de quarentena pela Covid-19 então, livros e livros redescobertos nas estantes das casas e das empresas e das escolas e das bibliotecas, e outra grande quantidade comprada pela Amazon e demais marketplaces… Nestas semanas, quem diria, o Covid-19 está resgatando leitores. Pessoas que no passado não passavam um mês sem ler um livro estão voltando com uma saudade abençoada e redentora, para os velhos, novos, e bons livros. E carregando consigo, alguns e novos leitores que vendo a felicidade no olhar de seus avós, pais, mães e tios decidem experimentar. Não todos, mas em número suficiente para que os livros voltem a ocupar o lugar que sempre mereceram em nossas vidas. O de melhor e mais consistente fonte de informação e cultura. Mas, consultores da Madia, lá vêm vocês uma vez mais em defesa dos livros… É verdade. E por uma simples e única razão. Não conhecemos nenhuma outra obra artística individual, produzida de forma tão profunda, reflexiva, sensível, no correr de anos, décadas, muitas vezes de toda uma vida, que não seja o livro. É como se alguém tivesse produzido uma mega sopa de sabedoria no correr de toda uma vida e em fogo brando, e generosamente compartilhasse conosco. E assim, e para que possamos realizar toda a sabedoria e conhecimento contido em cada uma das páginas do livro, não dá, definitivamente não dá, para ler esses mesmos textos perdidos dentre milhares de outras alternativas, por exemplo, no ambiente digital. Precisa ser físico, no papel, sensível a nossos dedos, olhos, coração. Costuma-se dizer que todas as crises, desgraças, tsunamis, acabam por trazer poucas e boas notícias. Em nosso entendimento, e além de reaproximar as famílias, além de resgatar os chamados jogos de salão, o Covid-19 dá um empurrão decisivo no processo de se resgatar o livro. Já os podcasts… Esquece! Apenas mais uma das infinitas manifestações da chamada cauda longa. Esperança amigos. Mais alguns meses, no máximo, voltaremos a ver o sol. Aos pouquinhos, mas, o sol. E poderemos voltar a ler nos parques, ruas, e cafés da cidade.
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O último jornal, ou, minha filha tem que ter ciência que sua herança vai diminuir

Semanas atrás, Carl Butz, 71, uma espécie de Velhinha de Taubaté – talvez um dos últimos seres humanos a acreditar na ressurreição dos jornais – estava decidido a realizar seu sonho, desde a morte de sua mulher 3 anos antes –, e que era uma dentre 3 alternativas: viajar à Inglaterra, à Letônia, ou conhecer a Ferrovia Transiberiana – quando soube que o mais antigo da Califórnia, do ano de 1853, o semanário Mountain Messenger ia encerrar suas atividades. O mesmo jornal que publicava as colaborações de Mark Twain, quando ele decidiu esconder-se na cidade durante uns tempos, e fugindo de problemas com a Justiça americana. Quase sempre, escrevia suas crônicas, embriagado. Num ímpeto irresistível Carl Butz comprou o jornal e suas dívidas pelo que pretendia gastar na viagem: US$ 10 mil. Na manhã seguinte, e em companhia da editora responsável, Jill Tahija – a única funcionária do jornal – Butz, sentou-se a frente do computador e começou a escrever seu primeiro editorial, ou, carta aos leitores de um semanário que tira 2.400 exemplares e que tem 700 assinantes. Digitou, “O horrível pensamento de que esta venerável instituição fecharia as portas e desapareceria depois de 166 anos de operação contínua era muito mais do que eu era capaz de suportar… sem nosso jornal, muito brevemente não nos reconheceríamos mais…”. Perguntado por um jornalista do The New York Times sobre se tinha consciência dos ônus de sua decisão absolutamente irracional e sob o império da emoção, declarou, “Não chegarei a perder US$ 1 milhão, mas estou consciente que vou ter que subsidiar o custo do jornal… e minha filha já está ciente que sua herança vai diminuir…”. Segundo as pessoas da cidade, mais que salvar o jornal, Butz comprou mais alguns anos de vida. Desde a morte da mulher, há 3 anos, agonizava… Infelizmente, queridos amigos, essa é a situação de 99,99% dos jornais sobreviventes. Sensivelmente agravada, agora, pela Covid-19. Os jornais encontram-se no chamado grupo de risco. À semelhança dos idosos. Que ou dependem de um viúvo inconsolável que compra mais alguns anos de vida ao comprar um jornal insustentável, Carl Butz; Ou da generosidade de um mago da nova economia, Jeff Bezos, que acredita ser capaz de tudo, inclusive de salvar uma das maiores instituições da história do jornalismo mundial, The Washington Post. Se a situação dos jornais e demais publicações antes do coronavírus era difícil, grave… Agora é desesperadora.
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Hoje vamos falar sobre o futuro

Quando a gente falava em futuro no ano passado, estávamos falando daqui a uns 10 anos. Diante da Coronacrise, futuro são meses. 8, 10, 12 no máximo. E quando se fala sobre futuro nada melhor do que recorrer-se ao adorado mestre e mentor Peter Drucker que estressou o assunto em diferentes ensinamentos, e que agora vamos compartilhar com vocês. Sobre o futuro, Peter Drucker começou dizendo: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. E talvez esse seja seu ensinamento mais conhecido. E repetido à exaustão nas escolas, empresas, palestras e conferências. Mas tem outros, tão bons, ou, melhores. Assim, separamos e trazemos para vocês hoje, de centenas de manifestações sobre o tema, e além da mais conhecida que acabamos de falar, as oito que os consultores da Madia mais gostam, e que de certa forma repetem-se e tornando-se quase redundantes. Vamos lá. 1 – “Tudo o que sabemos sobre o futuro é que não sabemos o que será. Sabemos apenas que será diferente do que existe agora e do que gostaríamos que fosse.” Mais que aplicável a estes dias de Coronavírus. 2 – “Qualquer tentativa de basear as ações e os compromissos de hoje em predições de eventos futuros é fútil. Tudo o que temos a fazer é prever efeitos futuros de eventos que já aconteceram e são irrevogáveis.” E é onde devemos nos concentrar nas próximas semanas e meses para nos prepararmos para quando o Coronavírus tiver partido. Ou até mesmo continuar por aqui, mas, dominado. 3 – “Tentar fazer o futuro acontecer é arriscado; mas menos do que continuar a trajetória com a convicção de que nada vai mudar.” Assim, e ao olhar para frente, e sempre, uma única e mesma certeza. Que tudo vai mudar! 4 – “Construir o futuro não é decidir o que deve ser feito amanhã. É o que deve ser feito hoje para que exista o amanhã.” Portanto, ainda que no breu e na escuridão, TODOS, mãos à obra. Quanto mais rápido iniciarmos a construção do futuro, mas estaremos próximos do presente. 5 – “Construir o futuro é descobrir e explorar a lacuna temporal entre o aparecimento de uma descontinuidade na economia e na sociedade. Isso chama-se antecipar um futuro que já aconteceu. Ou, impor ao futuro, que ainda não nasceu, uma nova ideia que tende a dar uma direção e um formato ao que está por vir. Isso chama-se… fazer o futuro acontecer!” Não nos resta outra alternativa. Assim, seguir em frente. 6 – “O futuro que já aconteceu não se encontra no ambiente interno da empresa. Está no ambiente externo: uma mudança na sociedade, conhecimentos, cultura, setores ou estruturas econômicas.” Isso é tudo. E é sobre essa premissa que devemos olhar para frente. Para, depois de amanhã. 7 – “Quando uma previsão é amplamente aceita é bem provável que não seja uma previsão do futuro, mas um relatório do passado recente.” De certa forma é o que mais temos ouvido nestes meses de coronacrise. Pessoas que pensam estar falando sobre o futuro que nos espera e aguarda e, em verdade, estão apenas e tão somente brincando de projetar o passado. E, 8 – “Construir o futuro pressupõe coragem. E muito trabalho. E, ainda, fé. Aquela ideia certa e infalível é a que certamente vai falhar. A ideia sobre a qual vamos construir a empresa deve ser incerta. Ninguém poderá afirmar como será e quando se tornará realidade. Deve ser arriscada, ter probabilidade de sucesso e fracasso. Caso não seja nem incerta nem arriscada, simplesmente não é uma ideia que tenha o que quer que seja a ver com o futuro; futuro que é sempre incerto e arriscado.” E isso é tudo, amigos. E, uma vez mais, e para sempre, obrigado, adorado mestre e mentor Peter Drucker. Portanto, depois de amanhã ou quem sabe quando a primavera chegar, e a boa nova andar nos campos e nas cidades, no Day After Coronavírus, esquecer tudo o que vimos até aqui. E tentar desenvolver um novo olhar, sobre o que se apresenta. Até janeiro 2020, vínhamos no rescaldo final do furação de estupidez, burrice e incompetência dos governantes de plantão, crise conjuntural, e nos reinventando diante do tsunami tecnológico. No final de fevereiro começou a Covid-19. Portanto, quando a primavera chegar, tudo o que temos que fazer é dar sequência a travessia do velho para o novo, agora considerando todos os aditivos e temperos decorrentes da CORONACRISE. Sem jamais perder de vista a orientação de nosso adorado mestre e mentor Peter Drucker, “Construir o futuro pressupõe coragem. E muito trabalho. E, ainda, fé. Aquela ideia certa e infalível é a que certamente vai falhar.”
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O maior carnaval do Brasil… Pra tudo terminar na quarta–feira, mesmo!

Tom e Vinicius cantavam, “Tristeza não tem fim, felicidade sim… pra tudo se acabar na quarta-feira”. Era assim, não é mais, não acaba mais na quarta, avança para uma ou duas semanas depois da quarta-feira de cinzas. E assim foi no Carnaval de 2020. O maior carnaval de todos os tempos da cidade de São Paulo, o da última semana de fevereiro de 2020, recorde absoluto de público e blocos, entrou para a história, na visão de muitos, e também, e agora se sabe, como o epicentro da crise do Coronavírus. Onde começou a eclodir a contaminação. Ô balancê, balancê… Sem saber, sem querer, sem planejamento de qualquer espécie, a cidade de São Paulo converteu-se, e hoje com enorme vantagem, no maior carnaval do Brasil. Não dissemos MELHOR; e, sim, MAIOR. E não vemos no horizonte qualquer outra cidade capaz de arrebatar essa conquista de São Paulo. O último Carnaval da década de 2010 – para os que seguem os fundamentos e acreditam que 2020 é o último ano da década –, Ou o primeiro Carnaval da nova década, dos 2020 – para os que como eu acreditam que a década começa agora e no zero – consagrou definitivamente a cidade de São Paulo como aquela que teve e continuará tendo, e agora que decolou, o maior carnaval do Brasil. Tudo a ver com as migrações de décadas, com as concentrações populacionais nas grandes metrópoles do mundo, com a multiplicação de tribos num mesmo espaço, e que devidamente consolidadas, e com plataformas de comunicação que as preservam conectadas 24X24, e da troca de ideias e pensamentos, blocos foram emergindo de todas as frestas, buracos, vilas, vielas, travessas, bairros da cidade, e simultaneamente, e pelo digital, mais e muito blocos multiplicando-se por diferentes afinidades. E deu no que deu. Sem planejamento, e naturalmente, em 20 anos o túmulo do Samba, como um dia brincou Vinicius, do zero e do tédio virou uma explosão. De alegria, felicidade, bagunça, sujeira, alegria, sexo, rock´n´roll e todos os demais ritmos. Foi assim. E agora é. Ou era, até meses atrás. Será? Solitários e isolados membros de tribos que em suas cidades não passavam de meia dúzia, pegam carro, trem, avião, e vêm integrar suas tribos em outras bases, números e dimensões. E a cidade de São Paulo converte-se, durante a semana do Carnaval, no maior mosaico de cores, crenças, preferências e comportamentos de todo o Brasil, e talvez, uma das três mais completas manifestações já e agora, e em todo o mundo. Os números são superlativos. De meia dúzia de blocos 20 anos atrás para 464 em 2019 e 796 que protagonizam 861 desfiles neste pandêmico 2020. Difícil alguém com alguma preferência específica sob qualquer ângulo e aspecto não encontrar seu bloco, sua turma, sua tribo. De dezenas de milhares de 20 anos atrás para 15 milhões de pessoas, gastando, na soma de todos os dias, R$ 2,6 bilhões. É isso, amigos. Agora, a ex-terra da garoa, ex-túmulo do samba, sem querer e muito menos planejar, converteu-se no maior e mais completo Carnaval do Brasil. E pelos números, e sem medo de errar, no Maior Carnaval do Mundo. E com esse reconhecimento e repercussão, em todos os anos desta nova década crescendo ainda mais e atraindo turistas de todas as regiões da terra. Claro, depois de dar um chega pra lá definitivo no vírus. Ou seja, perigava o Carnaval espontâneo e natural de São Paulo, converter-se no magneto que estava faltando para a decolagem do turismo de passeio na cidade. Uma cidade que viveu todos os últimos 50 anos do chamado turismo de negócios. E aí, terminado o Carnaval, há pouco mais de nove meses, começaram e já pararam os planos face a pandemia. Talvez, mais que na hora dos gestores da cidade e do estado começarem a planejar o como transformar essa circunstância que brotou espontaneamente, a de São Paulo, O Maior Carnaval do Mundo, em um atrativo permanente para a cidade, muito especialmente para mais de 40 finais de semana onde os hotéis permanecem às moscas. Como aprendemos e é mais que comprovado pela história e vida, CAVALO SELADO SÓ PASSA UMA ÚNICA VEZ, ou, CAVALO DADO NÃO SE OLHA OS DENTES, ou O OLHO DO DONO É QUE ENGORDA O CAVALO, ou QUEM NASCEU PRA BURRO NÃO CHEGA A CAVALO, ou CAVALO BOM E HOMEM VALENTE A GENTE SÓ CONHECE NA CHEGADA, ou, O CAVALO É PARA O HOMEM COMO AS ASAS PARA UM PÁSSARO, ou, ENQUANTO HOUVER CAVALO SÃO JORGE NÃO ANDARÁ A PÉ… Enfim, escolha o ditado que quiser, mas mais que na hora, PENSAVAM MUITOS, das autoridades do turismo da cidade de São Paulo pegarem uma carona nesse cavalo selado que apareceu e que se chama CARNAVAL, e finalmente trazerem para a cidade e estado o turismo de passeio, alegria, diversão. Todas as semanas no ano, e não apenas e tão somente, em uma única semana. Cidade e hotéis lotados nos finais de semana, também… Mas, dias depois, e a propósito do maior Carnaval do mundo… Coronavírus… Repetindo, e segundo muitos, o lugar ideal e sonhado por um tal de Covid-19. Onde deitou e relou. O maior Carnaval do mundo nunca mais será o mesmo. Por dois ou três anos. Mas, depois… Sai da frente! Planos de Carnaval todos os finais de semana provisoriamente adiados… Mas, vamos deixar anotado.
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Tad, Bad, “Take Care…” IYBS – It´s Your Brand, Stupid! Ou, de como construir, manter, ou, se possível, melhorar sua marca – uma marca chamada você ‒ a distância

Sem a menor dúvida, e por maior que seja o retorno ao pré-Covid-19, o trabalho a distância é uma nova realidade. Não necessariamente para tudo, e como muitas pessoas inocentemente vêm imaginando. Em poucas empresas, e excepcionalmente, uma nova realidade para praticamente tudo. Em boa parte das empresas um sistema híbrido que crescerá ou diminuirá de intensidade dependendo da característica do negócio. E em muitas empresas, ainda e também, nada a distância, tudo continuará presencial. De qualquer maneira, todos nós, empresários e profissionais não podemos nos esquecer dos fundamentos do trabalho à distância. Do básico, o essencial, para preservar a nossa Marca, que construímos no correr de anos e décadas, através do trabalho presencial. Assim, vamos ao básico… 1 – Escolha do local. Por menor que seja sua casa ou apartamento, dentre todos os lugares possíveis, existe um que é melhor que os outros. Esse é o lugar. Escolhido esse lugar, melhore todas as condições de iluminação, e na medida do possível, de acústica também prevenindo interrupções e barulhos. Mais que recomendável assim que possível comprar uma câmera para seu notebook ou computador com um som de qualidade – 99% dos notebooks têm uma câmera básica e meia boca ‒, e também comprar um ou dois pequenos spots para melhorar a iluminação. Faça isso antes de começar a reunião, e faça testes recorrentemente. Atenção, todo o cuidado com o fundo da imagem, com a parede atrás. Quanto mais neutra, melhor. E atenção total em relação a como você se coloca diante da câmera, como você se enquadra, especialmente em relação a sua voz. Talvez você precise melhorar o seu tom de voz, a velocidade com que fala, e a forma como diz as palavras. Mais adiante, teremos treinamentos e cursos específicos para isso, lembra, como eram no passado as escolas de caligrafia, datilografia, serão as escolas de rosto ou expressão/voz, escolas de videografia. 2 – Não é conectar-se no aplicativo, abrir a câmera e mandando ver, do jeito que você se encontra. Vista-se ou prepare-se para a reunião com muitos ou apenas com seus chefes com respeito e profissionalismo. Lembre-se que a quase totalidade da atenção vai estar concentrada em seu rosto. Portanto, cabelos mais que penteados, e alguma maquiagem. 3 – 5 minutos antes de começar a reunião a distância, avise seus filhos, pais, vizinhos, cachorro e papagaio que você não pode em hipótese alguma ser interrompido. Não importa o que aconteça. E que em hipótese alguma – inadmissível – que pessoas passem por trás de você durante as reuniões. 4 – Todo o começo de reunião é como se você estivesse se reencontrando com seus companheiros de trabalho. Nos primeiros 5 minutos, sorrir, dar bom dia, perguntar sobre como andam as coisas e a vida, e contribuir para que se estabeleça um clima profissional, mas de muita cordialidade e simpatia. A grosso modo, a reunião começa de verdade lá pelo terceiro ou quarto minuto. Gravíssimo! Atrasar-se é pecado capital. Se você ainda tinha alguma desculpa do trânsito ou da condução, fim! Já ouvi meia dúzia de histórias em que as pessoas acostumadas que estavam a dar a mesma desculpa os velhos tempos, iniciavam atrasada a reunião a distância atribuindo a culpa ao trânsito… Talvez, do banheiro para a sala… Ou o banheiro estava congestionado… 5 – Reuniões a distância são reuniões com tempo marcado. Para iniciar e para encerrar, mesmo que isso não esteja definido na convocação. Mais de 90% das reuniões a distância não ultrapassam 1 hora. E reuniões de duas horas ou mais são insuportáveis e improdutivas. Assim, não existe espaço para enrolação e “embromation”. Direto ao ponto. Opiniões claras, precisas, objetivas. Idem em relação a propostas. 6 – Assim como nas reuniões presenciais, fazer uma síntese no final de tudo o que foi decidido, repassar quem faz o que, agendar a próxima reunião, e um dos participantes, como sempre aconteceu ou deveria ter acontecido no presencial, fazendo um pró-memória ou ata da reunião. É isso, amigos, regras básicas sobre como preservar, e, se possível melhorar uma Marca Chamada Você, isso mesmo, a marca que você é e todos somos, agora em que não contamos mais, e na maioria das situações, com nosso corpo, movimentos, e aparência inteira, para nos ajudar. Para desespero dos bonitões e topetudos, e para a tristeza das decotadas… BAD – Branding A Distância e sem o chamado calor humano – calor de verdade – é um desafio a ser superado, um conhecimento a ser desenvolvido. Por isso, BAD… Por último e não em último lugar, e sem contar com a ajuda de colônias ou perfumes, ou cheiros para deixarmos um rastro de nossa presença, uma despedida cordial, simpática, amiga, e que sempre termina com um gostoso, amplo e verdadeiro sorriso. Completo! Com a boca, com os olhos, e todo o rosto. É o mínimo que se espera, nas situações e negócios em que o TAD – Trabalho a distância, e o BAD – Branding a distância, converterem-se numa nova e desafiadora realidade.
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Valor, 20 anos depois

Em meio a maior crise das últimas décadas, a maior depois da 2ª Grande Guerra, a do Covid-19, o jornal Valor comemorou seus primeiros 20 anos de existência. E, para tanto, imprimiu toda sua edição de sábado/domingo e segunda-feira, dias 2,3, e 4 de maio, em papel couché fosco de dupla gramatura. Mas, sem muitas comemorações. Como dizia a música de Ivan Lins por outras razões e motivos, “os tempos eram assim…”. Mais que merecia, mas, os desafios da “CoronaCrise”, mais que atrapalharam a mais que merecida comemoração. Mais, mais, mais… Menos. Quando chegou, o principal dos jornais desse território, a Gazeta Mercantil encontrava-se agonizante. E assim seguiu durante esses 20 anos… E depois do fim da Gazeta Mercantil, sem nenhum concorrente específico. Mas com muitos concorrentes genéricos, na medida em que os principais jornais do país, todos, passaram a ter cadernos de economia e negócios. Todos, sem exceção. Na edição comemorativa, Valor não retornou ao início, apresentou um gráfico sobre a evolução da circulação. Restringindo-se aos últimos 5 anos. Em 2015, Valor registrou uma circulação média no impresso de 41.431 exemplares, e no digital, de 18.291. O digital, como de certa forma vem acontecendo com todas as demais plataformas de comunicação, cresceu em todos esses 5 anos. Saltando dos 18 mil de 2015, para 24 mil em 2016, 26 mil em 2017, 57 mil em 2018, 70 mil em 2019, e neste momento, 2020, uma circulação de 81 mil exemplares… Já no papel, no analógico, vem caindo. Dos 41 mil e 2015, para 36 mil 2016; 31 mil 2017; 30 mil 2018; 27 mil 2019; e, 25 mil neste ano de 2020. Originalmente Valor era uma parceria entre o Grupo Globo e o Grupo Folha. No dia 13 de janeiro de 2016, os dois grupos sócios em Valor anunciam a venda da participação da Folha para O Globo. E agora, meses atrás, em plena pandemia, e comemorando seu 20º aniversário, a diretoria de redação do jornal assim se posicionou, “Registramos com os jornalistas isolados em suas residências e com a mesma incredulidade das pessoas em todo o mundo, essa avassaladora pandemia e suas consequências. Contamos, consternados, as mortes, as dificuldades de nosso sistema de saúde, a queda abrupta da renda das pessoas, as crises em muitas empresas cujas histórias de expansão acompanhamos, a brutal destruição de riquezas e as muitas manifestações de solidariedade. Nunca as histórias que contamos foram tão tristes em seu conjunto, mas nunca, nesses vinte anos, nosso trabalho deixou de levar informações aos leitores das mais relevantes”. Assim, e em nosso nome, consultores da Madia, e de todos os empresários, profissionais e estudantes empreendedores do Brasil, Parabéns, Valor, pelo Valor inestimável que tem agregado às nossas vidas, empresas, conhecimento. Ainda que não possamos neste momento, nem ajudá-lo a apagar as 20 velas, nem cortar o bolo, e nem mesmo brindarmos com uma taça de champanhe. Independente dos desafios do momento, Mais que Valeu, Valor!
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COVID 19: consumo de internet fixa aumenta e causa lentidão

Após início da quarentena provocada pela pandemia do coronavírus no país, operadoras de telefonia registraram um aumento médio de 40% no tráfego de internet banda larga fixa de sua rede. Vivo, Claro, TIM e Oi passaram a atender mais clientes em casa ao logo do dia e verificaram picos de consumo até 15% maiores. Os picos, normalmente, só ocorrem pela manhã, quando as pessoas estão saindo de casa, e à noite, quando retornam. A preocupação é que atinjam pico entre 150% e 200%, o que provocaria a falência da rede. Para tentar conter problemas que podem ocorrer por conta desses picos, governadores de pelo menos cinco estados (SP, RJ, BA, AM e GO) e do Distrito Federal solicitaram às operadoras conexões mais potentes e exclusivas para que a rede pública e privada de ensino possa restabelecer o ritmo de aulas por meio de videoconferências. Para tentar conter problemas que podem ocorrer por conta desses picos, governadores de pelo menos cinco estados (SP, RJ, BA, AM e GO) e do Distrito Federal solicitaram às operadoras conexões mais potentes e exclusivas para que a rede pública e privada de ensino possa restabelecer o ritmo de aulas por meio de videoconferências. Mais detalhes acesse nosso portal de conteúdo >