Categoria: butnews

butnews

Julho 2022

BUT – BUSINESS TRENDS – 06/2022 – JULHO/2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing ― a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER.1 – A VIDA TEM SONS Faltava um exemplo definitivo e arrebatador de um grande salto só possível através da inteligência artificial. Agora não falta mais. De alguma forma, a canção imortalizada pelo ROUPA NOVA, de autoria de LUIZ OTAVIO DE MELO CARVALHO, NEY ANTONIO D´AZAMBUJA RAMOS, E PAULO SERGIO VALLE, nos alertava sobre isso, Lembram… “A vida tem sons que pra gente ouvir Precisa aprender a começar de novo É como tocar o mesmo violão E nele compor uma nova canção” Ou, “A vida tem sons que pra gente ouvirPrecisa entender que um amor de verdadeÉ feito canção…” Mas, faltava o exemplo, a documentação, e isso aconteceu no ano passado, com o espetacular documentário, marco definitivo do antes e do depois, THE BEATLES: GET BACK. Obra monumental de PETER JACKSON, que decidiu enfrentar e superar o desafio, resgatando um momento único da vida dos BEATLES, mediante utilização de doses substanciais e generosas de INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Poderíamos seguir neste comentário detalhando que tudo começa quando um maluco chamado MICHAEL LINDSAY-HOGG, decidiu guardar e preservar todo o material de quase 60 horas captado no ano de 1969, para um suposto documentário LET IT BE, que seria protagonizado pelos BEATLES. Estava tudo lá, guardado, intacto, mas faltava submeter todo esse material, vídeo e sons, a tecnologia e suas conquistas, à inteligência artificial. A mesma que possibilitou no início deste século o decifrar-se de um dos maiores mistérios da humanidade. O GENOMA HUMANO, e de todas as demais espécies, DE COMO SOMOS FEITOS! E daí nasceu a mais revolucionária de todas as medicinas, ainda engatinhando, a MEDICINA CORRETIVA… O material era, ao mesmo tempo, irretocável e caótico. Não querendo perder nada, pela premonição que teve que talvez fosse aquele encontro o último de Paul, John, George, e Ringo, espalhou microfones e captou todos os sons possíveis e imagináveis. E aí, e para não nos alongarmos muito mesmo porque é difícil de explicar e quase impossível de compreender, recorrendo à IA – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL e ao ML – MACHINE LEARNING, resgataram, descobriram, e revelaram, um conteúdo inédito e absolutamente desconhecido pelos seres humanos, incluindo todos os milhões de admiradores dos BEATLES. Curto e grosso. As sensações que GET BACK nos transmitem são únicas e absolutamente impossíveis de serem sentidas pelos recursos até então existentes. Para as pessoas que nos perguntam qual a mágica do GET BACK, que fascina e ensandece tanto as pessoas. E que, sem terem consciência, sem saberem, passam a sentir. Sensações absolutamente novas, mais de 50 anos depois. E todas, sem exceção, em maiores ou menores graus, e sem conseguirem explicar, terminam a série de episódios num estado de contentamento, de emoção, de euforia, inimagináveis. Talvez, e tentando explicar o inexplicável, como se todos nós, e aproveitando o título que Beatriz Vaccari, do CANALTECH, deu a sua crítica do documentário, como se todos nós, de repente, encontrássemos circunstancialmente uma carta de amor de oito horas de duração, que encontrava-se guardada em um cofre, esperando pela chegada da inteligência artificial para que pudéssemos abri-la e lê-la, por completo. Tudo bem, esqueçam querer entender como é e funciona a inteligência artificial, assim como não sabemos como funcionam infinitos objetos, produtos, sistemas. Vamos apenas e tão somente desfrutarmo-nos de seus espetaculares serviços e conquistas. Como, por exemplo, GET BACK. E nos deixar levar nos sons, que a vida tem, e ouvir no fundo, SHE LOVES YOU, YEAH, YEAH, YEAH… 2 – OS LIMITES DO AMOR Quais os limites das manifestações de amor e carinho pelos colegas de trabalho de uma empresa? Segundo decisão da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, (AM/RR), e seguindo o parecer do relator, JOSÉ DANTAS DE GÓES, o limite são manifestações e comportamentos que caracterizem ULTRAJE AO PUDOR PÚBLICO… Isso posto, BEIJOS E ABRAÇOS entre colegas de uma mesma empresa, durante o expediente, pode e não é passível de caracterizar JUSTA CAUSA. Uma auxiliar de farmácia de um hospital foi filmada beijando um colega de trabalho durante o horário do expediente. E, em decorrência, foi demitida por justa causa. No julgamento, o hospital não teve sua defesa acolhida na ação que a funcionária ingressou na Justiça. O hospital recorreu, e voltou a perder. Segundo a 3ª Turma, a decisão foi absolutamente desproporcional. Era suficiente uma advertência. No máximo, uma suspensão… Ou seja, amigos, vivemos tempos de transição, de nervos a flor da pele, onde pessoas se manifestam de forma excessiva e exacerbada, criando um clima mais que trágico para decisões equivocadas, desnecessárias e inconsistentes. Tempos de transição, como o que vivemos, levam a isso. 3 – INFLUENCIADORES… Todo o cuidado e muito mais é pouco. Tudo bem, você quer confiar seu maior patrimônio, sua MARCA, a manifestações de influenciadores? É um problema seu. Mas, advertimos: loucura, devaneio, alucinação, temeridade. Vai dar merda, mais cedo ou mais tarde. Se quiser o testemunhal, o depoimento de alguém com conteúdo de verdade, risco próximo de zero, e que agrega valor a sua MARCA, claro, dependendo na maneira e do conteúdo a dizer, contrate um legítimo FORMADOR DE OPINIÃO. Esqueça essa bobagem chamada INFLUENCIADORES… Agora, cinco marcas que cometeram a temeridade, encantando-se com os números de visualizações e suposta audiência, correm atrás do prejuízo: IFOOD, BIS, RAGAZZO, PUMA e INSIDER STORE. Colocaram dinheiro, temerária e irresponsavelmente, em alguém que tinha por hábito fazer suas lives embriagado. Quem confessa e reconhece essa temeridade é ele, BRUNO AIUB, mais conhecido como MONARK (nada a ver com a fábrica de bicicletas). Quando alguma empresa procura a MADIA e vem com a conversa de utilizar INFLUENCIADORES agradecemos e pulamos fora. Absolutamente fora de controle. Como dar um punhal para uma criança brincar com seus amiguinhos… Não vai dar certo. Quer recorrer ao testemunhal, quer agregar valor à narrativa, contrate um FORMADOR DE OPINIÃO de verdade. E amarre esse FORMADOR DE OPINIÃO a cláusulas absurdamente rigorosas. E controle e vigie permanentemente seu comportamento. Para não correr o risco de esses influenciadores fazerem coisas, como, tatuagem no ânus. E ao invés de ficarem quietinhos, dão entrevistas orgulhando-se dessa barbaridade. Como fez ANITTA, membro do conselho do NUBANK. Segundo a influenciadora, ANITTA fez a tatuagem no ânus porque não tinha mais nenhum outro lugar em seu corpo onde fazer… E cobrada, declarou à imprensa: “Não tinha mais onde tatuar, não tinha mais espaço. Mas a tatuagem é muito linda, não tem nada demais…”. ANITTA tatuou a palavra LOVE em seu ÂNUS… Como declarou seu tatuador que ganhou R$300,00 reais para fazer: “Bem romântico…”.A marca é sua, a responsabilidade é sua, você decide. Depois não venha reclamar… 4 – QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE Ditado dos mais antigos, repetidos à exaustão por nossas mães avós diante da voracidade e gulodice total de nós, enquanto crianças, acabou virando título, em português, de uma deliciosa comédia de BRIAN DE PALMA, no original, WISE GUYS (garotos espertos). Com DANNY DE VITO e JOE PISCOPO. Mais ou menos, e quase sempre, a razão de ser de debacles monumentais. Fundada no ano de 1914, no dia 13 de dezembro, pelo imigrante português JOAQUIM IGNÁCIO DA FONSECA SARAIVA, de TRÁS-OS-MONTES, 94 anos depois, 2008, detinha mais de 20% do total das vendas do Brasil. E foi nesse exato momento, empolgada com o sucesso, que os sucessores de JOAQUIM IGNÁCIO decidiram aceitar as ofertas mirabolantes dos shopping centers, e converterem a vitória rede de livrarias, em MEGASTORES. E, que, além de livros, e como o espaço era descomunal, passaram a vender os condenados à morte CDs, DVDs, e na onda do “JÁQUE” — já que vendo isso vendo aquilo — foi convertendo-se também em revenda de eletroeletrônicos, computadores, celulares, smartphones, e, e, e, começou a fraquejar, bambear as pernas e aproximar-se do abismo. Como a compulsão e ganância eram incontroláveis não se deu conta e mergulhou no abismo. Corta para fevereiro de 2022. Quatro anos depois de ter pedido RECUPERAÇÃO JUDICIAL, incapaz de suportar e honrar uma dívida de R$675 milhões. Numa luta desesperada e esperanças próximas de zero, tenta sobreviver, de alguma maneira, seja essa maneira a que for. No ano passado, o que sobrou da SARAIVA dos anos de glória, meados da década passada, um prejuízo de R$15,7 milhões. Das 113 lojas de seu melhor momento hoje restam 37. Devolveu e ou fechou todas as demais. E ainda a pandemia, e vendas caindo para quase a metade do Natal de 2020. Dentre suas maiores dívidas, a maior com o BANCO DO BRASIL, mais de R$120 milhões. Dívidas elevadas com seus tradicionais e queridos editores de livros que forneciam o produto principal da verdadeira e original Saraiva: o LIVRO. Sem contar os aluguéis em shoppings que não paga há um bom tempo. Assim, e ano após ano, mais prejuízos, menos compromissos honrados, menos lojas, a caminho, de mãos dadas com a CULTURA, ao mesmo destino reservado a LASELVA, que teve sua falência decretada no ano de 2013. Lembram, nossas mães e avós… QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE… Mais ou menos por aí a triste e constrangedora história da SARAIVA, e de herdeiros que jamais entenderam as verdadeiras razões e motivos do imigrante português JOAQUIM IGNÁCIO DA FONSECA SARAIVA, de TRÁS-OS-MONTES, há mais de 100 anos. 5 – EQUILIBRANDO-SE NUM FIO DE ARAME FROUXO É essa a situação dos aplicativos de entrega — todos — muito especialmente, o mais conhecido de todos — transporte de passageiros e entregas de produtos e alimentação — o UBER. Que como todos sabem nasceu num dia em que nevava em Paris, 2008, e seu criador TRAVIS KALANICK não conseguindo táxi e vendo centenas de carros particulares passarem apenas com o motorista considerou a possibilidade de um aplicativo para uma espécie de “caronas pagas”. Milhares de processos em todo o mundo caracterizando RELAÇÃO DE TRABALHO existente entre UBER, demais aplicativos, e os motoristas. Ou seja, todo um meganegócio, envolvendo hoje parte da estrutura logística dos países, mais milhões de motoristas, mais dezenas de milhões de pessoas que compram no e-commerce e recebem a entrega da compra por essas plataformas, e muito mais, ou seja, uma manifestação absolutamente integrada e parte relevante do novo mundo em processo de construção. No ano de 2018, setembro, um motorista foi assassinado a tiros depois de dura discussão com um motoqueiro. A família, mulher e filho, ingressaram com ação alegando que o pai e marido trabalhava exclusivamente para o aplicativo. Na ocasião, e questionado, o UBER assim se manifestou: “Infelizmente, os incidentes de trânsito ainda são comuns nas cidades brasileiras. Esperamos que as autoridades avancem nas investigações para encontrar os responsáveis e levá-los à Justiça o mais rapidamente possível…”. Sintetizando e traduzindo, o UBER formalmente disse SINTO MUITO, MAS NÃO TENHO NADA COM ISSO. Mas não é exatamente assim que pensa parte da JUSTIÇA. E agora, e na medida em que a ação prospera, chegou a 3ª Turma do TST – Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu pela responsabilidade do UBER e que terá que indenizar a família do motorista assassinado. Essa discussão vai longe, e durante toda essa década ainda essas plataformas caminharão sob o fio de arame bambo e inseguro decorrente de criarem, com as conquistas da tecnologia, uma nova forma de relacionamento não prevista pelas leis. Mais adiante o mundo será assim, não existirão mais empregados. Apenas exclusivamente, profissionais autônomos, empreendedores, na condição de prestadores de serviços, e trabalhando sob o regime da PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Porém, mais adiante. Ainda teremos uma longa jornada para que ESSA NOVA REALIDADE, que já se faz presente nos países mais adiantados, torne-se uma NOVA e GLOBAL REALIDADE. E, enquanto isso não acontece, centenas, milhares, quem sabe milhões de processos na Justiça, merecendo decisões de toda a ordem. Todo processo de mudança é assim. O atual, mais que mudança, é de rompimento. Do mundo velho para um mundo absolutamente novo, em decorrência do tsunami provocado pela tecnologia. Assim, e mais que mudança, vivemos momentos de demolição, e construção absolutamente novas no lugar. Novas, e, completamente diferentes. Absolutamente nada a ver como era antes. Como nos ensinaram LULU SANTOS e NELSON MOTTA: “Tudo o que se vê não éIgual ao que a gente viu há um segundo…”.Lembram, e começavam já alertando, “Nada do que foi será De novo do jeito que já foi um dia…”. É ISSO. APENAS ISSO! 6 – CEDO PARA FORMAR-SE, MAS, E FINALMENTE, UMA MUDANÇA NA CURVA DA TENDÊNCIA Brasileiros gostam de cerveja e ponto. Não se discute mais. Era verdade. Desde que nasceu, em todas as esquinas, reuniões de família, festas, batizados, aniversários, dominava a cerveja. Pela simples razão que era acessível em todos os sentidos. Portabilidade, preço, distribuição. E para os não iniciados, absurdamente acessível porque empunhada por seus pais, tios, avós. E enquanto isso, o vinho devagar quase parando, absolutamente ignorado. Pior ainda, maltratado pelos produtores que se recusavam a fazer o essencial. E aí chegaram os CLUBES DE VINHO. Que, pacientemente, pegaram as pessoas pelas mãos e foram explicando o TIM-TIM POR TIM- TIM da fabricação, do consumo, da história, da elegância, sensibilidade, paladares, cores do vinho. Mais que isso, convenceram as pessoas a fazer assinaturas de vinho. WAAS! WINE AS A SERVICE! Mais que comprar, assinar o recebimento mensal de uma cota básica de vinho. Duas, três ou quatro garrafas. E junto com as garrafas, em embalagens primorosas, sempre um brinde, um folheto, uma revista, pegando os novos consumidores pela mão e alfabetizando todos na arte, ciência, ritual e prazeres do vinho. Da cidade de ITABUNA (BA), ROGÉRIO SALUME, 1973, adorava a prática da natação. Participava de competições em VITÓRIA, ESPÍRITO SANTO, para onde se mudou em 1989. Mais adiante fez jornalismo e MBA na FGV. Começou a vida profissional como vendedor — de bicicleta vendia balas e doces para bares e comércio da Grande Vitória. Um dia foi trabalhar com a empresa do maior dos mestres do ATACADO do País, ALAIR MARTINS. Cuidava das vendas do MARTINS na cidade de VITÓRIA. Antes de seu encontro com vinhos, e para permanecer próximo da família e de VITÓRIA, sua primeira filha, abriu uma pequena empresa de distribuição de produtos. Não deu certo. Numa viagem a SÃO PAULO reencontra ANSELMO, um velho amigo, de tecnologia, e constroem um primeiro site para a empresa dos dois. Para vender vinhos. O negócio prospera, em 2004 converte-se na ESTAÇÃO DO VINHO e recebe seu primeiro aporte. Em 2008, ROGÉRIO e ANSELMO despendem-se da ESTAÇÃO DO VINHO e criam o WINE. No primeiro ano vendem 250 mil garrafas para 14 mil clientes, e, então, nasce o CLUBE W, o WINE, que mudou para melhor e para sempre a história do vinho em nosso país. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? No caso do vinho a resposta é única e unânime, quem mudou a história do vinho em nosso país foi o CLUBE WINE, e, depois, os demais clubes que pegaram carona na nova e poderosa onda. Corta para o início do ano, e depois de quase 2 anos de pandemia completos. Dados das últimas pesquisas referentes ao ano de 2021 revelam. Enquanto a venda de cervejas caiu 11%, a de vinho avançou mais de 50%. É isso, amigos. Uma lição definitiva e magistral de como se muda o comportamento de pessoas, e se dá inicio a uma revolução. Com paciência, disciplina, gentilezas, carinho, respeito, pegando as pessoas pelas mãos, ensinando, acessibilidade total, e, gradativamente, o aparente milagre acontece. Quem quiser chamar de milagre que o faça, mas, de verdade, trabalho exaustivo, no correr de mais de uma década, e de excepcional qualidade. Quando isso acontece, dá certo. Deu. ROGÉRIO SALUME, seus sócios, companheiros de WINE, mais que todos os produtores, muitos centenários, mudaram para sempre e para melhor a história do vinho no Brasil. 7 – SÍNTESE DAS SÍNTESES Em todos os últimos anos muito se tem discutido sobre a possibilidade do excesso de tecnologia estar fazendo mal para as pessoas. Tornado todos mais acomodados, e, de quebra, alterando a maneira como raciocinamos. Por esse pensamento, todas as inovações dos últimos séculos e milênios, precisariam ser reconsideradas porque determinaram mudanças profundas no comportamento dos seres humanos. Em decorrência das inovações, no correr os séculos, passamos a produzir dezenas de vezes mais, e, na outra ponta, comer sentados em cadeiras e em volta de uma mesa, com pratos de louça, faca e garfo, mais guardanapos. Caso contrário, continuaríamos nos alimentando com as mãos… Porém, as fantásticas facas, que nos possibilitaram um salto civilizatório monumental, nas mãos de desequilibrados provocam as maiores barbaridades. É exatamente isso que testemunhamos acontecer com a tecnologia e seu uso. DANIEL SCHACTER, psicólogo americano e professor da Universidade de Harvard, autor do clássico THE SEVEN SINS OF MEMORY: HOW THE MIND FORGETS AND REMEMBERS, do ano de 2001, relançado agora em versão atualizada e mais completa, em entrevista à GIOVANNA WOLF do ESTADÃO, explica: “A tecnologia pode ser útil para nossa memória, como as agendas digitais que nos notificam sobre compromissos… O perigo reside na desinformação que povoa a internet que, e sem que as pessoas se deem conta, vai se incorporando às suas memórias…”. Ainda em sua entrevista SCHACTER falou sobre uma espécie de SÍNDROME DO FOTÓGRAFO. E que é mais ou menos a seguinte: a pessoa que numa viagem de família cuida dos registros fotográficos, não guarda nem uma melhor recordação, e nem uma maior lembrança da foto que tirou. Pela simples razão que sua atenção concentra-se na luminosidade, no foco, no ângulo, de todas as fotos que tira no correr da viagem. E ainda SCHACTER reflete sobre uma espécie de SÍNDROME DE GPS. Com o GPS, tudo ficou mais fácil, e raramente erramos a direção. Em compensação, nos tornamos dependentes, e se no passado guardávamos e sabíamos os caminhos, hoje se precisarmos refazê-los sem GPS será praticamente impossível. De verdade, SCHACTER apenas nos recorda do sentido da evolução. Diante de uma alternativa melhor em todos os sentidos, teríamos imensa dificuldade em retroceder, em recorrer a uma solução antiga, substituída magnificamente por uma solução melhor. Para isso, é que fomos feitos, como diria o poeta VINICIUS DE MORAES… Para isso, e, principalmente, para AMAR E SER AMADOS… Evolução passa, também, por esquecimentos. Pelo não lembrar-se mais do que se tornou desnecessário. 8 – TORTURA Gradativamente vai se disseminando a prática de algumas empresas, muito especialmente com a chegada das centenas de FINTECHS, de concederem empréstimos às pessoas, e recebendo como garantia o aparelho celular. Algumas plataformas e aplicativos possibilitam essa modalidade absurda de garantia, na medida em que, para parcela expressiva das pessoas, o celular é a voz, o transporte, o dinheiro, a vida. Além de e absurda, essa prática, atenta contra o MARCO CIVIL DA INTERNET, na medida em que, ao impedir as pessoas de se comunicarem, confiscam a liberdade de expressão, e ainda, o direito à propriedade. Ou seja, amigos, e depois de décadas, voltamos a viver numa selva. Onde no desespero de tomar uma parcela qualquer de mercado, comércio e fintechs ultrapassam todos os limites. O que, além de uma estupidez, é de uma burrice monumental. Para boa parte das pessoas a quem concederam crédito, o CELULAR é a única esperança e meio de conseguirem alguma receita, para depois poderem colocar em dia suas contas. 9 – PERPLEXIDADE De repente, e diante de números de supostas pesquisas que voltariam a colocar no comando do País um bandido julgado e condenado como ladrão e chefe de quadrilha, vozes das catacumbas voltam a falar em reformar e retornar para trás as poucas conquistas da reforma trabalhista do governo TEMER. O que levaria nosso país para um lugar mais distante ainda, e num passado do qual muitos países já se livraram a mais de duas décadas. Parece que ainda convivemos com pessoas no Brasil que parecem habitar uma outra e distante realidade, absolutamente insensíveis com o que vem acontecendo com o mundo muito especialmente nas últimas duas décadas. No ano de 1995, isso mesmo, 1995 — quase 30 anos atrás — JEREMY RIFKIN lançava nos ESTADOS UNIDOS seu best-seller THE END OF WORK, publicado no ano seguinte no Brasil com o título O FIM DOS EMPREGOS. Na página 5 do livro em sua tradução para o português, RIFKIN diz: “Enquanto as primeiras tecnologias industriais substituíram a força física do trabalho humano, trocando a força muscular por máquinas, as novas tecnologias prometem substituir a mente humana. Colocando máquinas inteligentes no lugar dos seres humanos em toda a escala de atividade econômica. Mais de 75% da força de trabalho na maior parte das nações industrializadas estão desempenhando funções que são pouco mais que simples tarefas repetitivas. Máquinas automatizadas, robôs, computadores cada vez mais sofisticados podem desempenhar muitas, se não a maioria, talvez, a totalidade dessas tarefas… Isso significa que, apenas nos ESTADOS UNIDOS, nos próximos anos, mais de 90 milhões de empregos de um total de 124 milhões serão ocupados por máquinas… WASSILY LEONTIEF, economista e prêmio NOBEL, advertiu a todos, que, “o papel dos humanos, como o mais importante fator de produção, está fadado a diminuir, do mesmo modo que o papel dos cavalos na agricultura foi diminuindo e depois eliminado com a chegada dos tratores…”. Mas, e independente dessa verdade monumental, irreversível e definitiva, continuamos lendo nos jornais do Brasil, em 2022, dar uma marcha-à-ré na tímida REFORMA TRABALHISTA de poucos anos atrás. SOCORRO! 10 – FALTOU COMBINAR COM O MUNDO Tudo bem, o tsunami tecnológico é uma realidade absoluta e definitiva e irreversível. Que no médio e longo prazo só terá sido responsável pelo progresso, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas, e antes de melhorar e muito, piora, muito especificamente determinados territórios, e, repito, piora muito. Assim, e diante de um novo mundo em processo de construção que muda radicalmente todos os processos de compra, que desloca os eixos de toda a produção global, os sistemas de logísticas e distribuição mais que perfeitos para um mundo antigo, e onde pouco se comprava a distância, carecem de sucateamento radical e urgente. Claro, desde que exista uma nova solução pronta e acabada hoje, o que de verdade não acontece. E em meio a essa disrupção, a pandemia, e o caos generalizam-se. Conclusão, no território da logística global, o preço dos fretes vai às nuvens. Especificamente em nosso país, onde nos tornamos um grande comprador de praticamente tudo a distância, muito especialmente de países do outro lado do mundo, a gravidade da situação é maior ainda. Não apenas para nós, consumidores finais, mas e principalmente para as empresas, carentes de componentes e matérias-primas. E que, óbvio, vai repercutir no preço final dos produtos, e determinando um agravamento no processo inflacionário que vive o mundo. Especificamente no território dos fretes, os preços partiram em direção ao céu. Escalaram! Para se ter uma ideia da dimensão do desafio, é suficiente atentarmos para o módulo básico de transporte marítimo entre empresas e empresas de diferentes países. Antes da pandemia, um container básico e universal, que mede 20 pés, e que jamais se aproximou do valor de US$3 mil, sempre entre US$2 e US$2,5 mil, hoje custa US$11,2 mil. Uma alta de praticamente cinco vezes. Mais ou menos como se de janeiro de 2021 para janeiro de 2022, aquela mesma corrida de táxi que pagávamos R$20,00, passasse a custar, R$100,00. É isso, amigos. E se o transporte custa 5 vezes mais, de alguma forma, parte desse aumento irá bater obrigatoriamente no preço dos produtos. E quanto a isso, não há o que fazer. Respirar fundo, esperar o mundo recuperar seus níveis de abastecimento para só então, e gradativamente, os preços retornarem próximos dos preços de janeiro de 2020, e a inflação mergulhar em declínio. Até lá, respirar fundo, repito, e procurar sobreviver. DRUCKER´S MONTHLY Hoje, nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER faz importantes considerações sobre os chamados LÍDERES CARISMÁTICOS. Diz o mestre:“Ter carisma está na moda. Fala-se muito sobre, e uma grande quantidade de livros a respeito de líderes carismáticos vem sendo publicada. Na política, a ânsia pelo tal de carisma tem se revelado fatal. Nenhum século viu mais líderes carismáticos do que o século XX. E nunca os líderes políticos fizeram um mal maior que os chamados gigantes do século XX: Stalin, Mussolini, Hitler e Mao. Em verdade, não é o carisma que importa. O que importa é se o líder conduz na direção certa, ou na direção errada. As conquistas construídas no século XX foram obras de pessoas absolutamente sem carisma. Os dois militares que conduziram os Aliados à vitória na Segunda Guerra Mundial foram Dwight Eisenhower e George Marshall. Ambos altamente disciplinados, altamente competentes e brutalmente chatos; carisma zero… Entre capazes e carismáticos, opte pelos primeiros”. E, nós, consultores da Madia, completamos, e repetimos, “Entre capazes e carismáticos, opte pelos primeiros; SEMPRE!”
butnews

Junho 2022

BUT – BUSINESS TRENDS – 05/2022 – JUNHO/2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing ― a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – PORTEIROS E PORTEIROS Dentre os filmes de sucesso de crítica dos anos 1970, o dirigido pela cineasta LILIANA CAVANI, “O PORTEIRO DA NOITE”. Marca o reencontro de uma sobrevivente de um campo de concentração e seu torturador, agora trabalhando como porteiro de um hotel na cidade de Viena. Encabeçando o elenco, CHARLOTTE RAMPLING e DIRK BOGARDE. Nas principais cidades do mundo, naquele momento, crescia de forma avassaladora a quantidade de pessoas mudando-se para prédios de apartamentos, e, em todos eles, e na medida em que aumentavam de tamanhos, com dezenas de apartamentos, passou a ser necessária a figura do porteiro. Assim, e nas últimas três décadas, vimos crescer a quantidade de prédios, de porteiros, e trabalhando em três turnos. As despesas de condomínio foram escapando do controle. Nas locações, situações patéticas onde o rateio das despesas de condomínio significavam desembolso maior que o próprio aluguel, e aí, condôminos reunidos decidiram dar um basta a essa situação, recorrendo aos avanços e recursos da tecnologia, e começou a desgraça da então próspera profissão de porteiro. Pesquisa divulgada em matéria da VEJA SÃO PAULO, da plataforma SINDICONET, revela que quase 20% dos síndicos entrevistados relataram que as assembleias de condôminos decidiram demitir porteiros e substituí-los por um sistema eletrônico. Em 3 anos, essa tendência mais que dobrou. Ou seja, e gradativamente, mais uma atividade ou profissão caminhando em direção ao desaparecimento. Na matéria da VEJINHA sobre o assunto, um dos entrevistados, o síndico profissional ALEXANDRE PRANDINI, que cuida de 16 condomínios, e na metade dos quais não existe mais o porteiro, trouxe uma segunda e importante razão. Disse: “Não estamos mais conversando se o prédio vai ou não colocar portaria digital, mas, quando. Só quem conhece uma portaria entende quão insalubre é o ambiente… O porteiro passa o dia tendo de atender presencialmente, receber entregas, olhar através de câmeras, abrir o portão da garagem, tudo isso por horas e dentro de um cubículo…”. Assim, e como mais que previsto, determinadas profissões perderam a razão de ser diante dos recursos e possibilidades decorrentes dos avanços e conquistas das novas tecnologias. Tudo o que o mundo e a sociedade tem que fazer é reconhecer que acontecimentos como esses são inevitáveis e inadiáveis, e, cuidar da requalificação dos profissionais tipo porteiros de prédios… 2 – AS INFINITAS DIMENSÕES DA CHAMADA MULTICANALIDADE Mais que multicanais, a multicanalidade, em todas as dimensões e sentidos vai tomando conta dos negócios. Dentre os exemplos que melhor revelam essa tendência crescente e irreversível, as mudanças contidas na estratégia do BOB’S para os próximos anos. Claro, tudo tem a ver, começa, e ganha o empurrão necessário e suficiente com a pandemia. Mas, e como nos ensinam a física e a natureza, depois que mudamos alguma coisa de lugar e assim permanece por um determinado tempo, começa a gerar raízes e vai se institucionalizando, num primeiro estágio, e crescendo, nos estágios seguintes. Assim, o BOB’S constatou que suas vendas através de delivery antes da pandemia e que eram de 7%, claro chegaram a 100% durante a pandemia, na reabertura das lojas não voltou aos 7% mas, estabilizou-se em 22%, ou seja, cresceu três vezes. Brigar com a nova realidade definitivamente não era a melhor solução, e assim, o BOB’S decidiu aderir a essa nova realidade. Passou a oferecer a solução “CLIQUE E RETIRE”. O cliente faz seu pedido através do app, CHAMA O BOB´S e retira o pedido num LOCKER instalado nas lojas – armários individuais e trancados, abertos mediante a aplicação do QRCODE que o cliente recebe via celular. Esse mesmo sistema passou a funcionar para os entregadores, dentro do processo de eliminar ao máximo todos os contatos físicos possíveis ― novos hábitos de tempos de pandemia ―, e, também e principalmente, ganhar tempo. E, para tangibilizar e sintetizar todas essas inovações, está abrindo uma LOJA CONCEITO na cidade de campinas, OMNICHANNEL, batizada de BOB´S CONECTA. Em paralelo, e considerando outra mudança no comportamento das pessoas, criou o KIT BOB’S FAÇA EM CASA. Já disponível em algumas redes supermercadistas desde meados de 2021. Uma caixa composta de seis unidades de hambúrgueres 100% de carne bovina, seis conjuntos de pães, fatias de queijo, e 200g do molho BIG BOB… É isso, amigos. Se nas batalhas, os vencedores e conquistadores acabam assimilando alguns hábitos dos derrotados e conquistados, em momentos de excepcionalidade em que as circunstâncias determinam mudanças extremas de hábitos e comportamentos, alguns permanecerão para sempre. Assim caminha a humanidade, hábitos, costumes, e a isso se rende o marketing de excepcional qualidade. 3 – PREVISÕES E PREVISÕES Durante anos, dezenas de supostos videntes viviam da previsão sobre eventos futuros que faziam para seus clientes. Até hoje, um número grande de pessoas tem por hábito consultar seus videntes nos finais de ano. E dentre essas pessoas, alguns empresários e profissionais. Em diferentes lugares do planeta. A galera da tecnologia é adepta de consultar videntes, e um dos mais demandados pelos habitantes do VALE DO SILÍCIO, é o palestrante, autor, empreendedor e professor da Escola de Negócios STERN, da Universidade de Nova York, SCOTT GALLOWAY, 57 anos. De suas previsões para o ano passado, 2021, acertou em cheio ao prever que o BITCOIN em algum momento superaria o valor de US$ 50 mil ― no momento em que fez a previsão o valor era de US$ 25 mil. Mas errou ao afirmar, com convicção, que em algum momento do ano passado, a APPLE compraria uma das empresas que decolaram com a pandemia, a PELOTON, uma das novidades em fitness que virou mania nos Estados Unidos. Já em suas previsões para este ano de 2022, talvez a de maior impacto é a que prognostica para a META, do METAVERSO, FACEBOOK, MARK ZUCKERBERG, um fracasso igual ou maior do que aconteceu com o SECOND LIFE. Em contrapartida, e num raciocínio que faz todo o sentido, tal a adesão dos APPLEMANIACOS, acredita que, se existe uma empresa no mundo capaz de construir um universo paralelo, essa empresa é a APPLE, com o que também concordamos, nós consultores da MADIA. No Brasil, e dos últimos videntes, o mais famoso foi a MÃE DINÁH. BENEDICTA FINAZZA, nascida em São Paulo, no bairro do Paraíso, em 1930, onde também morreu no ano de 2014. Antes de morrer, passou a vender suas previsões em massa, por um valor mais que acessível, mas que de verdade eram produzidas pelo computador. De cada 1000 previsões que fez garantindo que os consulentes teriam longa vida, sempre dois ou três morriam antes mesmo de receberem a previsão. 4 – A CACAU SHOW É UM SHOW PÁSCOA de 1988. ALEXANDRE TADEU DA COSTA, 17 anos, decide produzir e vender chocolates, e, numa das primeiras tentativas, recebe uma encomenda de 2 mil ovos. Como não produzia, procurou alguém para. Bateu na porta da fábrica que disse não ter condição de atender ao pedido. Comprou matéria-prima, contratou uma senhora que produzia chocolate na sua casa. Aceitou e atendeu ao pedido. Janeiro de 2022. ALEXANDRE e a CACAU SHOW converteram-se em referências mundiais. ALEXANDRE integra a Academia Brasileira de Marketing pelo marketing de excepcional qualidade que injetou em seu negócio, uma empresa que fechou 2021, 33 anos depois da primeira encomenda, com um faturamento de R$ 2,9 bilhões, 40% maior que o do ano anterior. Assimilado o baque inicial da pandemia, que determinou pisar no breque da expansão da rede de lojas, no ano de 2020; já em 2021, voltou a acelerar encerrando o ano com 2.828 unidades. Hoje ALEXANDRE finaliza os últimos detalhes de sua invasão ao mundo, abertura de capital, e aponta, “No médio e longo prazo teremos mais de 5 mil lojas em todo o Brasil”. Em paralelo, a CACAU SHOW de anos para cá ingressou no território das VENDAS DIRETAS, e hoje já conta com um pequeno exército de 100 mil vendedores. Durante décadas, o Brasil conviveu com uma única marca de chocolate de ótima qualidade, mas inacessível pelo preço ― KOPENHAGEN ― e duas dúzias de produtos individuais fabricados pela indústria de alimentos, tipo, BIS, SONHO DE VALSA, PRESTÍGIO, DIAMANTE NEGRO. ALEXANDRE, em seus sonhos, decidiu democratizar o acesso ao chocolate. Entre KOPENHAGEN e as demais marcas existia a maior oportunidade de mercado, em todos os sentidos, direções e tamanhos desse território. ALEXANDRE decidiu ocupar esse território ignorado pelos demais fabricantes. E o fez de maneira primorosa adotando um MARKETING POR INTEIRO. Trabalhando de forma irretocável os 13 Ps da MADIA MARKETING MATRIX, a MATRIX do MARKETING dos NOVOS TEMPOS. Sem esquecer-se de um único detalhe. Identificou, dimensionou a oportunidade, PERCOGNITIOM; analisou todas as condições do ambiente político, econômico, social e tecnológico, PEST; definiu seu PHOCUS; posicionou sua empresa, POSITIONING; elegeu o mix de produtos, PRODUCT; estabeleceu a estratégia de distribuição e vendas, PLACE; jamais se descuidou do pós-venda e relacionamento, POST-PLACE; foi impecável na comunicação, PROMOTION; sensível e criterioso no estabelecimento do preço, PRICE; cuidou de todas as componentes legais do negócio, PROTECTION, e foi primoroso no trato com os três públicos que hoje constituem o CAPITAL HUMANO das empresas verdadeiramente modernas: PEOPLE, os que trabalham dentro da empresa, PROVIDERS, todos os fornecedores diretos e indiretos, e, por último, mas não em último lugar, os PARTNERS ― parceiros de toda ordem/horas, e especializações. Não podia dar errado. Ele, ALEXANDRE TADEU DA COSTA, e sua CACAU SHOW. Um unicórnio analógico, em tempos de centenas de unicórnios digitais. 5 – WHERE IS THE BEEF? Segue a vida, covid vai convertendo-se, depois da devastação, numa gripe mais forte que deverá marcar presença de tempos em tempos, e as empresas, sobreviventes, retomando suas atividades. E dentre essas, os tais de UNICÓRNIOS. A quase totalidade deles, com uma ou duas exceções, e até agora, não conseguiu responder a uma espécie de pergunta clássica que se traduz no bordão da rede de lanchonetes WENDY’S, dos EUA, WHERE IS THE BEEF? Onde “beef” vira “lucro”. Onde está o lucro. Para os que não se lembram, uma campanha consagrada de uma pequena rede de lanchonetes, a Wendy’s, questionando as gigantes MC e BK, a respeito do tamanho dos “bifes”, que colocavam em seus lanches. Repetindo, e por enquanto, duas ou três exceções de UNICÓRNIOS que disseram ao que vieram, sobre o velho, consagrado e insubstituível critério do lucro. Caso contrário, convertem-se em instituições de caridade, e, imagino, não é exatamente isso que motivam seus investidores. Buscam resultados, ainda que a médio e longo prazo, e não converterem-se em doadores de instituições de benemerência. Para isso existem causas melhores e mais nobres. Por exemplo, lemos na revista DINHEIRO, com atenção e expectativa, uma grande matéria sobre um dos UNICÓRNIOS brasileiros, a GYMPASS, hoje se expandindo internacionalmente, e assinada pela jornalista BEATRIZ PACHECO. Quem fala pela empresa é PRISCILA SIQUEIRA, CEO da GYMPASS no Brasil. Segundo PRISCILA, os planos para este ano, superada a crise da pandemia, é de um crescimento de 30% apenas no Brasil, de aumentar a presença nos Estados Unidos, aumentar a equipe em 36%, e ultrapassar a casa do 1,5 mil funcionários até o final do ano. Segue a matéria/entrevista com números exuberantes. GYMPASS contabiliza 3 mil clientes corporativos ― recusa-se a informar o número de usuários da plataforma ―, mas dentre seus clientes figuram BANCO DO BRASIL, PETROBRAS, SANTANDER, UNILEVER, que, somados, totalizam quase 200 mil usuários potenciais da GYMPASS, mas, quantos de verdade o são? Segredo de estado, ou, constrangimento em revelar o verdadeiro número? É isso, amigos. Ah? WHERE IS THE BEEF? Qual o lucro, ou quando poderá se considerar algum tipo de resultado, ou até mesmo qual o faturamento… zero. Não dizem absolutamente nada. Fundada no ano de 2012 e tendo como missão acabar com o sedentarismo no mundo, a partir das dificuldades de um dos fundadores que viajava muito a trabalho de encontrar academias com um preço razoável. Hoje, e após novo investimento do banco dos sonhos das startups, SOFTBANK, e mesmo sem jamais falar em lucro,  já vale, pelos critérios da moda, mais de US$ 2,2 bilhões. Independente dos mistérios e falta de explicações consistentes de alguns dos UNICÓRNIOS sobre seus desempenhos, existem questões mais graves a respeito de seus futuros e viabilidades. No caso da GYMPASS, será que ser um NÔMADE DE ACADEMIAS é o que executivos, profissionais e empresários mais sonharam para suas viagens e vidas? Ou querem mesmo é continuar usando a academia de suas preferências? Como um dia GARRINCHA disse a FEOLA: “Professor, o senhor perguntou aos russos?”. 6 – BRASIL INACEITÁVEL No Carnaval de 2020, enquanto a pandemia começava em nosso país, o governador do Estado de São Paulo, JOÃO DORIA, comandou uma caravana de empresários brasileiros aos EMIRADOS ÁRABES. Estavam presentes representantes de 50 empresas, ocasião em que o Estado de São Paulo inaugurou um escritório de representação em DUBAI. Na volta da caravana, com a pandemia acelerando, o destaque foi a declaração do empresário SIDNEI PIVA, que comandava a ITAPEMIRIM em processo de recuperação judicial, ter anunciado um empréstimo de US$ 500 milhões para montar uma empresa aérea, a ITA. No dia 29 de junho de 2021, 16 meses depois da volta, a ITA fez seu primeiro voo. Anunciando que iria operar com 35 destinos, e que teria 50 aviões integrados à frota até junho deste ano, 2022. Próximo do final do ano, com poucos meses de vida, e num exuberante VOO DE GALINHA, a ITA anunciou a suspensão de todos os voos por falta de caixa para pagar combustível, aeroportos e funcionários. Deixando milhares de passageiros com o bilhete na mão. A imprensa foi cobrar da agência reguladora do negócio da aviação no Brasil, a ANAC, porque tinha dado autorização para uma empresa em recuperação judicial, sem nenhuma experiência, e que deixara de cumprir algumas das exigências mínimas para se constituir. E ouviu perplexa, do presidente da ANAC, JULIANO NOMAN, literalmente, a seguinte explicação… “NÓS FOMOS PEGOS DE SURPRESA. NÃO ESPERÁVAMOS QUE A COMPANHIA FOSSE PARAR”… Ou seja, a tragédia é completa. A agência reguladora que deveria regular e que é responsável por todas as autorizações declarou-se SURPRESA… Se faltava um exemplo tétrico de um Brasil que definitivamente não queremos mais, essa aventura que começa no Carnaval de 2020, no início da pandemia, e que termina menos de dois anos depois, é mais que reveladora que essa situação é insuportável e que não pode nunca mais acontecer. Independente da imediata troca de comando e enquadramento de uma agência que não se envergonha de dizer ter sido PEGA DE SURPRESA de alguma coisa que, em tese, estava debaixo de seu nariz e sob seu suposto comando e controle. Seis meses depois do primeiro voo, a falecida que jamais deveria ter nascido, a ITA, começa a devolver todos os aviões de sua frota, arrendados, e às empresas proprietárias. Não precisávamos de mais um escândalo dessa dimensão. Mas já que ocorreu, que sirva como último e derradeiro exemplo de um País que não queremos mais. Nunca mais. 7 – INOVAR É PRECISO E SEMPRE Mas… não tem mais o que inovar?! Sim, sempre tem… Sempre é possível inovar-se.  O mundo não é estático, a vida muda, as circunstâncias mergulham em transformações, e assim, se todo o entorno muda, não é possível aceitar o lenga-lenga que “não há mais nada a fazer ou inovar”. Sempre há! Se você e sua empresa não conseguem é outra coisa, mas que sempre é possível inovar, sim, é. No ano de 1968, o mais que emblemático ano em que eclodem os acontecimentos decisivos e revolucionários que moldariam o Admirável Mundo Novo agora em processo de construção, nascia, na cidade de MARSELHA, FRANÇA, a “5ÀSEC”. Mais adiante uma rede de lavanderias pelo mundo, especializada, e com cinco alternativas de serviços e preços, e onde prevalece a lavagem a seco. 5ÀSEC! Mais ainda. Recordista no tempo de prestação dos serviços. 1 hora! Em pouco tempo, a empresa mediante franquia cobria toda a França e começou a sua expansão internacional. Começando pelos países vizinhos à França, os de língua francesa, muito rapidamente invadiu a América. Chegou ao Brasil no ano de 1994. Corta para 2020. Hoje a 5ÀSEC tem no Brasil uma de suas principais operações. E deverá bater em 500 lojas em nosso país ainda neste primeiro semestre. Em todo o mundo são 1.730 lojas. Mas, e não obstante, e até por isso e como condição de manutenção e crescimento segue inovando. No final de 2021, lançou um plano por assinaturas, que já responde por 10% do faturamento das lojas. Garantindo um preço melhor para os clientes que se dispuserem a contratar esse serviço por um determinado período. Está instalando LOCKERS em edifícios comerciais e condomínios residenciais. Onde os clientes deixam e retiram as roupas sem precisar ir a uma loja ou pagar pela entrega. E, para tornar-se acessível a um público muito maior, acaba de criar a LAVPOP, mais voltada para jovens e profissionais em início de carreira. Mas não tem mais no que inovar, costumam dizer preguiçosos e pessoas sem imaginação. Tem, sempre tem, sempre é possível, mais que possível, vital. Inovar, ou, morrer. 8 – 25 DE SETEMBRO DE 2008. O DIA EM QUE A SADIA MERGULHOU EM CRISE IRREVERSÍVEL. Nas colunas mais bem informadas do País, no final de janeiro, a informação de que a MARFRIG encontrava-se a um passo de assumir o controle da BRF ― SADIA + PERDIGÃO. E que acabou acontecendo. No fatídico ano de 2008, algumas empresas, ou por desespero, incompetência, ganância, imprudência, decidiram apostar alto. Apostaram no REAL contra o DÓLAR. “Hedgiaram”, fizeram um hedge, como se diz, e se deram mal. Apostaram na ponta errada. Assim, no dia 25 de setembro de 2008, e reconhecendo a tragédia, a SADIA anunciou ter decidido liquidar operações no mercado financeiro, e realizar um prejuízo de R$ 760 milhões. Como acontece nessas situações, e para livrar a cara de todos que foram coniventes de uma decisão temerária ao realizar o hedge, culpou-se o gestor financeiro que, e assim, foi despedido com humilhação. Foi a tal da gota d´água. A empresa que já vinha padecendo de uma gestão débil, nunca mais conseguiu sair da crise com as próprias pernas, teve que se submeter a uma compra por sua principal concorrente, mas sempre segunda colocada, a PERDIGÃO, dando origem à BRF, que nasceu da pior forma possível. Como curativo para duas empresas com problemas de gestão, e a partir de uma decisão irresponsável. Anunciada em 2009, a BRF, soma das duas empresas, foi aprovada pelo CADE em 12 de junho de 2013. Nesse período algumas tentativas foram realizadas, muito especialmente por ABILIO DINIZ que chegou a comprar um bloco representativo de ações da BRF através de sua holding, PENÍNSULA, conseguiu o comando executivo da empresa, mas, sem perspectivas de melhores resultados, preferiu assumir o erro da decisão e do investimento, e assim, vendeu sua posição de ações constituída entre 2012/2013, pagando por ação um valor médio de R$ 40,00, e vendendo para a MARFRIG, poucos anos depois, por R$ 28,75, contabilizando um forte prejuízo. Abilio foi durante 2013 e 2018 presidente do conselho da BRF. E agora, com os 3,8% que comprou de ABILIO, somada à posição que já detinha totalizando 31,66% do controle, mais o que comprou no meio do caminho, a MARFRIG tornou-se a sócia majoritária da BRF. Poucos anos antes do injustificável escorregão de especular com hedge, SADIA e PERDIGÃO jamais imaginavam que entregariam seu controle a MARCOS MOLINA DOS SANTOS, um “sem-faculdade”, empreendedor intuitivo, que trabalha 21h por dia, casado com MARCIA SANTOS. Em depoimento à ÉPOCA NEGÓCIOS, MARCIA descreve seu sócio e marido MARCOS MOLINA: “As coisas acontecem muito rapidamente na cabeça dele. Pensa sempre antes, e na frente. A MARFRIG era focada quase que exclusivamente em CARNE BOVINA. E aí o MARCOS decidiu comprar o PATAGONIA, frigorifico especializado em cordeiros, na TERRA DO FOGO, extremo sul do CHILE. Orgulhoso me convidou para conhecer o local. Chegamos lá num dia gelado, abaixo de zero. Marcos, eu disse, o que tem neste fim de mundo? E ouvi como resposta, 250 MIL CORDEIROS POR ANO… Cordeiros especiais, considerados orgânicos porque pastam. Têm mercado garantido…”. Enquanto a SADIA especulava com moedas, um pequeno e ousado distribuidor de carnes comprava um frigorífico na TERRA DO FOGO. O resto é história, e aula magna do que se deve, e do que jamais se deve fazer. 9 – O BRASIL INVENTA O CONTRABANDO REVERSO Anos atrás, o mercado de cigarros do Brasil ― o tóxico e criminoso mercado de cigarros ― era dominado pela SOUZA CRUZ, com 70%, e demais empresas, 30%. Veio a Philip Morris, comprou todas as demais empresas e passou a deter os quase 30% restantes. E assim seguia a vida. E aí o PARAGUAI decidiu fabricar cigarros, e “exportar” ― contrabandear ― para o Brasil. Por aqui, o imposto ultrapassa os 90%, por lá, 18%. Conclusão, SOUZA CRUZ e PHILIP MORRIS hoje somadas, que detinham a quase totalidade do mercado, hoje detêm apenas 51%. 49% já é dos contrabandeados do Paraguai. O Governo Paraguaio, feliz que os brasileiros se matassem cada vez mais pelo vício do cigarro, e não fazendo absolutamente nada para impedir a fabricação de uma fraude em seu território. E assim seguia a vida. Porém, outros e mais espertos contraventores, inventaram o CONTRABANDO REVERSO. Fabricam no Brasil o cigarro paraguaio até então contrabandeado daquele país. E escapam do imposto de mais de 90% do Brasil, dos 18% do PARAGUAI, e isso mais que compensa os riscos envolvidos. Nos últimos meses algumas sofisticadas fábricas de cigarros paraguaios fabricados no Brasil foram “estouradas”, revelando o CONTRABANDO REVERSO. Desse jeito nosso velho e carcomido País não chegará a canto algum. PEDRO MALAN disse, tempos atrás, que “No Brasil até o passado é incerto”. Hoje a frase decorrente da prática é que “No Brasil, até os verdadeiros e bravos contrabandistas são passados para trás”. Ou, um País onde o crime não compensa. Não em decorrência da lei. Em decorrência de criminosos mais espertos… 10 – CADA UM VÊ E ENXERGA O QUE QUER O Brasil, através de seus governantes, vê o advento dos NÔMADES DIGITAIS como uma excepcional oportunidade para atrair para o País, milhares ou milhões de jovens que trabalham pelo mundo, de qualquer lugar do mundo, com mochila, celular, laptop e cérebro. A tal da mobilidade. No passado, na Revolução Industrial, todos sob um mesmo galpão trabalhando na linha de montagem e esmerando-se em tempos e movimentos. Mais adiante, e com a revolução dos serviços, pessoas trabalhando em escritórios, de forma mais confortável, melhores vestidas, e com algum tempo para confraternização. E aí veio a disrupção tecnológica, e o emprego como o conhecemos, tanto na indústria como nos serviços, começou a arrumar as malas para partir e nunca mais voltar. Corta para a virada do milênio. No país mais desenvolvido do mundo, ESTADOS UNIDOS, e olhando pela janela, e advertindo o mundo pelo que vinha pela frente, JEREMY RIFKIN em um de seus livros emblemáticos sentencia, O FIM DOS EMPREGOS, ano de 1995, e, dois anos depois, em artigo premonitório que em seguida converte-se em livro, DANIEL PINK anuncia o nascimento da FREE AGENT NATION, constituída pela quase totalidade dos novos profissionais, profissionais empreendedores que dão início à SHARING ECONOMY ― economia por compartilhamento, e onde o capital é o CONHECIMENTO MOBILE, que carregam consigo para todos os lugares, devidamente guardados e protegidos em suas cabeças. Enquanto Isso, chefes de família americanos contratavam contadores indianos, na Índia, aproveitando-se também da vantagem do fuso horário, do domínio do inglês pelos indianos, e por sua competência contábil, para prepararem suas declarações de rendas. Contadores indianos fazendo a declaração de renda dos americanos para posterior entrega ao fisco. E simultaneamente, esses mesmos chefes de família americanos contratavam professores indianos para dar aulas particulares de matemática a seus filhos. Melhores professores, e pela metade do preço. Corta para 2022 e a presença dos NÔMADES DIGITAIS ― se bobearmos, toda uma nova geração ―, mais que disputados por países e cidades. Todos querem merecer suas preferências e que escolham essas cidades e países como base para os serviços que prestarão em todas as partes do mundo, e, a distância. E aí, países começam a criar condições especiais para conseguir suas preferências. E o Brasil, não fica atrás, e está certo. Essa é a nova realidade. O Conselho Nacional de Imigração do Ministério da Justiça acaba de criar uma regulação para um visto especial de permanência por um ano, prorrogável por mais um ano, sem a necessidade de vinculação de trabalho com empresas no País. Podem e devem trabalhar para empresas de fora. Quantas mais, mais valorizados serão… Faltou apenas enxergar o outro lado de toda essa linda e deliciosa história é que NÔMADES DIGITAIS de todo o mundo e em todo o mundo estão acelerando o fim dos empregos que fatalmente aconteceria, em decorrência da nova forma de trabalhar e organizar das empresas. Mas não vejo uma única linha na imprensa, muito menos nas declarações de autoridades e políticos sobre o outro lado dos NÔMADES DIGITAIS. A confirmação, a aceleração, a certeza, de que os empregos tal como conhecemos um dia chegaram ao fim, e todos os governos de todos os países, em maiores ou menores proporções não se prepararam para esse momento. Detalhe, hoje o Brasil já contabiliza um total de quase 10 mil nômades digitais brasileiros reversos. Que moram em outros países – Portugal, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, China, Coreia do Sul, França, e que prestam serviços para as empresas brasileiras, acelerando o fim dos empregos para os que aqui moram… DRUCKER’S MONTHLY Hoje, recordamos uma das lições mais importantes de nosso adorado mestre PETER DRUCKER, e todos os que se referem as mesmas falam da lição dos CUMES E VALES. Nosso adorado mestre lembra da impossibilidade de se encontrar pessoas fortes em tudo. Que pessoas fortes também têm fraquezas. Vamos ao ensinamento do mestre, “Escolher pessoas sempre envolve riscos. Escolher pessoas certas e eficazes impacta positivamente em todas as forças da empresa. Mas pessoas fortes também têm fraquezas. E quase sempre, fraquezas também fortes. Onde há cumes, há vales. Por outro lado, não existe a pessoa ‘boa’. Boa pra quê? Dentre as fraquezas, a de integridade e caráter é inaceitável. Mesmo que a integridade e o caráter não realizem tarefas, sua inexistência faz com que tudo, mais cedo ou mais tarde, falhe. Nesse sentido, a falta de caráter e integridade é uma fraqueza absoluta.” Recordando, e no que assinamos com ênfase e emoção a lição do mestre, dentre todas as fraquezas, a pior de todas, é a de CARÁTER. Lembro-me de um trabalho que fizemos para uma das maiores agências globais de propaganda, que nos pediu para encontrarmos um sócio brasileiro para sua operação em nosso país. Fizemos uma primeira lista dos principais nomes, devolveram, recomendando seguir com todos menos um. E nas palavras deles, e pelas informações que tinham, aquele profissional era completamente desprovido de caráter. Ao riscar seu nome, lembraram de uma frase do fundador da agência. BILL BERNABACH: “Uma empresa consegue até mesmo sobreviver a incompetentes, mas, jamais suportará e sobreviverá a um… desculpe pela palavra, FILHO DA PUTA…”. Sem caráter, por mais gênio que seja, nada a fazer.
1
butnews

Maio 2022

BUT – BUSINESS TRENDS – 04/2022 – MAIO/2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing ― a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – O ATAQUE De repente todos se assustam com a quantidade absurda de pessoas que passaram a acessar os e-mails e redes sociais tentando vender tudo, de tudo, e para todos. De onde surgiu esse exército de vendedores da noite para o dia? Do movimento que vem fazendo quase todas as empresas da chamada VENDA DIRETA, leia-se AVON, NATURA e todas as demais, no sentido de preparar, treinar e qualificar seus exércitos de milhões de vendedores para que usem todos os armamentos da tecnologia. Lembra, costumávamos, ou durante décadas, chamávamos essas vendas de PORTA A PORTA. Agora, computador a computador, a smartphone, a tablet, a notebook e muito  mais sem tirar a bunda da cadeira, economizando sapato, roupa, transporte, alimentação. Em recente entrevista a JOÃO SORIMA NETO de O GLOBO, ADRIANA COLLOCA, presidente da ABEVD – Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas trouxe uma rápida fotografia sobre essa nova realidade. “Hoje”, diz ADRIANA, “54% do total das ex-VENDAS PORTA A PORTA são feitas a distância pelos canais digitais. Apenas as entregas que seguem porta a porta…”. Se na medicina, agora o desafogo e solução foi a chamada telemedicina, na chamada “terapia individual” que eram as visitas mensais que as vendedoras AVON faziam as suas fiéis clientes todos os meses em suas casas, agora uma espécie de teleterapia individual é realizada pelas mesmas vendedoras. Hoje, e segundo a ABEVD, a situação das vendas diretas no Brasil é a seguinte: – O BRASIL é hoje o sexto colocado no negócio de VENDAS DIRETAS em todo o mundo. – Dentre todos os canais onde ocorrem as VENDAS DIRETAS, a INTERNET já ocupa a primeira colocação com 20,6%, seguido pelo WHATSAPP empatado com as vendas nas casas dos clientes com 18%. O país líder em vendas diretas segue sendo os ESTADOS UNIDOS, com CHINA em segundo e a ALEMANHA na terceira posição. – No ranking dos produtos mais vendidos, a liderança segue com os Cosméticos e Produtos de Cuidados Pessoais com 52%, seguidos por Roupas e Acessórios, e depois, e bem distante, Alimentos e Bebidas, e outros produtos. 2 – 5G, OU, ALTA VELOCIDADE E BAIXA LATÊNCIA Prepare-se, em meses nossas vidas vão mudar. Começa a chegar o 5G. Pelas principais cidades do País, e se você mora numa delas, sua vida vai mudar. Para melhor, para muito melhor. E a síntese do 5G é essa. ALTA VELOCIDADE, BAIXA LATÊNCIA. ALTA VELOCIDADE baixar um vídeo de 2 horas em menos de 1 minuto. BAIXA LATÊNCIA é apertar um botão e o acionamento acontecer no ato. Esses dois exemplos clássicos sobre as duas situações combinadas são os mais dados. E que cada um reflita sobre esses exemplos para todas as demais situações. Assim, em termos de transmissão, os chamados CARROS AUTÔNOMOS viabilizam-se. Sem o 5G seria um assassinato em massa. Até o automóvel responder aos sensores algumas pessoas teriam sido atropeladas. E na baixa latência, um cirurgião aciona o bisturi em Tóquio, e um paciente, em Taubaté vê aparecer um corte em sua barriga. O exemplo é meio tosco, mas talvez o que traduza com maior clareza a importância do 5G. Em decorrência, viabilizam-se milhares de novos negócios, dependentes de alta velocidade e baixa latência. De todas as novidades decorrentes, a que mais me atrai e motiva é a possibilidade da chamada AUDIÊNCIA IMERSIVA. De continuarmos de nossa casa, acessando o mundo inteiro por gadgets, mas com a possibilidade de ingressarmos nos ambientes e termos uma experiência muito próxima da presencial. Com a ajuda de um óculos específico. Com o 5G, veremos o mundo como jamais vimos até agora. Apenas isso, e aí infinitas possibilidades de novos negócios, e de velhos negócios devidamente renovados, saltarão a nossos olhos. Vamos aproveitar. 3 – NÃO SERÁ COMO O IMAGINADO, MAS SERÁ DIFERENTE. E aí veio a WEWORK, e o negócio de COWORK foi ganhando consistência e dimensão. Mas, de verdade, ninguém estava convencido que seria nesse sentido. Faltava um empurrão, uma lufada de ar, uma ventania, um tsunami, e veio… A pandemia! E aí, querendo ou não querendo, na falta de alternativa, milhões de pessoas no mundo todo e de forma urgente e improvisada passaram a trabalhar em casa. Um mês, 2,3,4,5 18 meses, e o questionamento é geral. Conclusão, JANEIRO 2022, uma nova realidade. E que nova realidade é essa? – Com exceção de ocupações onde a presença física é da essência da atividade, tipo linha de montagem, empacotamentos, fulfillment, e demais, o trabalho presencial assim seguirá com pequenas variações. Já em todas as demais, modulações. Pessoas trabalhando o tempo todo a distância e circunstancialmente a distância, e vez por outra encontrando-se para confraternizações, convenções, e outras atividades mais de cunho social ou componente social do que de trabalho propriamente dito. Isso posto, é possível traçar-se um primeiro esboço do próximos anos. Parcela expressiva das empresas, a maioria, seguirá trabalhando a distância. E toda uma cultura de trabalho a distância será aperfeiçoada e amadurecida, incluindo o desenvolvimento de novos espaços e equipamentos, assim como sucessivas e novas gerações de plataformas para trabalhos a distância. Os WEWORKS da vida, genericamente COWORKS, que nasceram para abrigar parcela expressiva dos profissionais de uma empresa, na maior parte das situações, locarão exclusivamente duas ou três salas para empresas e para as funções melhores desempenhadas pessoalmente, com direito às empresas de promoverem reuniões semanais ou mensais com parte ou a totalidade de seus colaboradores, nos espaços dos coworks, para assuntos mais que relevantes. Ou seja, a crise nos imóveis corporativos, é irreversível e definitiva. Durante uma ou duas décadas as incorporadoras e construtoras deveriam dedicar-se mais a retrofits e adequações de espaço do que a construção de novos espaços. Novos espaços serão a exceção da exceção. Esse quadro hoje é tão óbvio que passou a ser recorrente, em todas as atividades onde os profissionais têm a chance de novos empregos, colocarem em primeiro lugar as empresas que  possibilitam e oferecem o trabalho a distância. E todos os dias, em quase todas as empresas que forçam o trabalho presencial, até mesmo oferecendo promoções, tudo o que testemunhamos é uma debandada de colaboradores. Isso posto, conclusões, o COWORK seguirá prosperando, mas num novo formato e devidamente adaptado. Os profissionais darão preferência às empresas que ofereçam a possibilidade do trabalho a distância. E os imóveis comerciais, prédios, andares, salas para escritórios, pelos próximos 10 anos deveriam ser esquecidos pelas incorporadoras em termos de novos lançamentos… Aconteceu. Sem a pandemia não seria assim. Mas, a pandemia veio e mudou tudo e para sempre. 4 – À LUZ DOS NÚMEROS, UM PÉSSIMO NEGÓCIO Fundada no início da década passada, o DR.CONSULTA constituiu-se numa auspiciosa novidade no território da saúde. Finalmente, um plano acessível e que garantia um atendimento básico com um mínimo de qualidade. Causou impacto, conseguiu acionistas de peso e reconhecimento público, mas, na prática, jamais deixou de ser uma promessa distante de se concretizar. Agora anuncia a aquisição de uma participação minoritária na startup CUIDAR.ME, que também atua no território do baixo custo, convertendo-se, também, em PLANO DE SAÚDE, e passando a atuar no território dos planos individuais, onde, e neste preciso momento, e para cair fora de um negócio que quase todos consideram um MICO, a UNITEDHEALTH, que comprou a AMIL, pagou mais de R$300 milhões a uma outra empresa para poder cair fora. Ou seja, os planos do DR.CONSULTA seguem confusos. Aparentemente, um importante insight, 10 anos atrás, mas que segue à deriva, e na busca de uma tábua de salvação. Lemos os números divulgados na imprensa e ficamos mais perplexos ainda.  Seguramente, a conta não fecha e segue operando no prejuízo. Dizem as publicações: “Este ano, a empresa diz ter atendido 900 mil pacientes únicos, registrado 2,2 milhões de visitas em suas unidades, e realizado 2,4 milhões de exames. Alcançando uma receita líquida, em 2021, de R$315 milhões. 20% a mais que em 2020”. Dividindo-se esses R$315 milhões pelos 2,2 milhões de visitas e 2,4 milhões de exames, já constatamos um valor unitário, simplesmente pífio. Objetivamente, e não obstante a ótima receptividade inicial, o DR.CONSULTA segue na busca de um caminho, na esperança de uma luz… E ainda e agora, com a adesão aos planos individuais, essa perspectiva fica mais distante, ainda. 5 – 4,2 MILHÕES JOGARAM A TOALHA. POR ENQUANTO, PROVISORIAMENTE. Batendo todos os recordes, brasileiros decidiram deixar o País em busca de melhores oportunidades, ambientes mais amigáveis para negócios, e classe política minimamente mais honesta e competente. É o maior número de brasileiros pulando fora dos últimos 10 anos: 4,21 milhões. E aí o CENTRO DE POLÍTICAS SOCIAIS da FGV decidiu conferir se existem mais brasileiros pensando ou considerando partir. E aí a constatação, ou susto, para alguns, foi maior ainda: 47% dos brasileiros entre 15 a 29 anos não veem a hora de fazer as malas e saltar fora. Ou seja, conseguimos, somos um país onde metade dos mais jovens não mais acredita e pretende partir. Há 20 anos, esse número era inferior a 20%. PEDRO BRITES, professor de Relações Internacionais da FGV, assim comentou o resultado do estudo: “Esse movimento nos últimos anos é inédito e representa, de fato, a maior diáspora da história brasileira para nossos padrões, um país que, historicamente, sempre recebeu imigrantes”. Nos tempos da chamada “revolução” tinha uma frase patética e absurda que dizia, BRASIL, AME-O OU DEIXE-O. Muitos, agora, dizem, AMO, mas, DEIXO. Triste realidade de um momento da história onde preservar seu capital de jovens, em plena disrupção tecnológica, é decisivo para a construção de um novo e melhor futuro. Neste momento o Brasil perde os jovens, e seus pais, também. Em alguns casos, e até mesmo, seus avós. 6 – ARREPENDIMENTO, SIM E SEMPRE É POSSÍVEL, DESDE QUE HONRANDO E ASSUMINDO EVENTUAIS PREJUÍZOS CAUSADOS. Em dois momentos, nos 42 anos da MADIA, vivemos uma mesma e constrangedora situação. Contratados por empresas, em decorrência de processos de consultoria, fomos encarregados de buscar novos executivos para o comando de determinadas áreas. Todo o processo seguiu normalmente, todas as entrevistas foram realizadas, os candidatos escolhidos demitiram-se das empresas onde trabalhavam, e a data de início do trabalho nas novas empresas definida. Numa das situações, tratava-se de uma profissional mulher, assumidamente homossexual, e assim que a notícia chegou na nova empresa foi alvo da revolta explícita de parcela de outras mulheres que ocupavam posição de liderança. A empresa, constrangida, desculpou-se pela situação, e procedeu a todos os pagamentos decorrentes de uma contratação que não se consumou. Numa outra situação tratava-se da contratação de um profissional de atendimento para uma agência de propaganda. Depois de demitir-se do emprego, e já preparando-se para começar na nova empresa, seu nome foi apresentado ao cliente que recusou ser atendido por aquele profissional. O mesmo aconteceu. Foi indenizado e saiu em busca de uma nova posição. Em outra dimensão isso acabou de acontecer na ESPANHA, com o SANTANDER. A toda poderosa do banco, ANA BOTIN, convidou ANDREA ORCEL, presidente do UBS, a assumir o comando do SANTANDER, globalmente. Depois de sucessivas reuniões, o convite foi formalmente feito através de correspondência de três páginas com os termos principais do contrato, setembro de 2018. ANDREA aceitou, demitiu-se, e, no início de 2019, ANA arrependeu-se e retirou o convite. ANDREA ingressou na justiça. Semanas atrás, o SANTANDER foi condenado a pagar uma indenização de € 67,8 milhões, julgando ter havido quebra de contrato de forma unilateral e arbitrária, causando “danos morais inaceitáveis” ao profissional. Isso posto, todas as decisões de contratações devem sempre ser revestidas de todos os cuidados. E todos os riscos avaliados criteriosa e sensivelmente antes da palavra final. Para que equívocos semelhantes não voltem a acontecer… 7 – “O BRASIL ESTÁ JOGANDO BEACH TÊNIS!” GASTÃO VIDIGAL era um banqueiro amado e odiado por seu gênio, personalidade, e destemperos. Afagava – raras vezes – e ia direto ao ponto outras. Nos poucos encontros que tivemos com ele sempre foi cordial e extremamente educado. Mas não deixou de alfinetar seus adversários, concorrentes e algozes. Dentre muitas das histórias a seu respeito, uma das mais conhecidas conta sobre o dia que uma das agências de propaganda levou uma nova campanha para sua aprovação, com o respectivo plano de mídia. Adorou a campanha, mas pediu uma mudança radical no plano de mídia. A agência recomendava spots de radio na parte da manhã – entre 8h e 10h – procurando sensibilizar as mulheres donas de casa e algum empresário preguiçoso que só trabalhava depois do almoço. Gastão recusou, dizendo: “Nessa hora está todo mundo jogando golf…”. Agora leio a correria dos ineptos e despreparados estupidamente atrás de patrocínios do “BEACH TÊNIS” – a suposta nova moda dos poderosos. Foram suficientes meia dúzia de quadras na Avenida Rebouças, em São Paulo (SP), para que alguns profissionais entorpecidos pelo açodamento e burrice proclamassem a suposta novidade, ou, segundo, eles, a nova realidade, ou, novo esporte da moda. Durante décadas, empresas investiram fortunas para falar com as mesmas 5 mil pessoas da cidade de São Paulo que se fartavam nas bocas livres, davam a sensação de sucesso para essas empresas, e todos iam dormir felizes como se esse comportamento correspondesse a alguma realidade, tivesse pífios 1% de consistência. Assim, e perplexos, lemos nos jornais empresas supostamente preparadas aconselhadas por suas empresas de “não consultoria” recomendando mergulharem de cabeça na suposta nova onda dos brasileiros: o beach tênis… Bancos, cartões, cervejas, tênis, construtoras, agora, patrocinando quadras de BEACH TÊNIS… O BRASIL INTEIRO, DO DIA PARA A NOITE, JOGANDO BEACH TÊNIS… Por uma questão de discrição e respeito deixo de citar marcas e executivos que trombeteiam nas principais publicações de negócios do País que, e finalmente, OS BRASILEIROS DESCOBRIRAM O BEACH TÊNIS. WHATTTT?????!!!!!!!! 8 – PETZ, OCUPAR ESPAÇO Um dos melhores exemplos de estratégia corajosa, decidida e vencedora dos últimos anos em nosso país é a de SERGIO ZIMERMAN e sua PETZ. Uma história clássica do LEVANTA, SACODE A POEIRA, DÁ A VOLTA POR CIMA. ZIMERMAN possuía um atacadão – SUPER BRASIL – que, literalmente, faliu. Sobre as cinzas da falência plantou, no mesmo espaço e local, seu PET CENTER, no ano de 2002. Em 18 anos, saltou do nascimento à maturidade e liderança. De uma primeira loja em 2002, e desde o início seguiu seu mantra: “expandir sua atuação fortalecendo cada vez mais a conexão com todos os apaixonados por pets”. E assim sucedeu. 11 anos depois da decolagem, recebeu um aporte do private equity WARBURG PINCUS que ficou com 50,01% das ações, claro, desde que SERGIO continuasse no comando. Hoje são mais de 100 lojas, em 13 estados, e cada unidade da rede com mais de 1000m², incluindo loja, centro de veterinária, mais banho e tosa. Agora, menos de 20 anos depois de renascer das cinzas, SERGIO anuncia os planos para os próximos anos. Investimentos da ordem de R$500 milhões, 50 lojas em 2022, seguindo na compra de empresas do mesmo território, com total sinergia e complementariedade. Na PETZ analógico + digital. Um terço de todas as vendas, hoje, acontece no digital, mas e a partir daí, 90% flui até a entrega a partir da base de lojas. Dentre as curiosidades do negócio da PETZ, diferente das demais organizações de varejo, é que nesse território não existem as marcas regionais. Assim, o ingresso de uma nova marca, independente da procedência, encontra resistência praticamente zero. Em entrevista à RAQUEL BRANDÃO de VALOR, e sobre os planos pós-pandemia da PETZ, SERGIO ZIMERMAN fez a seguinte declaração: “Tem uma tempestade, o céu está com nuvens pretas e, em 2022, vem trovoadas, mas fizemos estoque de guarda-chuvas. Estamos mais que bem preparados para aguentar as pancadas de chuvas…”. Isso significa que o caixa está mais que fortalecido, e a PETZ pretende aproveitar a oportunidade dos milhares de imóveis e pontos comerciais de qualidade disponibilizados no País pela pandemia, para avançar e ocupar espaço. Totalmente diferente da postura de todos os seus concorrentes… 9 – SÓ NO BRASIL Batendo todos os recordes da aviação comercial em todo o mundo, uma empresa aérea protagonizou um mais que clássico VOO DE GALINHA. Em poucos meses, de julho a novembro, decolou e tentou manter-se no ar, mas, não resistindo, espatifou-se no chão, jogou a toalha e declarou-se incompetente. Assim, e o NATAL de 2021 entra para a história em que 45 mil passageiros, com as devidas passagens em suas mãos, ficam a ver navios porque as do avião que compraram, nem sinal. E pensar que existe uma agência reguladora, a ANAC, responsável por autorizar novas empresas aéreas, novos voos e rotas e tudo mais. Presidida pelo economista JULIANO NOMAN, e em entrevista à imprensa, declarou, “Fomos pegos de surpresa…”. Meu Deus, se a agência responsável, que tem por obrigação fiscalizar à exaustão e só conceder autorizações quando não existe a menor dúvida considerando-se a natureza do negócio e que é a aviação, o transporte de passageiros, justifica-se alegando que “foi pega de surpresa“ – AGÊNCIAS REGULADORAS JAMAIS, EM HIPÓTESE ALGUMA PODEM RECORRER A ESSE ARGUMENTO, SEREM PEGAS DE SURPRESA – em quem confiar? Deveríamos continuar comprando os serviços das demais empresas aéreas fiscalizadas, controladas e reguladas por uma agência que se diz PEGA DE SURPRESA???!!! A entrevista de JULIANO, falando em nome da ANAC é um desastre total. Seus argumentos, pela omissão inaceitável, ultrapassam a ingenuidade, tipo, “a empresa que veio aqui na ANAC pedir o certificado é de transporte aéreo, um CNPJ diferente da empresa rodoviária que se encontra em recuperação judicial…”. Não passou pela cabeça dos diretores da ANAC e de seu presidente que existia alguma coisa a mais nos ares, além de aviões, na “incrível” coincidência de denominação – as duas chamam-se ITAPEMIRIM… Se essa é a forma de proceder da ANAC, se assim fiscaliza e controla a aviação em nosso país, recomendamos a todos triplicar as orações… 10 – RUBENS MENIN, A ENERGIA EMPREENDEDORA Poucos empresários brasileiros registram uma energia empreendedora da dimensão e vitalidade da de RUBENS MENIN. De Belo Horizonte (MG), 1956, está sempre à cata de novas e boas oportunidades. Que agreguem, além de negócios, o prazer e a felicidade de realizá-los. Desde o apoio que vem emprestando a seu clube do coração com enorme sucesso, o ATLÉTICO MINEIRO, passando pela sua admiração pelas notícias – CNN –, e o prazer dos vinhos de qualidade. Hoje, preside o Conselho da empresa de engenharia líder em seu território de atuação, a maior incorporadora da AMÉRICA LATINA, a MRV, além do BANCO INTER, mais a franquia da CNN para o Brasil, mais a empresa de galpões logísticos LOG COMMERCIAL PROPERTIES, e mais recentemente, 2018, decidiu investir em uma de suas paixões, o vinho. Nos últimos 3 anos, fez uma série de aquisições na região do DOURO, PORTUGAL – duas quintas vizinhas, e mais recentemente a vinícola Horta Osório, marca de duzentos anos na produção de vinhos. Segundo as pessoas próximas de MENIN até agora já investiu mais de €30 milhões em seu novo negócio, onde pretende alcançar, até a metade desta década, e em propriedades, um total de 400 hectares. Assim, e hoje, além de todas as demais empresas sob sua liderança e inspiração, MENIN vai ingressando de forma consistente no negócio de vinhos, com sua MENIN WINE COMPANY… Em tempos de dificuldades, pessimismo, apreensões, é sempre importante contarmos com exemplo de vida e energia como o de RUBENS MENIN… DRUCKER´S MONTHLY Nosso adorado mestre, quando perguntado sobre determinados temas, sempre gostava de recorrer a outras situações da vida, e fora do ambiente de negócios. Quando perguntavam a ele sobre os diferentes tipos de equipes que traduzem a média da grande maioria das empresas, a resposta que costumava dar era a seguinte: “Há somente três tipos de equipe. O primeiro envolve poucas pessoas como nas duplas de tênis. Em equipes pequenas, cada integrante adapta-se a personalidade, habilidades, pontos fortes e fracos dos demais membros. Em seguida vêm as equipes um pouco maiores, como as do futebol. Cada jogador tem uma posição fixa, e o time procura movimentar-se em conjunto, com exceção do goleiro. Por fim, equipes como as de beisebol, nos Estados Unidos, ou uma orquestra em que todos têm uma posição fixa. Dependendo do momento e das circunstâncias, uma organização pode atuar apenas com um tipo de equipe. De qualquer maneira, decidir qual esquema usar é uma das decisões mais arriscadas na vida de uma organização”. Assim, organize e disponha sua equipe, sempre, dependendo das características, circunstâncias e especificidades de seu negócio, e, claro, das competências e habilidades de cada um de seus membros. As referências de modelos de equipes são como roupas semiprontas. Sempre precisarão de um ajuste final, de uma customização, para dizer o mínimo. Hoje, nosso adorado mestre nos ensina e estimula a refletir, tomando como referência o esporte, e dentre os diferentes tipos e formatos e esquemas de se organizar uma empresa, três em especial. Vamos a eles. “Como disse anteriormente, nas empresas existem três tipos de equipes. Pequenas, como nas duplas de tênis, maiores, como nos times de futebol, e maiores ainda, como são as orquestras. Na primeira, cada um dos membros adapta-se às competências e habilidades de seu parceiro. Na segunda, cada um tem uma posição fixa, mas se movimentam em conjunto. E na terceira todos possuem posição fixa e têm nas partituras o momento certo de agir. As empresas norte-americanas atuaram durante décadas como orquestras. Já as empresas japonesas decidiram seguir o modelo dos times de futebol. Movimentam-se a partir da tarefa em execução, assim como o fazem os jogadores de futebol. Levaram uns 15 anos para dominarem essa forma de trabalhar, mas, uma vez dominado, conseguiram reduzir os tempos necessários em 2/3. Dos cinco anos que precisavam para o desenvolvimento de um automóvel, a TOYOTA, NISSAN e HONDA criaram novos modelos em 18 meses…”. E é isso, amigos. Sempre procurando adotar o melhor modelo em função do campo de atuação de nossa empresa, das características do mercado e atuação dos concorrentes, procurando formar a melhor equipe possível para desempenhar ao máximo dentro do modelo escolhido. Nada mais simples que, no entendimento. Nada mais desafiador, que, na prática.
1
butnews

Abril 2022

BUT – BUSINESS TRENDS 03/2022 – ABR/2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos e registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing – a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – RESSUSCITAÇÃO, EM BUSINESS, É POSSÍVEL? Não, uma impossibilidade absoluta. Mas, como toda a regra tem exceção, vale a pena acompanhar e conferir. Durante meses, um recém-nascido, com poucos anos de vida, assumiu a liderança do mercado imobiliário do País. A PDG. No final de 2017 deu seu último suspiro, ingressou em estado dramático na UTI dos negócios, e, aparentemente, alcançou a tal da morte cerebral, a que verdadeiramente conta. Anos atrás, no início da década passada, era a empresa que mais brilhava. Fundada em 2003, lançou 709 projetos, 155 mil unidades habitacionais, alcançou a liderança de mercado em 2010 e chegou a manter simultaneamente 285 canteiros de obras. E, a partir desse cume, foi degringolando, perdendo o controle, caminhando em direção ao mais fundo do abismo. No final, tinha pendência ainda com 17 empreendimentos. Conseguiu compor-se com oito durante todo o processo de recuperação judicial, e agora segue em negociações finais com os nove restantes. E as perspectivas de resolver essas questões, em determinados mercados como o do RIO DE JANEIRO, agravaram-se, onde o preço dos imóveis literalmente veio a baixo praticamente eliminando qualquer possibilidade de composição. Em alguns empreendimentos, o preço hoje é a metade do momento em que foram lançados e comprados. Falando à ISTOÉ DINHEIRO, AUGUSTO REIS, CEO da PDG, pontua a empresa, no final de 2021, “Tivemos, inicialmente, de estancar a grave crise, realizando ajustes internos, promovendo duras negociações com credores e fornecedores. Tudo na tentativa de estabilizar a empresa e garantir sua sobrevivência… Agora, o desafio é retornar a atividade operacional e voltar a crescer…”. Se tudo der certo, e a PDG conseguir uma sobrevida, será como se nascesse, novamente. E assim, a volta será engatinhando. Para quem chegou a ter um VGV de uma dezena de bilhões de reais, se tudo der certo, repetimos, recomeça com um lançamento no bairro do TATUAPÉ, em São Paulo (SP), num dos terrenos que sobraram, torre única, com unidades de dois ou três dormitórios, e um VGV de R$ 60 milhões… Mas, e repetimos, se tudo der certo… 2 – CRISTO REDENTOR, BRAÇOS ABERTOS SOBRE A GUANABARA AOS 90 ANOS DE IDADE E aí, o CRISTO REDENTOR comemorou 90 anos e recebeu uma mensagem do PAPA FRANCISCO, no dia 12 de outubro, uma terça-feira. Mensagem enviada ao cardeal ORANI JOÃO TEMPESTA, arcebispo do RIO DE JANEIRO. Onde diz: “Esta imagem, com seus braços abertos num incessante apelo à reconciliação, retrata o convite à fraternidade que Nosso Senhor lança à cidade e a todo o País. Para que seja formada uma comunidade onde ninguém se sinta sozinho, indesejado, rejeitado, ignorado ou esquecido e onde todos se empenhem por um mundo mais justo, mais solidário e mais feliz”. O CRISTO REDENTOR é propriedade reconhecida da ARQUIDIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, que responde por sua conservação e manutenção. Hoje CRISTO REDENTOR é uma importante fonte de arrecadação de recursos para obras e iniciativas ligadas a Arquidiocese. Sob a responsabilidade do padre OMAR RAPOSO, reitor do SANTUÁRIO CRISTO REDENTOR que se declarou, ao jornal O GLOBO: “Alinhado à defesa do PAPA FRANCISCO, de uma economia socialmente justa, economicamente viável. Ambientalmente sustentável e eticamente responsável…”. Nesse sentido, e para apoiar obras dentro do espectro da Igreja, hoje existe um FUNDO DE INVESTIMENTO do CRISTO REDENTOR, com registro na CVM, e que já conta com R$ 30 milhões de 26 cotistas. Segundo o padre OMAR RAPOSO, da TAXA DE ADMINISTRAÇÃO do fundo, 80% serão destinados às obras sociais. Mas o padre gestor anuncia para brevemente a criação da criptomoeda de Cristo, assim como já, por iniciativa do padre, licenciou a marca REDENTOR para uma cachaça. Segundo o padre, a inspiração em licenciar a cachaça decorre de uma brincadeira feita pelo PAPA FRANCISCO que disse sobre os brasileiros: “Vocês não têm salvação, é muita cachaça e pouca oração”. E aí, explica o padre: “A cachaça é uma bebida genuinamente nacional. Existe um contexto e o produto precisa seguir critérios estéticos e sacros que, e segundo ele, já levou uma garrafa de presente ao Papa. Cachaça Redentor fabricada em Quissamã, pelos 7 engenhos…” Estudo realizado pela FGV concluiu que o CRISTO REDENTOR é responsável por movimentar mais de R$ 1,4 bilhão na economia por ano e por gerar e manter 22 mil empregos diretos e indiretos, em 68 setores de atividades. Esse elevado valor parte do seguinte raciocínio: a existência do CRISTO faz com que os turistas que visitam o RIO permaneçam, no mínimo, um dia a mais para visitar a imagem… PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE e uma das maravilhas do mundo moderno… 3 – FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAM O QUE EU FAÇO Está lá, na Bíblia Sagrada, Mateus 23, Jesus, diz: “Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam”. Essa é a melhor tradução e retrato dos dias que vivemos, e em especial da patética COP 26. Enfiam o dedo na cara do Brasil, cobram a todos nós pela devastação da floresta, e pela emissão de carbono. São ótimos, cínicos, canalhas para cobrar. Mas fazer, não só não fazem como ignoram e tripudiam. A emissão de gás carbônico não para de crescer. E o culpado, definitivamente, não é o Brasil. O maior poluidor do mundo é a CHINA, com 28% do total das emissões globais. Em segundo lugar, os ESTADOS UNIDOS, que ocuparam a primeira posição durante 160 anos, e hoje perdem para a CHINA. Os ESTADOS UNIDOS respondem por 15% das emissões. E depois, e na sequência, vêm: ÍNDIARÚSSIAJAPÃOIRÃALEMANHAINDONÉSIACOREIA DO SULARÁBIA SAUDITACANADÁÁFRICA DO SULe o BRASIL aparece na 13ª posição. Mas, pelo destaque que a maior parte da imprensa nacional garante e dá, ficamos com a sensação de sermos os maiores poluidores do mundo.Até quando vamos conviver com essa injúria, calúnia, difamação? Para que se tenha uma ideia do absurdo que é vendido pela imprensa brasileira aos brasileiros, os três maiores poluidores do mundo, CHINA, ESTADOS UNIDOS e ÍNDIA, recusam-se a conversar sobre qualquer tentativa de reduzir-se a emissão de carbono. Mas, para os idiotas do Brasil, somos os culpados. Um dos poucos países que preservou mais, ou destruiu menos, suas florestas. Como lembra com incomum propriedade, o jornalista JOSÉ ROBERTO GUZZO: “A conferência mundial do clima não é apenas um fracasso, mas uma exibição incomparável de hipocrisia, vigarice e arrogância de país rico. A realidade é que os grandes geradores de poluição recusam-se a poluir menos, não abrindo mão de seus hábitos de consumo e bem-estar. Só o Brasil precisa ser parado. Porque produz carne demais, soja demais, comida demais, e isso vai acabar com o planeta…”. Lembrando, a CHINA emite 10 bilhões de toneladas de gás carbônico/ano. Os Estados Unidos, 5,2 bilhões. A Índia 2,6 bilhões. A Rússia, 1,6 bilhão. O Japão 1,1 bi. E o Brasil, na 13ª posição, menos de 500 milhões. Mas, o Brasil é o culpado. E, pior, a imprensa brasileira sabe-se lá por quais razões enfia a carapuça e nos asfixia de culpa. Inacreditável! Chega de patifaria. 4 – NASCE UM BIG PLAYER O novíssimo negócio de carro por assinatura acaba de ganhar um BIG PLAYER.  Uma joint venture entre PORTO SEGURO e COSAN que, e segundo as partes, nasce lastreado em “fortes sinergias”, segundo declarações do presidente da COSAN, ROBERTO SANTOS. O business é batizado de CARRO FÁCIL, incorpora o braço de assinaturas já existente da PORTO SEGURO e a COSAN entra com um investimento de R$ 300 milhões. Explicando as “tais sinergias”, ROBERTO disse: “As duas empresas são muito fortes em mobilidade. A PORTO foi a pioneira em assinaturas de automóveis em 2016, e desde então o negócio tem crescido muito. Assim, chegou a hora de somar forças.” A soma, segundo PORTO SEGURO e COSAN, acontecerá em três etapas. Na primeira, foco total no negócio de assinatura.  Na segunda, gestão de frota de  veículos leves e pesados. E, na terceira, locação. 5 – PÉS, MÃOS, CABELOS, PELE, E, AGORA, A CABEÇA Muito brevemente, em todos os shopping centers do País, que como temos comentado com vocês, vão virar LIVING CENTERS, além dos tradicionais espaços para tratar dos pés, das mãos e dos cabelos, agora, espaço para o tratamento da cabeça, das emoções. A iniciativa pioneira é da MULTIPLAN, em seu shopping center de RIBEIRÃO PRETO (SP). A nova empresa foi batizada de MULTISER, e que tem como positioning statement: “o primeiro centro de gestão da emoção”. O comando da operação é do psiquiatra e escritor AUGUSTO CURY, tem 500 metros quadrados de área e nove salas de atendimento, mais uma sala interativa para até 70 lugares. Mais mezanino e praça de convivência. Equipamento obrigatório, daqui para frente, e na medida em que os SHOPPINGS vão deixando de ser SHOPPINGS e vão se convertendo em LIVING CENTERS. 6 – A FANTASMIZAÇÃO DO MERCADO IMOBILIÁRIO CORPORATIVO DA CIDADE DE SÃO PAULO Conforme mais que previsto, aconteceu. E vai agravar-se ainda mais. A pandemia era o vendaval que faltava para assoprar de vez as empresas na direção de repensar suas estruturas e espaços. Ainda muito distantes do fundo do poço, o abandono e esvaziamento de imóveis comerciais na cidade é, simplesmente, devastador. Algumas das principais ruas com esses imóveis, hoje, tem quase a metade dos espaços vazios. Os números médios e no geral são os seguintes, e que foram aferidos em pesquisa realizada pela CANUMA CAPITAL. No universo de escritórios da cidade de São Paulo, a vacância comprovada no terceiro trimestre de 2021 foi da ordem de 22,7% e segue crescendo. No final de 2019, antes da pandemia, a vacância era de 8,9%. Detalhando a pesquisa, e procurando traduzir da forma mais precisa possível essa nova e desafiadora realidade, MARCELO VAINSTEIN, sócio e fundador da CANUMA, explicou: “No ano de 2019 os melhores prédios de São Paulo tinham 160 mil metros quadrados de área em oferta. Hoje são 477 mil, e, crescente…”. Semanas atrás, numa reunião com um querido amigo, mestre e líder absoluto em prestação de serviços de INTELIGÊNCIA COMERCIAL, os consultores da MADIA ouviram o seguinte depoimento: “Há um ano decidimos partir para o que chamaria de uma SHR – SOLUÇÃO HÍBRIDA RADICAL. Nossa empresa, com mais de 100 profissionais, ocupava três andares num prédio da BERRINI. Isso representava custos diretos e indiretos/ano superiores a R$ 1 milhão. Decidimos entregar todos os imóveis, todos se equiparam e trabalham de casa. E alugamos uma sala num prédio de escritórios compartilhados. Isso nos dá direito a sempre que precisarmos, de alugarmos, também, por horas, salas de reuniões de diferentes tamanhos. Assim, hoje trabalhamos da seguinte maneira. Uma reunião semanal presencial de diretoria, e uma mensal com a equipe. Tudo o mais acontece a distância. Todos estão mais felizes, produzem mais e melhor, as reuniões são no mínimo o dobro mais ricas e criativas, e estamos economizando – embora essa não fosse a razão – mais de R$ 800 mil/ano…”. Deu para entender? Deu para entender porque não existe volta ou retorno à situação anterior à pandemia…???!!! 7 – FAKE NEWS, MANCHETE DO CADERNO IMÓVEIS DE VALOR Nem todas as pessoas, por maiores cuidados e advertências, sabem que matérias produzidas por equipes do estúdio comercial das plataformas de comunicação, são publicidade. Que essas aparentes e supostas matérias não fazem parte do editorial. Lembram da música, cantada pelo QUATRO ASES E UM CORINGA, “EU VI UM LEÃO”? A história é a seguinte. No ano de 1930, chega à cidade de Fortaleza (CE) um novo funcionário da Alfândega, PONCE DE LEON, transferido de Manaus (AM). Grande folião carnavalesco. Em 1936 é eleito, por aclamação, REI MOMO DO CEARÁ. E, para o Carnaval de cinco anos depois, 1941, é homenageado com uma canção composta por LAURO MAIA, cujo título era EU VI UM LEÃO… Na letra, “Hoje eu vi um leãoLeão, leãoMas não era um leãoNão era um leãoE o que era então?Não digo, nãoTinha corpo de leãoTinha jubaJuba de leãoTinha caraCara de leãoTinha boca de leãoTinha pataPata de leãoTinha unhaUnha de leãoTinha cheiroCheiro de leãoTinha roncoRonco de leãoRooooooommmm!!!Então era um leãoNão, não era não,Mas então o que era?Não digo, nãoDiga, diga, diga, diga,Pois era o Ponce de Leão,Ai, era o Ponce de Leão”A parte final da música foi mudada, gravada e se tornou um grande sucesso pelo conjunto QUATRO ASES E UM CORINGA. E, na gravação, ficou: “O que era, então,Era a mulher do leão”.A música fez sucesso não apenas no Brasil como em outros países… Retornando ao VALOR e seu caderno IMÓVEIS DE VALOR. A maior parte das pessoas imagina que seja editorial de verdade, e assim, a manchete, supostamente verdadeira, converte-se em grave FAKE NEWS. Diz a manchete: “CASA EM CONDOMÍNIO É O NOVO OBJETO DE DESEJO DO PAULISTANO…” E o texto completa: “A busca por condomínios horizontais em São Paulo cresceu 102% entre os 10 primeiros meses de 2021 e o ano inteiro de 2020. Imóveis acima de 300 metros quadrados foram os mais procurados por 59% dos paulistanos…”. É o que aponta levantamento exclusivo da DATAZAP+, indicando a preferência dos paulistanos por mais espaço e conforto no pós-pandemia…”. Perceberam, 59% dos paulistanos, segundo a aparente matéria editorial, procurando por imóveis acima de 300 metros… SOCORRO. VALOR, em seu publieditorial ou caderno de BRANDED CONTENT, fez da população de São Paulo, claro, apenas por algumas páginas e minutos, a população mais rica e com maior poder aquisitivo do mundo… Essa falta de cuidado, mesmo em se tratando de caderno publicitário, é inaceitável. 8 – O REPOSICIONAMENTO RADICAL E COMPLETO DO GRUPO ACCOR ROBERTA VERNAGLIA, está há oito anos no GRUPO ACCOR. Hoje é vice-presidente de marketing e estratégia digital do grupo na América do Sul. Nos últimos anos, o GRUPO ACCOR – empresa líder global em hospitalidade – já vinha passando por um reposicionamento radical. E que, e com a pandemia, acelerou. Em entrevista à TAIS FARIA de MEIO & MENSAGEM, ROBERTA detalhou esse reposicionamento e que agora compartilhamos as principais mudanças com os devidos comentários. – O GRUPO ACCOR – diz, ROBERTA, “Tem mais de cinco mil hotéis em todo o mundo. Mas, e não apenas, hotéis. Temos diversificado nossa atividade agora incluindo bares, restaurantes e outros negócios. Nosso portfólio hoje é constituído por 40 marcas globais. ACCOR segue sendo o nome do grupo, mas, no ano de 2019, adotamos uma nova denominação, ALL – ACCOR LIVE LIMITLESS – e que passa a ser nossa marca B2C, além de rebatizar nosso programa de loyalty. Deixa de ser LE CLUB ACCOR HOTELS, e converte-se em ACCOR LIVE LIMITLESS. O LIMITLESS – sem limites ou fronteiras – na medida em que a ACCOR não mais se limita a quartos e hotéis. Estamos oferecendo uma infinidade de experiências e esse é o universo da ALL – ACCOR LIVE LIMITLESS. Bares, restaurantes, vida noturna, wellness com spas, coworking, e muitas outras iniciativas mais…”. – OFERECER SEGURANÇA DIANTE DE UM AMBIENTE, AINDA, DE INSEGURANÇA “Flexibilidade é outro ponto da maior importância. Garantir que o cliente tenha segurança por conta de toda a parte de biossegurança, claro, mas também a segurança de poder mudar de planos. Com tamanha instabilidade nos últimos tempos, é importante garantir ao cliente no caso de eventual necessidade de mudanças de planos que possa fazê-lo. Precisamos adaptar nossas ofertas para adequá-las a este momento tão específico que estamos vivendo…”. – 2022 “Depois de um momento peculiar, com os hotéis fechados, onde todos os players sofreram muito, nosso maior desafio é, de um lado, colocar as viagens como um sonho possível, e, em paralelo, e na medida em que a ocupação cresce, acelerar no processo de treinamento dos times. Garantindo o padrão ACCOR de entregas. Estamos otimistas, um bom terceiro trimestre, um quarto surpreendente. Assim, nosso foco é garantir a todos os nossos hóspedes os produtos certos e bem comunicados. O que mudou na jornada do viajante pós-pandemia, e o que é relevante e conta, daqui para frente, para nossos clientes…”. Dois comentários. Sensacional o reposicionamento do GRUPO ACCOR para ALL – ACCOR LIVE LIMITLESS – e muito decidida e corajosa a postura do grupo no processo de retomada das atividades. A única observação é que ao adotarem o tudo, ou, o limitless, assumem um compromisso mais que desafiador de ser cumprido. Mas, devem ter discutido esse tema exaustivamente, e sentindo-se seguros, adotaram esse novo POSITIONING STATEMENT. 9 – AS ÚLTIMAS DÉCADAS DA AGROPECUÁRIA DE GRANDES EXTENSÕES DE TERRA, OU, O QUE VAMOS FAZER COM NOSSAS TERRAS Semanas atrás a JBS comprou a startup espanhola BIOTECH FOODS. Dando sequência a seus planos de assumir a liderança do território da chamada CARNE CULTIVADA, isso mesmo, como se fosse uma planta. Mas, é carne! Mesmo ainda não conseguindo a chamada escala comercial, a CARNE CULTIVADA é mais que uma certeza e vem atraindo investidores de diferentes territórios e em todo o mundo. Dentre outros, personalidades como BILL GATES, RICHARD BRANSON, LEONARDO DI CAPRIO. A JBS é hoje a maior indústria global da chamada carne bovina, com um faturamento, em 2021, muito próximo dos US$ 70 bilhões. Falando à imprensa a propósito do investimento e aquisição, EDUARDO NORONHA, executivo responsável pela área de inovação da JBS e que já provou o hambúrguer da BIOTECH FOODS e mais que aprovou, disse, “é exatamente a mesma coisa que um hambúrguer de carne”. Como sempre, o maior desafio de uma inovação como essa é alcançar uma escala econômica. A preços de hoje, o quilo de um produto como esse não sai por menos de US$ 600. Mas, e há 10 anos, quando um primeiro lote foi produzido, o custo de 1 quilo era da ordem de US$ 280 mil. Isso posto, precisamos decidir com urgência o que faremos com nossa imensidão de terras, a partir de 2030/2040… 10 – CENAS DO PASSADO, NO PRESENTE, OLHANDO PARA O FUTURO Não tem jeito. Leva tempo, e muitas vezes é quase impossível, para empresas e empresários, conviverem e aceitarem uma nova realidade. Ainda é comum assistirmos discussões infindáveis no plano de negócios que estão sendo atacados pelo digital 24X24X12. Como acontecia no passado, onde as pessoas brigavam no corpo a corpo, e, um dia assustaram-se com índios que venciam batalhas disparando flechas a distância. No ESTADÃO, entrevista de ROLF BUDDEMEYER na seção PRIMEIRA PESSOA. ROLF comanda o conselho da tradicional e respeitada fabricante de roupas de cama, mesa e banho BUDDEMEYER. ROLF fala do desafio que é manter lojas nos shopping centers, muito especialmente em decorrência da devastação provocada pela pandemia. E anuncia os planos de sua empresa de ter mais lojas de rua. Diz ROLF, “Vamos continuar ampliando nossa rede de lojas, mas substituindo unidades de shoppings por lojas de rua em função dos custos. A correção do aluguel foi muito forte e, por mais que se negocie, é difícil para os shoppings abrirem mão do que se encontra nos contratos. Hoje temos 14 lojas sendo oito em shoppings. Das oito, vamos levar duas para as ruas.” E ROLF justifica, “Ainda que o custo da operação na rua seja maior – tem de ter mais segurança, por exemplo –, corresponde a 35% do total de uma loja de shopping. É claro que a loja de rua demora mais tempo para fixar ponto. Em shopping, em dois anos você está estabelecido. Na rua, são três ou quatro. O difícil da rua é achar o ponto, mas ainda vale a pena”. Com total respeito, nós, consultores da MADIA, discordamos. Em primeiro lugar, e na entrevista, ROLF esqueceu-se dos chamados “índios”, o tal do comércio eletrônico, as vendas pela internet, que mereceriam alguma consideração e atenção maior pela empresa. E, em segundo lugar, existem shoppings e shoppings e ruas e ruas, e o desafio é rigorosamente o mesmo. A qualidade da escolha do ponto – em shoppings ou em ruas. O que importa não é o percentual de custo de uma loja em shopping ou na rua. É o resultado que deixa, independente do custo. DRUCKER´S MONTHLY Chegamos ao final desta edição com a oração e aprendizado deste mês, segundo nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER.         Quando já tinha cruzado os 80 anos, e olhando para frente, DRUCKER se perguntou e perguntou a todos nós, diante dos 40 anos a mais de vida que todos ganhamos, com raras exceções, nos últimos 100 anos, se tínhamos consciência dessa realidade, e se estávamos preparado para. Disse: “O que fazer com a segunda metade de nossas vidas? CLAUDE MONET, o maior dos impressionistas, ainda pintava obras-primas aos 80 anos e trabalhava 12 horas por dia apesar de já ter perdido a visão quase que por completo; PABLO PICASSO, o maior dos pós-impressionistas, pintou da mesma forma até morrer aos 90 e, aos 70, partiu para um novo estilo. O violoncelista PABLO CASALS programou-se para tocar uma nova peça musical e o fez no próprio dia de sua morte aos 97 anos”. Hoje, esse pensamento e reflexão é da maior importância, na medida em que caminhamos de forma consistente para ultrapassarmos a barreira dos 100 anos, e quem sabe, mais adiante, o ser humano caminhe para a imortalidade…
butnews

Março 2022

BUT – BUSINESS TRENDS 02/2022 – MAR/2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios no Brasil e no mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – QUASE TUDO, NO LIMITE DO RISCO DE VIDA, FICOU PARA DEPOIS Os tais dos chamados procedimentos eletivos, aqueles que em tese aguentam um pouco mais, que podem esperar mais uns dias, semanas ou meses, quase todos, foram postergados em função da pandemia que ocupou a quase totalidade dos leitos hospitalares do país. Assim, e muito especialmente depois das festas de final de ano, filas e filas de pessoas que decidiram esperar, até mesmo porque não existia outra alternativa, nos hospitais tentando recuperar o tal do tempo perdido. As chamadas medidas de prevenção, os tais exames regulares, literalmente caíram quase que a zero. Segundo as últimas pesquisas, 90% dos exames que se realiza para detectar tumores precocemente deixaram de ser realizados. – Assim como 62% dos transplantes de rins; – 33% de exames oftalmológicos; – 32,8% dos exames de acompanhamento do HIV; – 23,4% dos exames para detectar complicações vasculares, e; – 23% dos transplantes de coração. No total do País, os cálculos referem-se ao adiamento de 2,8 milhões de cirurgias eletivas. Que terão que ser realizadas no correr dos próximos meses, fazendo com que os hospitais voltem a ficar lotados. Ou seja, amigos, atenuada, e mais alguns meses, espera-se, encerrada a pandemia, todos tentando colocar em dia os procedimentos adiados no correr dos últimos dois anos. 2 – A CRISE DO PETRÓLEO CHEGA ÀS RELIGIÕES Não todas, apenas as que têm por hábito recomendarem a seus seguidores e devotos que acendam vela. Com a disparada do petróleo, o preço da parafina, derivada do petróleo foi junto. E assim, e nos últimos 12 meses, o aumento no preço da parafina – matéria-prima principal das velas – bate em 100%. As famosas e tradicionais velas de 7 dias, saltaram de pouco mais de R$ 3,00 e agora já estão batendo nos R$ 8,00. Em alguns supermercados de São Paulo, já são vendidas por mais de R$ 10,00. Conclusão: absolutamente distante da realidade, mas, e por falta de velas que caibam no bolso, muitos fiéis fazem suas preces e pagam suas promessas acendendo velas no digital. Em seus computadores, notebooks, e especialmente smartphones. Existem duas dezenas de aplicativos para APPLE, e ANDROID oferecendo velas virtuais de diferentes tamanhos, formatos e luminosidades. Um dos mais populares, o VELA para ANDROID, e VELA VIRTUAL HD para iOS, promete: “você pode interagir com o fogo virtual de forma realista. A chama é viva e se movimenta o tempo todo, passível de ser controlada pelo movimento do celular e ainda, sua chama pode ser apagada se você soprar de forma sensível e respeitosa no microfone de seu aparelho…”. Já para os aniversários, a recomendação é usar velas antigas, já usadas, e guardadas de recordação nas gavetas. Muito especialmente a com números. Comemora-se o aniversário e não se envelhece… 3 – 10 anos em 2 Na expectativa dos especialistas, o comércio eletrônico responderia por 20% das vendas de todo o comércio, apenas e a partir de 2030. Porém, veio a pandemia. Por questões emergenciais e de sobrevivência grandes empresas pisaram com os dois pés no acelerador, na medida em que a venda a distância e pelo digital passou a ser a única alternativa. As grandes organizações de varejo, as maiores, do dia para noite tiveram que fechar a totalidade das lojas. Ou, no mínimo, 80%. E assim, e diante dessa nova realidade, empresas como VIA, LUIZA, MARISA, C&A, RENNER, PERNAMBUCANAS, AMERICANAS, e todas as demais, viram-se diante de duas alternativas. Ou improvisavam e aprendiam a vender a distância correndo todos os riscos, ou, segunda alternativa, não vendiam. Agora, os números mais recentes traduzem de forma precisa e objetiva, essa espécie de crescimento improvável e a fórceps, ou, maturação, ainda que de afogadilho, mais que precoce. Até fevereiro de 2020, o comércio eletrônico não conseguira ultrapassar, em termos de participação, a casa dos 10%. Segundo medida tomada pela FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, e para sermos mais precisos, o recorde era de 9,2%. Em quatro meses, esse percentual saltou para 19,8%, e hoje, pode se dizer consolidou-se acima de 20%. Ou seja, de cada cinco vendas, uma acontece no digital e a distância. O número preciso aferido pela FGV no mês de junho era de 21,1%. Olhando-se por um outro viés, e também sobre as medidas tomadas pela FGV, o que se observa é que antes da pandemia, 49,7% das empresas pesquisadas jamais fizera uma única venda pela internet. O índice específico é de 49,2% vendas zero pelo digital. 4 meses depois, julho de 2020, esse percentual despencou para 29,4%. E, na última medida, junho de 2021, 20,2%. Em síntese, amigos, e como era mais que previsível na medida em que o comércio analógico, em quase a sua totalidade, fechou suas portas, e tendo que consumir, comer, beber, manter seus hábitos de higiene, e caprichar na beleza, não restou outra alternativa às empresas do que aprender a vender a distância, assim com as pessoas de aprenderem a comprar a distância. E segue a vida, agora, e já com uma nova realidade e que só tende a encorpar em todos os próximos anos. 4 – O FIM DA SÉTIMA ARTE Em artigo carregado de emoção e fortes sentimentos, MARTIN SCORSESE, apontado em pesquisa como o nono maior diretor de cinema de todos os tempos, de certa forma, faz uma espécie de necrológio da chamada SÉTIMA ARTE. O CINEMA, como arte, deixa de existir, dando lugar à, e, exclusivamente, diversão. SCORSESE nasceu no QUEENS, NOVA IORQUE, no dia 17 de novembro de 1942. Já fez de tudo no cinema – produtor, roteirista, ator, e consagrou-se como diretor. Em 2011, e em pesquisa realizada pelo THE GUARDIAN, foi considerado o segundo maior diretor de cinema vivo, atrás apenas de DAVID LYNCH. Descendente de sicilianos, acompanhou, como rato de cinema que era, todo o eclodir da NOUVELLE VAGUE, do REALISMO ITALIANO, e agora, em artigo no LE MONDE DIPLOMATIQUE, coberto de razões, declara terminada a SÉTIMA ARTE, o cinema como manifestação de arte, que acabou sucumbindo e naufragando diante de todos os novos formatos em que se inserem mensagens e narrativas, através de som e imagem. No final de seu artigo, onde finaliza seu diagnóstico, talvez autópsia, SCORSESE diz: “Tudo mudou – tanto o cinema quanto a importância que lhe é dada em nossa cultura. Assim, não é de espantar que artistas como GODARD, BERGMAN, KUBRICK e FELLINI, que outrora reinaram como deuses da sétima arte, com o tempo acabaram nas sombras da memória. No ponto em que chegamos não há como garantir o que quer que seja. Não há como confiar à indústria do cinema a guarda do cinema. Hoje deixa de existir o cinema e prevalece o divertimento visual. O verdadeiro cinema, obra de arte, é esmagada e desaparece nas plataformas de streaming. Assim, só nos resta reprocessar e redefinir nossas emoções. O que é cinema, e o que não é cinema. E rever a obra de FEDERICO FELLINI pode ser um ótimo exercício. Pode se dizer muitas coisas sobre seus filmes, mas uma coisa é certa: são cinema. Federico Fellini percorreu um longo caminho para alcançar a posição de obra de arte. E aí fica a pergunta, como qualificaremos ou definiremos OBRA DE ARTE daqui para frente? Recorremos à sabedoria universal contemporânea, mais conhecida como WIKIPEDIA. E que diz: “Obra de arte é toda a obra criada ou avaliada por sua função artística ao invés de prática. E por função artística, se entende a representação de um símbolo, do belo. Apesar de não ser esse seu principal objetivo, uma obra de arte pode ter utilidade prática. Pode consistir num objeto, composição musical, arquitetura, pintura, texto, apresentação, filme. No entanto, o que é considerado uma obra de arte depende do contexto histórico e cultural, e do próprio significado de arte…”. Nesse sentido, e considerando-se o novo contexto, o cinema como arte morreu. Ou no mínimo, e sabe-se lá por quanto tempo, permanecerá hibernado. SCORSESE tem razão. 5 – A AGIOTAGEM, NOVA FORMA DE INVESTIMENTO Todos nós investidores, ou rentistas como gosta de falar PAULO GUEDES, depositávamos nosso dinheiro em confiança nos bancos, que assumiam o risco de administrar, emprestar, cobrar juros, e dividir conosco, uma parte do resultado. Não tínhamos a mais pálida ideia de onde ia parar nosso dinheiro. Sabíamos apenas que tínhamos confiado ao BRADESCO, ITAÚ, CAIXA, BANCO DO BRASIL, SANTANDER, e outros. Agora, com as fintechs, com a queda dos rendimentos, com juros negativos, passam a ser oferecidos investimentos, ou aplicações, “peer-to-peer”. Podemos, usando as plataformas das FINTECHS, nos convertermos numa espécie de NOVOS AGIOTAS, ou, se preferirem, e dada a conotação negativa que tem a palavra agiota, em AGIOTAS DO BEM. E os novos AGIOTAS DO BEM, além de alcançarem melhores rendimentos, ainda têm um ganho emocional, na medida em que investem suas economias em empresas que têm enorme dificuldade em conseguir dinheiro nos bancos. Numa matéria sobre o tema, em O GLOBO, o depoimento de um AGIOTA DO BEM, “Claro que o retorno financeiro foi importante, mas, tão ou mais importante, o propósito. O fato de saber que estou ajudando um pequeno empresário a melhorar seu negócio, fazer a economia girar, e que não consegue empréstimos no sistema bancário convencional…”. De qualquer maneira, e mesmo sendo através da plataforma de uma FINTECH, esse tipo de empréstimo não está coberto pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, que em caso de quebras garante investimentos de até R$250 mil, por CPF e instituição financeira, em aplicações na poupança, LCIs, LCAs, CDBs, e outros títulos. Se o tomador dos recursos não conseguir pagar, e mesmo sendo um AGIOTA DO BEM, quem emprestou, o tal do AGIOTA DO BEM, vai ter que assimilar o prejuízo. 6 – E AGORA, PRA ONDE VENTA O VENTO? Para a surpresa de muitas pessoas, e em coletiva de imprensa, no dia 21 de setembro de 2021, o GOOGLE, talvez a estrela maior do DIGITAL, anunciou ao mundo ter comprado o edifício empresarial ST JOHN´S TERMINAL, na ilha de MANHATTAN, região central, Rua Washington 550, com 120 mil metros quadrados de construção, pela bagatela de US$2,1 bilhões, em frente ao Rio Hudson. Onde a empresa já se encontrava, mas, como locatária. E onde trabalham, próximos, num prédio também alugado, no CHELSEA, 12 mil profissionais. Uma lufada de esperança numa ilha, MANHATTAN, que viu seus prédios de escritórios, onde trabalhavam todos os dias mais de 1 milhão de profissionais, esvaziarem-se e permanecerem trancados, pela pandemia. Assim, e o ano entre maio de 2020 e abril de 2021 caracterizou-se como o de maior desocupação de espaços de escritório da capital do mundo, New York City. Nos planos do GOOGLE, e ao retrofitar o St. John’s Terminal, a criação de espaços híbridos de trabalho com novos espaços integrando as pessoas à natureza. Assim, o medo que muitos tinham, e ao comprar o que alugava e confirmando sua intenção de permanecer no analógico, o GOOGLE dá forte e consistente sinalização que continua apostando no trabalho presencial, não obstantes todo o arsenal tecnológico que é possuidor. 7 – PERDA DE TRAÇÃO Todos se acostumando. Essa a expressão que será mais ouvida neste ano em todos os setores de atividade. Por uma convergência de sucessivas circunstâncias e fatores negativos, a suposta forte tração que constataríamos na economia do País vai ficando para trás, enfraquecendo. Todos os dias, nas principais plataformas de comunicação, esse o assunto mais comentado. Semanas atrás, por exemplo, uma empresa que em todos os últimos anos só prosperou e se revelava infensa a crises, a MRV, campeã absoluta nos chamados IMÓVEIS DE ACESSO, acusa sintomas mais que evidentes de perda de tração em seu funcionamento, e joga para o próximo ano algumas das esperanças e expectativas e decorrentes metas para este ano. Falando ao VALOR, seu presidente, RAFAEL MENIN, disse, “Com a alta da inflação e o PIB – Produto Interno Bruto – ainda em processo de recuperação, o mercado imobiliário perde um pouquinho da tração no curto prazo. Mas, a expectativa é de seguirmos com o crescimento nos próximos anos…”. No terceiro trimestre encerrado em setembro a MRV lançou R$1,65 bi, 10% abaixo do mesmo trimestre do ano passado. Todas as demais construtoras e incorporadoras, com duas ou três exceções, acusam e alegam a mesma perda de tração a partir da metade deste ano. 8 – ESTADÃO, ESTADINHO O centenário ESTADÃO, segue ESTADÃO na cabeça e no coração de todos os seus leitores e assinantes que se habituaram com o jornal, de bisavô, para avô, para pai, para filho, só que a partir do domingo, 17 de outubro de 2021, o ESTADÃO virou ESTADINHO. No tamanho/formato. Do ponto de vista do leitor, só vantagens, em termos de facilidade e praticidade de transporte e leitura. No entanto, e na medida em que seus principais concorrentes, FOLHA, O GLOBO, VALOR seguem no formato STANDARD, o formato menor, BERLINER, não deixa de causar, no mínimo, um estranhamento. Muito especialmente para os que compram ou assinam dois ou três dos quatro jornais. Não deixa de intrigar na cabeça das pessoas, uma instituição que durante décadas acostumou-se a chamar ESTADÃO, agora apresentar-se numa versão ESTADINHO. Sim, e definitivamente, design e forma continuam valendo e muito no processo de BRANDING. Mas, muito provavelmente, mais cedo ou mais tarde, seus principais concorrentes, repetimos, provavelmente, seguirão o mesmo caminho. FRANCISCO MESQUITA, presidente executivo e membro do Conselho de Administração do Estadão, em entrevista à BÁRBARA SACCHITIELLO, do MEIO E MENSAGEM, posiciona este novo movimento do mais tradicional jornal brasileiro: “Parte de um processo de um conjunto de ações que visam transformar a empresa em uma NEWSTECH…”. Vamos conferir e refletir sobre algumas das declarações daquele que é carinhosamente chamado pelo mercado de CHICO MESQUITA. – SOBRE A ESSÊNCIA “Somos uma empresa jornalística, não abrimos mão de nosso core, de tentar impactar positivamente o País, mas utilizando as tecnologias que hoje estão à disposição. Depois de analisarmos todas as plataformas, concluímos que não é suficiente estar presentes nesses ambientes, mas, sim, disponibilizando um conteúdo de acordo com cada plataforma. Da mesma forma como procedemos com os produtos digitais fizemos cinco pesquisas para conhecer como os assinantes consomem o conteúdo no formato impresso e tradicional. E isso resultou numa mudança de formato, menor, onde a visão do produto segue vertical, porém mais adequado e moderno em relação à vida das pessoas.” – O FIM DAS FRONTEIRAS “Ao longo de nossa história, sempre nos defrontamos com novas maneiras de as pessoas terem acesso à informação. Com o rádio, televisão, cinema, TV por assinatura, e nós tivemos poucas oportunidades de entrar em cada uma dessas possibilidades.  Já o digital nos permite participar de forma mais competitiva. Estamos nos transformando numa empresa jornalística multiplataforma, de uma maneira mais próxima da sociedade, com a capacidade de atuarmos mais nacionalmente e sem as barreiras dos elevados custos de logística. Hoje é possível escalar sem fronteiras…”. – PRINCIPAL OPORTUNIDADE “A grande diferença entre o analógico e o digital é a possibilidade de escalar. Em nosso caso, somando conteúdo de qualidade, tecnologia, e pessoas adequadas, podemos ambicionar um volume de assinantes muito maior. Se hoje o ESTADÃO, entre impresso e digital, tem 200 mil assinantes, pensar em 500 mil não é impossível…”. – OS DESAFIOS DO IMPRESSO “Não é mais viável entregar jornal em qualquer lugar do País, ou até mesmo e somente no Estado de São Paulo. Os custos de logística são muito altos. No entanto, na cidade de São Paulo, temos uma população muito grande, com alto poder executivo e elevado nível de educação. Se tivermos um produto adequado com preço certo existem chances de crescimento. Mas ainda esbarramos num teto que é a idade das pessoas. As novas gerações não foram criadas consumindo produtos impressos; e sim, digitais…”. – A BUSCA PELOS ANUNCIANTES “Estamos conseguindo capturar resultados mais rápidos no mercado publicitário. Deixamos de vender uma página ou um banner no site e estamos nos aproximando cada vez mais da marca e dos negócios de nossos clientes. Criamos uma estrutura chamada BLUE STUDIO para trabalhar junto com as agências e com os anunciantes. Para apoiá-los na exposição de conteúdo através de nossas plataformas. Estamos muito felizes com os resultados dessa área. Trata-se de um trabalho mais consultivo, de parceria, e mais transacional – veículo, agência, anunciante, e onde atuamos como parceiros desde a concepção da ideia…”. – TRANSFORMAÇÃO E MUDANÇA “As histórias de sucesso em todo mundo são casos de transformação e não de mudança. Na mudança tento deixar de ser A para ser B. Na transformação sou A e vou me transformando em B, procurando preservar ao máximo tudo o que já foi conquistado, e, simultaneamente atraindo novos mercados. Esse é, ao mesmo tempo, o segredo ou receita, e o desafio…”. É isso, amigos. De novo, o ESTADÃO, agora no formato “Estadinho”, talvez em sua mais corajosa mudança, dentre todas que realizou em sua história. Votos de sucesso, toda a torcida dado sua importância à historia da democracia  em nosso país, mas, essa credencial é uma ótima credencial, mas não garante nada. Estadão, Globo, Folha, e outras empresas jornalísticas, ainda e por muitos anos, na tentativa de um atalho, de uma forma digna, consistente e sustentável, em busca de um lugar no Admirável Mundo Novo. 9 – VIDA DE ENTREGADOR, NO MUNDO DO DELIVERY O mundo do delivery já existia. Apenas, era menor e mais tranquilo. Com a pandemia, como acontece nos tempos de hoje, escalou. Agora temos um exército de milhares de brasileiros que vivem de seus desempenhos em motos, bicicletas, patinetes e celulares nas mãos, como ferramentas de trabalho. De certa forma, e mesmo sendo o que temos para hoje e para atenuar o desemprego, não deixa de ser uma espécie de VIDA DE GADO, da música do Zé Ramalho: “Vocês que fazem parte dessa massa, que passa nos projetos do futuro. É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais, do que receber. E ter que demonstrar sua coragem, à margem do que possa parecer…”. Numa matéria espetacular de duas páginas no novo ESTADÃO, agora compacto e carinhosamente chamado de ESTADINHO, BRUNO ROMANI, no texto, e TIAGO QUEIROZ, nas fotos, revelam a realidade. Nem triste, nem trágica, nem lamentável, e glamour zero; apenas a realidade. Tudo o que a dupla queria era mostrar a realidade dos celulares dos entregadores dos serviços de delivery. Mas, por querer, ou sem querer, e além daquilo que levam nas mãos, revelaram os braços, os corpos, a vida. Em termos de números, e na média, um entregador fatura por mês em torno de R$ 2 mil. Claro, dependendo do quanto aguenta trabalhar. Das empresas de delivery, tipo iFOOD recebe R$5,00. E o grosso, ou maior parte, vem das gorjetas, e excepcionalmente, de promoções realizadas pelos aplicativos. E quase todos trabalham com um celular médio, na casa dos R$ 1 mil e poucos. Até a matéria do BRUNO e do TIAGO olhávamos para esses entregadores de bicicleta e moto não respeitando os sinais e acelerando, com um certo sentimento de revolta, até mesmo raiva pela forma irresponsável como se comportavam no movimento. Não chegamos, com raríssimas exceções, a xingar nenhum deles. Hoje, depois da matéria, respiramos fundo e, total respeito. Continuam atropelando a vida, os sinais, as regras, mas, não gostaríamos nem por mil dinheiros de estar no lugar deles. Lembram, “vida de gado, povo marcado, é povo feliz”. É? Terminamos trazendo três depoimentos da matéria. – “Quando encontrou a reportagem, KAWANE BIANCA, 24, não tinha ainda pagado a primeira das 12 parcelas de R$100,00 de seu MOTO E7. Pouco tempo antes caiu na ciclofaixa da FARIA LIMA ao passar num desnível de pista com o patinete que aluga do iFOOD. Diz, “fiquei três dias com dor, mas não fui ao hospital. No tombo a tela do meu J5 trincou, e o celular começou a ficar lento. Minha amiga falou que podiam me bloquear, então, parcelei um celular novo…”. – “Romarinho, ERICK NOGUEIRA, 21 anos. Também com um MOTO E7, recém-comprado, e o terceiro na sequência. Diz ROMARINHO, “O primeiro caiu e parou de funcionar e fiquei uma semana parado. No segundo entrou água de chuva e estragou. Fiquei um mês parado até comprar este terceiro…”. – O terceiro depoimento é de GUILHERME, que não aparece na matéria, apenas a foto de seu celular com a tela queimada por infiltração de água. GUILHERME HENRIQUE, 20 anos, diz, “começo a trabalhar às 11h. Meu SAMSUNG J7 está com a carga total. Quatro horas depois faço uma pausa para o almoço e a carga está em 45%. Para voltar a trabalhar preciso recarregar… Uma vez estava na rua do cliente e fiquei sem bateria. Lembrava apenas que seu nome começava com M. Fiquei chutando para o porteiro até acertar…”. E aí vem e fica a pergunta martelando em nossas cabeças, É ISSO MESMO? 10 – NOME E SOBRENOME DE RESPEITO A marca WALITA foi construída no correr de décadas, em caravanas mais que aguardadas que todos os anos visitava as principais cidades do País com a sua ESCOLINHA WALITA. A WALITA, na cabeça de muitas avós de hoje, não apenas inventou o liquidificador, assumiu a responsabilidade de ensinar a todas como usá-lo, régua e compasso, receitas e treinamentos. E, um dia, ganhou um sobrenome global, PHILIPS, outra marca construída durante décadas no coração da família brasileira, e onde, durante muitos anos, o único canal de contato com a vida e com o mundo era através dos rádios Philips, que ocupavam um lugar de destaque nas salas de visita, e onde as famílias se juntavam para ouvir o REPÓRTER ESSO, pela Rádio Nacional, todos os dias, às 18h. 2021, uma nova realidade. Todos os serviços que ficavam concentrados em meia dúzia de aparelhos da PHILIPS e concorrentes pulverizados, milhares de novos concorrentes, e as duas marcas lutando bravamente para preservarem uma parte do mundo que construíram e conquistaram e a caminho de 100 anos. SILVIA TOSHIE TAMAI é a head of marketing para a América Latina da divisão de produtos para casa da PHILIPS e foi entrevistada pela KELLY DORES, do PROPMARK. Na entrevista, algumas revelações. – DEMANDA DOS CLIENTES “Em nossos produtos para os lares e para as famílias temos uma linha muito forte. Através de pesquisas, descobrimos, por exemplo, a necessidade de um liquidificador com uma jarra inquebrável. E que ainda possibilitasse uma melhor limpeza com a remoção das lâminas. E foi o que fizemos. Uma nova jarra, inquebrável, com outros benefícios adicionais. E comunicamos as novidades de forma irreverente com a presença e testemunhal de AMANDA RIBAS, uma das principais lutadoras globais do UFC. Mulher, que passa a certeza da robustez, agregando ainda a componente diversidade, e alcançando um público mais jovem… Ou seja, um casamento ideal…”. – O DESAFIO DOS MAIS JOVENS “A PHILIPS WALITA é, indiscutivelmente, a marca líder, quando se fala em imagem de marca, em todas as faixas etárias. Mas, nas faixas mais jovens, 25 a 35 anos, não tem a mesma performance que alcança junto ao público mais velho. Assim, nossa comunicação tem procurado aproximar-se de maneira mais forte e consistente com os principais valores dos mais jovens: saúde, bem-estar, e esporte…”. – COMPROMISSO COM A INOVAÇÃO “O liquidificador segue sendo um ótimo exemplo. A PHILIPS WALITA é a única que oferece um liquidificador com jarra que não quebra. Antes, o consumidor, quando a jarra quebrava acabava conformando-se em comprar um novo liquidificador. Era mais interessante. Isso é ruim para o consumidor e péssimo para a natureza que vê um lixo plástico avolumando-se. Fomos atrás da empresa que produz o polímero para as janelas dos aviões. Encomendamos uma jarra que não quebra… Outro exemplo é o AIR FRYER, mais uma inovação da PHILIPS WALITA. Depois a concorrência veio atrás, mas a tecnologia AIR FRYER está patenteada. Os concorrentes podem copiar nome e formato, mas o que está por trás, a tecnologia, não, tem proprietário, e somos nós. E a próxima inovação é a de um novo processador que as pessoas personalizam com os acessórios que mais precisarem…”. – OS DESAFIOS DE SILVIA TAMAI No final da entrevista, KELLY DORES perguntou à SILVIA quais os principais desafios que a ela foram colocados quando assumiu a posição de head do marketing da América Latina. Diz, SILVIA: “Meu maior desafio, ou, principal missão, é a de preservar e fortalecer tudo de bom e forte que a marca construiu em 82 anos. Um portfólio completo, entregando sempre inovação e qualidade, tendo o consumidor no centro de todas as decisões, e, gradativamente, aproximar a marca dos mais jovens…”. DRUCKER´S MONTHLY Chegamos ao final desta edição com a oração e aprendizado de hoje, segundo nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER.         Diferente dos trabalhadores da terra, das indústrias, e até mesmo os dos escritórios e serviços, o fator motivador dos TRABALHADORES DO CONHECIMENTO é outro e bem distinto. Conforme nos alertou nosso adorado mestre, antes da virada do milênio, quando escreveu: “Sabemos, há no mínimo 50 anos, que o dinheiro por si só não é motivação para um melhor desempenho. Mas, sua insuficiência, desmotiva. O que verdadeiramente motiva os trabalhadores do conhecimento é o mesmo que motiva os voluntários. Alcançar maior satisfação com seu trabalho que os trabalhadores remunerados. Precisam de desafios, de conhecer a missão da organização e nela acreditar, de treinamento contínuo, e de ver e alcançar resultados.” E, dia após dia, o único tipo de trabalhador que resiste e sobrevive é o trabalhador do conhecimento…
butnews

Janeiro/Fevereiro 2022

BUT – BUSINESS TRENDS 01/2022 – JAN/FEV2022 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios no Brasil e no mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – VAI ACABAR EM PIZZA, CASAMENTO, OU PORRADA? No jogo da concorrência vale tudo, por mais que se procure preservar as aparências. Assim, e diante de todas as empresas do território da aviação comercial absolutamente debilitadas, em maiores ou menores proporções, muitas passam os dias esperando por um milagre, outras em busca de uma tábua de salvação, e outras acreditando que poucas sobreviverão, e, assim, nada melhor que converter-se num problema/desafio maior, comprando empresas debilitadas. E aí a LATAM mergulhou em recuperação judicial nos ESTADOS UNIDOS, e, imediatamente, a AZUL decidiu partir para o ataque, dispondo-se, publicamente, a comprar a operação da LATAM no Brasil. E a LATAM engoliu essa manifestação pública durante dois meses, mas, e cansada de uma espécie de “bullying corporativo”, veio a público, através de seu presidente da LATAM BRASIL, JEROME CADIER, para manifestar a posição de sua empresa. Disse CADIER, “As provocações ou ofertas da AZUL estão fora de qualquer consideração. A AZUL faz isso porque morre de medo da concorrência…”.E procurou dirigir a opinião pública contra a AZUL, “A AZUL defende o monopólio, e isso é um absurdo. O que quer mesmo é aumentar as tarifas, e para isso precisaria diminuir a concorrência. Isso é bom para os acionistas da AZUL e péssimo para os passageiros, os que compram os bilhetes…”. A verdade verdadeira de toda essa questão é que estamos testemunhando blefes e contrablefes de rotos e esfarrapados. Empresas, como todas as demais, destruídas pela pandemia, e na busca de alguma tábua de salvação para uma derradeira tentativa de sobrevivência. A propósito, e em meio a maior crise da aviação comercial dos últimos 50 anos, no dia 2 de maio de 2020, absolutamente consciente da devastação que se abateria sobre as empresas aéreas em todo o mundo, o mais respeitado dentre os gestores de investimentos do ocidente deu a ordem: VENDAM TODAS AS AÇÕES DE AÉREAS DA CARTEIRA DA BERKSHIRE HATAWAY. Naquele momento, WARREN BUFFETT, declarou, “Decidi vendermos todas as ações que possuíamos das quatro empresas aéreas”. Depois de anunciar um prejuízo histórico de US$49,7 bilhões, declarou: “Durante anos evitei investir em empresas aéreas. Em 2016, não resisti e investi um bom dinheiro de nossos investidores em quatro empresas aéreas. ERREI FEIO. Não deveria ter investido nem na AMERICAN, DELTA, UNITED, SOUTHWEST e em nenhuma empresa aérea. É um risco gigantesco e desproporcional…”. 2 – A NOVA CAOA Nem melhor, nem pior, diferente. E, se maior, só o tempo dirá.A liderança de CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA ANDRADE, que faleceu na madrugada do dia 14 de agosto, sábado, e foi enterrado no Cemitério do Morumbi, criou enorme expectativa em relação ao desempenho do GRUPO que leva suas iniciais, CAOA, em todos os próximos anos. Uma certeza, não será igual. CAOA era único. E assim, e agora sob o comando de seus filhos e executivos, a expectativa é muito grande. De alguma forma, e como uma espécie de derradeira homenagem ao empresário que notabilizou-se por seu desempenho no complicado e concorridíssimo negócio de automóveis, nos jornais de semanas atrás um anúncio descrevendo a performance da CAOA em seu mercado de atuação. CARLOS ALBERTO despediu-se vendo sua empresa subir mais um degrau no ranking das marcas. Em 3 anos, foi superando algumas das principais marcas do mundo em nosso país. Em maio de 2018, ocupava a 20ª posição, com 0,26% de participação de mercado. Em julho de 2018, ultrapassou KIA, VOLVO e LAND ROVER, chegou a 17ª posição, com 0,41%. Um mês depois, agosto, supera a MITSUBISHI, MERCEDES-BENZ e AUDI, passa a deter 0,52% de participação, e ocupa a 14ª posição. No mês seguinte, passa a BMW, e chega a 13ª posição, com 0,58%. No mês de março de 2019, salta para a 12º posição com 0,83% de mercado, e supera a PEUGEOT. Já no mês de setembro de 2019, ultrapassa a CITROËN, com 0,98% de mercado e passa a ocupar a 11º posição. Março de 2021, supera a FORD, e assume a 10ª posição, com 1,73% de mercado. E, poucos dias antes da partida de CARLOS ALBERTO, ficava claro que a CAOA ganharia mais uma posição. E assim aconteceu. Contabilizados os dados de agosto de 2021, a CAOA saltou em participação de mercado para 3,93%, superando num salto só CHEVROLET e NISSAN com quase 4% de participação de mercado. E aí partiu CARLOS ALBERTO. Fica o desafio para seus sucessores e herdeiros. Filhos e profissionais. A trajetória dele, Sr. CAOA é recheada de histórias, acusações, e infinitas conquistas. Enquanto nenhuma das acusações converter-se em condenação, prevalecem seus feitos que são muitos e espetaculares. 3 – MC APRENDIZADOS Agora, que a pandemia ameaça iniciar o processo de retirada ou despedida, começamos a colecionar os sofridos aprendizados de dias difíceis e complicados. No final de 2021, PAULO CAMARGO, CEO da ARCOS DORADOS, leia-se McDonald’s, 53 anos, compartilhou alguns de seus aprendizados com os leitores da FOLHA, e em entrevista para DANIELE MADUREIRA. Separamos, analisamos e agora comentamos com vocês as declarações que consideramos importantes para todos que acompanham nossas reflexões. – COMO SE COMEÇAR NUMA EMPRESA que, de verdade, é um ponto de venda na sua expressão máxima. Conta PAULO, “Estou há 10 anos no McDONALD’S. Fiquei o primeiro ano todo praticamente em treinamento para assumir a vice-presidência de operações. Passei os primeiros seis meses dentro de um mesmo restaurante, até assumir a gerência da loja – somos assim, esse é o nosso jeito, treinamos exaustivamente até assumirmos a função. Na sequência contratamos uma empresa no sentido de criarmos uma nova estratégia e modernizarmos a marca. E é o que temos feito desde então…”. – A DECISÃO DE APORTUGUESAR O MÉQUI… “Gradativamente fomos ajustando nossa estratégia, nosso tom de voz, para permanecermos cada vez mais próximos do cliente. O Mc trazia alguns nomes complicados que provocavam certo distanciamento. Somos fanáticos por pesquisas. Fazemos mais de 1 milhão de entrevistas por anos. E foi ouvindo o cliente que constatamos ser MÉQUI a maneira natural das pessoas referirem-se ao McDONALD’S. Em verdade, nos últimos 5 anos, sentíamos o cliente pedindo por mudanças. Tinha a tal da fila 1, para pedir e pagar, e a fila 2 para receber o sanduíche, os funcionários tinham que repetir “batata acompanha?”… “Somos um negócio de gente, 50 mil pessoas no Brasil atendendo e servindo milhões de clientes por dia… Faltava mais autenticidade… Dar mais liberdade para o funcionário falar do jeito dele, por exemplo…”. – A PANDEMIA “Todo o planejamento que fizemos para 2020 foi jogado fora. Fomos ouvir franqueados, gerentes, aprender com a experiência da McDONALD’S CORPORATION da pandemia em países asiáticos, reunimos o time e refizemos os planos. No último trimestre de 2020, já estávamos com 90% do faturamento do mesmo trimestre do ano anterior. Adotamos a estratégia 3D – DELIVERY, DRIVE-THRU e DIGITAL. Até meses antes, delivery e drive-thru eram segmentos exclusivos dos restaurantes… – O FUTURO “O que antes era marketing massivo, agora é personalização massiva. O mundo do delivery veio para ficar enquanto muitas pessoas recusam-se a ser atendidas por totens. Querem gente. Assim, teremos que seguir respeitando as diferenças… Quanto ao cardápio, claro, sempre com novidades, mas, e não paramos de inovar, 80% de nossos clientes pedem BIG MAC, QUARTERÃO e CHEDDAR. Além de McFRITAS…”. 4 – O MAGNETO IRRESISTÍVEL Se há 30 anos alguém dissesse que passaríamos a maior parte do dia olhando para a palma de nossas mãos, onde se encontraria um objeto irresistível, não conseguiríamos imaginar do que alguns malucos estavam falando. Aconteceu, existe, chama-se celular ou smartphone, e ano após ano passamos mais tempo olhando em sua direção e fixados na sua telinha. Estudo divulgado no final do ano passado pela APP ANNIE INTELLIGENCE, revela que apenas nos últimos 3 anos, o tempo que as pessoas passam grudadas ao celular aumentou em 45%, e o Brasil – e os brasileiros – e de forma destacada, assumem a primeira posição do ranking global, ultrapassando os indonésios. Em 2019, os brasileiros passavam 3,8h por dia no celular. Em 2020, esse número subiu para 4,8h, e em 2021, totalizou 5,4h diárias. Depois, e pela ordem: Indonésia – 5,3h Índia – 4,9hCoreia do Sul – 4,8h México – 4,7hTurquia – 5,4h Japão – 4,4h Canadá – 4,1h Estados Unidos – 3,9h e, Reino Unido – 3,8h E, como não poderia deixar de ser, o celular é hoje disparado a causa número 1 de acidentes, trombadas, atropelamentos, quedas e mortes em nosso país. 5 – COMUNICAÇÃO ABAIXO DE ZERO As instituições financeiras, que mexem com o mais que sagrado dinheirinho das pessoas, têm habilidade próxima de zero no tocante a comunicação. E aí, meses atrás, algumas dessas instituições mudaram os cartões de plástico, pura e simplesmente mandaram os cartões novos, e as pessoas descobriram, mais que assustadas, que os pagamentos não precisavam mais de senha, e era suficiente aproximar o cartão das maquininhas. Não conhecemos uma única pessoa que não tenha levado um susto, ficado nervosa, e dado uns gritos de pavor. Em pleno pico de golpes e trambiques, bancos e administradoras de cartões brincam e desrespeitam seus clientes. De uns meses para cá, não se fala de outro assunto nas páginas de DEFESA DO CONSUMIDOR das plataformas de comunicação. No jornal O GLOBO, DEFESA DO CONSUMIDOR, de 15 de agosto o depoimento da carioca ROSANGELA DUARTE: “Levei um susto no caixa de uma lanchonete quando o atendente devolveu o cartão já com o comprovante da transação impresso pela maquininha, e sem que eu tivesse digitado a senha. Não sabia que estava ativada a função de PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO, não pedi para o ITAÚ fazer isso, o ITAÚ não me avisou, sequer sei o limite para pagamento sem senha… Vou desabilitar ontem…”. Assim, e sem que as pessoas fossem minimamente informadas, e segundo a ABECS – Associação de Cartões de Crédito, o pagamento por aproximação é a modalidade que mais cresce hoje no Brasil. Apenas no mês de junho passado foram registradas 112 milhões de transações, sete vezes mais do que um ano antes. O PROCON do PARANÁ decidiu conferir e fez uma pesquisa com 1.000 possuidores desses cartões. 77,4% disseram não ter recebido nenhuma comunicação do banco orientando sobre a nova modalidade, e 76,7% não tinham a mais pálida ideia do valor máximo para esse tipo de transação… Ou seja, e definitivamente, e fato esse que só se agrava, os bancos acreditam que as pessoas já nasceram sabendo e não necessitam serem comunicadas, muito menos orientadas. 6 – A JUSTIÇA VELHA E CAQUÉTICA Em sentença estapafúrdia, a GOL foi condenada a pagar maquiagem e depilação de suas profissionais. Mais adiante, e com esse tipo de estupidez monumental, a Justiça vai exigir de todas as empresas que paguem pela água do banho, sabonete e desodorante de seus funcionários. Amigos, a Justiça do Brasil é uma lástima. O mínimo que se espera de um ser humano com um mínimo de autoestima e alegria de viver, é apresentar-se, para os demais humanos, da melhor forma possível. Segundo a Justiça do Trabalho do Brasil, quando uma pessoa ingressa numa empresa, o contrato de trabalho cobre apenas a pessoa como chegou ao mundo. E é o que vai acontecer seguindo-se a decisão patética da Justiça. As empresas a partir de agora contratam as pessoas ao natural, como chegaram ao mundo. Nuas e sem as mãos nos bolsos. Peladas. Tudo o que trouxerem consigo, quando chegarem para o primeiro dia de trabalho, a empresa precisa pagar ou ressarcir. A Justiça brasileira vai conseguir o que nenhuma outra justiça do mundo conseguiu: convencer as empresas que o melhor a fazer é só contratar robôs… Claro, até o momento em que os robôs não descubram a patética e escatológica Justiça do Não Trabalho, e comecem a ganhar ações para a compra de óleo lubrificante, troca de chips, e outros penduricalhos mais. Na sentença histórica, que faz com que a Justiça do Trabalho do Brasil seja a maior inimiga das empresas, e a maior incentivadora da robótica, está escrito que a GOL terá que fazer o pagamento de indenização com despesas para apresentação pessoal, bem como fornecer meios para a observância de seu código de vestimenta e apresentação, inclusive quanto aos procedimentos estéticos… Assim estabelece o pagamento de uma indenização mensal de R$220,00 por mês a cada empregada aeronauta… Ah, mas na sentença a Justiça concedeu uma saída para a GOL. Caso não queira pagar é só abrir mão do mínimo que se espera de um ser humano que trabalhe e atenda o público. Que dispense seus profissionais de virem trabalhar vestidos, de dentes escovados, cabelos penteados, e desodorante dentro do prazo de validade… Como disse PEDRO MALAN, assim como outros economistas brasileiros, e definitivamente, “O Brasil é o país onde até o passado é incerto, o futuro imprevisível, e o presente, talvez…”. Quando se falava em insegurança jurídica até anos atrás eram de questões mais importantes. Hoje a insegurança jurídica começa nos mais básicos dos comportamentos. A higiene mínima que confere dignidade e apreço ao ser humano. A Justiça brasileira defende e promove que os brasileiros sejam praticantes fervorosos da autoflagelação… Como diz CHICO BUARQUE na canção, MEU GURI: “Eu não disse, seu moço, que chegava lá?”. Chegamos! O BRASIL e sua Justiça acabam de provar que o fundo não tem poço, ou melhor, que o poço não tem fundo… Ou melhor, acreditamos que da primeira forma estava mais certo, o fundo não tem poço… 7 – MANCHETE PATÉTICA No ESTADÃO de um domingo, a manchete de uma suposta grande matéria e defesa de tese. Diz: “DIGITALIZAÇÃO DA ECONOMIA LEVA DIRETORES DE TECNOLOGIA A ASSUMIR CARGOS DE CEOS…” Simplesmente absurdo. Bobagem descomunal. Nenhum diretor de qualquer uma das ferramentas ou áreas da gestão, pelo suposto domínio da ferramenta, está capacitado a liderar qualquer empresa. A condição maior, suprema, definitiva, acima de qualquer excelência numa das diferentes especializações, continua sendo, e sempre, a CAPACIDADE DE LIDERAR E COMANDAR SERES HUMANOS. Sem essa qualificação, nem os “Pelés da tecnologia”, estão preparados e têm a competência mínima necessária para comandar quem quer que seja. Muitas vezes, nem mesmo a área onde é craque, especialista, nem mesmo para ser CTO. Apenas isso. Para liderar, pessoas capacitadas a fazer com que seus comandados, empolgados, comprometidos, entusiasmados, e felizes, de forma natural, sigam seu direcionamento e comando. 8 – ESMOLA, BACIA DAS ALMAS, CALA A BOCA Sem pompas e muito menos circunstâncias, 20 organizações da imprensa brasileira fecharam parceria com o FACEBOOK. Briga que vinha de longe terminou num troco de R$13,7 milhões a serem divididos entre as 20 organizações, e o que resulta num valor pífio para cada uma delas. Dentre outras organizações, no acordo onde literalmente ”entregam a alma ao demo”, figuram, ESTADÃO, FOLHA, ABRIL, BANDEIRANTES, RBS e UOL. Três explicações para: A primeira é que com acordo ou sem acordo o “FEICE” continuaria a se apropriar do conteúdo editorial dessas empresas, e assim, melhor um acordo que uma interminável e péssima contenda. A segunda é que em tempos de seca, qualquer dinheiro ajuda. E a terceira é que se trata de uma trégua provisória, enquanto se aguarda por um maior e melhor acordo. Seja como for, é simplesmente patético testemunharmos organizações centenárias acordarem com redes sociais que nasceram anos atrás, e pela simples razão que as centenárias foram míopes, em todas as dimensões, possibilitando que as novas plataformas de comunicação alcançassem a importância e liderança que têm hoje. Especificamente em relação ao valor acertado, e diante dos números do “FEICE”, repetimos, uma singela e patética esmola. 9 – HOSPÍCIO PÃO DE AÇÚCAR Tudo bem que a situação do grupo CASINO, na FRANÇA e outros países, é difícil, mas deveria, se sobrasse um mínimo de juízo a seus dirigentes, preservar talvez a sua principal galinha de ovos de ouro, o PÃO DE AÇÚCAR. O PÃO DE AÇÚCAR sempre foi o sonho de todas as demais organizações supermercadistas. Construído e posicionado nos melhores e mais estratégicos espaços muito especialmente da cidade de São Paulo, totalmente voltado para as pessoas que têm dinheiro, classes A e B, nadava tranquilo e de braçada num quase que oceano azul. Verde, talvez, pelas cores do Pão de Açúcar. Depois que o CASINO conseguiu concretizar a compra, e não obstante todas as manifestações de arrependimento de ABILIO DINIZ, o PÃO DE AÇÚCAR do CASINO viveu seu ápice, momentos de glórias, e brilhava de forma intensa e espetacular. Tudo o que fazia dava certo, inclusive na melhor e mais bem-sucedida operação de vendas de produtos através de cupons de compras e álbuns, nos quais as pessoas iam colando esses cupons ou selos. E aí a crise na FRANÇA gradativamente foi chegando ao Brasil e os pés sendo enfiados pelas mãos. Durante duas décadas construiu, a partir dos tempos do ABILIO, o melhor e mais invejado programa de loyalty dentre todas as demais empresas. O Pão de Açúcar Mais. Hoje, seus clientes não sabem mais exatamente a que programa pertencem, na medida em que fez parceria com a RAIA DROGASIL e criou o programa STIX. No lançamento, o “release” das duas empresas dizia: “Com 60 milhões de clientes, a STIX opera como uma carteira única de pontos, e que conta com o EXTRA, PÃO DE AÇÚCAR, DROGASIL e DROGA RAIA.” Naquele momento o PÃO DE AÇÚCAR já anunciara uma nova promoção com a coleção de selos para a compra de talheres que foi cancelada para decepção e revolta de seus clientes mais que acostumados com os selinhos a cada final de compra. Mas, como caos pouco é bobagem, o PÃO DE AÇÚCAR, GRUPO CASINO no Brasil, conseguiu se superar. Mergulha no caos e tenta convencer seus clientes de décadas a mergulhar junto. Estadão, sábado, 18 de setembro de 2021, caderno Economia, página B7, matéria assinada pela jornalista TALITA NASCIMENTO. O título já provoca nos clientes normais do PÃO DE AÇÚCAR arrepios, comichões e perplexidades. E não por culpa da TALITA, que procurou desempenhar sua função da melhor maneira possível. É que o PÃO DE AÇÚCAR VIROU UM HOSPÍCIO mesmo. O título diz: “GPA FARÁ ENTREGA PARA LOJISTAS DE SEU MARKETPLACE…” E agora, e no texto, vamos transcrever um pouco para que vocês não sintam tonturas: “O GRUPO PÃO DE AÇÚCAR (GPA) anunciou ontem que seu marketplace terá uma plataforma que atenderá os lojistas que precisarem dos serviços de envio… No próximo ano, a companhia passará a oferecer a possibilidade de que os lojistas virtuais armazenem produtos nos centros de distribuição do GPA. Depois, e no estágio mais avançado do programa, lojas da rede serão transformadas em agências onde os parceiros poderão deixar seus produtos e os clientes, retirá-los…”. Mas, não para aí o que o PÃO DE AÇÚCAR anuncia que passa a fazer. Diz: “A princípio, serão dois serviços: o de entregas e o de postagem. No primeiro caso, a malha logística do GPA retira a mercadoria no endereço do lojista e faz a entrega ao cliente. No segundo, o vendedor pode usar a tabela de preços da companhia, que é mais barata, para enviar seus produtos pelo CORREIOS…!”. Pode gritar SOCORRO! Sim, bem alto… Mais alto ainda… SSSOOOCCCOOORRORORORO!!! Nossa total solidariedade à TALITA NASCIMENTO, que deve ter sofrido para escrever a matéria. Nem mesmo as pessoas que trabalham no PÃO DE AÇÚCAR – conhecemos algumas – conseguem entender o que é o PÃO DE AÇÚCAR hoje. E, concluindo seu esforço supremo, TALITA terminou dizendo: “A expectativa da companhia é de que os serviços diminuam em até 40% o custo do frete para os consumidores e em 25% os prazos de entrega atuais, além de possibilitar um aumento de 40% na capacidade de volume de entregas…”. TALITA, mesmo que aconteça alguma economia, esse valor e duas ou três vezes mais terá que ser investido no tratamento mental de todos os envolvidos. Terminamos com algumas palavras em francês em respeito ao momento que vive o PÃO DE AÇÚCAR no Brasil, em decorrência do desvario que hoje pontifica nas decisões do GRUPO CASINO: FOLIE, FOU, DINGUE, INSENSÉ, FOLLE, DELIRE, DEMENCE, CINGLE, DEBILE, IDIOT, BETISE, DELIRANT… 10 – MERCADÃO LIVRE Neste mês retornamos ao tema dos MARKETPLACES, e agora e mais especificamente do MERCADO LIVRE. A quantidade de SELLERS, vendedores, no MERCADO LIVRE, é absolutamente desproporcional em relação a todos os demais MARKETPLACES, e em decorrência de sua gênese. No início, qualquer pessoa que pretendesse vender o que quer que fosse poderia ser um SELLER no MERCADO LIVRE, e, assim, para lá embarcaram todos os tipos de vendedores, com e sem qualidade, e um número expressivo de bandidos, que, com o tempo, e processos rigorosos de saneamento, foram sendo excluídos. Para se ter uma ideia da desproporção, enquanto os demais MARKETPLACES falam em centenas de milhares de SELLERS, o MERCADO LIVRE fala de dezenas de milhões. E assim, e dando sequência a seu processo de limpeza ampla, geral e irrestrita, periodicamente, e seguindo sua COMPLIANCE POLICE, o MERCADO LIVRE divulgou resultados regulares de faxina. No segundo semestre de 2021, divulgou seu SEGUNDO RELATÓRIO DE TRANSPARÊNCIA NA AMÉRICA LATINA, e onde escancara seus números, e de certa forma dizendo a seus concorrentes, “vocês ainda não passam de pixotes diante de minha dimensão”. No primeiro semestre de 2021, o MERCADO LIVRE, em sua exuberância, registrou 267,4 milhões de anúncios ativos, exclusivamente no Brasil. E, desses quase 270 milhões, pouco mais de 3%, 9 milhões foram moderados – excluídos ou corrigidos – por infringirem as regras. Principais ocorrências, ou, onde os pequenos bandidos do digital e do comércio eletrônico atuam com maior frequência: – Cursos e livros digitais piratas; – Conteúdos adultos classificados de forma incorreta; – Venda de remédios que necessitavam de receitas; – Outros tipos de falsificações. Desses 9 milhões moderados, 8,5 milhões foram detectados automaticamente pelos mecanismos de proteção da plataforma, por seus algoritmos. E 500 mil decorrentes de denúncias. Segundo o MERCADO LIVRE, seu sistema de proteção e a qualidade e consistência de seus algoritmos, garantem o rastreamento e a detecção em menos de um segundo de cinco mil variáveis removendo no devido tempo toda e qualquer violação as seus TERMOS E CONDIÇÕES DE USO…”. Pelos últimos dados disponíveis, o MERCADO LIVRE possui hoje um total de mais de 300 milhões de anúncios ativos, sendo, mais da metade, no Brasil. DRUCKER´S MONTHLY No episódio deste mês, e dando continuidade ao tema recorrente de nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER, LEGADO, resgatamos uma importante reflexão e conselho de nosso adorado mestre, e para todos nós, profissionais, empresários, e acima de tudo, SERES HUMANOS. O mestre lembra-se e fala sobre seu professor de religião, dizendo: “Quando eu tinha 13 anos, um professor de religião, o Padre Pflieger, entrou na classe dos meninos perguntando, ‘Pelo que você deve ser lembrado?’. Nenhum de nós, evidentemente, respondeu. Então ele riu e disse, ‘Eu não esperava que vocês fossem capazes de responder. Se vocês não conseguirem responder a essa pergunta quando tiverem 50 anos terão desperdiçado a vida…’”. “Se você tiver sorte”, conclui DRUCKER, “alguém com a autoridade moral do Padre Pflieger lhe fará essa pergunta bem cedo, para que você a repita pelo resto da vida.” E vocês, queridos amigos que nos acompanham, já se fizeram essa pergunta?
butnews

Novembro/Dezembro 2021

BUT – BUSINESS TRENDS 08/2021 – NOV/DEZ 2021 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – NO MEIO DA CONVERSA, A AFIRMAÇÃO, “MAIOR CLUBE DE VINHOS DO MUNDO”. Aconteceu, e foi em nosso país. O WINE, Clube de Vinho, que nasceu a partir do sonho de dois amigos de venderem vinho, direito e criando clientela, no país das cervejas, no ano de 2008, 11 anos depois já contabilizava 140 mil assinantes, e assim, tinha muitas razões para comemorar. O WINE, como temos comentado com vocês, foi uma das startups que formou mercado, que construiu mercado, e de quem se pode dizer, existia um negócio de vinhos no Brasil antes da WINE, e outro, depois. A WINE, e traduzindo numa pequena frase, “pegou o brasileiro pela mão e ensinou a tomar vinho”. No meio de sua trajetória, ganhou investidores, e muito rapidamente foi se aproximando da liderança total do mercado. E agora, e de forma espontânea e natural, em entrevista para ISTOÉ DINHEIRO, seu CEO, MARCELO D´ARIENZO, faz importantes revelações. Assim, vamos atualizar:  – Hoje, a WINE é o maior clube de vinhos do mundo, com 250 mil associados. – Nos últimos anos, abriu 13 lojas físicas em 10 cidades brasileiras. – O faturamento da WINE no ano passado foi de R$ 450 milhões, 66% maior que o de 2019. – A WINE acredita que ainda tem muito a crescer. – Dentre as razões de ter comprado a CANTU no ano passado, a principal é de estar com seus vinhos presentes e disponíveis em todos os momentos e situações: ter o cliente como assinante, colocar os vinhos da WINE à disposição dos sócios quando vão a um restaurante que se abastece com a CANTU, ou e, da mesma forma, quando em emergência compra um vinho no supermercado. Ou seja, o WINE, originalmente um CLUBE DE VINHOS, e hoje praticamente presente em toda a cadeia de valor – etapas de distribuição e venda  – quer se colocar presente e disponível em todos os momentos e situações que seus clientes decidam abrir e tomar um bom vinho. Não existe sensibilidade, inteligência e necessidade maior. De novo, o WINE dando lições espetaculares de marketing. 2 – TECBAN, ESPECIALIZADA NAS PONTAS O mercado faz ZIGUE, a TECBAN faz ZAGUE. É essa a missão que a empresa se propôs. Durante décadas, o único local para a retirada de dinheiro eram as agências bancárias. Até que os bancos se somaram e nasceu a TECBAN, uma espécie de caixa automático de todos os bancos que aderissem à empresa. E os bancos que tinham horário restrito de funcionamento passaram a funcionar 24x24x7. E, assim, seguia a vida e o mundo não fosse à disrupção, a tecnologia, a reforma radical do sistema financeiro global e, de forma especial do Brasil, a chegada das fintechs, mais openbanking, mais pix, e os grandes bancos saíram em disparada fechando agências que dia após dia iam ficando vazias. Ou seja, os bancos fazendo ZIGUE, e a TECBAN, de novo, e agora, fazendo ZAGUE. Está anunciando e cria, em dimensões maiores, e para cidades desassistidas, as AGÊNCIAS DE POUCA OU NENHUMA BANCARIZAÇÃO. As agências da TECBAN, além dos caixas e dinheiro, são uma espécie de último socorro de clientes de 150 instituições financeiras. Assim, e neste ano, a TECBAN inaugura seis dessas novas velhas agências, nas cidades de PARNAÍBA (PI), PARAUPEBAS (PA), BELFORT ROXO (RJ), CARAPICUÍBA (SP), CARUARU (PE), e, CAMPINA GRANDE (PB). Não existe atendimento humano nessas agências, onde as pessoas, além de depositar e sacar dinheiro, ainda podem recarregar celulares, e TVs por assinaturas pré-pagas. Assim, e às vezes, poucas vezes, dar um passo para frente é dar um ou dois para trás. Dependendo de qual seja o negócio da empresa. 3 – NÃO SE FALA NOUTRA COISA: VTOL – Vertical Take-Off and Landing – aparelhos de cargas e passageiros que decolam e pousam na vertical. E claro, entre um e outro, voam… No início, cinco anos atrás, e numa espécie de segunda geração dos DRONES – maiores e mais potentes – ainda causavam perplexidade, e, na maioria das pessoas, medo de despencarem. Mas aí os drones foram se multiplicando, e a quantidade de desastres registrados na mídia é insignificante, e as pessoas começaram a olhar com maior atenção. Agora, e em questão de meses, talvez até mesmo no embalo da falta de assuntos na pandemia, o tema decolou de vez. Semanas atrás era a AZUL anunciando que vai mergulhar de cabeça, coração e alma nesse território. Mais ainda, que já fechara uma primeira compra de 220 VTOLs, por R$ 1 bilhão, da fabricante alemã, LILIUM. Falando sobre a compra, o presidente da AZUL, JOHN RODGERSON, disse que sua empresa optou pelo VTOL da LILIUM pela autonomia de voo. 240 km, contra 100 km do VTOL da EMBRAER, grande parceira da AZUL. Como os VTOLs são movidos à energia elétrica, e a recarga é demorada, diferente dos helicópteros, e que, por decorrência, a autonomia do VTOL é de 25 minutos, enquanto a de um helicóptero, até 3 horas de voo, por esse quesito específico, e no início, em que dependendo das utilizações são eficazes as duas alternativas. O assunto ferve mais, e até semanas atrás, nenhum pedido de autorização tinha ingressado na ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. Além das empresas de aviação, em especial as de táxis aéreos, algumas grandes transportadoras em todo o mundo começam a estudar a adoção dos VTOLs para determinados tipos de entregas de mercadorias. Ou seja, amigos, e dentro dos assuntos mais discutidos e comentados a partir de agora e em todos os próximos anos, eles, os VTOLs, finalmente chegando para valer, além das histórias em quadrinhos. 4 – SE OS JOVENS SÃO O FUTURO – E SÃO – A INDÚSTRIA DE AUTOMÓVEIS SÓ TEM DESAFIOS PELA FRENTE Anos atrás, o DETRAN fez uma surpreendente revelação. Muitos jovens decidiram despedir-se, como propriedade – dos automóveis –, a partir da virada do milênio e muito especialmente de 2001 em diante. E traduziu em números. Por exemplo, no ano de 2014, três milhões de jovens tiraram carta, a tal da carteira de habilitação. Em 2018 esse número despencou para próximo de 2 milhões, ou seja, em quatro anos, caiu, perdeu, despencou, 33%! Traduzindo isso em idade média em que as pessoas passaram a tirar carta, dos 17 anos, 11 meses e 30 dias de décadas atrás, quando ter e dirigir um automóvel era o grande sonho e objeto de desejo dos jovens brasileiros, subiu para acima de 25 anos aproximando-se dos 28 anos! 10 anos a mais! Alguns depoimentos dos jovens de hoje sobre suas relações com o automóvel. “Eu não preciso de carro e, quando tenho de sair, meu pai me leva ou uso transporte público ou os aplicativos…”, Milton Moreira, universitário, Santo André (SP). “Quando eu era mais jovem, e meu pai instrutor de autoescola, tudo o que ele queria é que eu tirasse carta. Ele morreu quando eu tinha 18 anos, hoje tenho 27, e jamais senti vontade de ir atrás da tal da carta… Para voltar das baladas, usava táxi antes, e agora Uber, ou venho de carona com amigos. Claro, desde que não estejam alcoolizados…”, Carolina Nogueira, professora. “Até para viajar uso aplicativos de carona. Vou para o Guarujá (SP) por R$ 20,00… Para que comprar carro e ainda arcar com despesas de manutenção? E, quando vou às compras, recorro ao UBER e demais aplicativos, e assim e se tiver trânsito vou falando com meus amigos no celular, e ainda não tenho que me preocupar com estacionamento e gastar com licenças e zona azul…”, Antonio Pedreira, corretor. Ou seja, amigos, mudou. Mudou radicalmente, e para sempre. O business de automóvel precisa urgente entender o que se passou com as pessoas, muito especialmente a partir do ambiente digital e todas as suas possibilidades. Curto e grosso, no shopping list dos jovens de hoje, o automóvel não figura em nenhuma das 10 primeiras posições. Até a virada do milênio ocupava a primeira posição e de forma destacada. 5 – A DESPEDIDA DE UM GIGANTE Depois de dois shows em Nova York em companhia de LADY GAGA, um novo disco em outubro com canções de COLE PORTER, TONY BENNETT, em progressão crescente de ALZHEIMER, anunciou sua aposentadoria na semana passada. ANTHONY DOMINICK BENEDETTO, que nasceu em NEW YORK CITY, no dia 3 de agosto de 1926, integrou o exército americano na 2ª Grande Guerra, e alcançou seu primeiro grande sucesso no ano de 1951, “Because of you”. Durante o prevalecimento do ROCK, sua carreira perdeu um pouco do brilho, e que voltou com tudo e mais um pouco a partir dos anos 1980. Sua presença ao lado de MARTIN LUTHER KING, em apoio e adesão irrestrita ao movimento pela não violência, é um dos episódios mais marcantes de toda a sua trajetória, tendo participado com LUTHER KING e HARRY BELAFONTE na jornada histórica de SELMA a MONTGOMERY no mês de março de 1965. Com a aposentadoria de TONY BENNETT encerra-se um ciclo de 110 anos onde a música americana, muito especialmente os standards, alavancados pela indústria do cinema, por Hollywood, mais os musicais da Broadway, ocuparam parcela expressiva da preferências das pessoas na maior parte dos países e do mundo. 6 – UBER JOGANDO A TOALHA? Um dos cinco maiores ÍCONES do universo de empresa da nova economia, o UBER, que disruptou o negócio de transportes urbanos de passageiros, que sangrou para sempre taxistas em todo o mundo, que até hoje não fez outra coisa que perder dinheiro de seus investidores, choca a todos com a declaração de seu CEO, DARA KHOSROWSHAHI, quatro anos depois de tentar dar uma ordem na casa. Se algum investidor ainda tinha esperança de lucro em algum momento, no modelo original do UBER, desistiu. A propósito, e desde o primeiro dia, o UBER não faz outra coisa que não seja perder dinheiro, muito dinheiro. Mesmo sob nova direção, há quatro anos, a de DARA, os prejuízos seguem. Perdeu US$ 8,5 bilhões em 2019, e US$ 6,7 bilhões em 2020. Em entrevista recente ao THE NEW YORK TIMES, e para a perplexidade de todos, DARA afirmou, e MAUREEN DOWD, do New York Times escreveu que: “A pandemia foi uma virada. DARA percebeu que todos os demais negócios do UBER eram distrações. Que o negócio do UBER é “receber toda e qualquer coisa em casa se tornando algo maior do que jamais poderíamos imaginar…”. Há cinco anos, quando ainda era o todo poderoso da EXPEDIA, e onde durante sua gestão de 12 anos quintuplicou as receitas, e recebeu o convite para comandar o UBER, disse que foi conversar com o pai dele. E que o pai teria dito a ele, “Se é uma companhia que é sinônimo de um verbo que lhe oferece um emprego, aceite…”. É verdade, UBER converteu-se num verbo, mas, de transporte de pessoas, jamais de sistema ou serviços de entrega. Impactado com a demanda pelo derivativo UBER EATS durante a pandemia, na cabeça de DARA, o negócio que deu origem ao UBER, transporte de pessoas está com os dias contados, face às regulações de toda ordem em todos os países e cidades do mundo onde existe o UBER. Esquecendo-se a gênese do UBER, do negócio que criou, e mergulhando de cabeça num território com milhares de concorrentes de todos os portes e dimensões. Curto e grosso, se a expectativa do UBER era ser uma empresa rentável, algum dia, ainda que a perder de vistas, hoje a única certeza é que o UBER, por total indefinição e inconsistência de seu eventual posicionamento, é um caos… Depois dessa entrevista, começamos a acreditar que o UBER terá que contratar um novo CEO. DARA não acredita na gênese da empresa que comanda. E como a vida nos ensina, há séculos, quem renega os seus degenera. 7 – BRASIL NA RUA De uma forma mais elegante, decidiu-se chamar as pessoas que moram e vivem na rua de PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA. Legal, já não é fácil e assim nada como um pequeno gesto de respeito. As pessoas de verdade, com raras exceções, não moram na rua porque querem. Moram porque não têm onde morar e assim não se trata de uma decisão, mas de uma decorrência. Portanto, melhor e mais verdadeiro, dizer-se dessas pessoas que se encontram em SITUAÇÃO DE RUA, e alimentando a esperança que em algum momento voltarão a ter um teto para elas e suas famílias. Agora acaba de ser divulgado um novo dado sobre os BRASILEIROS EM SITUAÇÃO DE RUA. BRASILEIROS e alguns estrangeiros que fugiram ou refugiaram-se no Brasil. Os dados são de responsabilidade do MINISTÉRIO DA CIDADANIA. Em janeiro de 2020, 60 dias antes da eclosão da pandemia, 140.199 famílias encontravam-se em SITUAÇÃO DE RUA. A partir de março, os números foram crescendo. 144 mil em maio, 151 mil em outubro. Aí um respiro, algumas famílias encontraram abrigos, e em novembro, o número caiu para 145 mil. Mas voltou a subir. E alcançou o pico em meados de abril deste ano – 154.794 famílias. E, mais recentemente, com a vacinação e algumas reaberturas, retornou ao patamar dos 140 mil. Ou seja, existia uma base de 140 mil pessoas em SITUAÇÃO DE RUA, antes da pandemia, e com o provável fim da pandemia nos próximos meses, os que se viram obrigados a ir para a rua estão conseguindo algum tipo de melhor alternativa, e retorna-se para o patamar original. Objetivamente, e por alguns meses, a pandemia intensificou as dores das pessoas em SITUAÇÃO DE RUA, mas, as razões da permanência desse tipo de comportamento e alternativa de vida, são de outra ordem e mais profundas que a pandemia, e demandariam um conjunto de medidas de médio e longo prazo. E o desafio não é exclusivamente nosso, Brasil. Em todas as grandes cidades do mundo PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA, em maior ou menor intensidade são uma realidade. E a principal razão é de ordem econômica, embora outras razões persistam. Pessoas preferem “morar” próximas do lugar onde conseguem fazer algum dinheiro, como ambulantes, conseguir alguma comida, encontram uma forma de tomar banho e resolver outras necessidades, do que ir e vir todos os dias passando parte do tempo espremidas em conduções… 8 – A PANDEMIA DE GOLPES O título deste comentário tanto poderia ser, como escrevemos, A PANDEMIA DE GOLPES – pois foi o que aconteceu, aumento absurdo de tentativas de golpes no mercado financeiro durante a pandemia –, como A PANDEMIA DOS GOLPES, uma pandemia que se caracterizou não apenas por perda de respiração, intubação, internações, mortes, como pela avalanche de golpes. Em evento anual sob a responsabilidade da FEBRABAN, o presidente da instituição, ISAAC SIDNEY, afirmou que durante a pandemia cresceu exponencialmente a ação dos criminosos, seja através de fraudes bancárias, seja através de esquemas para desvio de verbas públicas na aquisição de insumos e equipamentos médicos destinados ao combate à covid-19. Traduzindo em números, no ano de 2020 foram realizadas 248.989 comunicações de operações suspeitas ao COAF, 110% a mais que em 2019. Só nos primeiros sete meses de 2021, já foi comunicada quase a totalidade de tudo o que foi informado em 2020… Mas, a metralhadora giratória da FEBRABRAN estava voltada mesmo para as centenas de FINTECHS. Segundo SIDNEY, “Para que os esforços da PLD – PREVENÇÃO A LAVAGEM DE DINHEIRO – sejam eficazes, todos os segmentos da indústria financeira, sem exceção, precisam estar aparelhados com ferramentas que possam prevenir, identificar e denunciar os atos de lavagem, e, neste particular, é imperioso um olhar enérgico dos reguladores para a adoção de regras do PLD pelos entrantes, evitando assimetrias que acabam por ampliar riscos…”. Traduzindo, as centenas de fintechs que estão chegando ao mercado têm fiscalização próxima de zero, e os grandes bancos fiscalização radical… Ou seja, e diante de tantas novidades e disrupções do mercado financeiro, é bem possível que nos próximos meses e anos assistamos uma sucessão de denúncias, quebras, e golpes, dentre as chamadas fintechs. Que hoje trabalham com uma fiscalização muito próxima de zero, e onde os golpistas estão deitando e rolando… 9 – A PENÚLTIMA LINHA Muitas pessoas volta e meia nos perguntam sobre a entrega de compras através de DRONES. Quase todas, e como é natural, imaginam-se saindo na janela de suas casas, e recebendo a chegada das compras no bagageiro de um drone… Claro que essa situação poderá ocorrer, mas, e sempre, e durante anos, em caráter excepcional. Hoje, a grande expectativa pela chegada dos drones é para ocuparem uma nova e eficaz penúltima linha. Por exemplo, ao invés de um restaurante, ou uma rede de fast food precisar atender todos os pedidos de delivery em cada uma de suas lojas, todo esse processo poderá ficar centralizado em pontos estratégicos, e de onde partem os drones para colocarem em motos, bicicletas, e outros veículos, as entregas na etapa final. Essa penúltima linha resultará, depois de institucionalizada, ganhos expressivos econômicos, e ainda vantagens significativas em termos de trânsito e, ambientais. Neste momento, diferentes empresas realizam treinamentos para entregas por drones. Dentre as experiências, e em matéria do jornal VALOR, MANOEL COELHO, sócio da SPEEDBIRD, uma empresa de drones, detalhou uma das primeiras operações na cidade de Campinas: “No total, e neste período de experiências, já foram realizadas mais de 700 entregas e correspondentes a 1400 aterrissagens e decolagens”. Os voos acontecem no SHOPPING IGUATEMI de CAMPINAS, e onde o iFOOD tem um hub de operação. O drone retira o pedido numa área de decolagem e deixa no hub para que os entregadores terminem a entrega. Isso evita que os entregadores fiquem circulando pelo shopping, possibilitando uma queda média no tempo de entrega de 12 minutos… 10 – DOSSIER PRIÖUX A morte por violência inaceitável e criminosa de um negro, e a morte de uma cadelinha, derrubaram uma das mais brilhantes carreiras de gestores do varejo em nosso país. NOEL PRIÖUX, CARREFOUR, retorna à FRANÇA. E não sabe, ainda, qual será seu destino. Mas é protagonista de uma das mais que emblemáticas lições do ambiente corporativo de todos os tempos. De nada adianta tomar as melhores decisões, realizar aquisições monumentais e emblemáticas, apresentar crescimento e lucro fabulosos se não conseguir prevenir danos insuportáveis à imagem da MARCA. E assim, com seu CARREFOUR coberto de glórias e sucessos, mas sangrando, NOEL PRIÖUX, 62, arruma as malas e volta para a FRANÇA, PARIS, a tempo de passar o próximo Réveillon na Cidade Luz. Muito especialmente e devido às aquisições de peso como as do MAKRO e BIG. Assim, e hoje, PRIOUX despede-se deixando a CARREFOUR BRASIL como a unidade de maior importância de todo o grupo e em todo o mundo, e apenas atrás da FRANÇA. PRIÖUX chegou ao CARREFOUR anos atrás e para cuidar dos serviços financeiros do Grupo em Paris, e depois foi cumprir missões de comando na TURQUIA, COLÔMBIA, ESPANHA, SUL DA ÁSIA.  Em 2017, foi nomeado presidente do CARREFOUR BRASIL, e diretor-executivo do grupo para toda a América Latina.  Em seu lugar, STÉPHANE MAQUAIRE, 47, ex-presidente do grupo na ARGENTINA, no varejo alimentar. Preparando-se para a despedida do Brasil, ou, retorno à França, concedeu entrevista mais que emblemática à FOLHA, a DANIELE MADUREIRA, e que agora destaco os momentos que me impactaram mais e acredito ser da maior importância levar ao conhecimento de todos vocês: – O QUE ACONTECEU COM A CLIENTELA DO CARREFOUR NO BRASIL DURANTE A PANDEMIA? “Menos visitas às lojas, e mais compras. As saídas passaram a ser mais planejadas, para comprar o máximo de cada vez. Foi uma responsabilidade e tanto implantar e manter regras de distanciamento, contar o número de clientes dentro da loja, e seguir todos os protocolos de segurança. Também mudamos nossas promoções. Antes concentravam-se nos finais de semana, agora são distribuídas por todos os dias. Não existe mais o dia certo, ou, o melhor dia. Nos tornamos mais presentes nas redes sociais para anunciar nossas promoções, e na medida em que tínhamos menos público nas lojas para receberem panfletos. Tivemos que melhorar nosso desempenho no online. Em 15 dias, estávamos mais que preparados para responder às novas demandas dos clientes. Para toda a lista de compras, inclusive e principalmente comida. E fizemos parcerias com os aplicativos de entrega para abreviar o tempo das compras”. – O FENÔMENO ATACADÃO, CRIADO PARA ABASTECER O PEQUENO VAREJO, E HOJE TOMADO PELAS PESSOAS “Hoje”, diz PRIOUX, “temos dois movimentos diferentes e orientados a preço. No primeiro, a busca pelo ATACAREJO, as pessoas buscando maior quantidade pelo menor preço. E o outro a valorização da MARCA PRÓPRIA. Sintetizando, os clientes estão mais sensíveis ao preço”. – HERANÇAS OU MUDANÇAS INSTITUCIONALIZADAS EM DECORRÊNCIA DA PANDEMIA “Os clientes passarão a ficar em casa duas ou três vezes por semana. Assim, e mesmo num cenário de pandemia sobre controle, as pessoas vão cozinhar mais vezes. Outra e nova componente é a busca crescente por produtos naturais, associando produtos mais baratos e mais saudáveis. Com bares e restaurantes fechados, o consumo de bebida aumentou, muito especialmente o de vinho, 30%, e parte disso deve permanecer. Por outro lado, as pessoas preferem, no caso dos hortifrúti, tudo o que conte com produtores locais ou próximos. Nas lojas onde isso acontece, mais de 30% vem dos produtores locais”. – DIGITAL x ANALÓGICO Direto aos números.  Hoje, no CARREFOUR, nos produtos não alimentares as compras pela internet já representam 34% do total. Já os alimentos, e por enquanto e apenas, 6%. – A TRAGÉDIA DE 2020 Diz PRIOUX, “Realmente foi uma tragédia um homem negro ter sido morto por seguranças contratados em uma das lojas do CARREFOUR de PORTO ALEGRE. Assumimos nossa responsabilidade. Não podemos mais aceitar situações desse tipo. A primeira providência foi ajudar as famílias, fazer tudo o que fosse possível. Decidimos mudar por completo nosso sistema de segurança. Não queremos mais segurança, queremos pessoas ajudando e orientando pessoas.  Assim, encerramos com a terceirização, e já a partir de setembro a segurança do CARREFOUR será feita pelo CARREFOUR, com equipe própria, com exceção dos estacionamentos, onde somos proibidos por lei de cuidar da segurança. Na medida em que a função muda, o perfil muda. Estamos recrutando pessoas para nossa segurança que sejam capazes de dialogar com o cliente, que não se estressem diante de qualquer situação, e que ajam com tranquilidade, agressividade zero, mesmo diante de um furto…”. – E SOB O BRASIL E OS BRASILEIROS “A cultura brasileira é espetacular: as pessoas, a música, a comida. É um tesouro nacional, temos que preservar…”. Assim, fez e foi, em sua permanência vitoriosa como negócio em nosso país, e trágica por dois acidentes de percurso, NOEL PRIÖUX. DRUCKER´S MONTHLY Hoje, neste espaço reservado todos os meses a nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER, o assunto, tema, desafio, é, COMUNICAÇÃO. Perseguir-se, permanente e exaustivamente, uma comunicação de qualidade, é o propósito comum a todas as empresas de todos os portes e de todos os setores de atividade. Assim, a pergunta que invariavelmente todos se fazem é, O QUE É, DE VERDADE, A COMUNICAÇÃO? Ou, QUANDO SE PODE DIZER QUE, E DE VERDADE, A COMUNICAÇÃO, ACONTECEU? REALIZOU-SE? Sempre que esse tema tomava conta das reuniões onde o mestre encontrava-se presente, e lhe eram endereçados os olhares em busca da luz, DRUCKER dizia: “Um velho enigma referido pelos zen budistas, sufis do islã e rabinos do Talmude, pergunta: – Há algum barulho na floresta, quando uma árvore cai e ninguém está perto para ouvi-lo? – Hoje sabemos que a resposta certa é não. Há ondas sonoras.  Mas não há som, a não ser que alguém o capte. O som é criado pela percepção. Som é comunicação. Embora isso possa parecer banal, as implicações dessa trivialidade são grandes. A começar pela consciência que quem comunica é o receptor. O emissor da comunicação não comunica, apenas emite sons.  E se não houver alguém para ouvir a comunicação jamais acontecerá. Existem apenas ruídos.” Mais que óbvio, mas estamos todos condenados, pela pressa, pela arrogância, pelo desrespeito aos que nos cercam, nossos semelhantes, a ignorar essa verdade absoluta. A de que a comunicação acontece no receptor, não no emissor. E, se o receptor não sorrir e demonstrar ter entendido, tudo o que se produziu foram ruídos, barulhos, irrelevâncias…
butnews

Outubro 2021

BUT – BUSINESS TRENDS 07/2021 – OUT2021Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos e registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing.Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – FACA NOS DENTES Na terça-feira, 20 de julho de 2021, a B2W de certa forma deu por encerrado todo um ciclo de mais de 20 anos e decidiu concentrar todas as suas energias, competências, munições e armamentos numa única e mesma marca. AMERICANAS. Assim, Submarino submerge e todas as demais hibernam. Em verdade, AMERICANAS entra em campo, respaldada numa tradição de quase 100 anos, criada que foi no RIO DE JANEIRO, no ano de 1929, por JOHN LEE, GLEN MATSON, JAMES MARSHALL e BATSON BORGER – americanos –, e o austríaco MAX LANDESMANN. Marca mais que gravada no coração de três gerações de brasileiros, e agora conhecida por uma quarta por sua presença e relevância no digital. Desde 1982, os principais acionistas do GRUPO GARANTIA são os controladores da AMERICANAS. A formalização e institucionalização da estratégia foi documentada num anúncio na capa de O GLOBO e do VALOR e onde AMERICANAS diz que: “É TEMPO DE SOMAR.” E no texto: “Estamos celebrando o nascimento de uma nova empresa, a AMERICANAS, que no dia 19 de julho passou a operar na bolsa como AMER3. Resultado da soma da LOJAS AMERICANAS, com a B2W DIGITAL – uma marca que já nasce grande e com uma história para contar… “E o resultado dessa soma é muito mais que uma empresa de varejo, é uma plataforma de inovação tecnológica com infinitas possibilidades, que acelera o crescimento, nos torna mais ágeis e tem as pessoas no centro de tudo…”. E conclui afirmando: “Somamos mais de 1700 lojas físicas em todos os estados do País com as cinco plataformas digitais que atendem 100% dos CEPs brasileiros, e um portfólio único de marcas queridas por todos. Temos uma base de 90 milhões de clientes cadastrados, milhões de parceiros de negócios e um time de mais de 34 mil colaboradores…”. É esse o time, e um dos grandes e fortes concorrentes, e que tem como alvo: destronar o MERCADO LIVRE, e fortalecer-se para enfrentar AMAZON BRASIL, LUIZA, ALIBABA, dentre outros. Aos poucos, o palco da guerra vai se definindo… Mas a liderança do MERCADO LIVRE ainda é a perder de vista em relação a todos os demais MARKETPLACES concorrentes. 2 – CARLOS BRITO Ouvimos falar do BRITO pela primeira vez na agência de publicidade BRIDGE, de nossa querida amiga MARGOT SOLIANI, a BRIDGE, onde dividia o comando e a sociedade com o saudoso LUIZ CLAUDIO – CACAU – PAIVA DE AZEVEDO. Uma agência que nasceu para atender a AMBEV, e que era cliente da MADIA. MARGOT falava com emoção e esperanças sobre um jovem e talentoso estagiário da AMBEV, CARLOS BRITO, que passou uns dias trabalhando na agência. Semanas atrás, BRITO pendurou as chuteiras, aposentou-se. Depois de 15 anos na presidência da AB INBEV, despediu-se da empresa no dia 30 de junho. Na saída concedeu longa entrevista à EXAME, ao Diretor de Redação, LUCAS AMORIM, e fez uma síntese de seus 32 anos na empresa. Nessa síntese lições fantásticas de alguém que vestiu a camisa, mergulhou de cabeça, e só voltou à superfície de comprometimento, empenho e dedicação, 32 anos depois. Vamos tentar reordenar, com a licença do LUCAS e do BRITO, algumas das respostas em formato de lições. Vamos lá: A – OLHAR PARA FORA “Nós sempre montamos nossa empresa olhando para fora. Há muita gente lá fora e assim e quase sempre as melhores ideias encontram-se fora. Há 8 bilhões de pessoas tentando resolver problemas semelhantes aos nossos. Sempre visitamos muitas empresas e sempre tentamos comparar os talentos que estamos desenvolvendo com o que vemos lá fora. Essa sempre foi parte de nossa cultura. Somos muito modestos e sabemos que lá fora existem ideias muito boas…”. B – ORGULHO DE SER AMBEV “Orgulho-me de trabalhar numa companhia que vê as pessoas como única vantagem competitiva permanente. Orgulho-me de ter montado, junto com meus colegas, uma empresa em que nós resolvemos os problemas, nós corremos atrás das oportunidades, nós contratamos os talentos que vão ser melhores do que nós no futuro. Orgulho-me muito de ter princípios e não pegar atalhos… Queremos continuar a empresa para sempre. Assim, não tem jeito, temos que fazer as coisas do jeito certo, e do jeito difícil… Orgulho-me também de ser uma empresa eficaz na utilização dos recursos naturais… Arrependo-me de não ter ingressado na empresa cinco anos antes. Trabalhei em outras empresas muito bacanas, mas não eram tão espetaculares como a nossa…”. C – INOVAÇÃO E MUDANÇA “Chega um momento que a empresa fica tão grande que começa a resistir às mudanças. Construímos a empresa vendo nas mudanças oportunidades, e não ameaças. Como não somos perfeitos, em alguns mercados tentamos ir contra as tendências, contra algumas mudanças. Até que acordamos, abraçamos a tendência, e se revelou uma megaoportunidade de crescimento. Como a máquina é muito grande criamos uma unidade específica, a ZX VENTURES para as novas iniciativas. Uma equipe separada que só cuida de inovação. Quando os projetos são aprovados, voltam para a máquina e escalam. Foi lá que nasceu, por exemplo, o ZÉ DELIVERY…”. D – FUTURO “Depois que sair quero dar uma desligada. Vou tentar ter um pouco mais de tempo para meus quatro filhos e uma esposa com quem estou casado há 30 anos… A única certeza é que qualquer decisão que eu venha a tomar tem que cumprir três requisitos. Quero continuar trabalhando com pessoas que eu admire, respeite e aprenda. Quero trabalhar com um grupo de pessoas que tenham valores iguais aos meus. E quero trabalhar num lugar onde eu seja sócio… Meu pai é médico, 89 anos, e só fechou o consultório dele quando completou 86. Assim tenho mais 25 anos pela frente…”. E – ADMIRÁVEL MUNDO NOVO “O principal continuará valendo. O consumo nunca vai ter a vida baseada ou na loja da esquina ou na marca grande. As ocasiões se fragmentam cada vez mais. Tem hora que você olha preço, e hora que você não olha. Tem hora que você quer qualidade, e hora que só quer quebrar um galho. Hora que quer online, hora que não quer. A AMAZON comprou o WHOLEFOODS porque viu que em nenhum momento o consumidor resolveria 100% das coisas online; tem hora que ele quer pegar, testar… O que mudou é que há mais tecnologia e que permite fazer coisas que não conseguíamos. A vida está muito mais prática, mas as necessidades seguem as mesmas. Por outro lado, a tecnologia faz com que você, se bobear, perca muito tempo com besteira. Cria produtividade, mas produz distração. E os consumidores mais informados esperam das empresas não apenas produtos espetaculares, mas, e também, opinião…”. CARLOS BRITO, uma marca na espetacular história da AMBEV. Uma entrevista e matéria históricas, com ensinamentos espetaculares. 3 – AIRBNB E AS SOMBRAS Em entrevista à CNBC, no mês de junho 2021, BRIAN CHESKY, um dos fundadores do AIRBNB, quase em lágrimas afirmou, e referindo-se ao efeito da pandemia: “Levamos 12 anos para construir o AIRBNB e perdemos quase tudo em questão de quatro a seis semanas…”. Em verdade a pandemia causou um grande estrago no negócio do AIRBNB, mas as verdadeiras razões de preocupação dos fundadores da empresa bilionária são de outra ordem. É que dia após dia, a sucessão de problemas gravíssimos em decorrência do sistema de hospedagem tornam mais frágeis a sustentabilidade da empresa que encantou e ainda encanta o mundo. Os riscos inerentes ao produto AIRBNB são de grande dimensão e inadministráveis. E os problemas, acidentes, crimes, vão pipocando em diferentes lugares do mundo. Depois de anos de relativa calmaria, ou de pequenos acidentes contornados, algumas situações trágicas vão se revelando e multiplicando-se, expondo os elevadíssimos riscos que o sistema AIRBNB envolve. Na edição de EXAME do mês de julho, 2021, uma grande matéria da BLOOMBERG BUSINESSWEEK. E que começa com um crime ocorrido em Nova York, no primeiro andar de um prédio na rua 37, há poucos quarteirões de TIMES SQUARE. Um grupo de turistas australianas hospedou-se num edifício e em imóvel AIRBNB no ANO-NOVO de 2015. Terminado os festejos, uma das jovens deixou as amigas num bar e voltou ao apartamento. Não percebeu a presença de um homem, com uma faca, foi estuprada, acionou a polícia, conseguiram prender o bandido. Rapidamente a equipe de segurança do AIRBNB saiu a campo, levaram a vítima para um hotel, trouxeram sua mãe da Austrália… Dois anos depois, e em acordo, um cheque de indenização de US$ 7 milhões foi pago à vítima pelo AIRBNB… Casos como esse em outras e menores proporções repetem-se em todo o mundo e assim o AIRBNB vai constatando na prática, que as pessoas não são exatamente – todas – como idealmente gostaria que fossem, e que estranhos não necessariamente podem e devem confiar em estranhos. Some-se a isso a briga crescente de prefeituras em todo o mundo questionando a legalidade do tipo de serviço que o AIRBNB presta, e, que por sinal, não está previsto na quase totalidade das convenções de condomínios. Assim, mais que a pandemia, os fundadores do AIRBNB, hoje, convivem com consistentes dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo atual, da ideia original e genial que deu fama e fortuna a todos eles, em poucos anos… Na matéria da BLOOMBERG BUSINESSWEEK, publicada por EXAME, a informação que nos últimos anos, e em média, o AIRBNB vem gastando US$50 milhões/ano para pagamentos tanto a anfitriões e hóspedes, em decorrência de “acidentes de percurso” nessa relação de relativa ou pouca confiabilidade… Outros casos de assassinatos e crueldades são mencionados na publicação, que preferimos não relatar, mas que tornam extremamente complicada a abertura de capital e a continuidade do AIRBNB, nos termos atuais… Ou, o que trouxe o AIRBNB até aqui não o levará mais a canto algum… 4 – O PERFIL DO COMPRADOR De longe, disparado, a melhor e mais importante referência, o melhor e mais consistente benchmark de habitação de entrada em nosso país, chama-se, MRV. A empresa que decifrou a charada, desenvolveu o empreendimento perfeito, e por total merecimento, tomou conta e lidera, com vários corpos de diferença, esse território. Em entrevista para a FOLHA, totalmente descontraído, e aparentemente sem nenhuma preocupação com a concorrência distante, EDUARDO FISCHER, COPRESIDENTE da MRV – divide a presidência com RAFAEL MENIN –, revelou informações da maior importância, e descreveu, em detalhes, o perfil do cliente e comprador dos chamados imóveis de entrada, os concebidos, planejados, edificados, e comercializados pela MRV. Vamos tentar traduzir da melhor maneira possível a descrição realizada pelo EDUARDO, “O cliente padrão, ou heavy user, tem uma renda familiar de R$3 mil. Está se desprendendo da base da pirâmide e tem uma limitação gigantesca em termos de capacidade de crédito. Em suas limitações econômicas, não tem condição de comprar um apartamento maior que inclua, por menor que seja, um espaço para home office. É o primeiro imóvel que compra, sua capacidade financeira é limitada, muitos deles acabaram de se casar, e estão saindo da casa dos pais. Como há necessidade de um espaço para home office – é uma nova necessidade decorrente da pandemia –, a MRV procura em seus empreendimentos sacrificar alguma área de lazer para a criação desse espaço, no caso, de coworking. Até e antes da pandemia nosso cliente era assalariado ou autônomo e passava o dia inteiro na rua, de manhã à noite, assim a demanda era para uma piscina ou quadra para os finais de semana. Hoje, e se não der, troca a piscina pelo espaço de coworking… Apenas lembrando, hoje a MRV, a empresa referência do mercado imobiliário brasileiro, é uma empresa fundada em 1979, tem quase 20 mil funcionários, um faturamento em 2020 de R$8,7 bilhões, com um lucro de R$550 milhões, presente em 162 cidades do País, de 21 estados e o Distrito Federal. 5 – LOJAS DE COLCHÕES NA PAISAGEM URBANA Quem mora nas grandes cidades do País, muito especialmente na cidade de São Paulo, fica intrigado com a quantidade de lojas que vendem colchões nas ruas de maior movimento. Na cabeça das pessoas, colchão é um produto que se compra poucas vezes na vida. Duas, três, talvez quatro no máximo, com um valor unitário relativamente elevado, e assim, muitos se perguntam como essas lojas se viabilizam pagando por instalações, equipe e aluguel elevados, na medida em que se situam em ruas de grande fluxo. E é pouco comum uma empresa desse território divulgar dados e informações. Mas, e agora, a SLEEP HOUSE, uma rede pertencente ao grupo espanhol PIKOTIN, comentando sobre seus planos de expandir suas instalações industriais no Brasil, assim como o número de lojas, revelou alguns números, muito especialmente contemplando seu modelo de franquia. A SLEEP HOUSE tem sua fábrica em SANTA CATARINA, quer abrir mais 50 franquias, totalizando 200 unidades até 2024. E aí começa a revelar os números. O faturamento da empresa neste ano de 2021 deverá ser da ordem de R$300 milhões, ou seja, uma empresa de porte médio. E, no plano de franquias, mais números. O candidato a franqueado deverá investir entre R$150 e 300 mil. Em verdade, uma franquia mais para exposição e vendas na em medida que a entrega, estoque e instalações permanecerão sob a responsabilidade da fábrica. Pelos cálculos da SLEEP HOUSE, um franqueado terá um faturamento mensal entre R$80 a 300 mil, com uma previsão de resultado líquido para o franqueado entre 8% a 12%. E aí, e diante dos números, a perplexidade só cresce. Como pessoas motivam-se a investir talvez a totalidade de suas economias, para um negócio de baixa rentabilidade e alto risco, e ainda sujeito a sazonalidades e intempéries? Ou seja, o mistério sobre as centenas de grandes lojas nas grandes avenidas das grandes cidades, grandes lojas de colchão, prossegue… 6 – DECORRÊNCIAS DO AMBIENTE DIGITAL Com as plataformas digitais, com as redes sociais, com a internet, enfim, a relação entre pessoas de diferentes países e nacionalidades, e entre países, também cresceu de forma acelerada e não para de escalar. Conclusão, muitas novas palavras são incorporadas definitivamente à língua dos países, e isso acontece, claro, com o Brasil também. Compete à Academia Brasileira de Letras cuidar das inclusões. De tempos em tempos lança uma nova edição do VOCABULÁRIO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA, mais conhecido como VOLP. O responsável pela atualização é a Comissão de Lexicologia e Lexicografia, sob o comando do professor EVANILDO BECHARA, hoje com 93 anos de idade e absolutamente saudável e lúcido. Semanas atrás, e depois de 12 anos – a última edição é de 2009 – uma nova atualização. Agora, e oficial e formalmente, nossa língua tem 382 mil palavras, na medida em que foram incorporadas, em relação à última edição, 1.160 novas. Dentre as novas, cunhadas localmente, figuram, judicialização, negacionismo, feminicídio, pós-verdade… Hoje, e apenas 0,5% de todo o nosso vocabulário oficial é constituído por estrangeirismos, e assim, e a partir de agora, e dentre esses, as novidades são, botox, bullying, compliance, coworking, crosfit, delay, home office, live-action, podcast, emoji, parkour… É isso, amigos. Mais alguns dias e algumas palavras que não apareciam nos dicionários eletrônicos passarão a aparecer… E a tendência, com a integração e globalização, é uma espécie de universalização de parte maior das línguas do mundo… 7 – A IMPORTÂNCIA DO CLIMA Claro, todos já se descobriram mais esfuziantes e felizes em dias de sol e temperaturas amenas, mais tristes e retraídos em dias de frio e chuvas, e, se pensaram e refletiram sobre esse comportamento, têm consciência da importância do clima em suas vidas. Assim, o clima corporativo, ou, o ambiente dentro das empresas, é de essencial importância para um comportamento mais integrado, positivo, colaborativo e feliz do capital humano dessas empresas, e que se traduz numa maior integração e compartilhamento de todos, como no sorriso detectável em todos os cantos, setores, divisões, unidades. Em síntese, pessoas felizes, produzem mais e melhor. Muitos estudos sobre a importância do clima já tinham concluído na mesma direção e sentido. Mas um estudo mais profundo e de maior duração acaba de ser concluído e traz relações da maior importância. De responsabilidade da UNIVERSIDADE DE YALE, que no correr de mais de 15 anos acompanhou regularmente exames de ressonância magnética de 3.279 pessoas. E concluiu que o CEREBELO, que encontra-se na parte posterior do cérebro e é o responsável pelos movimentos e controle das emoções, apresenta mudanças de tamanho no correr de um ano causadas pelas mudanças na temperatura. O cerebelo chega a crescer 8% no pico do verão, e a encolher os mesmos 8% no pico do inverno. Dentre outras conclusões, talvez a mais importante realizada pelos autores do estudo, é que esse encolhimento ou expansão é muito provavelmente a causa da mudança do humor das pessoas em função do clima. Como, e por exemplo, doenças como o TAS –  TRANSTORNO AFETIVO SAZONAL – muito comum em países mais gelados ou no inverno de outros países. Em verdade, esse tipo de documentação já vinha sendo colhido e organizado por outros pesquisadores. Quando o clima na vida, e nas empresas, excede, para cima ou para baixo, a normalidade, comportamentos semelhantes aos que se constata no TAS, constata-se, também, no capital humano das empresas: tristeza, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, cansaço excessivo, sono, aumento de apetite, sentimentos de culpa, e diminuição da libido, e da busca por atividades recreativas… Isso posto, e sempre, todos mais que concentrados em preservar o melhor clima dentro das empresas, para que todos possam oferecem o melhor de seus conhecimentos e contribuições. 8 – CONSEQUÊNCIAS DA PANDEMIA NUMA SEGURADORA LÍDER Em entrevista no ESTADÃO, BRUNO GARFINKEL, presidente do Conselho da seguradora PORTO SEGURO fez um pequeno balanço do que aconteceu com o território dos seguros, e em especial com a PORTO, nos primeiros 16 meses de pandemia. – DESAFIO PARA A PORTO – O primeiro de todos,  como implementar um home office em 15 dias e em larga escala. De 1.000 pessoas trabalhando em casa, saltou para 9.000. – SEGURO DE VIDA – Crescimento excepcional em função da pandemia. Por essa razão, uma carência de 30 dias foi criada especificamente em relação à COVID, para que algumas pessoas não caíssem na tentação diante da confirmação de estarem contaminadas fazerem um seguro de vida. Assim, o registro de um aumento nos seguros de vida, como no residencial, pelo fato das pessoas permanecerem mais tempo em suas casas. – LUCROS CESSANTES DOR PANDEMIA – esse seguro não existia e ninguém está contratando. Existia o seguro por lucros cessantes em decorrência de um evento imprevisto tipo incêndio, ou problema relacionado ao imóvel, ou outros fatores que se inserem na rotina do cotidiano. Não para pandemias. – INOVAÇÕES – Uma parceria com a PET LOVE para uma espécie de seguro saúde para pets. – VALORIZAÇÃO DE PRODUTOS – A PORTO já vinha oferecendo não apenas a seus segurados, mas a todas as pessoas que quisessem um serviço mediante assinatura – R$19,90/mês, batizado de REPARA CASA. O REPARA CASA, diz BRUNO, “ganhou tração com a pandemia”. Depois de mais de 200 anos desde a primeira empresa de seguros, a COMPANHIA DE SEGUROS BOA-FÉ, que começa a funcionar no dia 24 de fevereiro de 1808 – ano de abertura dos portos – o instituto do seguro vem apresentando uma evolução consistente e significativa no mundo e, especialmente, em nosso país. A história do seguro e sua evolução no Brasil passa pelo primeiro CÓDIGO COMERCIAL BRASILEIRO, de 1850, pela chegada das seguradoras internacionais que, pela LEI 294 de 1895, passam a ser obrigadas a aplicarem suas reservas no Brasil, e no ano de 1923 é instituída a Previdência Social. E a SUSEP, que regula o setor, é de 1901. E, em 1929, nasce a primeira empresa de capitalização, a SULAMÉRICA, seguros obrigatórios passam a fazer parte do ambiente de negócios no Brasil, e, em 1939, é criado o IRB. A partir de então, o negócio de seguro decola de forma consistente em nosso país, nascem as novas seguradoras, e dentre elas, e uma das mais inovadoras e criativas, a PORTO SEGURO, no ano de 1945. Hoje, e com a terceira geração no comando, a PORTO SEGURO é uma ótima reflexão e exercício sobre o verdadeiro entendimento de quais são os serviços que uma empresa como a PORTO presta. E, em todas as suas movimentações recentes, a PORTO vem demonstrando que, assim como na medicina, a BOA SEGURADORA não é apenas a que garante e cobre diante do sinistro, mas a que orienta e previne, permanentemente. Assim converteu-se, talvez, na mais importante referência em seu território. 9 – GOLDEN CROSS Lemos no O GLOBO que a GOLDEN CROSS tenta um lancinante “levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”. Difícil, complicado, quase impossível. Nessa tentativa reencontra, ou melhor não reencontra um território que apenas se renovou… Encontra um mais que novíssimo território, um território da saúde que praticamente renasceu e é outro, muito melhor, mais competitivo,  do que o território onde um dia foi líder. Segundo O GLOBO, a GOLDEN CROSS, fundada há 50 anos no RIO DE JANEIRO, da família AFONSO, e na palavra de seu presidente FRANKLIN PADRÃO: “Estávamos estacionados há dois anos, tentando acertar processos internos. Agora fizemos uma mudança estratégica para acelerar a comercialização…”. Em verdade, a GOLDEN CROSS não está estacionada há dois anos. Parou no tempo há quase duas décadas. Já no ano de 1997, 24 anos atrás, FREDERICO VASCONCELOS escrevia na Folha do domingo, 31 de agosto: “A crise da GOLDEN CROSS reproduz, no mercado dos serviços de saúde, a decadência de outros impérios privados que cresceram graças à inflação e se mostram despreparados para manter a posição numa economia estável… Assim com uma MESBLA, a GOLDEN CROSS tinha graves problemas de administração de negócios, operava com custos elevados, mascarados pelos ganhos financeiros decorrentes da inflação…”. Na matéria de O GLOBO de agora, fala sobre a volta da GOLDEN CROSS, na propaganda com FERNANDA TORRES e a FERNANDA MONTENEGRO, mudança de sede, e muito mais. E lembra que no ano de 1977, quando a FOLHA publicou a matéria que citamos, ainda era líder do território dos planos de saúde com 2,5 milhões de clientes e faturamento de R$7 bilhões a valores de hoje. Nos números atuais da ANS – Agência Nacional de Saúde – a GOLDEN CROSS tinha em maio 318 mil beneficiários, contra uma AMIL com 1,2 milhão… Ou seja, amigos, muito difícil, depois de mais de duas décadas, conseguir-se agora, o tal da volta por cima… Existe um longo, gigantesco, concorrido e novíssimo caminho pela frente. 10 – FALA SÉRIO… Ainda, e por um bom tempo, todos os números referentes ao ambiente digital devem ser lidos e analisados com os dois pés atrás. Definitivamente falta consistência e seriedade. A começar que as BIG TECHS trilhonárias em duas décadas limitam-se a informar quantas pessoas viram posts e vídeos por 3 segundos… Algumas um pouquinho mais… É uma piada. Agora, por exemplo, e durante as Olimpíadas, atletas vencedores brasileiros viram o número de seus seguidores escalar nas redes sociais. Definitivamente não é consistente e muito menos sério. Não que não mereçam. São manifestações espasmódicas, em meio a forte emoção de uma manhã, tarde, dia, índice, recorde, medalha, que, assim como aconteceu, se não for sustentada por conteúdo minimamente de qualidade, desvanece-se em poucos dias, semanas, exagerando três meses. E assim, e de um dia para outro, nossos heróis olímpicos escalaram… RAYSSA LEAL, a skatista começou os jogos, e após toda a divulgação de seu nome e retrospecto com 870 mil seguidores. Veio a medalha, saltou para 6,5 milhões. DOUGLAS SOUZA, do VÔLEI, saltou de 1,8 milhão para 3,2 milhões. ÍTALO FERREIRA, surfista, de 1 milhão para 3,0 milhões. E REBECA ANDRADE, ginasta, de 250 mil para 2,2 milhões. Amigos, todas as emoções e felicitações a nossos heróis, queridos brasileiros que chegaram lá, mas, e definitivamente, mais que na hora das empresas pararem de se enganar levando a sério esses números como referência para a construção de estratégias e definição de políticas de comunicação. Com esses números, mesmo os recordistas, não figurariam nos rankings de influenciadores do Brasil. Hoje, por exemplo, e segundo o jornal EXTRA de semanas atrás, e referindo-se a uma espécie de ranking do primeiro semestre, a liderança disparada é de NEYMAR, com 150 milhões de seguidores, vindo RONALDINHO GAÚCHO na segunda posição, com um terço dos seguidores de NEYMAR, 53 milhões. E, depois, e pela ordem vêm ANITTA, WHINDERSSON NUNES, MARCELO VIEIRA JR., TATÁ WERNECK, BRUNA MARQUEZINE, GUSTTAVO LIMA, LARISSA MANOELA, MARINA RUY BARBOSA, MAISA SILVA, MARÍLIA MENDONÇA, WESLEY SAFADÃO, IVETE SANGALO, DANIEL ALVES, SIMONE MENDES, PAOLLA OLIVEIRA, LUAN SANTANA, SABRINA SATO, JULIANA PAES, KEVINHO, ELIANA, JULIETTE FREIRE, GIOVANNA EWBANK, e ISIS VALVERDE na 25ª colocação, com 25,3 milhões de seguidores… Muitas vezes mais que o primeiro atleta olímpico… Nossa recomendação às empresas clientes da Madia, jamais contratem qualquer suposto influenciador para incrementar o branding de sua empresa pelo número de seguidores. Apenas e pela qualidade da referência que é por todos os que verdadeiramente o admiram. E depois e ainda, tendo conseguido passar por uma série de outros filtros. DRUCKER’S MONTHLYPoucos temas mexiam com a serenidade de nosso adorado mestre e mentor PETER FERDINAND DRUCKER quanto a preguiça, ou incompetência das empresas de alcançarem o sucesso recorrendo exclusivamente à solução mais cômoda, e, sob todos os aspectos, devastadora. Tentar alcançar o sucesso mediante e, exclusivamente, o preço. Muitas empresas, quando o assunto era ganhar ou aumentar competitividade tinham sempre a mesma, medíocre e patética solução, REDUZIR O PREÇO. E o mestre, com muita paciência, mas  com profundo e indisfarçável incômodo, lembrava a todas que o PREÇO é o último e derradeiro argumento. Quando todos os demais já foram usados e mesmo assim o produto permanece inerme das gôndolas do mercado e da vida a espera de um cliente. DRUCKER, dizia, sempre, e quando o tema era esse, PREÇO: “Conquistar clientes jogando os preços lá para baixo só tem um efeito certo e mais conhecido como efeito bumerangue: a vítima será a própria empresa.” Como funciona a cabeça das pessoas, as nossas, e as de consumidores e clientes. Batemos o olho no preço apenas como referência. O preço em si não é caro e não é barato. É apenas e simplesmente o preço. Tomado esse número como referência nossa cabeça começa a funcionar, e ponderar sobre todos os features e values que o produto oferece: design, embalagem, acessibilidade física, empresa por trás e marca que assina, e todos os demais serviços que presta, além do principal, e que é sua essência. Depois que tudo isso foi considerado é que voltamos a nos referir ao valor cobrado, e imediatamente, nossa cabeça nos diz se o preço é razoável, se é uma pechincha por tudo o que o produto oferece e pela qualidade dos serviços que presta, ou se é um assalto. Assim somos nós. Assim nos comportamos em todas as compras que fazemos ou pretendemos fazer. Por essa razão, o mestre não se cansava de dizer: “Conquistar clientes jogando os preços lá para baixo só tem um efeito certo e mais conhecido como efeito bumerangue: a vítima será a própria empresa.”
butnews

Setembro 2021

BUT – BUSINESS TRENDS 06/2021 – SET2021 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos e registros no ambiente de negócios do Brasil e do mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres da gestão e dos negócios, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – SERENDIPISMO INTERNACIONALIZOU HAVAIANASA resiliência de HAVAIANAS é sensacional. Resiste a tudo e a todos.Filha de mãe centenária, ‒ ALPARGATAS ‒ de uma família pródiga de marcas de qualidade – RAINHA, BAMBA, KICHUTE – trocou duas vezes de mão nas últimas décadas e de forma temerária – CAMARGO CORRÊA e J&F – e hoje é uma empresa da CAMBUHY + ITAÚSA.  HAVAIANAS não só sobreviveu a tudo e a todos, repito, como conseguiu em plena pandemia crescer em sua performance – enquanto o setor global de calçados caiu 20%, no Brasil 22%, a HAVAIANAS cresceu 6%. Em entrevista à FOLHA, ROBERTO FUNARI conta do serendipismo – atirou no que viu e acertou no que não viu e nem mesmo imaginara ‒ da HAVAIANAS.Segundo FUNARI, “Em 1998, a HAVAIANAS fez uma coleção da COPA. Uma grande produção na expectativa da vitória do Brasil. Como é do conhecimento de todos, perdemos, e sobrava HAVAIANAS por todos os lados. O gestor da empresa na EUROPA pediu para mandar tudo para lá. Vendeu imediatamente… Hoje é nossa maior franquia e no início dos anos 2000 os artistas compareceram à festa do OSCAR com HAVAIANAS nos pés… Virou sinônimo ou benchmark de HIGH LOW, de autenticidade, acessório de moda.” Segundo FUNARI, o momento é extremamente favorável a HAVAIANAS, e que navega em três principais tendências. A onda “casual” relacionada a conforto.A migração para experiências online. E a onda ESG, de consumidores conscientes e responsáveis. A ALPARGATAS vem apoiando, cada vez mais, as causas sociais. É isso, amigos. Uma história de empresa centenária, e de uma marca resiliente e, merecidamente, abençoada. HAVAIANAS, o que os brasileiros, e muitos estrangeiros, também, usam em seus pés, em diferentes momentos, ocasiões e circunstâncias. 2 – MAS Sempre tem um, mas, e a situação das aéreas ainda apresenta um ou outro desafio monumental e que é recuperar os preços que cobravam pelas passagens de classe executiva e primeira classe. Além desses espaços permanecerem praticamente vazios, durante meses, agora e para ocupá-los as empresas aéreas, de forma controlada,  jogam os preços para baixo. E assim, e em muitos voos, os poucos passageiros da classe econômica acabam pagando mais que os passageiros das CLASSES EXECUTIVA e PRIMEIRA. De certa forma isso vinha sendo mantido em sigilo, mas os passageiros eufóricos, diante da possibilidade, não param de comentar sobre o assunto com seus amigos e foi parar na imprensa. No JORNAL VALOR, matéria assinada por CRISTIAN FAVARO, revela a situação desesperadora das aéreas. Dentre os entrevistados, FREDERICO LEVY, diretor da INTERPOINT VIAGENS E TURISMO – agência paulista especializada em viagens de luxo – e que declarou, “Passagens na classe executiva do Brasil para capitais da EUROPA, que custavam até US$4 mil, hoje são negociadas na casa dos US$1 mil, ida e volta”. E exemplificou, “Recentemente, trouxemos um cliente de Portugal por US$ 300 na executiva”… Assento que antes não saia por menos de US$1,5 mil. Segundo ele, hoje e para as férias de final de ano, passagens para NOVA YORK em classe executiva que estão na tabela por US$3,5 mil são vendidas por US$1,9 mil. Em síntese, amigos, 50% dos assentos ocupados, e dos ocupados, parcela expressiva a preços bem abaixo do que eram praticados antes da pandemia. Assim e hoje, as empresas aéreas trabalham com um horizonte de receitas ao redor de 30% do que tinham antes da pandemia, e mesmo assim com metade da ocupação. Para um negócio que só para em pé e dá algum lucro, com no mínimo 60% das poltronas ocupadas, e com tickets líquidos de, no mínimo, 80% dos valores da tabela. Curto e direto, quanto mais o tempo passa, mais cresce o buraco das empresas aéreas. Antes acreditava ser possível uma recuperação de equilíbrio nas contas até 2025. Agora, final da década… Nas aéreas o objetivo deixou de ser ganhar mais, e sim, perder menos… 3 – FINALMENTE OS STRIP MALLS NO BRASIL? Uma vez mais se volta a falar sobre os shoppings de rua no Brasil. No passado algumas tentativas ficaram pelo caminho, enquanto é um negócio próspero de sucesso em outros países, muito especialmente nos ESTADOS UNIDOS. Os que apostam nos STRIP MALLS dizem que agora as razões faltantes no passado hoje se encontram mais que presentes. E o racional para que finalmente se institucionalizem, cresçam e prosperem, são:- O crescimento do varejo de vizinhança, nas últimas duas décadas;- Quantidade maior de pessoas morando sozinhas;- Excesso de trânsito nas grandes cidades;- E, com a pandemia, outros fatores incorporaram-se como o prevalecimento do delivery, – A flexibilização do trabalho, – O crescimento do home office, – O elevado custo condominial dos shoppings. Em tese, as despesas comuns dos STRIP MALLS correspondem a 20% do que custam os shopping centers… Assim, e a caminho, e na reinvenção do varejo brasileiro, uma velha e consagrada instituição em outros países, agora e finalmente parece chegar ao Brasil pra valer. 4 – QUEM TEM MAIS DIREITOS SOBRE UMA MARCA? QUEM AJUDOU E PARTICIPOU DA CONSTRUÇÃO, OU, QUEM A HERDOU? A discussão ainda não terminou, mas, e por enquanto, e segundo decisão da semana passada da QUARTA TURMA do STJ, quem ajudou e participou da construção deve ter o direito de uso assegurado. O ano era de 1982. Na capital do País, Brasília, RENATO RUSSO, MARCELO BONFÁ, EDUARDO PARANÁ, e PAULO GUIMARÃES somam-se e nasce o LEGIÃO URBANA. 1996, 14 anos depois, grande sucesso e consagração nacional, RENATO RUSSO, em decorrência do HIV, morre no mês de outubro. Em 1987, 5 anos após sua constituição, o “naming” LEGIÃO URBANA é registrado pela empresa LEGIÃO URBANA PRODUÇÕES ARTÍSTICAS,  controlada por RENATO na época, e hoje administrada por seu filho GIULIANO MANFREDINI. DADO VILLA-LOBOS e MARCELO BONFÁ decidiram anos atrás retomar a banda com a denominação e foram acionados na Justiça por MANFREDINI. Essa pendência provavelmente seguirá se a parte perdedora ingressar com recurso, mas, e por enquanto, DADO e BONFÁ têm o direito ao uso do nome garantido. Em voto de desempate, o Ministro MARCO BUZZI disse o seguinte: “Trata-se de um patrimônio imaterial, que também pertence aos músicos, e que sem eles não existiria…”. Vamos aguardar e seguir os próximos lances dessa curiosa e emblemática disputa. 5 – MEDIDA CERTA, DIAGNÓSTICO ERRADO Para surpresa de alguns, não de todos aqueles que leram o livro de Jeremy Rifkin, SOCIEDADE COM CUSTO MARGINAL ZERO, lançado no Brasil no ano de 2015, pela M.BOOKS, o custo da saúde no mundo todo, e de forma especial no Brasil, caiu e tende a cair mais nos próximos anos. Conclusão, os que não leram assustaram-se com, e pela primeira vez, redução nos valores dos planos individuais determinada pela AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE. Uma redução ainda pequena de 8,19%. E aí, de forma açodada, jornais e demais plataformas de comunicação, equivocadamente e repercutindo manifestação de desinformados, atribuíram a queda à pandemia. Definitivamente, NÃO! A pandemia pode ter dado um assoprãozinho, mas a verdadeira causa foi a TECNOLOGIZAÇÃO DA SAÚDE. Finalmente, as conquistas da tecnologia literalmente “disruptando” os sistemas convencionais de saúde. Conclusão, e com o apoio e suporte da tecnologia nasce, prevalece e domina a MEDICINA A DISTÂNCIA, mais conhecida como TELEMEDICINA, as consultas presenciais despencam, as internações seguem na mesma direção, novos planos de saúde multiplicam-se, novos players ingressam no território, e com o adensamento da concorrência os preços convergem para baixo. Apenas isso e felizmente foi o que aconteceu. Impressionante o despreparo dos formadores de opinião. 6 – SABER PARAR Uma das virtudes de pessoas e empresas é SABER PARAR. Jamais ultrapassar o limite. Por apetite desmesurado e apostando que os ventos sempre soprariam a favor, o GRUPO CASINO saiu de forma açodada e inconsequente às compras nas últimas duas décadas. Totalmente diferente do procedimento adotado por seu vizinho CARREFOUR, também francês, que ajuizadamente deu um passo depois do outro. Hoje o CARREFOUR segue próspero e capitalizado, e o CASINO cambaleante e endividado, mesmo tendo dentre suas propriedades algumas pedras preciosas, como, e, por exemplo, a rede PÃO DE AÇÚCAR. Nos dois últimos anos, o CASINO vem sendo pressionado por investidores e gestores de fundo que proceda a uma revisão radical em sua estratégia. Mas, e com a lentidão natural que vem revelando na última década – cansou de ter prejuízo com a VIA VAREJO e só mediante pressão insuportável desfez-se do que incapaz de gerir – as previsões para seu futuro próximo definitivamente não são boas. Hoje o GRUPO CASINO, no Brasil PÃO DE AÇÚCAR, ASSAI, EXTRA, é uma megacorporação do varejo, com mais de 10 mil lojas pelo mundo, e com um faturamento de € 34 bi no ano passado. Mas com uma dívida líquida em 2020 de € 4,6 bi, desproporcional a sua capacidade de geração de caixa. Isso posto, tudo é possível de acontecer nos próximos meses. Em meio à crise, celebra uma parceria com a ACCENTURE e o GOOGLE CLOUD para rastrear melhor sua clientela. O que causa perplexidade, considerando-se que desde 2019 vinha desenvolvendo uma parceria com o ITAÚ e RAIADROGASIL no desenvolvimento de um ambicioso programa de loyalty, o STIX. O Programa foi lançado, o STIX FIDELIDADE, pelo comunicado divulgado no momento do lançamento pertencendo 67% ao PÃO DE AÇÚCAR e 33,7% a RAIADROGASIL, e, depois de um barulho inicial, não se ouve mais nada. Considerando-se que o PÃO DE AÇÚCAR era detentor do melhor e mais cobiçado programa de fidelidade dentre todas as organizações de varejo do País, o PÃO DE AÇÚCAR MAIS… Sintetizando, o GRUPO CASINO revela-se absolutamente perdido. Gerando insegurança na clientela de suas bandeiras e perplexidade em seus parceiros e fornecedores. Por enquanto, e para ninguém, quem sabe nem mesmo para seu comando, existe uma ideia mínima do que o CASINO pretende fazer. Vamos acompanhar. Ao anunciar a estranhíssima parceria com ACCENTURE e GOOGLE CLOUD, JEAN-CHARLES NAOURI, presidente do CASINO disse, “Isso nos possibilitará melhorar duas prioridades: melhorar continuamente nosso atendimento ao cliente por meio de inovações tecnológicas e acelerar o crescimento e a criação de valor de nossas atividades tecnológicas em dados e software…”. Melhor seria não ter dito nada, do que derramado meia dúzia de platitudes. 7 – IGNORÂNCIA, BURRICE, E PERDA DE TEMPO Poucas vezes nas últimas décadas testemunhamos uma atitude tão medíocre, em termos de negócios e marketing, como a decisão do todo poderoso da RÚSSIA, VLADIMIR PUTIN, que a partir deste mês de julho proíbe os verdadeiros champagnes, produzidos na região de CHAMPAGNE, na França, adotarem a denominação de champagne na RÚSSIA. Naquele país, pela decisão absurda e maluca de PUTIN, só poderão ter a denominação champanhe, os vinhos brancos espumantes produzidos na RÚSSIA, e por lá conhecido como SHAMPANSKOYE… Socorro. Ao invés de se aprender, se somar, aos legítimos e verdadeiros, escolhe o caminho de, segundo as leis internacionais vigentes que PUTIN rasga, institucionalizar uma contrafacção grosseira. Nesse ritmo, proximamente todos os visitantes da Rússia terão que adotar uma nova denominação, caso haja homônimos locais, e segundo determinação do governo Russo. Isso posto, e a partir de agora, MOËT CHANDON, DOM PÉRIGNON, VEUVE CLICQUOT, e demais campeãs de vendas na RÚSSIA, e para não perderem tempo com bobagem, pura e simplesmente vão eliminar a palavra champagne, que aparecia em letras miúdas nos rótulos, reservar a expressão “vinho espumante” exclusivamente para um pequeno espaço no contrarrótulo no verso da garrafa, e continuar vendendo o mesmo ou mais na Rússia. Mas, a marca da estupidez de PUTIN, essa é definitiva. 8 – 3 x 1 Algumas empresas pretendem desafiar os líderes de seus territórios em voo solo e ataque direto. Outras preferem dividir-se em forças diferentes, atacar pela frente, mas pelos lados também, na tentativa de minar as resistências, enfraquecer o líder, e assumir a primeira colocação, pela soma. Essa é a estratégia que a BURGER KING adotou no Brasil na tentativa de arrebatar a liderança do McDONALD’S. Poderia, por exemplo, concentrar-se na marca original, BURGER KING, e incluir outras alternativas de pratos em seu cardápio, mas tinha consciência que jamais conseguiria transferir para os demais e novos pratos a autoridade e reconhecimento que tem no território dos hambúrgueres, muito especialmente pelo seu diferencial e exclusividade de grelhar as carnes de seus sanduíches. Assim, num primeiro movimento somou a suas forças a rede de pizzarias DOMINOS, e na sequência, a de frangos, POPEYES. E assim, além de comprar a briga com o Mc nos hambúrgueres, briga com KFC. no território dos frangos, e com a PIZZA HUT, no das pizzas. Comprou briga com os três que atuam individualmente, e quer ser líder pela soma. Talvez, a mais ousada das estratégias até hoje nesse território e em nosso país. É isso, amigos. Dos três territórios, ainda e de longe o de hambúrgueres é o maior de todos, mas os outros dois não param de crescer. Vamos acompanhar permanentemente esse avanço do BURGER KING com uma estratégia inusitada, e permanentemente comentaremos com vocês vitórias e derrotas das duas partes. Hoje, em termos de lojas, e somando as três bandeiras, temos o BURGER KING com 1.221 lojas. 9 – COMEÇOU… A era dos veículos movidos à energia elétrica finalmente chegou ao Brasil. E a fita de abertura foi rasgada por um potente caminhão da VOLKSWAGEN, em verdade, VWCO – VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS. E o dia histórico foi terça-feira, 12 de julho, quando e finalmente, o primeiro veículo nacional movido a eletricidade e produzido em larga escala ganhou as ruas do Brasil. O caminhão é oferecido em duas versões. Com capacidade para 11 ou 14 toneladas. Com o sistema de tração localizado na traseira, e um motor com grande potência. Movido a baterias de íon de lítio e com autonomia para até 250 quilômetros com carga completa. O preço segue sendo o maior desafio. Na faixa dos R$ 800 mil, contra um equivalente, movido por motor a combustão, na faixa dos R$ 300 mil. Mais que 2,5 vezes mais caro. Mas, e enfim, o Brasil ingressa ou põe o primeiro pé no novo mundo dos veículos movidos à eletricidade. 10 – O “NÃO TENHO NADA COM ISSO”, ou, o “NÃO É DE MINHA CONTA” no digital começa a acabar. Redes sociais, bancos, marketplaces, comércio eletrônico, e outras organizações durante os últimos 20 anos não têm o menor constrangimento em dizer NÃO É DE MINHA CONTA, ou, NÃO TENHO NADA COM ISSO, ou, NÃO SOU RESPONSÁVEL… E por aí vai. Pedem os dados das pessoas, guardam os dados das pessoas, pedem cartões de crédito e códigos de segurança, promovem produtos e serviços, fazem transações, e no final, se algum golpe acontece, dizem, “não tenho nada com isso”. TÊM! E a cada dia que passa o cerco vai se fechando e as empresas – todas – vão ter que se preparar para assumir suas responsabilidades. Não só pelas regulamentações a caminho, mas por decisões em processos formando jurisprudência, e enquanto a regulação não chega. Um bom exemplo acaba de ser dado em decisão da 1ª Câmara de Direto Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a decisão de um Tribunal de Arbitragem que condenou uma rede social a fornecer dados de perfis responsáveis pela venda de produtos falsificados. Aquele papo de, mas não fui eu quem vendi, apenas promovi a aproximação entre as partes. É isso mesmo. E, por isso, e antes de promover o fantástico encontro entre quem quer comprar e quem quer vender, tinha mais que obrigação de verificar os antecedentes do vendedor antes de autorizar o uso da plataforma. E assim será, cada vez mais e em maior intensidade, daqui para frente. Quem pariu Mateus, Antônio, Pedro, Berenice e Terezinha não apenas que os embalem, como também se responsabilize pelas pontes que fez e encontro que proporcionou com novos compradores e futuros clientes. “Mas eu só fiz a aproximação não cola mais”. Sem a aproximação não existe negócio, e assim, como a vida nos ensinou, ao apresentarmos um desconhecido a um amigo ou cliente nosso, tácita e implicitamente estamos avalizando esse estranho. DRUCKER´S MONTHLY Durante muitos anos, e nas primeiras empresas a adotarem o marketing, todo o entendimento e definições restringiam sua atuação a determinadas funções, e a uma área dentro das empresas. Ou ao lado da área comercial, ou como staff da área comercial. Esse tipo de entendimento prevaleceu até o final dos anos 1950, quando e finalmente, as advertências de DRUCKER sobre o verdadeiro entendimento e sentido do marketing começou a chegar às empresas. De verdade mesmo, o marketing tal como entendemos hoje nasce no livro de DRUCKER de 1954, PRÁTICA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS. E onde, e pela primeira fez transcende as funções de uma caixa de ferramentas, ou de um departamento, e começa a se converter em uma ideologia. A forma de pensar, planejar-se e agir das empresas modernas. Nessa linha de direção e entendimento, a primeira manifestação encontra-se no livro de nosso adorado mestre e mentor, e onde diz: “O marketing é a função única e exclusiva de todas as empresas de todos os portes e setores de atividade. É tão essencial que não basta ter um grande departamento e entregar ao mesmo todos os assuntos relacionados ao mercado. O marketing compreende todo o negócio. É o negócio inteiro olhado do ponto de vista de seus resultados finais, isto é, sob a ótica do consumidor. Assim, a responsabilidade com o marketing devem penetrar e permanecer presentes em todos os setores da empresa, E NÃO E EXCLUSIVAMENTE NA ÁREA DE MARKETING!”. Durante uns 10 anos, prevaleceu esse entendimento, e antes de meados dos anos 1960 evoluiu para converter-se, segundo DRUCKER, na IDEOLOGIA DA ADMINISTRAÇÃO MODERNA. E que, e desde então, esse entendimento foi ganhando consistência e hoje é o prevalecente. A tal ponto que há menos de 10 anos, a PROCTER decidiu eliminar a palavra MARKETING de todos os cargos e divisões na empresa, pela simples razão, que, e segundo a PROCTER, MARKETING é o negócio da empresa… A PROCTER faz MARKETING para produzir e vender produtos de excepcional qualidade e líderes de seus territórios e categorias…
butnews

Agosto 2021

BUT – BUSINESS TRENDS05/2021 – AGO2021 Síntese mensal das principais movimentações, acontecimentos, registros no ambiente de negócios no Brasil e no mundo. Um trabalho de pesquisa, coleta de dados, análises e reflexões da equipe de consultores do MadiaMundoMarketing, a única empresa de consultoria em todo o mundo que tem em seu DNA a ideologia da Administração Moderna, o Marketing. Sempre sob a orientação e mentoria do maior dos mestres, PETER FERDINAND DRUCKER. 1 – PLANEJAR A LONGO PRAZO Existem muitos entendimentos e definições sobre o que é planejar-se a longo prazo. Especificamente no tocante às organizações sociais – empresas, países, estados – é tentar regular o processo de desenvolvimento econômico e social, levando-se em consideração a taxa de natalidade de cada país, e a repercussão dessa taxa 10 anos para frente. Por diferentes razões, motivos e cálculos, as principais instituições globais acordaram que a taxa de natalidade perfeita ou ideal é de 2,1. Como ficar próximo dessa faixa é que é o desafio. E esse índice, 2,1 filhos por casal, leva em conta o tempo de vida das pessoas, na média, hoje, na faixa dos 80 anos. Em aumentando, como seguramente vai acontecer, os 2,1 filhos por casal terá que ser revisto. Durante todo este ano esse será um dos assuntos mais discutidos. Pelos ganhos de longevidade decorrentes e a partir da conquista do genoma humano, de um lado, e pelos exemplos do que vem acontecendo em alguns países. A EUROPA e o JAPÃO são exemplos recentes da escassez de mão de obra para uma população envelhecida. E a CHINA, o país mais populoso do mundo, com 1,44 bi de habitantes, mais que preocupado com sua política de um filho por casal que há cinco anos virou dois, e que agora acaba de virar três. Nos atuais níveis de natalidade da CHINA a população, considerando-se os níveis de longevidade de hoje, cairá dos 1,44 bi para 730 milhões de habitantes. Em termos de planejamento esse é o maior desafio de todos os países. Calibrar seus planos em função da taxa de natalidade atual projetada pelos próximos 80 ou 100 anos. E corrigindo e acertando a cada nova realização do censo. 2 – BRECHÓSWORLD O raciocínio, que sustenta a oportunidade, é o seguinte: durante anos, últimos 50, foi se consolidando uma classe média em permanente ascensão. Que foi comprando, estocando, e guardando todos os tipos de produtos. Muito especialmente os do dia a dia. Pela dificuldade ou preguiça de vender os produtos que não usavam mais, esses produtos foram se amontoando. Roupas, utensílios, discos, DVDs. CDs, e muitas outras coisas mais. E aí, dois fatos aconteceram simultaneamente: o primeiro é que as novas gerações são adeptas do simples e do desapego. Adoram mochilas. E, em paralelo, com o digital, a oportunidade de se desfazer das tralhas, quinquilharias, velharias, sem muito trabalho, e através se plataformas especializadas. Conclusão, neste momento, os e-brechós crescem e prosperam. E assim seguirão por mais algum tempo. Em verdade, um bom tempo, 10 anos, em função do estoque de velharias que habita as residências pelo mundo. Depois desses 10 anos, esses e-brechós terão sua atividade sensivelmente reduzida, pela razão de que no mundo do desapego, as pessoas irão deixando de comprar e passarão a alugar ou assinar. Assim, a curto e médio prazo ter ou ser um e-brechó pode ser um business interessante. Mas, em longo prazo, voltarão para o mesmo grau de importância que sempre tiveram: apenas uma manifestação da chamada CAUDA LONGA. 3 – O TAMANHO DO ALIBABA! Anos atrás, um grupo de empresários brasileiros foi à CHINA e fez o tal do roteiro das visitas às principais empresas daquele país. Visitando o ALIBABA, descobriu que há anos, mesmo não estando fisicamente presente em nosso país, mesmo tendo o desafio de uma logística que começa do outro lado do mundo, já ocupava a primeira colocação por aqui dentre todos os marketplaces. Agora, e finalmente, mais que revelados, os números são escancarados. Um momento do mundo, do comércio eletrônico, onde os principais players resolveram revelar quem tem, e quanto tem, de verdade, e como diz o RATINHO, “café no bule”. Em entrevista histórica ao MEIO & MENSAGEM, YAN DI, chinês de nascimento, brasileiro de coração, que foi o primeiro idealizador e presidente da ABRIA – Associação Brasileira de Inteligência Artificial, e da ABO2O – Associação Brasileira Online to Offline, que presidiu por seis anos o BAIDU em nosso país, e trabalhou ainda 12 anos na HUAWEI, e hoje comanda o ALIEXPRESS por aqui, não escondeu absolutamente nada. Vamos conferir, na síntese e nos comentários que preparamos para vocês. – ALIEXPRESS “O ALIEXPRESS pertence ao GRUPO ALIBABA, maior player do varejo online de todo o mundo. Vendas brutas praticamente o dobro da AMAZON globalmente, e no Brasil, também. Operamos há 11 anos em mais de 220 países. Temos 150 milhões de usuários ativos com uma característica interessante e que não se faz presente nos clientes de nossos concorrentes: 60% têm menos de 35 anos, acabaram de construir família, gastam R$1,9 mil por mês no e-commerce. No chamado CROSS-BORDER, compras em outro país, somos líderes com 32,6% de share, contra 15,1% da AMAZON”. – SEGREDO DO SUCESSO “Em nosso ecossistema estão plugados 8,7 milhões de vendedores chineses, em sua maioria fabricantes, e vendendo a preço de fábrica. Trazemos coisas da China por um preço de fábrica. Quem mais consegue fazer isso…?”. – A IMPORTÂNCIA DO BRASIL “O Brasil é um dos cinco maiores mercados internacionais para a empresa e tem a taxa de crescimento mais acelerada entre 220 países. É um mercado extremamente estratégico para nosso futuro. Na CHINA, o e-commerce faturou o ano passado US$ 1 trilhão. No Brasil, US$ 15 bilhões. 65 vezes menos. Claro que a população da CHINA é quase 7 vezes maior, mas o Brasil tem muito a crescer. Na CHINA, 50% de tudo o que se vende é pelo e-commerce. No Brasil, 10%”. – RAZÕES DO SUCESSO NO BRASIL “Os brasileiros são os consumidores mais exigentes do mundo. Querem preço e serviços. Querem comprar em conta e receber imediatamente. Todas as semanas embarcamos quatro aviões da CHINA para o Brasil. Entregamos todas as compras aqui em até 12 dias. Temos aqui uma equipe humanizada e que fala o português. Não gostou, devolve a compra num endereço no Brasil e fazemos o reembolso…”. – OFF OU ONLINE “O que se revelar melhor para o cliente. Queremos oferecer a melhor experiência, sempre pelo melhor preço. As pessoas querem que o produto comprado chegue em suas casas com rapidez. Nunca paramos de fazer contatos estudando a parceria com grandes players do offline. Poderemos ter nossa própria estrutura ou abraçar algum parceiro….”. Todos sabem que os números da CHINA são superlativos. Mas, e agora, escancarados, impactam ainda mais. 4 – LABIRINTITE CORPORATIVA A sensação que se tem, quando analisamos determinados setores de atividades, algumas cadeias de valor, é que parcela expressiva dos players padece de uma espécie de “labirintite” e vagueia perdida pelo mercado, tentando encontrar um novo porto. No mercado imobiliário o que se assiste neste momento é simplesmente patético. Milhões de investimentos em novas empresas – QUINTO ANDAR e LOFT – que prometiam fazer uma revolução ou reinvenção do negócio, e estão se convertendo em imobiliárias mais tecnológicas e metidas. Mas, o mercado continua o mesmo e terão insuperáveis dificuldades em remunerar os investimentos que captaram. Em paralelo, mais uma tentativa de recuperação da GAFISA, a que foi a mais emblemática das incorporadoras do Brasil, à deriva a décadas, recentemente comprada por um investidor, e que anuncia agora que seu grande plano referencia-se no exemplo do QUINTO ANDAR e LOFT. Vem a pergunta, que exemplo? E, ainda, a tentativa de reinventar-se da legendária ALPHAVILLE, um capítulo da maior importância dentro do mercado imobiliário brasileiro, e que de 20 anos para cá vem descendo a ladeira. Já em sua primeira crise, ALPHAVILLE foi comprada pela GAFISA, no ano de 2006, por R$ 380 milhões, começou a escalar a ponto do FUNDO PÁTRIA ter pago R$ 2 bi por 70%. Desde então, ALPHAVILLE vem descendo a ladeira de forma acelerada. A GAFISA acabou vendendo a pequena participação que tinha na ALPHAVILLE – 20% POR R$ 100 MILHÕES – o PÁTRIA consolidou sua posição de majoritário, continuou perdendo dinheiro, conseguiu captar R$ 300 milhões, e agora, tenta renascer. Segundo o presidente da ALPHAVILLE URBANISMO, KLAUSNER MONTEIRO, a empresa vem procedendo uma limpeza em seu portfólio e as vendas já começam a subir. E, a partir de agora, reposiciona-se, migrando para a construção e venda de casas prontas em seus empreendimentos… Ou seja, amigos, e à semelhança de todos os negócios de todos os setores da economia, 99% das empresas de cabelo em pé. Inquietas, inseguras, decidindo em que direção caminhar… 5 – ERA UMA FESTA O início de muitas das grandes e endividadas startups de hoje, e que jamais deram lucros, foi uma festa. Lucro, esquece. Quem ocupar o terreno mais rápido será o vencedor e mais adiante reverte os prejuízos, recupera os investimentos, e tudo volta ao normal. Mais ou menos. No desespero de ocupar espaço sacrificando preços, pagando para prestar serviços, muitas novas empresas ficaram pelo caminho. E agora, diante da inquietação, desconforto, incômodo e revolta dos acionistas, as novas empresas que jamais passaram perto de um azul, que navegam num oceano vermelho, tentam sobreviver procedendo a reajustes regulares e crescentes nos preços. Na opinião de KEVIN ROOSE, em artigo no NEW YORK TIMES, de 2012 até 2020 capitalistas ricos do Vale do Silício financiavam e bancavam muitas das atividades das grandes cidades. Aplicativos como UBER e LYFT, arcavam com parte do valor das corridas que faziam. Em seu artigo, KEVIN lembra de um dia que decidiu fazer um passeio, no início da década passada e chamou um UBER. Na hora de pagar, o que na sua cabeça e experiência custaria entre US$ 60 ou US$ 70 custou-lhe US$ 14… Nos ESTADOS UNIDOS existiu uma empresa que era uma espécie de assinatura de todos os cinemas, a MoviePass. Os que assinavam seus serviços poderiam ver um filme por dia no cinema que quisessem por um preço inicial de assinatura de US$ 50 e que no final, e no desespero, caiu para US$ 10. Quebrou feio sem jamais ter chegado próximo de qualquer manifestação de vida saudável. Conclusão, a hora da verdade, acelerada pela pandemia chegou. Os acionistas não aceitam esperar mais para que as empresas em que investiram saiam do vermelho e assim, nos próximos meses, assistiremos uma escalada nos preços. Nos ESTADOS UNIDOS, e em alguns outros países, os preços das corridas por UBER ou outros aplicativos subiram em média 40% do ano passado para este ano. Curto e grosso, a temporada de festas terminou. E só agora teremos a possibilidade de conferir se muitos desses negócios eram e são pra valer, ou apenas flutuavam em bolhas descomunais de descontos e prejuízos. 6 – NEGLIGÊNCIA E OMISSÃO Dentre as marcas mais citadas por péssimas razões no ano passado figura nas primeiras colocações TAKATA. Isso mesmo, a TAKATA com seus mortais airbags. Airbags esses que foram colocados em 4.352.428 veículos fabricados no Brasil e mais de 100 milhões em todo o mundo. Praticamente todas as principais montadoras eram clientes da TAKATA e de seus airbags mortais. Dentre outras, HONDA, TOYOTA, NISSAN, MITSUBISHI, MAZDA, SUBARU, BMW, FORD, GM, FIAT, CHRYSLER, VOLKS. Diante das primeiras notícias de um airbag que em determinadas situações explode como se fosse granada e em situações excepcionais pode até mesmo matar as pessoas dentro dos automóveis, a reação foi de perplexidade. Os airbags possuem uma peça de metal chamada de deflagrador e que contém um elemento químico gerador de gás. Essa pecinha é que faz com que o airbag expanda-se imediatamente diante de qualquer acidente. Em algumas situações de colisão, o deflagrador defeituoso mais que liberar o gás, literalmente explode, rompe a bolsa e lança centenas de estilhaços de metal em alta velocidade contra os ocupantes do carro. E aí, cada uma das montadoras de seu jeito, e dependendo da qualidade de seus cadastros de clientes, e da relação que mantêm com seus clientes, foi convocando para a troca, para o recall. Mas, menos da metade dos proprietários de automóveis em risco atendeu à convocação. E, de tempos em tempos, alguma montadora, advertida por seus advogados procura sensibilizar os proprietários para que agendem a substituição e reparo. Neste momento, e no desespero, a GM deu início a uma promoção, diante do insucesso de iniciativas anteriores, tentando sensibilizar os proprietários dos 144.272 sedãs Classic, e 91.573 hatchs compactos Celta, que ainda não atenderam à convocação, a fazê-lo o mais rápido possível. E, para tanto, está oferecendo a todos que atenderem ao recall um VALE-COMBUSTÍVEL de R$ 500, e a concorrerem ao sorteio de três carros zero-quilômetro. O hoje chamado “AFFAIR TAKATA” é, de longe, o maior cochilo jamais cometido por qualquer indústria. Todas as montadoras que compraram os airbags da TAKATA para seus diferentes modelos agiram, no mínimo, com negligência. E assim, e enquanto um último modelo continuar rodando com os airbags potencialmente assassinos, essas montadoras não dormirão tranquilas. Como era mais que esperado, a TAKATA não resistiu ao tamanho da lambança, declarou-se falida, e vendeu o que restou aproveitável de suas máquinas e instalações para a JOYSON SAFETY SYSTEMS, uma vez que a marca não valia mais nada. 7 – MANÉS FOGUETEIROS Sabe-se lá por quais razões, mas três das personagens do ambiente empresarial mais interessantes e inovadoras que conhecemos tem um quê do MANÉ FOGUETEIRO. JEFF BEZOS, ELON MUSK, e RICHARD BRANSON. No ano de 1934, o compositor brasileiro JOÃO DE BARRO, mais conhecido como BRAGUINHA, compôs o samba-canção MANÉ FOGUETEIRO.  E o privilégio da primeira gravação coube a PATATIVA DO NORTE, e, depois, regravada por dezenas de cantores. Segundo os críticos, a melhor de todas, relativamente recente, de MARIA BETHÂNIA. Os versos iniciais da música dizem: “…Mané Fogueteiro era o Deus das crianças Da vila distante de Três Corações Em dia de festa, fazia rodinhasSoltava foguetes, soltava balões…”. BEZOS e MUSK, dois dos fogueteiros da atualidade, são bilionários de mais de US$ 100 bi. Já BRANSON, pobrezinho, com uma pequena fortuna de US$ 10 bi. Mas os três, inovadores e criativos, não tiram os olhos dos céus. E assim, e cada um deles a seu modo, montou seu brinquedinho. JEFF BEZOS a BLUE ORIGIN, MUSK a SPACE X, e BRANSON a VIRGIN GALACTIC. E, além da pandemia que agora ameaça declinar, o assunto ganhou relevância diante da manifestação de BEZOS que, no dia 20 de julho, fez-se presente no primeiro voo tripulado de sua empresa. Tudo bem, um voo curtinho, de não mais que 10 minutos, mas com horas de preparos antes, e para o depois. Nos 10 minutos, permaneceram só quatro na denominada LINHA KARMAN, a fronteira entre a atmosfera terrestre e o espaço… É isso, amigos. Os NOVOS MANÉS FOGUETEIROS. Cada um com seus sonhos mais que escancarados. BEZOS diz querer retomar viagens à LUA com seu projeto LUA AZUL – BLUE MOON – daqui a três anos, uma espécie de rota regular para o espaço. MUSK quer colonizar MARTE. Mas, no meio do caminho acaba de ser contratado pela NASA para viagens à LUA. E BRANSON, apenas e como é do seu feitio e espírito, quer apenas divertir-se. E levar alguns parças juntos. Você, por exemplo. Quer apenas oferecer voos turísticos suborbitais para curiosos e todos os demais interessados no espaço. Lunáticos, fogueteiros, quem sabe. Sem eles, a vida seria bem menos engraçada… 8 – ESQUECERAM-SE DO ESSENCIAL Semanas atrás, entre 15 e 18 de junho, quatro dias, o ESTADÃO promoveu o SUMMIT ESG 2021. O evento foi on-line, aberto ao público, gratuito, e teve como abertura e atração principal, como KEYNOTE SPEAKER, JOHN ELKINGTON. Segundo a revista BUSINESS WEEK, ELKINGTON é o decano do movimento de sustentabilidade corporativa há mais de 30 anos. Fundou e comanda uma empresa de consultoria sobre o tema, a SUSTAINABILITY. Quando, no entanto, confere-se os temas dos quatro dias de evento, em nenhum momento se fez qualquer menção a sustentabilidade essencial, sem a qual todas as demais tornam-se irrelevantes. Mais que irrelevantes, impossíveis de serem perseguidas, quanto mais, alcançadas. A sustentabilidade econômica. No dia 15, falou-se sobre E de ENVIRONMENT – “as próximas décadas serão pautadas pela redução das emissões dos gases de efeito estufa em todos os setores da economia”. No dia 16, falou-se sobre S de SOCIAL – “os investidores estão cada vez mais interessados em saber como o terceiro setor vem cuidando do social, tanto dentro quanto fora da empresa, na relação com os grupos sociais, principalmente aqueles que atuam na Amazônia e Mata Atlântica”. No dia 17, falou-se sobre o G de GOVERNANÇA – “a questão racial e de gênero e a integração do componente socioambiental são o que mostra se determinada corporação está antenada com as práticas do ESG em vez de fazer apenas o chamado MARKETING VERDE RASO…”. No dia 18, falou-se sobre LIDERANÇA FEMININA E ESG – “Uma discussão sobre a responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e governança corporativa, na visão de líderes femininas dos mais diversos setores da economia…”. Mas, WHERE IS THE BEEF? Nada, absolutamente nada sobre a essência, base inicial para a discussão de todos esses problemas ou desafio. A sustentabilidade econômica da empresa. Sua missão e dever social ZERO, que antecede a tudo e a todos. Se a empresa não parar em pé, não há o que sustentar… Apenas isso. E, ainda, lamentável a manifestação preconceituosa a respeito da ideologia da administração moderna, o marketing, segundo o criador da Administração Moderna, nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER. No anúncio, a referência injustificável e burra sobre um suposto e tal “ MARKETING VERDE RASO…”. Essas pessoas que assinaram esse programa não têm a mais pálida ideia do que estão falando. E, pior ainda, são ignorantes e preconceituosas. Não existe o tal do MARKETING VERDE E RASO. Existe MARKETING. O que equivocadamente chamaram de forma burra de MARKETING VERDE E RASO é picaretagem, enganação, crime. Os organizadores cometem o crime de difamação e injúria por não terem a coragem e a responsabilidade de dar o verdadeiro nome ao que tentavam descrever. 9 – O FIM DA INOCÊNCIA Durante anos, MARK ZUCKERBERG era visto pelos americanos, de certa forma pelo mundo, e muito especialmente no ambiente corporativo, como a referência, benchmark exemplo a ser seguido. Uma espécie de filho que toda a família americana gostaria de ter. O ponto máximo de seu sucesso e consagração foi no ano de 2013, quando foi escolhido, por ampla maioria, como o MELHOR CEO dos Estados Unidos, em pesquisa realizada pelo portal de empregos GLASSDOOR. A partir daquele ano, em termos de imagem, começou a descer do pico da montanha com sucessivas denúncias, com manifestações truculentas diante de graves acusações, e, principalmente, diante do amadurecimento das pessoas em relação à expectativa que passaram a ter das chamadas BIG TECHS. Conclusão, na mesma pesquisa que acaba de ser realizada e divulgada, MARK, ex-grande campeão de 2013, nem mesmo figura na relação dos 100 mais. Detalhe, a pesquisa é realizada junto aos empregados das empresas, o que torna o desconforto de MARK ainda maior. Internamente, sua liderança mais que contestada, é dura e fortemente criticada. Quando um líder é defenestrado por seus liderados a situação é a pior possível e prenúncios de sucessivas crises. 10 – DO QUE É CAPAZ UMA PANDEMIA É nas necessidades que, em não tendo outras alternativas, a cabeça começa a funcionar, e os olhos passam a enxergar de verdade, o que antes e apenas viam mais não registravam. Se alguém, desinformado ou tonto, ainda se perguntava se o ESTADO brasileiro é balofo, inchado, trazemos um novo exemplo. A propósito, põe balofo e inchado nisso e multiplica por 10. Um pequeno, mas referencial exemplo acaba de ser dado – em decorrência da pandemia, pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA de SÃO PAULO, sob a presidência do desembargador GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO. As circunstâncias levaram GERALDO a enfrentar situações que jamais imaginou e muito menos estava preparado para. Mas, foi em frente. Assumiu o comando do TRIBUNAL dois meses antes de ser decretado, em função da pandemia, o isolamento social. Mais que preparado estava para tempos de normalidade, e, de repente, um meteoro devasta todos seus planos. No dia 31 de dezembro próximo, entrega o comando para seu sucessor, mas, sua gestão ficará definitivamente marcada como uma referência, para a reinvenção do ESTADO BRASILEIRO que teremos que fazer no correr desta década. Num primeiro estágio, reforma, espécie de curativo, e na sequência, reinvenção a caminho de um ESTADO APLICATIVO. Vamos aos fatos e aos números. Em decorrência da pandemia a necessidade do trabalho remoto. E assim foi. E hoje é e permanecerá. Terminada a pandemia, 3.000 juízes e 55.000 servidores e terceirizados seguirão trabalhando remotamente, a distância. Só excepcionalmente e quando necessário, trabalharão, um ou outro dia, presencialmente. Economia, R$ 800 milhões por ano. Nesse montante estão inclusas as economias em bens de consumo diário, recursos humanos e outros mais. Só em vale transporte a economia é de R$ 10 milhões por mês. Em paralelo, existia a previsão, hoje devidamente engavetada, da construção de uma nova sede para o TJSP, estimada em R$ 1,2 bi… Quando GERALDO assumiu seu posto tinha pela frente uma previsão de déficit de R$ 700 milhões. Com as medidas, o déficit foi reduzido para R$ 170 milhões, e em 2021 não haverá déficit. Assim, e depois de enfrentar a tormenta, GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO anuncia como pretende entregar o TJSP a seu sucessor… “Temos 320 comarcas, quase 700 prédios alugados, próprios ou cedidos pelo município. São 40.000 servidores ativos, quase 3.000 juízes, 15.000 terceirizados. Trata-se de um volume muito grande de trabalhadores e prédios. A pandemia fez-nos entender a possibilidade, que para mim era remota, de daqui para frente, no pós-pandemia, trabalharmos no sistema remoto. Estabelecemos que, no pós-pandemia, 70% dos servidores administrativos do tribunal continuarão trabalhando em casa e 30% dentro dos prédios, inclusive na sede do tribunal. E 50% dos servidores de primeiro grau poderão trabalhar em casa…”. TJSP, apenas um exemplo, mas, um dos muitos exemplos que faltavam para demonstrar que é possível e que está mais que na hora de reduzirmos o peso do ESTADO, no médio e longo prazo, para não mais de 20% do que é hoje, e liberar 80% da receita de impostos, para investimentos em educação, apoio e estímulo aos empreendedores do Brasil. E que serão todos nossos filhos e netos, num mundo onde deixam de existir os empregos, e prevalece a figura do empreendedor individual. Assim e a partir de agora, para todos que disserem não é possível, não dá, não tem como reduzir, temos o exemplo do TJSP. DRUCKER´S MONTHLY Reservamos todo o final do BUT para alguma lição de nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER.  E, por falar nisso, acaba de chegar às principais livrarias do País, o mais completo livro sobre o criador da Administração Moderna e de sua ideologia, o Marketing, PETER FERDINAND DRUCKER. Em 260 páginas, os 10 acontecimentos mais importantes de sua vida, e as 555 lições decisivas para a compreensão e entendimento do mundo que está nascendo, pós-tsunami tecnológico.Assim, e muito mais que um livro, um curso de gestão único e espetacular. De autoria do Francisco Madia, e com a contribuição de todos os profissionais e consultores do MadiaMundoMarketing. Mas, e para este BUT PRESS de AGOSTO, de 2021, separamos a seguinte reflexão: Uma das figuras mais ilustres da ÁUSTRIA, terra de nosso adorado mestre e mentor, foi o brilhante economista, JOSEPH SCHUMPETER. Um dos grandes amigos do pai de DRUCKER, SCHUMPETER é de 8 de fevereiro de 1883, tendo partido no dia 8 de janeiro de 1950, e com quem DRUCKER em companhia de seu pai conversou algumas vezes, incluindo alguns almoços quando o trio já morava nos Estados Unidos. O que contribuiu em muito na formação econômica de nosso adorado mestre. SCHUMPETER pertencia a uma geração de pensadores fortemente impactada pelas revelações de CHARLES DARWIN e sua TEORIA DA SELEÇÃO NATURAL, que de certa forma procurou transportar para a economia e para os negócios.  Em tudo, SCHUMPETER era um disruptor por essência, desde a forma de se vestir e apresentar, às ideias que defendia. No final de sua vida, e onde passa a se encontrar com nosso adorado mestre PETER DRUCKER e seu pai ADOLF, foi o responsável pela docência de antropologia da Universidade de Harvard. Em seus escritos, nosso mestre PETER DRUCKER escreveu: “Nunca me esqueci da frase que SCHUMPETER disse a meu pai antes de morrer. Que queria ser lembrado pela diferença que fez na vida das pessoas. Essa é a razão de ter decidido continuar a ser professor até o final de meus dias.” Nós, da MADIA, não temos a menor dúvida em afirmar que o mesmo tipo de pensamento e decisão encontra-se presente em toda a vida de nosso adorado mestre. E, seguramente, conseguiu esse objetivo, CHEGOU LÁ! Não conhecemos outro pensador e mestre da administração e dos negócios que tenha influenciado e sido mais decisivo na vida de profissionais e empresários que ele, PETER FERDINAND DRUCKER, hoje e para sempre, nosso adorado mestre e mentor.