Autor: Francisco Madia

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Diário de um Consultor de Empresas – 02, 03 e 04/03/2024

E no Natal de 2022 faltou iPhone…
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Diário de um Consultor de Empresas – 01/03/2024

O SECOND LIFE ficou pelo caminho. O METAVERSO prevalecerá?
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Diário de um Consultor de Empresas – 29/02/2024

Até quando o Brasil permanecerá sendo um país caro, inóspito, burocrático para todos aqueles que pretendam empreender por aqui?
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Diário de um Consultor de Empresas – 28/02/2024

A importância e o sentido dos TESTES CEGOS para produtos. O teste cego dos cafés em cápsulas, tipo NESPRESSO.
Negócio

No negócio de automóveis, a virtude segue no meio!

Segundo o filósofo Aristóteles, “virtus in medium est”. Complementado por Confúcio que repetiu, sim, “A virtude está no meio. Quem o ultrapassa não logra mais que os infelizes privados de alcançá-lo…”. Ou sintetizado no provérbio português, “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. Números e estatísticas confirmam e é o que vai prevalecendo. Nem só elétricos, nem só combustíveis fósseis. As pessoas vão preferindo as virtudes das duas alternativas. E assim, os híbridos, tomam a dianteira. Aparentemente, já cruzamos a linha da tal da Síndrome de Experimentação. Que mais que cansou de acontecer com milhares de produtos em seus lançamentos. Entre 5% e 10% das pessoas, não resistem aos apelos e tentação da novidade. E colocam-se na fila para serem os primeiros a comprar, experimentar, ter. Os tais Novidadeiros. E foi o que aconteceu com os elétricos. Sinalizando, falsamente, como já aconteceu com dezenas de outros produtos, repito, que os elétricos defenestrariam para sempre os carros a gasolina e outros combustíveis fósseis. Passando a sensação que o futuro eram os elétricos, e que isso era fato consumado. Não só não era como a outra Síndrome, a do arrependimento, vai batendo nos chamados First Movers, os primeiros a comprar. Um dia Al Ries e Jack Trout erraram bisonhamente. Na primeira das “22 Leis Consagradas do Marketing” afirmaram, “Mais vale ser o primeiro do que o melhor”. Errado, o primeiro mandamento, escrito corretamente e mais que validado pela realidade, é, “É Bom Ser o Primeiro, Mas Sempre é Melhor Ser o Melhor”. E, pelos dados, estatísticas, manifestações de aprovação dos que experimentaram as novidades, a virtude está no meio, leia-se, Híbridos. E agora, os números vão comprovando. Por sinal, híbridos que chegaram ao mercado há mais de 100 anos… No legendário Salão de Paris, do ano de 1901, ele, o genial Ferdinand Porsche, em parceria com a empresa americana Lohner, causaram sensação com o modelo Semper Vivus – com dois motores elétricos embutidos nas rodas dianteiras. Um motor central conectado pela embreagem a um motor a combustão que movimentava as rodas… Antes da virada do milênio, em New York City, o lançamento do Prius da Toyota. Causando um frisson monumental em todas as pessoas que tiveram acesso à novidade. Em 2003 o Prius ganha sua segunda versão, e finalmente, e aprovado e consagrado, ganha o título de Carro do Ano na Europa em 2005, e passa a ser fabricado, além do Japão, na China e USA. Mas, vamos aos números… Conforme matéria do The New York Times de 19 de janeiro, assinada por Lawrence Ulrich, “Hybrid Cars Enjoy a Renaissance as All-Eletric Sales Slow” – Híbridos voltam a brilhar e elétricos caem nas vendas… Nos primeiros anos, e alimentando o apetite dos que sofrem da Síndrome de Experimentação, Tesla e demais elétricos ocuparam a cena. Enquanto o pioneiro das últimas décadas, via suas vendas despencarem, o Prius. Agora, nos últimos anos, uma nova realidade. Mesmo tendo comprado 1,2 milhão de veículos elétricos em 2023, com um aumento de 46% nas vendas, e participação de mercado de 7,6%, a grande surpresa foi a performance dos híbridos, que cresceram em vendas em 65%, ultrapassaram os elétricos, aumentando a participação de mercado de 5,5% para 8,0%. Nos comentários sobre os acontecimentos diferentes razões e motivos. Mas, esqueceram-se da principal. Terminada a tal da Síndrome de Experimentação, a compulsão dos que não resistem a uma novidade, estamos ingressando em velocidade cruzeiro. Reencontro com a realidade. Na manifestação dos chamados especialistas, o preço segue sendo a maior barreira dos elétricos, seguido pelas dificuldades e desafios da recarga, e, resistências culturais outras. De verdade, verdade mesmo, todo o contingente de novidadeiros mais que matou sua curiosidade, e a grande maioria das pessoas e famílias que ainda ou querem, ou precisam de um automóvel, decidiu dar um tempo… Enquanto isso, e para alinharem-se junto aos consumidores conscientes e responsáveis, conformam-se com os híbridos. E a produção dos elétricos, despenca… Assim, e por enquanto, Aristóteles vai prevalecendo: “virtus in medium est…”.
Negócio

Quem diria…poder não pode, mas, dá-se um jeitinho… Ou, nas crises vale tudo… Vale?

Tempos de pandemia, e agora, tempos de guerras, ainda que localizada. E assim, como mais que presumível, a economia mergulhando na bagunça e no caos. Um péssimo ótimo exemplo do caos em que estamos mergulhando foi a decisão recente da Ford, americana, já que não há mais nada a fazer: de entregar certos modelos faltando peças não essenciais, e que depois serão colocadas nos carros, quando o fornecimento se normalizar. Durante anos, ou décadas, ou sempre, acreditava-se que um automóvel jamais poderia ou deveria ser produzido ou rodar sem todas as peças previstas no projeto. De novo, mais ou menos, quando a crise engrossa, e dentro de certos limites, pode sim! Em matéria da CNN, NYC, meses atrás, vem a informação que a montadora alertou todos os seus revendedores para que esclareçam os compradores de seu modelo SUV Explorer que, eram capazes de rodar, mesmo inacabados! Assim começou a fabricar o modelo sem os controles dos bancos traseiros para ar-condicionado e aquecimento. É isso, amigos. Tem muita coisa que em hipótese alguma pode, ou, de outra forma, tem muita coisa que definitivamente não pode. Mas, dependendo do tamanho da crise, dá-se um jeitinho. Nada é absoluto e muito menos definitivo. Tá certo?
Negócio

Refurbishing market

Muitos acreditam! Nossa sensação, consultores da Madia, é tratar-se de um dos mais de milhares de eventos da chamada cauda longa. Negócios econômicos de pouca expressão e significado, mas que fazem muito barulho e entusiasmam os ingênuos de toda a ordem. A Ikea, a empresa que reposicionou globalmente o business dos móveis, apostando no design e acessibilidade, anuncia ter aderido de coração e alma, de armas e bagagens o business dos reciclados, dos reformados, ou, como muitos chamam, do refurbishing business. Desde a virada do milênio vem avançando na recompra dos móveis que vendeu a seus clientes. Recupera, e põe para circular, ou seja, vende de novo. E aí, quando a conversa começa, muitos e outros exemplos de importantes empresas que estão apostando na recuperação e revenda dos usados como business. Repito, a Madia, consultoria, acha tudo muito bonito, simpático, socialmente responsável, mas negócio de nicho, de cauda longa, e que não deveria tirar a atenção das empresas de verdade. Mas… as tentações, as luzes, e, assim, Samsung e Apple reformando e revendendo smartphones, Gucci e Bottega Veneta, Grupo Kering, apostando na Vestiaire Collective, um mega brechó instalado e flutuando na digisfera. Tudo muito bonito, tudo muito elogiável, mas, como business…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 27/02/2024

Hoje, atualizando a todos sobre os carros voadores que, em dois anos, começam a mudar a paisagem do mundo, e do Brasil…
butnews

Jan/Fev 2024

BUT PRESS 29JAN/FEV 2024 Como de hábito separamos 10 temas da maior importância, e que se traduzem em lições e aprendizados para todos nós. E no final e sempre, a lição do mês de nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER. O PRIMEIRO ASSUNTO DE HOJE, É, 1 – ERA SÓ O QUE FALTAVA. AGORA NÃO FALTA MAIS Cresce, absurdamente, o número de pessoas com dor nas costas. E para metrificar as dores nas costas a OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE foi atrás e sentenciou, 80% das pessoas no mundo, têm, tiveram ou terão dor nas costas…!!! E os jovens? Também. Nos últimos levantamentos, metade dos homens e mulheres que procuraram solução em seus médicos para a tal da dor nas costas eram pessoas com menos de 50 anos. Isso posto, e embora não mortal, a nova pandemia se chama DOR NAS COSTAS. Não mata, mas dói pra burro… Em entrevista para o jornal O GLOBO, FRANCISCO SAMPAIO JUNIOR, especialista em coluna vertebral do hospital SÍRIO LIBANÊS, disse, “Vivemos uma epidemia de problemas na coluna. Minha geração brincava na rua jogando futebol, pulando amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, piques, e subindo em árvores. As crianças hoje brincam ligadas a milhões de outras crianças espalhadas pelo mundo através de um smartphone, sentada em um sofá ou cadeira de jogo, na pior posição possível… isso posto, a pandemia só poderá ser atenuada se corrigirmos a maneira como nos postamos para usar o celular, tablets e laptops…”. Dentre todas as comprovações sobre o tema, uma das mais creditadas e comentadas aconteceu no ano de 1976 e com cadáveres. Deitados, a pressão dos discos, que funcionam como se fossem amortecedores existentes entre cada vértebra, é de 25. De pé é 100 e sentado 250… Isso posto, quanto mais tempo as pessoas passam sentadas aumenta exponencialmente as chances de terem problemas nas costas… Mas, não para por aí. Tem o tal do pescoço de smartphone. Aquele movimento que todos fazem com a cabeça, 25 graus, para mexer no aparelho… o desgaste vai se revelar, ao invés do a partir dos 60, como era antes dos CELULARES, a partir dos 30… Isso posto, e agora o mal já está consumado, apenas as novíssimas gerações poderão adotar medidas preventivas, todos nós a caminho de um fim de vida abarrotado de dores. Premonitoriamente algumas pessoas, e antes da virada do milênio, já anunciavam o que aguardava pelos cinquentinhas e mais. A tal da IDADE DO CONDOR. Alguns até esboçavam um sorriso de vaidade, CONDOR é um pássaro bonito, elegante… Não era CONDOR pássaro, era COM DOR nas costas e em muitas outras e várias partes do corpo… 2 – ACORDA, JACK DANIEL´S O mais conhecido e admirado uísque Bourbon do mundo, JACK DANIEL’S, diante de seu maior desafio. E tudo começa com um escravo do Tennessee, que ensinou JACK DANIELS a fazer aquele tipo de uísque. Descoberta recente de autoria de uma escritora afro-americana, FAWN WEAVER. Em férias em CINGAPURA, FAWN leu sobre NEAREST GREEN, um escravo que passou a receita do JACK DANIEL’S a JACK DANIELS. Decidiu passar a limpo. Pegou um avião em LOS ANGELES e foi para NASHVILLE. Inscreveu-se em 3 tours na destilaria, e, nada… nada de se falar de NEAREST GREEN… Foi atrás, recorreu a livros, bibliotecas e mais documentações, resgatou a linha do tempo entre GREEN e DANIELS, e concluiu: GREEN não apenas ensinou a ciência e a arte de produzir um determinado tipo de uísque a JACK DANIELS, como foi o primeiro mestre destilador negro dos Estados Unidos, trabalhando para JACK. Conclusão, e devidamente contratada pela destilaria, FAWN segue escrevendo a verdadeira história de um dos uísques mais emblemáticos do mundo. Porém, como diria PAULINHO DA VIOLA, “AI, PORÉM” – sempre tem um porém – … nos ensinamentos de GREEN, para aquela cor e gosto, a presença de um… FUNGO. Isso mesmo, FUNGO. E neste exato momento, o hoje conhecido FUNGO DO ETANOL, mais conhecido como fungo do uísque, é figura presente em muitas destilarias. E a gritaria que repercute e reverbera em todo o mundo localiza-se no CONDADO DE LINCOLN, TENNESSEE. Onde os moradores, cansados e revoltados, reclamam de uma crosta escura que foi tomando conta de residências, carros, placas de estradas, comedouros de passarinho, e tudo o mais que fica ao ar livre. Águas das piscinas, também, cheirando a JACK DANIEL’S… Para envelhecer seu famoso e consagrado uísque, cuja produção não para de crescer, a destilaria precisa construir mais e mais BARRELHOUSES – casas de barris – e que as novas BARRELHOUSES trariam para a cidade – mais de US$ 1 milhão em impostos… E aí instalou-se uma mega confusão. Segue a briga, cresce a fama de JACK DANIEL’S, e mais alguns dias e ninguém fala mais nisso. Mas, e se for uma empresa competente e madura, e consciente do valor de sua MARCA, certamente a JACK DANIEL’S encontrará uma outra forma de envelhecer seu uísque, sem precisar disseminar seu “flavor” por toda a comunidade e vizinhança. Desafio de BRANDING que empresas maduras e consistentes superam com relativa facilidade. 3 – O FIM DOS EMPREGOS Na virada do milênio JEREMY RIFKIN sentenciou, através de um livro emblemático, O FIM DOS EMPREGOS. Quem quiser mergulhar de cabeça no tema dos empregos e tiver fôlego para mais de 900 páginas recomendamos outro livro lançado no ano passado por DOMENICO DE MASI, O TRABALHO NO SÉCULO XXI. E a conclusão é rigorosamente a mesma: o trabalho como um dia conhecemos chegou ao fim. Mais que isso, finalmente caiu a ficha e as pessoas concluíram que ser EMPREGADO é humilhante, e talvez, o último estágio da escravidão. Isso posto, o mundo assiste hoje, devidamente empurrada pela pandemia, o que decidiu-se denominar de A GRANDE RENÚNCIA. RENÚNCIA, e pedido de demissão em massa muito especialmente de jovens que querem ser livres para voar, e, se possível, empreender. Jovens conscientes que ingressamos na SHARING ECONOMY, onde as novas empresas e negócios nascerão mediante parcerias. Muitos negócios com finalidade específica. Os dados de todo o mundo mais que comprovam essa realidade e no Brasil não fica atrás. No ano de 2020 a demissão voluntária bateu os 25,7%. No pós-pandemia, 2022, o percentual bateu em 33%. Especificamente entre os jovens que têm pós-graduação, as demissões superam os 50%. Assim, e no ano passado, 6,8 milhões de brasileiros pegaram o boné e deram adeus às empresas onde trabalhavam. Chega de ser empregado! 4 – TERCEIRIZAR NÃO SIGNIFICA TRANSFERIR PARA TERCEIROS SUAS RESPONSABILIDADES. Se uma empresa confia a outra empresa agir em seu nome, demonstra apenas que foi sensível e responsável na escolha que fez. Apenas isso. Mesmo que todos os atos venham a ser praticados por um terceiro, o são por delegação, ordem e contratação de uma empresa. Em nome dessa empresa. Isso posto, é indesculpável e patético uma empresa alegar ignorância a respeito do que a empresa terceirizada fazia em seu nome. Terceiriza-se a ação, o trabalho, a execução, e até mesmo outras componentes dos negócios. O que é absolutamente interceirizável é a responsabilidade. Assim, faz todo o sentido as punições decorrentes do TAC – Termo de Ajuste de Conduta – assinados pelas vinícolas AURORA, GARIBALDI e SALTON, pelas condições degradantes e inaceitáveis de trabalho aos terceiros contratados em seus nomes, pela prestadora de serviços FÊNIX. Falando em nome de sua empresa, 72 horas depois, MAURICIO SALTON, declarou, “Fica certamente uma mancha que nunca será esquecida. Como vamos demonstrar integridade e boa-fé para as pessoas a partir de agora? Nossas próximas ações vão demonstrar o quanto vale a pena dar voto de confiança para a empresa. Foi uma falha dolorosa, não poderia ter acontecido… mas acredito que o tempo trará a resposta se nossos consumidores voltarão a confiar na gente. Esse julgamento não cabe a mim fazer…”. 5 – A VELHA PERGUNTA DE SEMPRE QUE DE TEMPOS EM TEMPOS VAI EMBORA, MAS, DEPOIS, VOLTA: “DINHEIRO TRAZ FELICIDADE?” CHRYSTINA BARROS é uma pesquisadora brasileira, certificada e especializada em FELICIDADE, pela Universidade de BERKELEY, USA, e que agora em sucessivas entrevistas à imprensa brasileira vem colocando novos e sensíveis temperos ao tema. Numa entrevista para ROBERTA JANSEN do ESTADÃO, por exemplo, disse que,  “FELICIDADE é um fenômeno individual, da pessoa, um saldo de que, na sua avaliação, a vida vale a pena. Vai ter tristeza, desespero, todas essas emoções, mas a questão é o saldo. O ranking da felicidade da Organização Mundial da Saúde considera ainda outros fatores para a FELICIDADE, como seguridade social, saúde, percepção de corrupção e liberdade para escolhas. A economia precisa fazer parte dessa equação. Muita gente fica buscando na filosofia argumentos que romantizam a pobreza. É hipocrisia deixar a economia de fora…”. Segundo CHRYSTINA BARROS, e do ponto de vista neurológico, a felicidade é um evento químico, uma série de substâncias que promovem uma sensação de bem-estar. A felicidade é uma tempestade elétrica, mediada por substâncias químicas, que a gente inclusive pode reproduzir através de exercícios físicos, por exemplo…”. E conclui, a pesquisadora brasileira, que, “A felicidade é tudo o que a humanidade almeja. Mas não é só por isso. Para termos o perfeito funcionamento das instituições, as pessoas precisam estar felizes. Pessoas felizes movem o mundo, não o contrário. A busca pela felicidade deveria nortear as políticas públicas. Mais que provado que pessoas que trabalham em ambientes melhores são mais felizes, geram experiências melhores para seus clientes. Os clientes, por decorrência, aumentam seu apreço em relação a marca, o que significa melhores resultados para as empresas”. E sobre e se o DINHEIRO TRAZ FELICIDADE, CHRYSTINA disse, “O dinheiro sozinho não traz felicidade. Mas é condição fundamental para garantir as precondições para uma vida feliz. SEM DINHEIRO NÃO DÁ PARA SER FELIZ…”. E incluiria nesta última declaração de CHRYSTINA a contribuição definitiva de TOM JOBIM, numa das músicas brasileiras que segue correndo o mundo, a canção WAVE, onde o maestro soberano diz, “É impossível ser feliz sozinho”. Isso posto, e somando a pesquisadora ao maestro, concluímos que, “SEM DINHEIRO NÃO DÁ PRA SER FELIZ, LEMBRANDO SEMPRE SER IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO”… E, a receita para ser feliz, segundo TOM, é uma palavrinha, pequena, de 4 letras, e tem poder de mudar a vida de todos para melhor: AMOR. “Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”. 6 – inDRIVE, OU, ESTRATÉGIA SUICIDA Uma nova empresa – inDrive – de origem russa e com sede nos Estados Unidos, no concorrido mercado de aplicativos de automóveis, onde a empresa referência, sinônimo e inventora desse território denomina-se UBER. Hoje, presente em 48 países, e que diz ser hoje o Brasil seu quinto maior mercado, e onde está desde o final de 2018 começando pelos estados do nordeste. E agora concentra seu foco no RIO DE JANEIRO. Os carros que aderirem a proposta da empresa têm um adesivo inDRIVER na porta do motorista e outro – OFFER YOUR PRICE – faça sua oferta – na porta do passageiro, estimulando os passageiros a barganharem com os motoristas… E para crescer depressa, ainda dá uma grana aos motoristas. Tem um caixa recém levantado de US$ 150 milhões para bancar essas extravagâncias… Chegou tarde demais, em primeiro lugar. E, depois, é das piores estratégias a de – para crescer – comprar mercado… Vai ficar pelo caminho… Tudo errado. Os recém US$ 150 milhões captados vão virar pó… 7 – CONSELHOS? PARA QUÊ? Conselhos de verdade, formado por sêniors, especialistas, seres humanos que têm uma contribuição de verdade para oferecer e entregar, segue sendo da maior importância para as empresas. Desde que, claro, esses conselheiros tenham, além do conhecimento adquirido e somado no correr de suas trajetórias, preservando-se atualizados, e absolutamente inserido nas novas realidades de um MUNDO NOVO e disruptado pelo tsunami tecnológico. Essa é a premissa e o pressuposto. E de certa forma é isso que se constata nas empresas privadas. Já nas empresas públicas ou sob controle do Estado isso é uma ficção. A última e irrelevante questão que se coloca é se o escolhido, se o conselheiro, tem de verdade conselhos para dar no negócio específico de cada estatal. Tudo o que se leva em consideração são as negociações e barganhas de apoio, cujo pagamento é oferecer um assento no conselho de uma estatal. Pergunta, pra que servem os conselhos das estatais? Objetivamente, para nada que tem a ver com os verdadeiros conselhos. Ou se regula de verdade todo o processo ou, melhor acabar com esses conselhos. Na situação atual a única certeza que existe é que nós, cidadãos e contribuintes seguiremos pagando a conta de todas essas negociatas e barganhas. 8 – ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL… Foi-se o tempo que as pessoas, nós, brasileiros, tínhamos tempo para parar, ler ou ouvir, que precisávamos migrar para uma alimentação mais saudável. Continuamos, imagino, absolutamente convencidos da importância de revermos nossos hábitos de alimentação. Mas, e para tanto, duas condições fazem-se necessárias: tempo, e, dinheiro, não necessariamente pela ordem. E assim seguimos ingerindo alimento, para nos preservarmos vivos, ainda que não necessariamente da melhor forma possível. Em quantidade, em qualidade, e, velocidade, também. Quase sempre, engolindo antes da mastigação mínima necessária. O instituto KANTAR divulgou recentemente os resultados de suas pesquisas e monitorias sobre hábitos alimentares em sete das principais regiões metropolitanas do país. No período imediatamente anterior a pandemia, 2019, e no ano retrasado, final de pandemia, 2022. Os grandes números revelam que, – Parcela expressiva dos brasileiros trocou o tal do prato feito, de antes, para um salgado pronto. De 11 milhões de unidades por dia de salgados de 2019 para 15 milhões em 2022. Enquanto os pratos prontos caíram de 7 para 4 milhões. E na terceira posição, entram os salgadinhos em pacote que saltaram de 4 para 5 milhões. Mas, e ainda, o maior quebrador de galhos e engana fome seguem sendo os snacks doces, que mantêm a liderança disparada, e ainda ficam na primeira colocação somando-se os pratos prontos, os salgados, e os salgadinhos de pacote. Os snacks doces, ou apenas doces como a maioria dos brasileiros chama, totalizaram 33 milhões por dia em 2019 e 34 milhões em 2022. A falta de tempo e de dinheiro é de tal ordem que o tal do SALGADO PRONTO – tipo coxinha – hoje é mais consumido do que sanduíches e pizzas… Todos os dias, em milhares de esquinas do Brasil, nas madrugadas das cidades, pessoas reúnem-se ao redor de bancas de café da manhã, onde tomam um café, um pingado, comem uma fatia de bolo, uma tapioca, e conversam e reencontram-se com os mesmos amigos de ontem e de amanhã. É por onde começa o dia de milhares de brasileiros, e assim seguirá enquanto não mudarmos de vez a história de nosso país. Sim, precisamos nos alimentar melhor… 9 – DO DOUTOR GOOGLE AO DOUTOR CHATGPT Primeiro dia da SXSW – SOUTH BY SOUTHWEST, auditório de dois mil lugares no quarto andar do Centro de Convenções de Austin. No palco, GREG BROCKMAN, trinta e poucos anos, cofundador e presidente da OpenAI, empresa dona do ChatGPT e Dall-E. Lotação mais que esgotada. Diante de uma indisfarçável tensão na e da plateia, GREG começa a falar. Silêncio. E, para descontrair decide contar uma história. “Minha mulher teve uma doença misteriosa, foi a vários médicos ao longo de três meses até descobrir o que era. Aí eu fiz um teste no ChatGPT, sinalizando os sintomas e perguntando o que poderia ser. Recebi como resposta algumas opções e a segunda era a correta… não, definitivamente, não pretendemos substituir os médicos…”, e o silêncio, que já era grande, ainda aumentou. No final da entrevista, e com as pessoas já saindo, GREG retomou o microfone e para tranquilizar a todos, disse, com calma e sensibilidade, “Nosso objetivo, ao fundar a OpenAI em 2015, à época sem fins lucrativos, foi justamente de direcionar o potencial da inteligência artificial para amplificar as capacidades humanas… Não se trata de substituir funções ou capacidades humanas, mas, potencializá-las…”. Quase todos, retiraram-se aparentemente tranquilos. Mas, à noite, e recolhidos, foi difícil, quase impossível, pegar no sono… 10 – MORTE EM MOEMA A situação de descalabro do Estado Brasileiro é, simplesmente, brutal. Nós, cidadãos e contribuintes, que mantemos esse monstro incompetente, temos sido omissos, covardes, ou, irresponsáveis. Cada um escolhe e veste sua carapuça. Por omissão, ou covardia, ou incompetência crônica, contribuímos duplamente – por dinheiro e falta de cobrar como deveríamos – para que esse SERVIDOR PÚBLICO que deveria ser o ESTADO BRASILEIRO, tenha chegado ao pior nível de toda a sua existência. E nos custa mais de 40% de tudo o que produzimos. CHEGA! E agora, e com o novo governo, há mais de dois meses que esse ESTADO PAQUIDÉRMICO só faz crescer mais e mais. Para inaugurar o novo governo a primeira MP – Medida Provisória 1154/23 aumentou o número de ministérios. E no festival de barganhas em busca de apoio na Câmara e o Senado, executivo e legislativo brincam com o dinheiro dos impostos que pagamos de uma forma sórdida e criminosa. Enquanto isso, e para a revolta de todos, uma senhora de 88 anos morreu afogada num dos pontos mais nobres da cidade de São Paulo. No bairro de Moema, na rua Gaivota. Desde o ano de 2016 seguia um inquérito instaurado pelo Ministério Público para investigar as inundações da RUA GAIVOTA, esquina com IBIJAÚ. E nada foi feito. E assim, dezenas de pessoas, sem nada poderem fazer, testemunharam o afogamento de uma senhora que desesperadamente pedia socorro em Moema… É isso, amigos. Um ESTADO que nos custa mais de 40% de tudo o que produzimos e é incapaz de cuidar de nossas vidas minimamente. Vamos continuar aceitando essa absurda realidade? Enquanto isso mais e novos ministérios são criados, e novos impostos considerados, além do aumento de alíquotas em alguns dos já existentes. E agora, a lição de nosso adorado mestre e mentor PETER DRUCKER desta edição dupla de JAN/FEV 2024 Hoje, nosso adorado mestre recomenda todos os cuidados em relação aos impulsos que recorrentemente ocorre em nossas vidas, e nas organizações, também. Seguramente o pior momento ou condição para se decidir o que quer que seja. Diz o mestre, “Em toda organização administrada por impulsos, ou as pessoas negligenciam suas tarefas para poder seguir o impulso do momento, ou organizam-se tacitamente para sabotar coletivamente o impulso. Tal qual a “administração por gritaria e ameaças”, a administração por impulsos é uma admissão de incompetência. Sinal de que a administração é incapaz de planejar e definir com precisão o que espera de seus gestores e colaboradores”.
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Diário de um Consultor de Empresas – 24, 25 e 26/02/2024

O redimensionamento do negócio da aviação comercial decorrente do tsunami tecnológico, e da redução substancial dos voos a negócios.