Autor: Francisco Madia

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Diário de um Consultor de Empresas – 24, 25 e 26/07/2021

DILEMAS E DESAFIOS DOS COMANDANTES. O que o Grupo Casino deveria fazer é consertar seus erros, e jamais descaracterizar seu maior acerto, Pão de Açúcar. Mas…
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Diário de um Consultor de Empresas – 23/07/2021

CONDO-HOTÉIS: Tudo o que desejavam e queriam era ganhar um rendimento mensal. Tudo o que tem hoje é mais uma despesa mensal. E o valor investido encolheu para próximo de zero.
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Diário de um Consultor de Empresas – 22/07/2021

COM A CABEÇA NAS NUVENS… QUASE SEMPRE. Parcela expressiva dos empresários brasileiros tem como maior sonho comprar e pilotar um avião… Até hoje não se encontrou uma explicação minimamente razoável sobre…
Negócio

Apostas arriscadas, ou, o certo na hora errada

Vez por outra, algum grande empreendimento imobiliário na cidade de São Paulo gera grandes expectativas e provoca impacto colossal. Décadas atrás, anos 1970, o Portal do Morumbi, do visionário Alfredo Mathias, afrontou tudo o que se sabia sobre imóveis residenciais. Insinuou o conceito de condomínio clube. O projeto certo muito antes de seu tempo. Levou quase duas décadas para ser vendido, criou problemas para seu financiador Unibanco, e 20 anos depois era o empreendimento mais cobiçado, valorizado e imitado da cidade de São Paulo. Tornou-se benchmark, referência, e centenas de condomínios clubes multiplicaram-se pelo Brasil. O mesmo aconteceu recentemente com o empreendimento da vida da Tecnisa, o Jardim das Perdizes. Que, infelizmente, começou sem necessidade diante da qualidade do empreendimento, fazendo uma lamentável gambiarra. Localizando, nos anúncios e comerciais, no simpático e valorizado bairro de Perdizes, rebatizado de Nova Perdizes, um empreendimento que de verdade está localizado num bairro mais emblemático ainda, e de maiores tradições, a mais que querida e legendária Barra Funda. Costumavam dizer nossos avós que quem renega os seus degenera, e aparentemente isso aconteceu com o Jardim das Perdizes. O empreendimento certo, que por, e fatalidade, decolou na hora errada. E quase arrastou a Tecnisa junto. E no ano passado, 2020, e finalmente, um mega empreendimento engasgado há mais de 10 anos, finalmente é lançado. Sob a denominação de Parque Global. Um terreno gigantesco, na Marginal Pinheiros, de 121 mil metros quadrados, com um VGV – valor geral de vendas – que totalizará, caso se realize, R$ 8 bilhões. Cinco torres residenciais, shopping center, mais complexo de saúde, mais hotel, assinado e sob a responsabilidade do Grupo Bueno Netto, com uma série de importantes parceiros. Ameaçou decolar em 2013, as primeiras torres residenciais foram lançadas, mas o empreendimento foi embargado. Dois elevadíssimos riscos no empreendimento. Não pela magnitude. O primeiro, conjuntural, chega ao mercado exatamente em meio à pandemia. O que, em nosso entendimento, coloca em questão e muito a localização do mega terreno. Na Marginal Pinheiros, a poucos metros do rio poluído, e com permanentes reclamações das torres vizinhas sobre as nuvens de pernilongos e outros insetos. Ainda que a prefeitura prometa um rio limpo e navegável até o final de 2022. Mas a segunda, e mais preocupante de todas, a estrutural. Um mundo novo em processo de construção, devastado pela disrupção tecnológica, e onde esse tipo de empreendimento tem tudo a ver com o passado, e nada, absolutamente nada a ver com o futuro. Das empresas, das famílias, e dos viajantes e turistas. Tomara, pela dimensão do empreendimento, que nós, consultores da MADIA estejamos enganados em colocar tantas dúvidas sobre um eventual sucesso do Parque Global. A propósito, o naming, a denominação escolhida, não faz jus à ambição do empreendimento.
Negócio

O Caso Cyrela, ou, o peixe é pro fundo da rede…

No ano passado, exatos 10 dias depois da entrada em vigor da novíssima LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – o primeiro caso na justiça. O Caso Cyrela. Que, assim, entrou para a história como um dos primeiros, e abrindo uma inundação de ações decorrentes da nova lei. No dia 29 de setembro, a Cyrela foi condenada pela juíza Tonia Yuka Koroku, da 13ª vara civil do Foro Central de São Paulo, a indenizar por danos morais um de seus clientes, em R$ 10 mil. Segundo a juíza, a privacidade do cliente, garantida pela lei, não foi respeitada! Em sua sentença, escreve, “dias após a compra do imóvel o cliente foi assediado por diversas empresas pelo fato de ter firmado contrato de compra de um apartamento com a Cyrela. No contrato que assinou a única previsão para utilização de seus dados era de incluí-los em cadastro positivo e em seu benefício, e não compartilhar com dezenas de fornecedores como instituições financeiras, consórcios, empresas de arquitetura, decoração e construção, financiamento de mobiliário, e muito mais…”. Na sentença, uma multa de R$ 10 mil, e mais R$ 300,00 a cada contato indevido… A sentença traduz um dos grandes dramas que viveremos em todos os próximos meses e anos, até que a justiça, os magistrados, as pessoas, todos nós, entendamos os verdadeiros alcances e possibilidades – quase que infinitas – da inteligência artificial. Assim, a decisão é, no mínimo, ingênua. A própria reclamante, sem se dar conta, e no entusiasmo pela compra realizada, compartilhou sua alegria, felicidade e emoção com amigos e parentes, ainda na rua e entrando no carro, por seu celular, no momento seguinte à assinatura do contrato. 99,9% de probabilidade, de ter sido ela quem estimulou a inteligência artificial a colocar pelo seu caminho, anúncios de infinitos fornecedores que compraram esses serviços de publicidade ao Google e redes sociais. No mundo analógico e real, e como dizia a música antiga de Herivelto Martins, gravada por sua mulher na época, Dalva de Oliveira, “Seu mal é comentar o passado, ninguém precisa saber o que houve entre nós dois…” e concluía, “o peixe é para o fundo das redes, segredo é pra quatro paredes…”. No mundo de hoje, com a digisfera, o peixe não é mais para o fundo da rede, muitas vezes são apanhados com as mãos quando criados em cativeiro, sem precisar de redes e anzóis, e o segredo é uma impossibilidade quase que absoluta. Lembrando à juíza como terminava a música “primeiro é preciso julgar – de verdade e com conhecimento e sensibilidade – pra depois condenar…”. De qualquer maneira, tudo é muito novo, e ainda infinitas barbaridades pontificarão nos próximos anos… Assim, todos nós nos acostumando… E, aprendendo…
Negócio

Cenas da pandemia, ou, brigando por migalhas

Na falta de passageiros, com aviões parados, e considerando que carga não usa máscara e nem precisa de distanciamento e álcool em gel, as empresas aéreas brasileiras tentaram ganhar algum tempo, enquanto não conseguiam vislumbrar nenhuma outra alternativa. E partiram para a dolorosa decisão de converter aviões magnificamente preparados para o transporte de passageiros, em… Cargueiros. Isso mesmo, aviões de carga! As três – Latam, Gol, Azul – recorreram a esse expediente não como única e derradeira alternativa para melhorar os ganhos, mas e apenas para… Tentar atenuar os prejuízos. A Latam encostou alguns de seus Airbus A321 com capacidade para 220 passageiros, e apenas duas toneladas de carga, e colocou para descansar, e, simultaneamente, reabilitou Boeings 767 com capacidade para até 238 passageiros, mais 20 toneladas de mercadoria. E ainda, transformou um avião maior, um Boeing 777 com capacidade para 379 passageiros, retirando todas as poltronas… Convertendo uma espécie de “joia”, exagerando, claro, numa carroça, ou, “galinheiro”. O mesmo procedimento adotou a Azul. De seus 40 A320, que utilizava para o transporte de passageiros, 12 viraram cargueiros… E a Gol, sem muita margem de manobra pela proibição de retomar os voos como os 737 MAX, procurou oferecer serviços complementares no transporte de animais, e na guarda de mercadorias. Mais ou menos assim. Ou, nem no mais terrível dos pesadelos poderiam imaginar que passariam por essa dor, por esse constrangimento. Sentaram-se numa mesa, choraram todas as lágrimas possíveis, e no momento seguinte entregaram além dos anéis, os dedos das mãos, os dos pés, um dos braços, uma orelha, e a ponta do nariz. Na tentativa lancinante de manterem o negócio vivo. Sem nenhuma perspectiva de verdade, de alguma recuperação consistente, pelos próximos três anos. Em tempos de pandemia, nem mesmo se sorri. Chora-se e lamenta-se. Com maior ou menor intensidade. Nunca, como hoje, expressões desgastadas e típicas de momentos de gravíssimas crises e desespero, tomam conta de toda a cena e são repetidas à exaustão como hoje… Expressões, como: “Derrota é uma bebida amarga apenas para os que se conformam em tomá-la”; Ou, “Mais vale acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão”; Ou, “A coragem e a fé removem montanhas”; Ou, “Coragem é enfrentar, e não permanecer parado fingindo resistência quando o que se tem, mesmo, é medo”; Ou, “Prefiro fabricar e vender lenços a permanecer parado chorando”; Ou, ainda, “Deus ajuda quem cedo madruga”; Ou, “É no momento mais escuro da noite que o sol prepara-se para nascer…”. Cada um dos players das diferentes cadeias de valor e especializações escolheu a sua preferida. Era, ou foi tudo o que tínhamos para os primeiros meses de pandemia. O caos era de tal ordem que ninguém sabia exatamente por onde começar. Muitos acreditaram ter aberto a porta de saída, mas… Estavam mesmo mergulhando mais fundo ainda.
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Diário de um Consultor de Empresas – 21/07/2021

TESTE A CEGA, ou, TESTE CEGO DE PRODUTOS. WHO CARES? Mas, continuam sendo feitos…
videos41anos

Vídeo 20

Hoje o 20º episódio desta série de 41 ANOS da MADIA, série onde procuro me somar a todos os brasileiros que querem, buscam e acreditam na possibilidade e necessidade de construirmos um NOVO BRASIL. Finalmente, um BRASIL DE VERDADE. Hoje comento sobre o assalto que “nossos representantes” praticaram na madrugada de Brasília aumentando pornograficamente o fundo eleitoral, e o malogro monumental do penúltimo país socialista do mundo, Cuba.
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Diário de um Consultor de Empresas – 20/07/2021

DE CADA 10 CARRINHOS DE COMPRAS NO DIGITAL, 7 SÃO ABANDONADOS NO MEIO DO CAMINHO POR COMPRADORES ASSUSTADOS. Na pandemia, e diante da necessidade, uma pequena queda nesse número.
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Diário de um Consultor de Empresas – 17, 18 e 19/07/2021

PREPAREM-SE, brevemente FEICE, ZAP, INSTA e demais redes sociais na versão paga. Ou nossas vidas devassadas e expostas ao mundo e aos bandidos de todo o gênero… Um mergulho sem volta a DEEP WEB… Lembram, não existe “free lunch…”