Autor: Francisco Madia

Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 21/10/2021

ASCENSÃO, CONSISTENTE E VIGOROSA, E QUEDA, INSUSTENTÁVEL, DE UM DOS MELHORES GESTORES DO VAREJO NO BRASIL: NOEL PRIOUX. Fez, em seus poucos anos no comando, do CARREFOUR, uma gestão de grande e comprovado sucesso. Mas não conseguiu prevenir e evitar duas crises de imagem devastadoras. E hoje, isso é mortal.
Negócio

Imagineering, a melhor aula sobre inovação

Em todos os processos de consultoria que realizamos através da MADIA − mais de 1.200 para mais de 500 empresas e mais de 3.000 marcas −, em algum momento nossos clientes pediam exemplos e “cases” que melhor traduzissem o que é, de verdade, inovação. E o que é ser, desde a origem, uma empresa inovadora. Inovadora por gênese, desde sua concepção e nascimento. Ou, e se assim não nasceu, como induzir-se uma cultura de inovação na empresa. Em 40 anos realizamos mais de 500 palestras sobre o tema Inovação, construímos centenas de “cases”, e na plataforma Perennials da MADIA − um trem que leva profissionais e empresas do passado e do presente para o futuro sem necessidade de baldeações −, todos os dias, existem centenas de “cases”. Mas agora, e finalmente, temos um dos melhores exemplos de todos os tempos à disposição de profissionais, empresas, e de todos nós. E que mais que recomendo como programa de final de semana. Encontra-se na plataforma de streaming da Disney, a Disney+. Se você detesta streaming, televisão e tudo mais, mas tem consciência de que ou sua empresa Inova, permanentemente, ou Morre, assine o Disney+ por uma semana, é de graça, e assista a série Imagineering várias vezes. No final da semana, e nos outros dias, também. Muitos nos perguntam sempre, como a Disney conseguiu fazer o que fez, chegar onde chegou, e preservar-se viva e relevante? Outros jamais pararam um único segundo para pensar sobre as toneladas de inovação, repetimos, toneladas de inovação que existem atrás e suportando cada uma das centenas de brinquedos dos parques da Disney Imagineering. Inovação em todos os detalhes. Antes de colocar seu sonho em pé, Walter Elias Disney da cidade de Hermosa, Chicago, Illinois, de 5 de dezembro de 1901, criou a fábrica. A fábrica de sonhos. A fábrica de inovações. A Imagineering. Um bando de malucos, irreverentes, irresponsáveis, alucinados, que nasceram fora da caixa. E que jamais podiam envolver-se com o dia a dia. Ganhavam para delirar, para sonhar, para dedicarem 24 horas por dia de todos os dias de suas vidas em busca do segredo de entregar felicidade para os Convidados − lembram a Disney não chama seus clientes de clientes, e sim convidados, Be Our Guest! É isso, amigos. Temos mais e muitos anos difíceis pela frente e em função das crises conjunturais. A da economia brasileira e a da pandemia, e a maior crise estrutural da história do mundo moderno, a do tsunami tecnológico. Que é do bem, mas que provoca e exige mudanças. Assim, se você vai ter algum tempo livre neste final de semana e enquanto aguarda pela vacina, por favor, em benefício de sua empresa, do seu negócio, sucesso, vida, felicidade, aceite nosso conselho. Passe este final de semana assistindo todos os capítulos do Imagineering. No mínimo duas vezes. Você amanhecerá uma outra pessoa na segunda-feira. Melhor, muito melhor. E mais que uma brisa, um tufão do oxigênio e da energia de inovação, capacitará sua empresa e negócios para mais e muitos anos, décadas mesmo, de vida.
Negócio

Um novo Guilherme Benchimol

Do início para este final de década, Guilherme Benchimol, XP, não se reinventou, e, aparentemente, por seu comportamento, também não amadureceu. Evoluiu na medida em que seus planos deram certo, e agora passou a ter um discurso consistente com a posição e seguranças alcançadas. Durante anos ficou urrando aos quatro cantos que os bancos enganavam seus clientes, e recomendando que todos nós “desbancarizássemos”. Mais adiante, ele, Guilherme, e seu XP, contrariando e negando o que recomendou aos outros durante anos, ele e seu XP… Bancarizaram! De forma ostensiva e escandalosa, aceitando o dinheiro do Itaú. Façam o que falo, não façam o que faço… Ou, e quase que a dizer, “esqueçam o que disse e recomendei!”. Meses atrás o Itaú distanciou-se mais da XP, depois de vender uma pequena parcela de sua participação. Mas, e no meio do caminho, e compatível com suas conquistas, Guilherme Benchimol foi atenuando seu discurso, agregando graus de elegância e empatia, sem jamais perder de vista suas convicções. No início da década falava como guerrilheiro, agora fala como vencedor. E seu novo discurso, assim, fica mais palatável e merecedor de muitas, novas e poderosas adesões. Hoje Guilherme diz, “Não tenho nenhuma preocupação com a saída do Itaú. Minha preocupação única é com a XP. Fazer com que o negócio fique melhor, funcionários se sintam realizados, e clientes satisfeitos − nossos acionistas são consequência disso”. E é isso mesmo. Acionista de verdade é aquele que acredita que seus dividendos serão cada vez melhores e mais generosos, na medida em que o negócio vá bem, que os funcionários estejam engajados e comprometidos, e, por decorrência, clientes felizes e recompensados pela escolha. Quando isso acontece a empresa vai bem e os dividendos crescem. Mas, disse também, e continua apontando o dedo: “O Brasil ainda tem tarifas abusivas para clientes que investem da forma tradicional. É fácil falar que você é focado no cliente, mas quem é focado no cliente, de verdade, não explora o cliente cobrando taxas exorbitantes.” Sobre o futuro da XP – “Dá para fazer uma transformação muito maior nos próximos anos − e é isso que continuaremos buscando. Temos mais cientistas de dados do que banqueiros…”. Perguntado se a movimentação do Itaú surpreendeu, Guilherme Benchimol respondeu: “A única coisa que me surpreende é quando a empresa não vai bem. Qualquer outra coisa que não diga respeito a empresa não me surpreende. Não é o rabo que abana o cachorro. Não é um acionista entrar e sair que faz a empresa ficar melhor ou pior. O que me preocupa é se nossos números estão crescendo, as receitas evoluindo, e os clientes satisfeitos…”. Ele, Guilherme Benchimol, o novo banqueiro brasileiro, revelando maturidade, sem jamais perder ambição, energia e vitalidade. Aproximando-se do que um dia disse Che Guevara, claro em outra situação e realidade. “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamais”. Assim, Benchimol segue batendo forte e pesado, mas, e agora, com uma dose de ternura e maturidade. Sem exagero, claro. O sucesso melhora as pessoas? Talvez, alguns, excepcionalmente…
Negócio

2021/2030, uma década para dar uma ordem geral na bagunça

A última vez que isso aconteceu foi em 1944, na cidade de Bretton Woods. Ao lado da OMS, em breve, a OMD, Organização Mundial de Dados. E até o final de 2022, a implosão das big techs. Mais que na hora. Temos comentado com vocês que não dá mais para postergarmos, as carências monumentais de regulação mais que necessárias para um ambiente digital, que cada dia mais se integra ao analógico convertendo-se num único ambiente, e diante dos elevados riscos que isso traz a sociedade. Mais ou menos como se tivéssemos nascido milhões de séculos atrás com apenas o lado direito do corpo. E a partir da virada do milênio, agregássemos à parte original, o outro lado. Analógico e digital integrados em um único corpo ou ambiente. Com todas as limitações, cansaços, patologias do lado direito do corpo pelos milhões de anos de vida, e nenhuma do lado novo, o esquerdo, que está praticamente saindo da maternidade depois de 20 anos desde seu nascimento. Essa linha de pensamento que nós, consultores da MADIA, temos defendido e ponderado no correr desses primeiros 20 anos e desde o nascimento do ambiente digital, a cada dia que passa vai encontrando manifestações semelhantes em todos os países do mundo. Semanas atrás, John Thornhill, editor de Inovação do Financial Times, publicou importante artigo sobre o tema. Segundo Thornhill, encontramo-nos na iminência de um crash tecnológico. Diz ele, “A tecnologia tem sido uma ferramenta indispensável da nossa reação à pandemia, e as decorrentes quedas na economia. Os médicos, por exemplo, socorrem-se da telemedicina, as crianças das aulas a distância, e bilhões de pessoas fazendo compras, trabalhando e comunicando-se a distância. Mas, se não tomarmos todos os cuidados mais que necessários, nossa dependência ampliada em relação a tecnologia poderá magnificar ao invés de minimizar, a próxima crise mundial. Nosso uso onipresente da tecnologia já superou e em muito nossa capacidade de administrá-la de modo seguro. Se não melhorarmos nossos regimes de segurança, governança e marcos regulatórios, permaneceremos alarmantemente vulneráveis à mutilação da infraestrutura essencial, por má intenção, ou, espontaneamente. Estamos às vésperas de um colapso tecnológico.” Assim como alguns outros pensadores vêm sugerindo, Thornhill propõe a criação de uma espécie de OMS de dados, uma OMD − Organização Mundial de Dados. Nós, consultores da MADIA, acreditamos que é necessário uma medida bem maior e estrutural, considerando que desde 1944 o mundo não se reúne para dar uma ordem na bagunça. Na que já existia e precede o nascimento do ambiente digital, e a qual eclode agora de forma magnificada em decorrência do ambiente digital. Nossa recomendação é a convocação de uma nova Bretton Woods, reunião dos países que aconteceu no final da Segunda Grande Guerra, para da uma ordem na bagunça depois de duas guerras, da quebra da bolsa, de recessões e tudo o mais. E nessa reunião, e um dos temas principais, a criação da OMD – Organização Mundial de Dados. Ou seja, amigos, se muitos de nós, de dez anos para cá paramos de dividir o mundo como se fosse dois – analógico e digital – hoje não há nem mesmo como considerar essa possibilidade. Os 20 anos que separaram analógico e digital chegaram ao fim. O corpo é único e precisamos, urgente, equalizar seu funcionamento. Antigo e novo num mesmo espaço não para em pé, não sobrevive. Muito especialmente que parcela expressiva das coisas se superpõe. E a fragilidade do velho escancara-se. Apenas, ou, tudo isso. Próximo…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 20/10/2021

ATAQUE-SE, ANTES DE SER ATACADO. Antes que seus concorrentes ataquem seus negócios, antecipe-se. Antes que seja tarde demais e seu negócio torne-se irrelevante.
videos41anos

Vídeo 33

Nesta série comemorativa dos 41 anos da MADIA, procuramos refletir com todos vocês sobre a necessidade mais que urgentíssima de darmos um jeito neste velho Brasil, e depois de 520 anos. De nos tornarmos um país de verdade, de nos convertermos num NOVO E MODERNO BRASIL. Hoje comento sobre o que aconteceu com o mundo desde o final da 2ª Grande Guerra, falo sobre o emblemático ano de 1968, e que a receita para planejarmos o futuro é recorrer ao que os índios tem nos ensinado no correr dos séculos.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 19/10/2021

ELE, RUBENS MENIN, O EMPRESÁRIO DA ATUALIDADE. E dois de seus pensamentos sobre o “envelhecimento do capitalismo” e o “estágio” em que nosso país se encontra.
1
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 16, 17 e 18/10/2021

BIT ACELERADO. De uns tempos para cá, tudo corridinho. Das aulas à distância, a filmes no NETFLIX. É bom? Depende pra que, e para quem. Voltamos, muitos, aos tempos do cinema mudo.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 15/10/2021

Todos comemorando o desempenho espetacular da indústria farmacêutica. Vendas e resultados extraordinários, sendo aplaudidos pela imensa maioria das pessoas. Salvaram vidas e abreviaram anos de agonia e sofrimento.
Negócio

Sharing Economy, ou, você me paga com uma parte do que você economiza

Talvez o mais simpático e menos reconhecido dos heróis da nova economia, o parceiro trabalhador de Steve Jobs, Steve Wozniak, que era capaz de trazer para terra e viabilizar os sonhos de Jobs, que projetou o primeiro computador pessoal da história, Apple, 1976, e que deixou a empresa em 1985, retorna a cena e com tudo. Mais que um novo negócio, mais que uma nova empresa – e em verdade tem os dois também −, introduz um novo modelo de negócio sob o viés econômico, e que provavelmente será um dos modelos que prevalecerá na Nova e Sharing Economy. Economia por compartilhamento. De certa forma, isso acontecia nos velhos tempos, quando proprietários e plantadores dividam os resultados das colheitas. No novo modelo de Wozniak, e em sua revolucionária empresa Efforce, uma espécie de companhia de investimento, ou uma espécie de marketplace que fomenta e apoia projetos de energia renovável – eólica, solar, biomassa, entre outros –, viabiliza-se dividindo com seus clientes o que economizam com essa nova possibilidade. No mês de setembro de 1952, a primeira máquina de Tetra Pak do mundo era entregue a seu primeiro cliente, uma empresa do setor de laticínios. Fundada no ano anterior, como subsidiária da Åkerlund & Rausing, uma companhia de embalagens de papelão fundada no ano de 1929. Da cabeça do gênio Ruben Rausing, que sempre dizia, “fazer algo que nunca foi feito antes é bem difícil”. Queria porque queria fazer uma embalagem que fosse melhor e mais econômica do que as tradicionais de papelão e vidro. E o mote que o guiava era o seguinte, “Não importa o quanto custe uma embalagem se economizar mais do que custe”. E assim nasceu a Tetra Pak. Na cabeça de Wozniak, um pensamento semelhante, e, de certa forma, derivado, e que dá um forte e decisivo empurrão na sharing economy: “O preço de minhas diferentes fontes de energia é uma parte do que sua empresa economiza e dos benefícios que traz para a humanidade”. Ele, gênio calmo e generoso, Steve Wozniak…