Autor: Francisco Madia

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Diário de um Consultor de Empresas – 29/04/2021

Francisco Madia comenta sobre A TOLICE DOS “TESTES CEGOS”. Você coloca máscaras nos olhos para beber vinho? Você apaga as luzes para tomar vinho? Os tais dos críticos e supostos especialistas acreditam que sim…
Negócio

Natura, um relatório de administração inusitado

Era grande a expectativa. Como a Natura & Co divulgaria seus resultados referentes ao ano de 2019. Onde, e pela primeira vez, de forma mais tranquila e consolidada, poderia apresentar não apenas os números dos balanços de Avon, Natura, The Body Shop e Aesop, como também e principalmente, o que essas quatro grandes empresas têm, ou, passam a ter em comum. E o relatório mais que correspondeu. Numa das páginas de um caderno dos jornais, e antecedendo os números, dois blocos com duas narrativas. Na primeira, os fundadores e sócios de um negócio que começou numa pequena farmácia na Rua Oscar Freire, na cidade de São Paulo, comentando sobre a longa, profícua e vencedora trajetória: Eles, Antônio Luiz da Cunha Seabra, Guilherme Peirão Leal, Pedro Luiz Barreiros Passos. E ainda com a assinatura do presidente executivo, Roberto de Oliveira Marques. 50 anos depois, uma grande vitória sob todos os ângulos de análise. Nesse primeiro bloco de texto, e que tem como título “Celebrando os Tempos que Vivemos”, os quatro reiteram os compromissos e propósito que trouxeram a Natura até aqui e que a levarão adiante, muito mais adiante: dizem… “A aurora é lenta mais avança”, dizia o poeta. É com essa natureza de esperança, de crescimento da solidariedade no mundo, que continuaremos atuando com nossas empresas. Contemplando o passado, nos orgulhamos do modo como esses quatro negócios em caminhos paralelos, se estruturaram e, no tempo devido, se encontraram. E, olhando para o horizonte, nos sentimos profundamente otimistas sobre as perspectivas de um grupo em que cada companhia preserve sua identidade e manifeste sua essência, ao mesmo tempo em que demonstre o poder de suas forças. “Esta soma de energias certamente será fundamental nesse caminho de construção da melhor empresa de beleza para o mundo.” Sentiram… Um aprimoramento do propósito, “a melhor empresa de beleza para o mundo…”. E, no segundo bloco, a manifestação dos quatro executivos que cuidam das quatro empresas/marcas, Avon, The Body Shop, Natura e Aesop. Onde detalham todo o processo de integração do que era possível e passível de ser integrado, a independência de gestão das marcas e operações, mais a unidade de pensamento e crenças, dizem: “Entender os desafios e oportunidades impostos pelo século XXI a uma empresa que ganhou nova escala requer um tipo diferente de liderança, mais representativo, engajado e comprometido com o impacto positivo. Por isso, iniciamos 2020 absolutamente entusiasmados com o que o futuro nos reserva. Sabemos que os aprendizados dessa jornada serão enormes, mas juntos temos a confiança de que seremos capazes de encontrar um caminho comum para um futuro próspero”. É isso, amigos. A velha farmácia da Oscar Freire, 50 anos depois, é um gigante global do território da higiene e beleza. Quais os desafios que os fundadores, os executivos de cada uma das marcas considera enfrentar daqui para frente, além da consolidação de todas as conquistas. É o que saberemos nos próximos anos, e continuaremos acompanhando, comentando, analisando, aprendendo e seguindo com imensa e forte emoção. E, porque não dizer, com orgulho. Finalmente, uma empresa brasileira, de um território mais que complexo e competitivo, chegou lá! Fizeram por merecer.
Negócio

A era e a hora das vitaminas

Muitas pessoas descobriram o valor das vitaminas há mais de 50 anos, quando se entusiasmaram com as descobertas e afirmações de Linus Pauling. E seu culto pela Vitamina C. Desde então, passaram a comprar um megacomposto vitamínico de uma empresa americana, que se instalou por aqui, mas não deu certo, a GNC. E, dentre essas pessoas, o Madia mais que aderiu às vitaminas e assim segue com esse ritual diário. E assim, e desde os anos 1970, toma todos os dias uma cápsula de um combinado de vitaminas, e reforça com uma cápsula específica de vitamina C, e complementa tudo com uma Aspirina 350 ml. Se dá certo? Não temos como responder essa pergunta e muito menos garantir. Uma única pessoa não é amostra para nada, a não ser para a própria pessoa. O único depoimento que o Madia pode dar sobre o acerto dessa “maluquice ou esquizofrenia”, é que, em 40 anos do MadiaMundoMarketing, ele jamais faltou um único dia… Mas, e veio a coronacrise, e os brasileiros correram para as farmácias em busca de vitaminas. Em entrevista ao Valor, João Adibe, da Cimed, fez a seguinte e absolutamente impensável declaração, claro, antes da covid-19: “A demanda extrapolou e em muito nossa capacidade de produção. Não conseguimos produzir mais porque dependemos de insumos importados… Minha empresa, a Cimed, produzia antes da pandemia 1,8 milhões de unidades, e hoje, 3,5 milhões… Esse território sempre representou 15% do faturamento, e hoje, 25%, caminhando para 30%… Semelhante comportamento vem sendo registrado em outra farmacêutica, a União Química, onde a venda de vitamínicos e polivitamínicos… Até a metade de 2020, já registrava um crescimento nesses da ordem de 25%. Assim, e, finalmente, os brasileiros descobrem a importância de se prevenirem e fortalecerem-se via vitaminas. Linus Pauling, não só pelo que acontece no Brasil hoje, como em todo o mundo, deve estar comemorando. A propósito, Linus Pauling, 28 de fevereiro de 1901, 19 de agosto de 1994, de Portland, químico quântico e bioquímico dos Estados Unidos, biólogo molecular, vencedor do Prêmio Nobel de Química no ano de 1954, e o Prêmio Nobel da Paz em 1962. Assim, amigos, tempos de covid-19, tempos de muitos descobrirem as velhas e santificadas vitaminas. Provavelmente, um dos mais seguros meios de prevenção de doenças.
Negócio

“Os guerreiros fica, os comédia sai”

Hoje, vamos conversar sobre o comportamento das pessoas durante a pandemia, e uma canção emblemática, do rapper e compositor Flávio Renegado. “Sei Quem tá Comigo”. Ou, “Us guerreiros fica, us comédia sai…”. Antes de tudo, e para não cairmos na discussão medíocre dos últimos meses, se todos tivessem obedecido à ordem e seguido literalmente o que algumas autoridades determinaram: fique em casa, todos, sem exceção, já estaríamos mortos. Portanto, não percamos tempo em discutir esse trote macabro que alguns políticos inconsequentes tentaram jogar em nossas costas e responsabilidade. Ainda bem que pessoas conscientes e determinadas, profissionais de valor, foram à luta possibilitando que muitos pudessem permanecer em suas casas. A todos eles, muito obrigado, vocês salvaram milhões de vidas. Independente de tudo o que estamos vivendo, do medo que em maiores ou menores proporções tomou conta das pessoas, ‒ mais que compreensível, as pessoas têm medo ‒ o fato é que muitos, sobre a justificativa que eram parte grupo de risco, recolheram-se, e, com a maior tranquilidade, optaram pela sombra. Pior ainda, alguns deles passaram a massacrar os que se arriscaram, foram para a linha de frente, para manter a vida minimamente em funcionamento. Se todos tivessem a mesma atitude dos que se recolheram, tudo teria parado, a começar pela saúde. Não existe grupo de risco maior do que os profissionais da saúde. O fato é que as pessoas se revelaram durante a pandemia, mesmo concedendo-se todos os descontos pela excepcionalidade do momento. Já comentamos com vocês sobre alguns dos termos que foram brotando no correr da pandemia. Com “bom para viagem”, aqueles pratos deliciosos de bons restaurantes e que segundo os donos desses restaurantes resistiam bem numa embalagem de papelão ou alumínio para viagem. Da mesma maneira como um aplicativo relativamente desconhecido ocupou a cena, e milhões de pessoas passaram a “dar um zoom”. Nunca se usou e desgastou tanto a palavra gratidão… E muito mais. Mas foi exatamente lá pelo meio da pandemia, que uma música foi ocupando espaço, tomando conta, e passou a ser uma espécie de hino. De todos os que recusaram-se, por natureza ou necessidade a entregar os pontos, e foram à luta. Possibilitando que muitos mesmo de suas casas continuassem a receber seu dinheirinho no final do mês, e ainda dando-se ao luxo de criticar os que se ralavam para preservá-lo confinado. E que não faltasse comida nas mesas, remédios nas farmácias, camas nos hospitais, lixos sendo recolhidos… Essa música pontificou numa das chamadas lives, de um cantor e compositor que muitos conheceram apenas agora, música essa que por sinal tem alguns anos. E que acabou se convertendo num dos hinos da pandemia, o compositor e cantor é Flávio Renegado, e participou de forma brilhante de uma das lives de Elza Soares. A música é Sei Quem tá Comigo. “Sei quem é amigo, Sei quem é inimigo; Sei quem vai correr, Sei quem vai fica comigo, E na hora do perigo, Quando a casa cai, Us guerreiro fica, Us comédia sai Us guerreiros fica, Us comédia sai… Todos pensando e refletindo, e parando de atirar pedra nos que conseguiram reunir força e coragem para irem à luta. Possibilitando que a vida não fosse suspensa… E, em sua totalidade… Morta. Por favor, vamos nos respeitar. Cada um com suas fraquezas, cada um com suas forças, mas todos se respeitando.
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Diário de um Consultor de Empresas – 28/04/2021

Francisco Madia comenta: “Eu nem me lembrava mais; por que é mesmo que estamos brigando? A injustiça do Brasil”.
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Diário de um Consultor de Empresas – 27/04/2021

Francisco Madia comenta sobre RESPÓRIOS – RESTAURANTES + EMPÓRIOS, FILHOS DA CRISE.”Aqui pertinho de onde moro, o VICAPOTA, do querido amigo e ex-publicitário TOMATE, vem seguindo esse caminho com sucesso”.
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Diário de um Consultor de Empresas – 24, 25 e 26/04/2021

Francisco Madia comenta sobre O QUASE IMPOSSÍVEL NEGÓCIO DA AVIAÇÃO. Depois de investir – e muito – 8 anos no negócio da aviação comercial e de negócios, MICHEL KLEIN, joga a toalha. “Depois de investir oito anos em aviação executiva o empresário MICHAEL KLEIN se desfez do negócio. De 13 hangares e 33 aeronaves de sua empresa ICON AVIATION sobraram dois aviões, dois helicópteros e dois hangares…”
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Diário de um Consultor de Empresas – 23/04/2021

Francisco Madia comenta sobre A DANÇA DAS CADEIRAS. A qualquer momento a música vai parar de tocar e muitas empresas não terão onde se sentar. Como na Ciranda, Cirandinha, “por isso DONA CHICA entre dentro dessa roda, diga um verso bem bonito, diga adeus e vá embora…”
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Diário de um Consultor de Empresas – 22/04/2021

Francisco Madia comenta sobre, QUERIDA, ENCOLHI AS PLATAFORMAS IMPRESSAS. Claro, as que ainda sobrevivem. O reposicionamento de Exame. O definhar de Veja. E Época…
Negócio

Cigarros, 50 anos depois

Nos anos 1970, quando a Philip Morris decidiu invadir o mercado brasileiro de cigarros, ainda não se tinha total consciência da devastação que o fumo faz na saúde das pessoas, e não existiam os cigarros contrabandeados das fábricas do Paraguai. O contrabando era exclusivamente das marcas internacionais, mas não existiam as marcas “made in Paraguai”. Naquele momento dos 100% do mercado, 70% eram da Souza Cruz (British American Tobacco), 15% Reynolds, e os restantes 15%, dividido entre a Sudan e duas dúzias de pequenas fábricas. A Philip Morris, que batia e humilhava a British American Tobacco em todo o mundo, pensou, vou para o Brasil e em pouco tempo assumo a liderança. E assim fez, chegou, comprou a Reynolds, lançou suas grandes marcas como Marlboro, comprou outras fábricas menores, e, se, conseguisse preservar a participação das empresas que comprou e nada mais acontecesse, hoje o tóxico mercado de cigarros em nosso país seria 70% Souza Cruz, e 30% Philip Morris. Mas, a realidade em 2019, fechados os números, é totalmente diferente. Primeiro, uma queda expressiva no número de fumantes pela consciência do veneno que é o cigarro. Mas, e mesmo assim, dentre os mortos pelo coronavírus, parcela expressiva é constituída de fumantes ou ex-fumantes. Conclusão, um mercado significativamente menor. Na briga específica entre Souza Cruz e Philip Morris, a Souza Cruz saiu-se muito melhor e se o mercado restringisse-se apenas as duas, a Souza Cruz teria o equivalente a 85%, e a Philip Morris 15%, ou seja, a arrogante Philip Morris teria perdido metade do que comprou. Mas não foi nesse sentido que o mercado evoluiu. No meio do caminho brotaram do nada as fábricas no Paraguai, que nasceram para abastecer o mercado brasileiro, tendo como absurda vantagem competitiva pagarem impostos pífios num dos produtos mais tributados e taxados no Brasil. E tendo como donos e criminosos, alguns dos principais políticos daquele país onde passaram uma temporada, Ronaldinho e seu irmão Assis. Conclusão, fotografia do ano de 2019. 57% de todo o mercado de cigarros no Brasil pertencem hoje às indústrias paraguaias. Ao invés das grandes marcas dos velhos tempos que lideravam o mercado como Hollywood, Minister, Continental, que foram construídas vendendo mentiras e mais mentiras, hoje a marca número 1 é a paraguaia Eight, com 16% de participação de mercado. E na sequência vem a Gift com 10%. No ritmo atual, as marcas paraguaias deterão brevemente 60% do mercado, cabendo a Souza Cruz e Philip Morris, disputar os 40% que sobraram. Em tempo, e repetindo a grande vantagem competitiva das fábricas paraguaias. Os cigarros fabricados no Brasil pagam impostos correspondentes a 70% a 90% do preço. Os fabricados no Paraguai, 18%. Será que em algum momento o governo brasileiro exercerá uma pressão maior sobre o governo do Paraguai… Ou, é assim mesmo?