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Negócio

O fim das grandes sedes das corporações

Em grande matéria meses atrás, no The Washington Post, a dúvida que não para de crescer sobre qual o sentido e o futuro das sedes das grandes corporações. Não, a matéria não se referia a organizações da velha e tradicional economia. Grandes indústrias, varejo, bancos. Referia-se a sede dos gigantes do digital, das big techs, como e, por exemplo, a emblemática sede “big disco voador” da Apple. E, também, a sede das demais big techs. Essas empresas, novas no que fazem, dizem e comportam-se, erraram bisonhamente e revelaram-se mais medíocres que as empresas tradicionais, em pensarem em qual seria o melhor formato para suas instalações. Pensaram de forma tacanha, medíocre e ultrapassada – quem diria – em como fazer um terno ou um vestido para o corpo que têm, e não em como embalar minimamente aquilo que fazem, e os serviços que prestam. Revelaram-se preocupadas em fazer bonito e causar inveja aos concorrentes, e esqueceram-se do que é melhor para seu capital humano e clientes. Enfim, comportaram-se como crianças com cabeça de velhos. Esclerosados! Isso posto, não será surpresa se muito rapidamente o big disco voador da Apple converter-se em museu, ou coisa do tipo, assim como a sede das demais big techs. E o mesmo vírus faz-se presente em muitas empresas no Brasil. Como, por exemplo, o supostamente disruptor XP, e referindo-se a que Amador Aguiar e Lázaro de Mello Brandão fizeram há 66 anos – 1953 – anunciou no ano passado uma nova sede, construída sob medida, e fora da cidade de São Paulo. Para quê? Em síntese, amigos, as pessoas são capazes de pensar o futuro com mais facilidade, quase naturalidade, e se organizarem para, e no fluxo dos serviços que prestam, mas não na pele ou casca com que se embalarão, ou aprisionarão, na sequência. De novo, o não pergunte por que as pessoas são e pensam assim. São, pensam e agem assim mesmo. É de causar perplexidade, mas é assim mesmo.