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Diário de um Consultor de Empresas – 31/08/2021

AS MANEIRAS MINIMAMENTE SUSTENTÁVEIS DE SE PROCEDER AO “VALUATION” DE EMPRESAS NA NOVA ECONOMIA. No mínimo surpreendente inferir-se, independente de critérios, que o NUBANK, mesmo sem jamais ter dado R$ 1 de lucro, valer mais que o BANCO DO BRASIL…
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Boutades…

Boutades…É como os franceses costumam se referir a manifestações bonitas na aparência, mas pobres e irrelevantes, ou, se preferirem, o tal do “me engana que eu gosto…”. Assim, e numa live semana atrás, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, por um brilhareco circunstancial, protagonizou uma pobre e lamentável Boutade. Disse que hoje, a instituição que dirige, “coloca questões ambientais e sociais acima do lucro financeiro”… Simplesmente patético e mentiroso. 1 – Erro – não se trata de colocar acima ou abaixo. Sem lucro não se faz absolutamente nada e empresas não existem. Muito menos se consegue os recursos para proteger e cuidar do ambiente. Portanto, afirmações e comparações descabíveis, patéticas, mentirosas. Sem lucro o BNDES fecha as portas. 2 – Impossibilidade absoluta – O lucro tem um caminho próprio e específico. E assim, todos os compromissos sociais e ambientais precisam ser tratados simultaneamente. Não se trata de uma situação de emergência ou pandemia onde alguns acreditam ser necessário primeiro cuidar do isolamento, e depois preocupar-se com a economia. Com o que discordamos radicalmente. Como é uma situação de realidade, o desafio tem que ser enfrentado simultaneamente e por igual. Sem lucro, uma empresa deixa de existir, e assim, todos os compromissos sociais e ambientais vão para o espaço. Como estava junto, e para não ficar atrás, o presidente da XP, Guilherme Benchimol não deixou por menos e reforçou a Boutade: “Temos que entender que todos somos responsáveis e não apenas o governo sozinho…”. Idealmente deveria ter se contraposto ao presidente do BNDES. Mas, se lhe faltou coragem e verdade para tanto, melhor seria ter mantido a boca fechada. Enquanto não tivermos a coragem e dignidade de dizer e colocar o que tem que ser dito, de enfrentar os desafios da vida e da realidade, continuaremos destruindo nosso patrimônio natural. Mas, as pessoas adoram esmerar-se na produção de infinitas Boutades. A ordem é esta. Não existe outra. Primeiro um maluco, em nosso país dadas às dificuldades, o ambiente inóspito, e o cipoal de normas, leis e regulamentos, decide empreender. No início sozinho, na sequência e se bem-sucedido, começa a crescer, gerar empregos, pagar impostos, e com o dinheiro dos impostos o Estado passa a ter recursos para atender e cumprir sua responsabilidade. Não existe outra ordem, caminho ou sequência. Sem empresas rentáveis e prósperas, o patrimônio natural dos países continuará sendo destruído. Por total e absoluta falta de recursos. Apenas isso. Tão simples quanto. Mas as pessoas insistem em acreditar que dinheiro brota em árvore… Frutas e flores brotam desde que as árvores sejam cuidadas, que tenham pessoas capazes de colhê-las, acondicioná-las, vendê-las, gerando riquezas, empregos, impostos, e o dinheiro necessário para preservarmos o patrimônio natural. Fora disso, tudo é me engana que eu gosto. Tem quem goste…
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Villa XP, ou, a “Cidade de Jesus”

Talvez, quem sabe, de forma inconsciente, quase 70 anos depois, Guilherme repete Amador e Lázaro. Que tenha o mesmo sucesso que seus benchmarks tiveram. Para desespero do sócio Itaú. Que se recusava a continuar apanhando calado e deu início ao divórcio amigável e com muitos ganhos. Como é do conhecimento de todos, o Bradesco nasceu no ano de 1943, na cidade de Marília, interior do Estado de São Paulo. Enquanto os demais bancos privilegiavam os abastados, o Bradesco revelou-se, desde sua gênese um banco popular. Em 1972, o Madia comandava o marketing do Itaú. E Olavo Setubal decidiu focar o banco mais na classe média e alta. E a decisão acabou vazando. Na primeira reunião em que cruzou com Amador Aguiar na Febraban, Amador disse: “Olavo, soube que vocês vão fazer um corte de clientes. Por favor, os clientes que vocês não quiserem mais, mandem para o Bradesco…”. E assim, e durante anos, o Bradesco ensinou seus clientes a preencher cheques. E mesmo assim, quase todos, deixavam pra preencher os cheques nas agências do banco, com medo de errarem… No ano de 1946, a matriz do Bradesco deixa Marília e muda-se para a cidade de São Paulo. Em 1951, com oito anos de existência, torna-se o maior Banco privado do país. E Amador Aguiar e Lázaro de Mello Brandão, decidem construir, na cidade de Osasco, a Cidade de Deus. A construção começa em 1953, e antes da virada da década a sede da empresa muda-se para Osasco. O resto é história. E, agora, mergulhamos na coronacrise. Muitas empresas liberam e motivam seus funcionários a trabalharem de suas casas. Quase todos os bancos fazem isso. Inclusive, o XP. Meses atrás o XP anunciou que não tem mais volta. Que vai mudar sua sede para uma cidade do interior, próxima de São Paulo, à semelhança do que fez o Bradesco nos anos 1950. Em material preparado especialmente para anunciar a decisão, o XP batiza sua “Cidade de Deus”, não de “Cidade de Jesus”, mas, de Villa XP. Como se batizam as casas de shows da chamada modernidade. Segundo o book, “um prédio moderno e sustentável, próximo à capital, e de fácil acesso a aeroportos e rodovias…”. Como não poderia deixar de ser, a Villa XP, não confundir com Villa Country, terá tudo o que se espera de uma cidade: exposições, espaços para crianças, cinemas, fotos, painéis com a narrativa da empresa com muitas fotos do presidente, heliponto, cafés, espaço para eventos, quadras para diferentes esportes, academia de ginástica, etc. E ainda vai vender o livro em que se conta a história da XP, e de seu fundador, Guilherme Benchimol… Amador Aguiar chegava todos os dias para o trabalho de helicóptero. Provavelmente, o mesmo fará Guilherme Benchimol… Quem sabe chegará de drone. Qualquer semelhança, definitivamente, não é mera coincidência…
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Diário de um Consultor de Empresas – 28/01/2021

Francisco Madia comenta sobre UM NOVO GUILHERME BENCHIMOL. Do início para este final de década, GUILHERME BENCHIMOL, XP, não reinventou-se, e, aparentemente, por seu comportamento, também não amadureceu. Evoluiu na medida em que seus planos deram certo, e agora passou a ter um discurso consistente com a posição e segurança alcançadas.