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O dia em que o lobo de Wall Street foi a Gramado

Jordan Belfort agora é palestrante. Muitos de vocês conheceram sua história. Está no filme de Martin Scorsese, interpretado por Leonardo Di Caprio, “O Lobo de Wall Street”. No final dos anos 1980, criou a Stratton Oakmont, onde se tornou milionário vendendo ações de pequenas empresas de baixo valor de mercado a pessoas que não resistem a uma suposta boa oportunidade. Em 1986 teve que prestar contas à justiça, a empresa foi fechada, e Jordan ficou quatro anos atrás das grades. No ano retrasado, com 58 anos de idade, veio ao Brasil para um evento na cidade de Gramado(RS). No evento batizado de Gramado Summit, no dia 30 de setembro, falou aos que queriam aprender com ele, O Lobo de Wall Street, sobre a ciência e arte de vender. No programa, Imersão em Vendas, e dentre outras lições, Jordan falou sobre voz, linguagem corporal, como conquistar clientes em quatro segundos, os três aspectos fundamentais para se conquistar a confiança dos clientes, o sistema de vendas em linha reta, e a importância de se compreender e respeitar o contexto de cada venda. No mesmo dia concedeu entrevistas à imprensa, e compartilhou algumas de suas vivências e aprendizados. A propósito, segue sendo um homem rico, com os direitos autorais de seu livro que continua vendendo, mais os royalties do filme, e com palestras. Agora, compartilhamos com vocês, algumas das lições do Lobo de Wall Street… Se o mercado de ações de hoje é igual o da época do Lobo de Wall Street? “Não, bem diferente, depois de tudo o que aconteceu, e até mesmo em decorrência do filme. Mas, na época, a chamada correção política não prevalecia. Os corretores, garotas e garotos eram jovens, bonitos, exalando sexualidade, e consumindo drogas como se fosse água… Rolava sexo o tempo todo. Sexo e drogas. Cocaína de dia e durante o expediente, e pílulas à noite…”.Sobre, como escapar de golpes no mercado de ações em quatro lições: Número um, “se o negócio for muito bom para ser verdade é porque é muito bom para ser verdade…”. Dois, “se você for enganado o culpado é você. Todas as informações estão disponíveis e é suficiente pesquisar”. Três, “jamais acredite numa única fonte, por melhor que seja”. Quatro, “pesquisar informações é indelegável, pesquise você mesmo…”. E também explicou sobre o Método de Jordan Belfort… E que batizou de… Método Linha Reta. “Nasceu naquela época onde grandes corretoras vendiam as melhores ações para os grandes investidores”. Corretores formados e diplomados pelas melhores escolas. Mas uma grande quantidade de garotos sem dinheiro para a faculdade. E esses garotos tentando vender ações mais baratas para outros e potenciais investidores, as Penny Stocks… Foi então que inventei o Sistema de Vendas em Linha Reta. Você precisa que seu cliente em potencial confie em três coisas. A – No produto que você está oferecendo; B – Na marca por trás do produto; C – Em você. Ou seja, e no fundo, uma estratégia de comunicação. Você tem que se vender como um expert. Quando nós, seres humanos, reconhecemo-nos na frente de um expert, ouvimos e respeitamos o que diz. Mas, lembre-se, você só tem quatro segundos. O cérebro humano julga livros pela capa, acredita em primeiras impressões, e decide baseado nisso. Você tem quatro segundos para tomar conta da conversa. Sendo afiado, entusiasmado, e instigante. Esses, amigos, alguns dos aprendizados e lições do Lobo de Wall Street. Jordan Belfort, de bandido e presidiário agora professor e palestrante…
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O mundo das cápsulas, ou, a tríplice coroa da Nestlé

O mundo das cápsulas começa no ano de 1970, quando a Nestlé constituiu uma primeira equipe de técnicos para correr atrás de uma hipótese. A hipótese de se criar uma máquina para uso das pessoas, famílias e empresas, também, e que conseguisse produzir um café igual, ou melhor, ao tirado pelos melhores baristas. Todo o trabalho consumiu mais de uma década. Um primeiro protótipo ficou pronto em 1976, a partir do qual a Nestlé requereu a devida patente. 10 anos depois, 1986, decidiu constituir a Nespresso, na cidade suíça de Vevey, em parceria com um fabricante local, a Turmix, começando com uma operação piloto de venda do sistema Nespresso – máquinas + cápsulas – na Suíça e na Itália. Antes da virada da década foi lançado nos Estados Unidos. Exatamente na semana em que o Francisco Madia e o Fabio Madia estavam em Nova York, e conheceram o lançamento no Bloomingdale’s, da 3ª com a Lexington. “Quando fomos nos aproximando do lugar de degustação, aquelas cápsulas metálicas em caixas de madeira mais lembravam bombons…”, contam os Madias. Desde então o business das cápsulas invadiu o mundo, e escalou numa velocidade espetacular. De certa forma, e para dezenas de produtos, começamos a viver o mundo das cápsulas! Mesmo improvável, especialistas garantem que em questão de anos daremos fim às garrafas de refrigerantes, sucos, demais bebidas. O fim do transtorno da logística e distribuição para os fabricantes. O fim de garrafas e latas pesando entre 300 e 700 gramas, substituídas por cápsulas que pesam menos de 10 gramas. E com as máquinas nas casas, “tirando” as diferentes bebidas na hora. Mas, e como não poderia deixar de ser, e na medida em que as patentes da Nespresso expiraram, e hoje existem milhares de empresas que envasam cafés, chás e outras bebidas em cápsulas, vivemos o desafio do descarte. Que, pressionadas, e finalmente, as empresas começam a encarar. Semanas atrás, a Nestlé publicou um encarte nos jornais comentando sobre como vem procedendo para atenuar o acúmulo de cápsulas pela natureza. Demorou, em nosso entendimento para a Nestlé tomar essa decisão e começar a movimentar-se, mas parece que desta vez, e devido a pressões de diferentes organismos, o desafio será encarado com maior responsabilidade. Semanas atrás fez parceria com o Pão de Açúcar para receber o descarte em algumas lojas na cidade de São Paulo. De qualquer maneira, e esse mérito jamais poderá ser tirado, a Nestlé mudou para melhor, para muito melhor, a alegria e prazer de tomarmos um café de ótima qualidade, assim como a cultura de compra e consumo de bebidas. Talvez, nem mesmo a Nestlé tenha se dado conta da importância de sua inovação. E tenha demorado tanto para avançar e ocupar mais posições no território das bebidas, e muito especialmente, dos cafés. Nestlé, a mesma empresa que salvou a cafeicultura do Brasil no ano de 1929, a pedido do governo brasileiro, que não sabia o que fazer com os excedentes de café, em decorrência da quebra da bolsa em Wall Street, e com seu novo método de preparo naquele momento histórico, o Nescafé. O café solúvel. São poucas, raras mesmo, as empresas que conseguem associar de maneira consistente e forte sua marca com três alternativas de alimentos. A Nestlé conseguiu essa proeza. Relacionamos, reconhecemos e testemunhamos a autoridade da Nestlé, nos territórios do leite, do café, e do chocolate. Com total merecimento. Uma empresa tríplice coroada!