Tag: vacina

Blog do Madia MadiaMM

Diário de um Consultor de Empresas – 24/03/2021

Francisco Madia comenta sobre IDOSOS NA FILA…DA VACINA. “Não vejo a hora de voltar à rotina… a primeira coisa que pretendo fazer é ir à missa. Assisto pela televisão, mas não é a mesma coisa”… E você já tem planos para o DAY AFTER? Que tal, Deixa eu dizer que te amo Deixa eu pensar em você Isso me acalma, Me acolhe a alma Isso me ajuda a viver…”
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Diário de um Consultor de Empresas – 17/02/2021

Francisco Madia comenta sobre LUIZA TRAJANO, a LUIZA. Ontem compartilhei um post da LUIZA reafirmando que “não sou candidata a presidente nem a vice-presidente… Minha atuação se dá por meio da sociedade civil organizada, em movimentos como o GRUPO MULHERES DO BRASIL, e o UNIDOS PELA VACINA”. Mesmo assim, e não obstante a manifestação da LUIZA, não resisto…
Negócio

Comunicação, a batalha perdida

Onde quase todos os países fracassaram na coronavírus crise? Alguns, como o Brasil, além de não adotarem desde o primeiro dia, o uso da máscara. Jamais por imposição, mas decorrente da motivação e convencimento das pessoas por uma comunicação com um mínimo de qualidade. Mas, os governantes preferiram tentar enfiar goela a baixo a salvadora máscara, com quase 3 meses de atraso, e na porrada: Use máscara, fique em casa, e só faltou encerrar com um palavrão… E, lamentavelmente, foi o que testemunhamos e deu no que deu. Até hoje e ainda, a única vacina de efeitos comprovados, com uma efetividade entre 60% a 80%, e que significaria reduzir a dimensão da pandemia em todos os países que adotassem essa santa providência, para 1 ou dois contaminados, ao invés de cinco que acabaram contaminando-se, e agora não estaríamos considerando o patético e absurdo lockdown! Mas a grande derrota, o não entendimento que a mais eficaz dentre todas as armas era e continua sendo a comunicação. Sempre, na vida e em tudo. A comunicação de qualidade salva. A comunicação medíocre mata. Os governantes, por incompetência, ignorância e medo, decidiram-se pela comunicação medíocre. E, assim, ainda que não fosse essa a intenção, mataram. Comunicação que, e se bem-feita, poderia ter na máscara – sempre no lugar mais alto das pessoas, com mensagens de diferentes tipos – o símbolo da resistência. E da adesão decidida e empolgada das pessoas. E claro, da orientação motivadora, positiva, que enaltece e engrandece as pessoas, e não a tentativa tosca, medíocre, pueril, de tentar conseguir a adesão das pessoas pelo medo e pela porrada, repito. Definitivamente, o pior dos caminhos. E que foi o escolhido por boa parte dos países, sob o comando de políticos despreparados, incapazes e lamentáveis, também repito. Assim, assistimos espetáculos degradantes no Brasil, fazendo com que policiais constrangidos prendessem mulheres que cometiam o crime de andarem ou correrem em praias desertas, ou cidadãos pacatos sentados em bancos de praças. Em outros países da América Latina a truculência foi então maior. Em, Bogotá, Colômbia, e durante um certo momento, decidiu-se pelo rodízio de gênero. Nos dias ímpares só homens na rua; nos pares, só mulher. A respeito de todos os novos gêneros nada foi definido. E multiplicaram-se homens vestidos de mulheres e vice-versa pelas ruas de Bogotá, como acontecia nos carnavais antigos do Brasil. No Peru estabeleceram-se regras tão exóticas que as pessoas ou ignoraram, ou não entenderam, e assim, em poucos dias, e por violarem essas regras absurdas, mais de 60 mil pessoas foram presas. No Peru, e num determinado momento, passou-se a divulgar o número de contaminados, internados, internados em estado grave, e… Presos. Ou seja, amigos, hoje, e próximos de completarmos 10 meses de coronacrise em todo o mundo, a síntese possível do amontoado de erros, é, o mundo não sabe comunicar-se, e, o mundo – a maioria – não entendeu que vacina é muito mais do que alguma coisa que se injeta no organismo. Vacina é o que protege e evita, ou, reduz, as chances de contaminação. Capa de chuva, galocha, camisinha, e máscara! Sim são vacinas provisórias e temporárias. Mas são vacinas. Máscaras! E, também, comunicação de qualidade. Duas cidades médias praticamente gêmeas nos Estados Unidos, optaram por caminhos diferentes e contrários. O da porrada, o da intimidação, uma; e a da comunicação de qualidade, sensibilização, convencimento, adesão. A da porrada continua até hoje contando os mortos. A da comunicação de qualidade voltou à normalidade em duas semanas. Será que aprendemos a lição…?
Negócio

Em meio à covid-19, uma… Língua!

Parou as redações, ainda que por poucos momentos. Mas, parou. Mais que na hora de mostrar essa língua de 50 anos para o Coronavírus… Em tempo, Andy Warhol passou perto, mas jamais colocou a mão na língua… Uma Língua com 50 anos de idade. Em meio à coronacrise, onde a única vacina comprovadamente eficaz e existente é a Máscara, além, claro, de uma comunicação de excepcional qualidade e capaz de mobilizar as pessoas, coisa que definitivamente não aconteceu em nosso país, muito especialmente em São Paulo pela bateção de cabeça infernal e patética de João e Bruno, uma língua com 50 anos de idade impõem-se e ocupa toda a cena. A língua vermelha, espichada, boca afora, concebida no mês de abril de 1970 – 50 anos – para ilustrar o cartaz da turnê dos Rolling Stones. Um dia toca o telefone do Royal College of Art. Era a assistente do empresário do conjunto de rock Rolling Stones. Diz o assistente, “Estamos precisando de uma indicação de um designer para criar o cartaz da turnê pela Europa de uma banda de música… o nome, sim, Rolling Stones…”. Dias depois… “É do escritório do Rolling Stones. Foi daí que pediram uma indicação de designer? Estamos indicando o John Pasche… um jovem e talentoso artista de 24 anos…”. Na semana seguinte Pasche encontra-se com Mick Jagger. Recebe o briefing e marcam uma segunda reunião para dali a uma semana. Pasche chega com duas dúzias de sugestões. Jagger recusa todas, mas, estimula… “tem algumas boas ideias, mas, por favor, tente um pouco mais…”. Na semana seguinte Pasche volta e Jagger escolhe uma língua saindo de uma boca. E pede pequenas modificações. E a partir daí provas, idas e vindas, um pedido adicional de adaptação para aplicação na capa de um programa… Numa terceira reunião, e diante de uma língua saindo de uma boca, mas, e ainda originalmente, em preto e branco Jagger mostrou para Pasche a ilustração da divindade hindu Kali, também com uma língua saindo pela boca… Gesto típico, segundo Pasche, das divindades e das crianças. Jagger bateu o martelo! Antes do natal de 1970, a língua mais vista, publicada e comentada da história moderna estava finalizada, pronta e aprovada. Faltava definir a data de seu lançamento. Abril de 1971, álbum Sticky Fingers – a Língua faz, finalmente, seu debut. O álbum seria lançado na sequência nos Estados Unidos, e, naquele momento, decidiu-se mandar uma versão oficial da língua via fax. Ao receber o fax, razoavelmente borrado, Craig Braun, que trabalhava com Andy Wharol, decidiu dar uma arrumada. E ao arrumar, não deixou de proceder a pequenas e relevantes modificações. Alongou a língua e colocou pequenos detalhes adicionais. E essa versão, converteu-se na versão oficial da língua mais famosa e publicada dos tempos modernos. A única capaz de parar as redações, dar uma pausa nas matérias sobre o Coronavírus, 50 anos depois, e para falar dela, a Língua. John Pasche recebeu 50 libras por seu trabalho, e, no final do primeiro ano, um bônus de performance de 200 libras. A partir de 1976, e com o sucesso da língua, assina um contrato sobre a venda de merchandising, e passa a receber 10% do total das vendas líquidas. Durante 12 anos ganhou um bom dinheiro, e, diante de uma proposta irrecusável da banda, vendeu seus direitos autorais sobre a língua. Essa a língua. Que, repetimos, 50 anos depois, continua parando as redações e mexendo com o mundo. Mais que na hora de mostrar a língua para a Covid-19 para que desapareça e nos devolva a paz.