Tag: Perennials

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Quando morrer for opcional

Acreditamos que, em algum momento, mais adiante, existirá a possibilidade de as pessoas viverem para sempre. Assim como imagino que nesse momento, existirá, de rotina, a possibilidade de as pessoas decidirem, livremente, se querem continuar vivendo, ou, se preferem partir. Esse assunto a cada dia que passa entra na pauta das diferentes plataformas. A principal razão decorre das conquistas da medicina corretiva, que permite a correção, muitas vezes e até no útero da mãe, de um bebê que nasceria com desafios que o impediriam de ter uma vida longa. Como decorrência, e nunca como antes, o chamado suicídio assistido – legalizado em alguns países como a Suíça e desde 1942 – hoje é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Meses atrás quem manifestou sua vontade formalmente por essa forma de partida foi o ator Alain Delon, hoje aos 86 anos… Ainda entre nós, um dos atores mais amados de todos os tempos pelas mulheres de diferentes idades, com uma série de problemas decorrente e inerentes, por enquanto, à velhice, disse, depois de um duplo AVC no ano de 2019, “Envelhecer é uma merda! E você não pode fazer nada sobre isso. Você perde o rosto, perde a visão. Você levanta, e caramba, seu tornozelo dói…”. Anthony Delon, filho do ator com a atriz e modelo Nathalie Delon, começa agora a divulgar o documentário que fez sobre o tema, “A melhor maneira de partir”. Nathalie, como Alain, optou pelo suicídio assistido, mas, partiu antes de concretizar sua decisão. Morreu aos 79 anos de idade, em janeiro de 2021. Assim, e enquanto a morte não é opcional, todos mais que recorrendo aos que nos antecederam, partiram, e deixaram como legado uma forte e orientadora mensagem. E dentre muitas, separamos para fechar este comentário, a de um gênio dos tempos modernos. Steve Jobs. “Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer ótimo relacionamento, fica melhor e melhor com o passar dos anos. Então continue procurando e você vai encontrar. Não se contente.” E disse mais: “Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro. Não sejam aprisionados pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário”. Vivendo intensamente e já, amigos, ou e como é o positioning statement da plataforma de mentoria de negócios do MadiaMundoMarketing, Perennials, e enquanto não formos convocados para a partida, “Forever Young, sempre!”
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Imagineering, a melhor aula sobre inovação

Em todos os processos de consultoria que realizamos através da MADIA − mais de 1.200 para mais de 500 empresas e mais de 3.000 marcas −, em algum momento nossos clientes pediam exemplos e “cases” que melhor traduzissem o que é, de verdade, inovação. E o que é ser, desde a origem, uma empresa inovadora. Inovadora por gênese, desde sua concepção e nascimento. Ou, e se assim não nasceu, como induzir-se uma cultura de inovação na empresa. Em 40 anos realizamos mais de 500 palestras sobre o tema Inovação, construímos centenas de “cases”, e na plataforma Perennials da MADIA − um trem que leva profissionais e empresas do passado e do presente para o futuro sem necessidade de baldeações −, todos os dias, existem centenas de “cases”. Mas agora, e finalmente, temos um dos melhores exemplos de todos os tempos à disposição de profissionais, empresas, e de todos nós. E que mais que recomendo como programa de final de semana. Encontra-se na plataforma de streaming da Disney, a Disney+. Se você detesta streaming, televisão e tudo mais, mas tem consciência de que ou sua empresa Inova, permanentemente, ou Morre, assine o Disney+ por uma semana, é de graça, e assista a série Imagineering várias vezes. No final da semana, e nos outros dias, também. Muitos nos perguntam sempre, como a Disney conseguiu fazer o que fez, chegar onde chegou, e preservar-se viva e relevante? Outros jamais pararam um único segundo para pensar sobre as toneladas de inovação, repetimos, toneladas de inovação que existem atrás e suportando cada uma das centenas de brinquedos dos parques da Disney Imagineering. Inovação em todos os detalhes. Antes de colocar seu sonho em pé, Walter Elias Disney da cidade de Hermosa, Chicago, Illinois, de 5 de dezembro de 1901, criou a fábrica. A fábrica de sonhos. A fábrica de inovações. A Imagineering. Um bando de malucos, irreverentes, irresponsáveis, alucinados, que nasceram fora da caixa. E que jamais podiam envolver-se com o dia a dia. Ganhavam para delirar, para sonhar, para dedicarem 24 horas por dia de todos os dias de suas vidas em busca do segredo de entregar felicidade para os Convidados − lembram a Disney não chama seus clientes de clientes, e sim convidados, Be Our Guest! É isso, amigos. Temos mais e muitos anos difíceis pela frente e em função das crises conjunturais. A da economia brasileira e a da pandemia, e a maior crise estrutural da história do mundo moderno, a do tsunami tecnológico. Que é do bem, mas que provoca e exige mudanças. Assim, se você vai ter algum tempo livre neste final de semana e enquanto aguarda pela vacina, por favor, em benefício de sua empresa, do seu negócio, sucesso, vida, felicidade, aceite nosso conselho. Passe este final de semana assistindo todos os capítulos do Imagineering. No mínimo duas vezes. Você amanhecerá uma outra pessoa na segunda-feira. Melhor, muito melhor. E mais que uma brisa, um tufão do oxigênio e da energia de inovação, capacitará sua empresa e negócios para mais e muitos anos, décadas mesmo, de vida.
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Santander leva “a lambança da década”

No primeiro sábado de maio, dia 2, 2020, nossos consultores acordam com um anúncio do Santander encapando os três principais jornais do País. Já na primeira leitura mais que suficiente tratar-se de uma mega pataquada. Fruto de descuidos inaceitáveis dos que propuseram e dos que aprovaram a iniciativa. Indesculpável! Ato contínuo, o Madia escreveu seus comentários que envia para todos os empresários e profissionais que assinam a plataforma de Mentoria de Negócios, sob a responsabilidade do MadiaMundoMarketing: Perennials. Assim como, fez um post no Facebook. O Madia perguntou, “Santander, boa notícia pra quem?”. E continuou em seus comentários… “Não pergunte porque alguns bancos são assim, são assim mesmo. Mesmo nas maiores crises encontrando um jeito de ganhar mais dinheiro ainda, jeito esse camuflado das melhores intenções. Encapando os três principais jornais do País, hoje – Estadão, Folha, Globo – o Santander diz que banca o projeto que vai dar novas fontes de renda para mais de 400 mil bancas do Brasil. Fui conferir. E, não é bem assim. Financia, desde que… E aí uma sucessão de “desde quês”… De boas intenções o inferno, que também é vermelho, está abarrotado. Daquelas ideias “geniais” que alguém tem, aprova-se no açodamento e irresponsabilidade, e depois, e se der problema, corrige-se… Nada contra as resilientes, bancas de jornais do Brasil. Que por sinal, nem na época áurea dos jornais onde o Brasil tinha milhares deles – quase toda a cidade tinha seu jornal –, chegou a 10% das chamadas 400 mil que o Santander diz em seu anúncio… Em 1986, eram 23 mil; Em 2019, 12 mil; e, de verdade mesmo, não mais que 8 mil, hoje. Onde será que o Santander arrumou 400 mil…”. “Eu passei muitas horas de todas as semanas de toda a minha vida – continua o Madia – vasculhando bancas de jornais. Não vivo, não respiro, não acordo sem uma revista – muitas – um jornal – muitos, na minha frente, como acontece agora”, dizia eu no post, naquele sábado de manhã, 2 de maio de 2020, 9 horas… E além de todas as publicações que assino. Mas as razões da crise das bancas, dos jornais e das revistas são infinitamente mais profundas. Dentre outras, é que existe um novo mundo em processo de construção, provisoriamente interrompido pela coronacrise, onde outras e novas alternativas de acesso à informação prevalecem… “Lembram, Al Ries e Jack Trout com a famosa e 1ª das “22 Leis Consagradas do Marketing”. Onde a 1ª de todas, dizia, “Mais vale ser o primeiro do que ser o melhor” e que foi literalmente defenestrada pelo tsunami tecnológico. Agora essa 1ª lei precisou ser revista e passou a ter a seguinte redação, “é importante ser o primeiro, mas, mais importante, ser o melhor sempre”. E na cabeça dos jovens de 18 ou 88 anos, existem outras alternativas e soluções que prestam o mesmo serviço de informações melhor, na cabeça deles, repito, do que jornais e revistas. “Eu, Madia, vou até o fim. Diria que minha paixão pelas publicações não tem cura. Enquanto estiver vivo, quero ser o último assinante e leitor de jornais e revistas. Dos livros, também! Não resisto ao prazer e a componente de sensualidade de tocar nas páginas de jornais e revistas e livros de onde brotam as informações mais relevantes para saciar o apetite de meu capital de conhecimento. Assim, mega decepção! Pensei que o Santander ia bancar, de verdade, e não financiar, como é de seu hábito, prática e business. Mais ainda, não imaginaria que o Santander ia colocar os 5.500 municípios do país contra a parede, estimulando os sobreviventes e heroicos donos das bancas, a brigarem com as prefeituras desses municípios. E depois ficar rindo escondido… “Pior ainda, não imaginei que o Santander fosse defender um privilégio para as bancas sobreviventes, em detrimento aos “chaveiros, manicures, ateliês de costura, floriculturas e até assistências técnicas de celular”, que imagino alguns deles, talvez milhares, sejam clientes do Santander. E me pergunto, será que o Sergio Rial aprovou essa nova modalidade de financiamento do banco que dirige, modalidade cosplay tosca de ação de benemerência? Assinado, Francisco Madia, o último assinante de jornais e revistas, o último frequentador das bancas de jornais. Ou, um dos últimos… Tempos de coronavírus! Acho que o covid-19 bagunçou a cabeça dos profissionais do Santander…” – terminava o Madia. Dias depois, o Santander foi enquadrado pelo Conar por sua monumental lambança. Acatou a acusação da ANJ – Associação Nacional de Jornais – que a campanha do Santander deprecia a relevância dos jornais. Nos vídeos da campanha o Santander dizia, “nos últimos anos, mais gente comprava jornal para catar sujeira de bicho de estimação do que para ler…”, e, emendava… “ninguém mais compra jornal em bancas, todo mundo lê notícia pelo celular…”. No mês de maio de 2020, mas em tempo, o Santander arrebatou a taça da lambança da década.
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Camelos ou Unicórnios?

Na nova economia, depois do day after, camelos ocupam o lugar dos unicornios… Será? Unicórnios, bichos agressivos, sedentos, insaciáveis. Que precisam subir a ladeira a toda, e carecem de doses substanciais e recorrentes de capital. Característica principal: escalarem exponencialmente custe o que custar ainda que a custa de prejuízos monumentais… Camelo, bicho manso e domesticado, mais que experiente, e que atravessa longas jornadas sem precisar beber água… Quem levantou essa discussão foi a revista Exame, e em brilhante matéria assinada por Sérgio Teixeira Jr. Sérgio faz o seguinte raciocínio: “A pandemia global do coronavírus colocou os unicórnios em risco de extinção. Startups avaliadas em mais de US$ 1 bi antes de colocar os pés nas Bolsas… Hoje, estima-se existirem 400 exemplares dessa espécie. E a dúvida é quantos sobreviverão, na medida em que novos unicórnios e por um bom tempo serão uma impossibilidade quase que absoluta…”. E em todo o seu longo e detalhado artigo-tese, Sérgio vai anexando muitos exemplos de sucessos que vão ficando na paisagem. E, na conclusão, finaliza lembrando um artigo do professor do IMD, Nuno Fernandes, em que afirmava que “assim como na série Tronos, o inverno está chegando”. Apenas alguns unicórnios sobreviverão e voltaremos aos fundamentos e princípios básicos e consagrados… Tipo, empresas precisam dar lucros… E conclui Sérgio, “Para os conservadores, são as velhas, boas e rentáveis empresas as mais preparadas para os desafios escondidos na próxima esquina, as mais preparadas para o mundo pós-coronacrise. Masayoshi Son, o maior investidor do digital e dos unicórnios, todo poderoso do Softbank, dizia mirar nos próximos 300 anos, quando descarregava dezenas de bilhões de dólares em empresas como o We Work e Uber. Agora, prevê perder US$ 16 bi. E muitos de seus negócios não sobreviverão 300 dias, que dizer anos. Portanto, e segundo o Sérgio, “Nada melhor, assim, para chegar ao próximo oásis, do que um passo seguro após o outro”. A habilidade e competência, decorrente de anos de estrada, das chamadas empresas camelo. Porém, ser camelo neste específico momento, é bom por um curtíssimo tempo. Em chegando ao próximo Oásis, esquecer que é camelo e refletir e planejar-se sobre como pretende amanhecer, mais adiante, num mundo absolutamente novo, e onde camelos não farão mais o menor sentido. Lembram-se do programa da TV, Cinderela por um dia. É por aí. Camelo por poucas semanas, quem sabe meses, mas, menos de um ano. Depois esquece. Na nova economia não existe nem tempo, nem espaço e nem utilidade para empresas camelos. Oásis, então, esquece. O novo bicho não é nem camelo e nem unicórnio. O novo bicho nasceu no dia 26 de outubro de 2016, e foi intuído e batizado pela jornalista Gina Pell. E batizado com o nome de uma espécie de certas vegetações que resistem a tudo: Perennials. Esse novo bicho, os novos normais e pós-coronacrise, somos “Pessoas físicas e jurídicas relevantes de todas as idades e que vivem e mergulham de cabeça nos tempos de hoje. Sabem o que está acontecendo no mercado, mantêm-se atualizadas com e sobre a tecnologia, e têm amigos de todas as idades e matizes. Mantém-se evoluídas, curiosidade permanente, orientam os outros, apaixonadas, compassivas, criativas, confidentes, colaborativas, universais. E antes, durante, e depois, o tempo todo, empáticas”. Nem camelos, nem unicórnios, perennials. Vamos nessa? Perennials, tanto na física, como na jurídica.