Tag: Itaú

Blog do Madia MadiaMM

Diário de um Consultor de Empresas – 05/05/2021

Francisco Madia comenta sobre uma decepção batizada de Stix, ou, quando três gigantes se somam – Droga Raia, Pão de Açúcar, Itaú e o resultado é pífio. Quase um nada absoluto.
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Nesses 40 anos, prestamos mais de 50 serviços para instituições financeiras. Antes de criar a MADIA, e sem o saber, vinha me preparando para essas consultorias. Hoje conto um pouco sobre os trabalhos que fiz antes da MADIA – ANHANGUERA, ITAÚ e COMIND – e quatro dos mais de 50 do MADIAMUNDOMARKETING: BANCO REAL, MERCANTIL DE SÃO PAULO, BRADESCO, e PACTUAL. Com o processo radical de derretimento que acontece neste momento no mercado financeiro em todo o mundo, temos uma demanda por serviços de consultoria por bancos, fintechs, bigtechs, batendo todos os recordes. https://youtu.be/aQEJZDMVir4
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Nesta edição, 10 das mais de 200 descobertas, constatações, inovações e aprendizados, coletados por nossos consultores no ano de 2002/2003 e que hoje integram o capital de conhecimento colocado à disposição das empresas, empresários e profissionais que contratam nossos serviços. Nesta edição, 1- Novas revelações sobre a marca ITAÚ; 2 – A importância dos restaurantes em nossas vidas; 3 – ELVIS PRESLEY, ainda uma máquina de fazer dinheiro; 4 – A galera da Geração DOS; 5 – ALAIR e as pastas de dente; 6 – A ALMAP dos anos 1970/1980 arrancava lágrimas; 7 – A decadência dos JEGUES; 8 – O dia em que o CIRCO GARCIA fechou suas portas para sempre; 9 – A charrete de SAMUEL KLEIN, e, 10 – Os três mosqueteiros do bem, SEABRA, LEAL e PASSOS.
Negócio

Villa XP, ou, a “Cidade de Jesus”

Talvez, quem sabe, de forma inconsciente, quase 70 anos depois, Guilherme repete Amador e Lázaro. Que tenha o mesmo sucesso que seus benchmarks tiveram. Para desespero do sócio Itaú. Que se recusava a continuar apanhando calado e deu início ao divórcio amigável e com muitos ganhos. Como é do conhecimento de todos, o Bradesco nasceu no ano de 1943, na cidade de Marília, interior do Estado de São Paulo. Enquanto os demais bancos privilegiavam os abastados, o Bradesco revelou-se, desde sua gênese um banco popular. Em 1972, o Madia comandava o marketing do Itaú. E Olavo Setubal decidiu focar o banco mais na classe média e alta. E a decisão acabou vazando. Na primeira reunião em que cruzou com Amador Aguiar na Febraban, Amador disse: “Olavo, soube que vocês vão fazer um corte de clientes. Por favor, os clientes que vocês não quiserem mais, mandem para o Bradesco…”. E assim, e durante anos, o Bradesco ensinou seus clientes a preencher cheques. E mesmo assim, quase todos, deixavam pra preencher os cheques nas agências do banco, com medo de errarem… No ano de 1946, a matriz do Bradesco deixa Marília e muda-se para a cidade de São Paulo. Em 1951, com oito anos de existência, torna-se o maior Banco privado do país. E Amador Aguiar e Lázaro de Mello Brandão, decidem construir, na cidade de Osasco, a Cidade de Deus. A construção começa em 1953, e antes da virada da década a sede da empresa muda-se para Osasco. O resto é história. E, agora, mergulhamos na coronacrise. Muitas empresas liberam e motivam seus funcionários a trabalharem de suas casas. Quase todos os bancos fazem isso. Inclusive, o XP. Meses atrás o XP anunciou que não tem mais volta. Que vai mudar sua sede para uma cidade do interior, próxima de São Paulo, à semelhança do que fez o Bradesco nos anos 1950. Em material preparado especialmente para anunciar a decisão, o XP batiza sua “Cidade de Deus”, não de “Cidade de Jesus”, mas, de Villa XP. Como se batizam as casas de shows da chamada modernidade. Segundo o book, “um prédio moderno e sustentável, próximo à capital, e de fácil acesso a aeroportos e rodovias…”. Como não poderia deixar de ser, a Villa XP, não confundir com Villa Country, terá tudo o que se espera de uma cidade: exposições, espaços para crianças, cinemas, fotos, painéis com a narrativa da empresa com muitas fotos do presidente, heliponto, cafés, espaço para eventos, quadras para diferentes esportes, academia de ginástica, etc. E ainda vai vender o livro em que se conta a história da XP, e de seu fundador, Guilherme Benchimol… Amador Aguiar chegava todos os dias para o trabalho de helicóptero. Provavelmente, o mesmo fará Guilherme Benchimol… Quem sabe chegará de drone. Qualquer semelhança, definitivamente, não é mera coincidência…
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Diário de um Consultor de Empresas – 06, 07 e 08/02/2021

Francisco Madia comenta, LEMBRA COMO ERAM OS BANCOS. No tempo em que os gerentes moravam em cima das agências e antes de dormir apagavam as luzes… Da casa, e da agência. FIM. Quando entrei no Itaú, em 1971, para montar a primeira área de marketing de um banco no Brasil, eram 300 agências. Só neste ano vai fechar mais que o dobro… O SANTANDER não tem mais agências, agora, LOJAS…
Negócio

Cingapura, apenas uma referência, e nada mais

Dentre as cidades mais festejadas dos dias que vivemos, do tsunami tecnológico, da travessia do mundo velho para o admirável mundo novo, Cingapura ocupa um das, ou, talvez, a primeira colocação. Oferece importantes lições e constitui-se num ótimo “case” a ser discutido e analisado para todos os demais países. E ponto. Absolutamente impossível replicar-se em países maiores e com séculos de problemas e desafios nas costas, às mesmas soluções encontradas por Cingapura. Começa que o país todo, Cingapura, é uma ilha com 719 Km2, pouca coisa menor que a metade da cidade de São Paulo, e 12 vezes apenas maior que a ilha de Manhattan. Ou seja, um país pequeno, ou, mínimo. Mas, tem um outro e importante detalhe. Cingapura é como se fosse um Neon, um Nubank. O Brasil é um Bradesco ou um Itaú, Banco Do Brasil. E como o Bradesco e o Itaú, e os demais grandes bancos, têm um passado para resolver e descartar a maior parte. São milhares de metros quadrados de espaços, mais móveis, mais milhares de agências que não servem para mais nada, enquanto as fintechs ou novos bancos só olham para o futuro. Se nossa história vai completar 520 anos, a de Cingapura tem 54. O Brasil também tem que resolver as encrencas que construiu no passado. Como, e, por exemplo, um Estado balofo e voraz que debilita dia após dia nossa economia. Em 1965, Cingapura separa-se da Malásia, renasce como estado independente, só olha para frente, já que a natureza é pobre e tem que importar até água, concentra-se na industrialização, e mergulha na tecnologia. Sai da frente! Hoje a pequenininha Cingapura é o quarto maior centro financeiro do mundo, registra a presença de 7 mil empresas multinacionais. 97% da população são alfabetizadas, de verdade; 77% têm curso superior; É o país mais competitivo segundo o Fórum Econômico Mundial; 91% dos habitantes têm acesso a banda larga, e é o segundo lugar mais fácil de se fazer negócios em todo o planeta. Considerando a dimensão do país, a forma moderna como se planeja, organiza e trabalha, definiu suas metas para 2030 e certamente vai alcançar todas. Nenhuma casa a mais que 10 minutos a pé de uma estação do Metrô; Ninguém pode morar e trabalhar a mais de uma hora de distância; Ninguém pode morar a uma distância superior a 400 metros de um parque; 30% das posições de diretorias e conselhos das empresas ocupados por mulheres, e por aí vai. Ou seja, amigos, Cingapura é uma maquete. Um sonho que se realiza. Temos muito que, mais que aprender e aproveitar de todas as experiências que a cidade vem realizando, mas nossos desafios são de outra ordem e dimensão. Talvez, um exercício que deveríamos fazer, numa espécie de Projeto Brasil Cingapura, é analisarmos nossas 500 principais cidades, e ver o que poderíamos aproveitar e replicar daquele país cidade, por aqui. É só isso. Mas, só isso, e já é muito! Vamos refletir, considerar, e, quem sabe, replicar algumas dessas iniciativas.