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Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 14, 15 e 16/05/2022

Num país, Brasil, e até e onde o passado é incerto, Seguro não merece a denominação que tem. No Brasil, nada mais inseguro do que o Seguro…
Negócio

Amargo regresso, ou, feliz retorno?

Como receber os clientes de volta pós-pandemia. Ou, Club Med, quando o propósito é vender momentos de emoção e felicidade. Poucas empresas em todo o mundo possuem um capital de experiências de extraordinária qualidade em oferecer momentos de intensa felicidade = prazer + diversão + alegrias do que o Club Med. Criado no mês de abril do ano de 1950, ideia e insight de Gérard Blitz, craque de polo aquático da seleção da Bélgica. A guerra chegara ao fim, pessoas mais que desejosas de diversão, lazer, e muita paz, muito especialmente os ex-combatentes e suas famílias. E assim, uma primeira iniciativa num pequeno hotel de Engelberg, na Suíça. Deu certo e seis anos depois abre o seu primeiro Village de inverno. Vinte anos depois recebe o investimento de outros nove acionistas, e, dentre esses, Gianni, Gianni Agnelli, Presidente da Fiat. Mais adiante, e com a morte de Agnelli, as ações são vendidas para o Grupo Accor. Hoje são 77 Villages pelo mundo, incluindo o Brasil. E aí veio a pandemia. Praticamente tudo fechado. E agora, a perspectiva de um retorno gradativo à normalidade a partir do segundo semestre. Em entrevista recente para a revista Veja, Henri Giscard d’Estaing, CEO Global do Club Med, não obstante os graves rombos nas finanças do Med revelou-se otimista: “Há muita gente neste momento desejando viver experiências únicas longe de casa, onde nunca passaram tanto tempo em suas vidas…”. Segundo Henri, e considerando a experiência nas unidades que já reabriram, acredita ter em seu produto diversões para os pais e para os filhos, talvez sua maior vantagem competitiva. Diz, “Depois de tantos meses distantes, as crianças querem conviver com outras crianças, e os pais agradecem porque precisam de um respiro…”. Nota curiosa da entrevista é que, dentre as vítimas do Covid-19 na França, o pai de Henri, Valéry Giscard d’Estaing, presidente da França de 1974 a 1981. Segundo Henri, o Covid foi o ponto final de uma vida feliz. Disse que seu pai tinha 94 anos e outros problemas de saúde, e morreu junto da família… Essa rápida reflexão e constatações de Henri é o tema de sucessivas reuniões no comando das empresas de todos os setores de atividade, muito especialmente das que prestam serviços de lazer e turismo, sobre como se preparar para seus clientes de sempre, ou novos clientes, ainda traumatizados pela pandemia. O que oferecer, ou não, de diferente… E você e sua empresa, estão preparados para o mais que aguardado reencontro, depois de mais de dois anos de distância? Estamos a caminho da normalidade, ou de uma nova normalidade. Mais que na hora de rever e atualizar os planos…
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Diário de um Consultor de Empresas – 09, 10 e 11/04/2022

LUTO PROLONGADO, EM NOVA, INFINITA E MAIS QUE DOLOROSA VERSÃO. TEMOS QUE COMPREENDER, E, RESPEITAR.
Negócio

“Zoofa”, a doença da moda, ou, o julgamento precoce dos aplicativos de trabalho e reuniões

Um ano e pouco depois o Zoom e demais aplicativos de reuniões, conferências e trabalho a distância são acusados e encaminhados para o banco dos réus. Estão, além de transtornarem e deprimirem as pessoas, cegando algumas. O uso excessivo está convertendo uma plataforma abençoada num criminoso em potencial. E assim, manifestações e registros em todo o mundo sobre a tal da nova doença, decorrente e filha do Covid, a “Zoofa” – Zoom Fatigue. Já no mês de abril de 2021 a revista Veja trazia a primeira denúncia: “Para os estudiosos do comportamento humano, o esgotamento pode ser explicado com facilidade. Durante um diálogo, o cérebro não se concentra apenas nas palavras. Faz uma espécie de zoom e recolhe dezenas de informações adicionais a partir de diferentes sinais e códigos. Isso cria uma percepção holística e isso requer um esforço cognitivo desproporcional e ao que nossas vistas e cérebros não estão acostumados…”. Em outubro foi a vez da Época Negócios tratar do assunto. “A pandemia do covid-19 nem bem terminou e já deu vida à outra pandemia, a Zoom Fatigue”… “Zoofa”. E o tema tomou conta das mais importantes plataformas de comunicação do mundo: BBC, New York Times, Washington Post, The Guardian, e quase todas as demais. E agora, e finalmente, Jeremy Bailenson, pesquisador da Universidade de Stanford chega a trágicas conclusões, e publica seus estudos em revista científica. Ou seja, deixou de ser especulação e virou realidade. A “Zoofa” é a filha do Covid. E o artigo de Jeremy é definitivo. Diagnostica e tipifica a doença, a síndrome, e faz quatro recomendações essenciais para tentar atenuar o problema: A – Minimizar a janela dos aplicativos e permanecer a razoável distância das telas. B – Sempre deixar fechada ou oculta a janela de vídeo que mostra a nossa imagem. C – Movimentar-se a cada dois ou três minutos, no mínimo. D – Tentar, sempre que possível, realizar reuniões exclusivamente com o áudio, esquecendo as imagens. E vai piorar. Em poucos anos os aplicativos de reuniões terão os recursos da realidade aumentada… Muito rapidamente descobriremos que continua não existindo nada melhor, mais eficaz, mais verdadeiro, mais humano, que gente com gente, live, lado a lado, física e presencialmente. Talvez o maior legado dessa terrível pandemia seja seres humanos redescobrindo o quanto gostam e são absolutamente dependentes de seres humanos.
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Diário de um Consultor de Empresas – 18/02/2022

DEPOIS DO COVID, BURNOUT! Não é que as pessoas não querem voltar ao trabalho presencial. Muitas, não querem voltar a qualquer tipo de trabalho…
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Diário de um Consultor de Empresas – 12/01/2022

COM O PREVALECIMENTO, CRESCENTE, DO “AMERICAN WAY OF EAT”, NÃO PARAMOS DE… ENGORDAR. E depois da pandemia e meses trancados em casa e recorrendo a pizzas e hambúrgueres…
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Diário de um Consultor de Empresas – 17/12/2021

TRATAMENTOS PÓS-COVID, e CARROS ELÉTRICOS PARA ALUGAR. Aos poucos, muitas e insuspeitas novidades vão se revelando.
Negócio

Jair Messias e Djokovic, ou, empresas não têm nem tempo nem competência para mudar quem quer que seja

Tudo que uma empresa precisa fazer é definir um phocus. E entenda-se por phocus aquele conjunto de pessoas que por uma série de atributos – sexo, idade, renda, preferências, vontades, ambições, insiram-se de forma perfeita, se possível, nos serviços que a empresa/produto se dispõe a prestar. E depois, e devida e competentemente estimuladas, comprem. É isso ou tudo isso. Nenhuma empresa por maior e mais poderosa que seja tem competência para mudar o que, e quem quer que seja. Nenhum ser humano tem essa possibilidade ou poder. De certa forma, e como diz a lenda, e as melhores práticas e experiências, já nascemos prontos. Claro que a educação que nos é dada é da maior importância e colabora decididamente para enfatizar nossas componentes positivas, e atenuar ou corrigir os tais defeitos de nascença. Mas no fundo, como compôs e cantava Belchior, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais…”. Assim é a vida, assim é o mundo, e tudo mais é perda de tempo. Seres humanos apaixonam-se por outros seres humanos na certeza que permanecerão juntos pela vida, e que serão felizes para sempre. O que a realidade tem nos revelado é que seres humanos apaixonam-se pela imagem que criam de outros seres humanos, e não necessariamente pelo ser humano em si. Aquela pessoa tal como ela é. E por essa razão, e invariavelmente quando a realidade se impõe, muitas relações desfazem-se e cada um segue para seu lado. Qualquer outro entendimento e reflexão não passa de perda de tempo e decepções inevitáveis. E essa compreensão é da maior importância para todas as empresas quando definem seus phocus. Não podem acreditar por um único momento que o produto que estão lançando conseguirá mudar as aspirações e características das pessoas. Excepcionalmente isso pode até acontecer, mas, 99% dos “cases de sucesso são produtos e serviços que verdadeiramente encaixaram-se nas maiores e melhores expectativas das pessoas inseridas no phocus e mereceram a preferência empolgada das pessoas”. Neste momento dois exemplos espetaculares nos ensinam, pela infinitésima vez, que ninguém tem a capacidade de mudar quem quer que seja. Os brasileiros, parte deles, elegeram Jair Messias Bolsonaro que jamais escondeu o que verdadeiramente era. Mesmo que quisesse esconder os sete mandatos de deputados – de 1991 a 2018 ‒ revelavam tudo. Nem melhor, nem pior, apenas o mesmo Jair Messias de sempre. E passaram a cobrar do produto que compraram, que se comportasse e prestasse serviços que não tem absolutamente nada a ver com suas competências e características. O segundo exemplo é de um dos melhores tenistas dos últimos anos, o sérvio Novak Djokovic. Sabem-se lá por quais razões as pessoas acreditavam que o divertido e de certa forma irresponsável tenista, com a posição e o tempo converter-se-ia num anjo. Todos mais que enganados. Continua o mesmo demônio de sempre. Em meio a pandemia organizou torneios com mais de 4000 pessoas nas quadras, participou dos eventos sem usar máscaras, declara-se contrário às vacinas, “zoou” com os apavorados falando que o covid era transmitido pelo 5G, e culminou nocauteando uma juíza de linha, ao lançar uma bola com muita força, e sem olhar, para trás… Dias depois de retornar as quadras por ter contraído o tal do covid. É isso, amigos. Somos como somos e é a partir do como somos e não como as empresas gostariam que fôssemos é que começa o jogo. E, depois, é jogado. Tudo mais é delírio, perda de tempo, decepções infundadas, cobranças e expectativas improcedentes. Jair Messias seguirá Jair Messias, e Djoko seguirá Djoko até os finais dos tempos. Ainda que alguns alimentem a tola expectativa de um milagre.
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Diário de um Consultor de Empresas – 11/02/2021

Francisco Madia comenta sobre O QUE NÃO MATA, ALEIJA. Essa expressão popular, grosseira, tosca, vulgar, infelizmente traduz uma parcela substancial da realidade que começamos a viver agora, quando nos aproximamos de um ano do COVID 19. Milhares de empresas e negócios chegaram ao fim. Literalmente, morreram. E muitos outros milhares de negócios perderam um pedaço, uma parte considerável, em muitas situações quase tudo, e terão que se reinventar. Ou, melhor, renascer.