Tag: Big Techs

Negócio

Redes sociais versão paga

Nos próximos meses uma grande discussão tomará conta do mundo. Nos últimos 20 anos, as chamadas big techs mais que mandaram ver no tocante aos dados de seus clientes. Mesmo com advertências, e estabelecendo regras para que seus clientes concordassem, mais de 90% dos “De Acordo” foram dados no embalo, na emoção, no escuro, pessoas concordando sem informarem-se sobre o que estavam fazendo, e a utilização dos dados pelas big techs foi num crescendo absurdo. Conclusão, até as pessoas mais distraídas e desligadas incomodam-se com a invasão ostensiva de uma intimidade que um dia tiveram. Mas, e por outro lado acostumaram-se e tornaram-se dependentes das redes sociais, dos aplicativos de relacionamento, e não gostariam de abrir mão. Como não existe free lunch, almoço grátis, e as empresas da nova economia precisam desenvolver novas formas de se monetizar para preservarem-se vivas e lucrativas, seguramente caminhamos para duas alternativas, como hoje algumas plataformas já oferecem. A versão gratuita, onde as pessoas não pagam nada, mas concordam com tudo, ou seja, devassam seus comportamentos, caminhadas, compras, decisões, opiniões, e que as redes comercializam para seus anunciantes e para uma publicidade mais precisa. Ou, as pessoas optam por uma versão paga, onde não fornecem os dados, e nem aceitam publicidade. Todas as redes sociais neste momento com estudos adiantados sobre esse encaminhamento. Nas próximas semanas o Twitter anuncia sua versão paga, assim como o YouTube já oferece sua versão paga desde setembro de 2018, sem publicidade, mas ainda onde utiliza os dados. Ou seja, o YouTube terá brevemente uma segunda alternativa paga, mais cara, onde compromete-se a não usar qualquer tipo de dados de seus clientes, assim como não bisbilhotar suas movimentações e processar todos esses dados com a utilização e recursos da inteligência artifical. Novos tempos pela frente. Serviços custam. Ou você paga, ou alguém paga por você, ou você concorda em ter sua intimidade e todas as suas movimentações registradas, documentadas, aferidas, e, comercializadas. A decisão será, quando isso acontecer, de cada um de nós.
Negócio

Insuportável, insustentável, chega, e basta!

Meses atrás a notícia que, depois do vazamento monumental de dados do Facebook, dados de mais de 500 milhões dos 740 milhões de usuários do Linkedin estariam à venda nos mercados do submundo do digital. Onde trafegam e traficam os hackers de todo o gênero. Isso acelera ainda mais a cobrança que todos estão fazendo das big techs que se dizem e são poderosas, mas revelam-se, na prática, absoluta e injustificavelmente incompetentes, em preservarem os dados que lhes foram entregues em total confiança, e que veem vazar medíocre e criminosamente pelas frestas, fendas e buracos de suas plataformas. E se fazem de loucas, como se nada tivessem a ver com isso. Não dá mais para ser assim. Inaceitável, indecoroso, medíocre. As big techs precisam assumir a responsabilidade máxima pela confiança de bilhões de pessoas em todo o mundo. A lei número 1 do Pequeno Príncipe segue mais válida do que nunca. “Você se torna eternamente responsável por tudo e todos que cativa”. Repito, não dá mais para segurar, como cantava Gonzaguinha, explode coração… Mais que na hora das big techs colocarem-se em defesa dos bilhões de pessoas que aderiram as suas plataformas, que foram seduzidas por seus serviços e ofertas, assumirem suas responsabilidades. Repetimos, não existe a menor justificativa para as big techs continuarem convivendo com milhões de golpes que as pessoas continuam sofrendo por terem aderido a suas cláusulas, por terem confiado em suas propostas. Ou vão continuar comportando-se como se nada tivessem a ver com isso… A mesma cobrança todos nós fazemos das empresas de quem somos clientes e que assistem, passivamente, como se não fosse com elas, suas marcas serem usadas diariamente para golpes nesses clientes, nós, e que só sofremos esses golpes porque confiamos nessas empresas e compramos seus serviços. Não é justo, muito especialmente bancos e cartões de crédito, que continuem agindo só depois que os golpes foram consumados. E ainda dizem lamentar-se, mas, que a responsabilidade não é deles… Como assim?!
Negócio

A nova Globo

A nova Globo, por enquanto, é uma grande interrogação. Já se revelava um projeto de difícil execução, um desafio gigantesco diante de uma situação de liderança de décadas, e colocada à risco e à prova pelo tsunami tecnológico. E para agravar o processo, a pandemia. Os irmãos Marinho escolheram um ex-consultor, com carreira consistente em diferentes empresas, para pilotar a transformação. Jorge Nóbrega, 66 anos, Jorge Luiz de Barros Nóbrega. Jorge chegou à Globo pelas mãos de Marluce Dias, com quem trabalhou e conheceu na Mesbla. Marluce contratou Jorge para preparar a sucessão na empresa. Assim, e desde 1997, Jorge começou a construir seu caminho na Globo, trabalhando diretamente com Roberto Marinho. Em pouco tempo uma de suas recomendações foi aceita, a de que os filhos de Roberto – Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto – deixassem os comandos executivos de empresas e atuassem através e exclusivamente do Conselho. Hoje, e encarando uma pandemia pelo caminho, comanda a implantação e execução do projeto Uma Só Globo. Talvez, e no ambiente corporativo, pelas circunstâncias, pelas características de uma organização onde o lado artístico é muito forte, e por uma liderança de décadas agora fortemente contestada por concorrentes que chegaram e foram tomando conta do espaço como se fossem habitantes de outros planetas – as Big Techs – Jorge Nóbrega tem pela frente o maior dentre todos os desafios que algum profissional enfrentou nos últimos anos. De como recuperar uma empresa que durante 50 anos manifestava sua competência exclusiva e única de conversar e conhecer o comportamento superficial dos brasileiros, diante da chegada de Big Techs que passaram a conviver intimamente com esses mesmos brasileiros, mas, e diferente da Globo, sabem com antecedência, do que gostam, com o que simpatizam, e o que pretende fazer daqui a segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos. Para onde estão indo, onde estiveram, e de onde estão voltando nos últimos minutos… Uma competição absolutamente desigual… Meses atrás, Jorge Nóbrega concedeu longa entrevista ao jornal Meio & Mensagem. E, em nosso entendimento, repetiu um equívoco devidamente registrado no manifesto que dá a partida para a estratégia: Uma Só Globo. Num determinado momento da entrevista, Jorge, reitera, com todas as letras, que, “A Globo tem dois corações: nosso conteúdo e nossa tecnologia”. Não, não tem. Até agora a Globo teve exclusivamente um único e monumental coração, o Conteúdo – de longe, um dos três melhores do mundo. Já Tecnologia, não, mesmo porque tecnologia é ferramenta, é estrutura, é corpo, nada a ver com coração. Em um momento da entrevista, Jorge detalha a estratégia para atravessar 2020, o primeiro ano da pandemia, os anos seguintes, e que traz reflexões da maior importância sobre como uma empresa deve proceder em crise de tamanha dimensão; Diz Jorge, “2020 foi um ano particularmente difícil mesmo porque, e antes da pandemia, a economia do Brasil já encontrava-se em desaceleração… Quando chegou a pandemia a empresa tinha acabado de se juntar numa única estrutura e precisávamos continuar investindo em nossa transformação… Houve uma tremenda crise no mercado publicitário e, em alguns meses, principalmente abril, maio e junho, chegamos a ficar com uma receita 30% abaixo do previsto. Assim, avalio que não obstante tudo, tivemos em 2020 um resultado excelente… O Ebitda – lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações – foi de R$ 688 milhões, uma receita de R$ 12,5 bi – R$ 1,5 bi menor que a de 2019 – mas, e em compensação, uma grande redução de custos… Assim, e no final, conseguimos ter lucro… Sobre a situação econômica do grupo, Jorge disse, “Terminamos o ano com R$ 13,5 bi em caixa. E não compramos ou renovamos alguns direitos por questão de racionalidade. Mesmo assim seguimos com a Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e outros direitos no território dos esportes…”. Sobre cortes e contratações – “Na maioria das áreas tivemos reduções entre 10% e 30%. Mas também tivemos áreas que cresceram como a de serviços digitais com um grande Hub Digital. O objetivo do Uma Só Globo não foi de maximizar cortes, mas, adequar a empresa aos novos desafios de negócios que passou a ter…”. É isso, amigos. Uma empresa gigantesca, a maior de seu setor de atividade, enfrentando todos os desafios de um novo mundo pela frente, e ainda acelerado pela pandemia.
Negócio

Big Techs no paredão. (Não têm do que reclamar!)

Nada era proibido! Pela simples razão que nada existia. E assim, as Big Techs deitaram, rolaram e escalaram. Mas, recusaram-se a assumir qualquer responsabilidade. Agora, e finalmente, trilonárias, irão comer o pão que o diabo amassou. A orgia, finalmente, chegou ao fim. Até que durou muito… A cada novo dia, de todos os lugares, torpedos são disparados em direção às Big Techs. Em especial, Google e Facebook. Mas às demais, também. A todas as demais. Muitos hoje se perguntam qual a razão das Big Techs conquistarem o poder absurdo e quase absoluto que têm hoje. As principais razões são: A – Como o que fazem não existia, e assim não estava regulado, pisaram o pé no acelerador e não pretendiam tirar até começar o presente movimento de contestação, muito especialmente dos dados que dispõem de todos nós, e sobre o que fazem com esses dados. B – Como o lado bom dos serviços que prestam era e continua sendo irresistível – nos tornar mais próximos das pessoas e coisas que gostamos –, é mais viciante que drogas, literalmente, e para usar uma linguagem chula, entregamos nossas próprias calças, com total felicidade e maior prazer! Mas como não tiveram o menor critério na utilização de nossos dados, como não se responsabilizavam pelo que passava por suas plataformas, foram produzindo uma sucessão de desconfortos e agora, com o mundo acordando, chegou a hora de uma espécie de ajuste de contas. Acaba de ser lançado na Europa o livro da professora do Instituto de Ética e Inteligência Artificial da Universidade de Oxford, Reino Unido, Carissa Véliz, e que tem por título “Privacy is Power” – “Privacidade é Poder”. Carissa vem concedendo uma série de entrevistas, revelando uma fotografia que explica o exato momento que estamos vivendo, e que chegou a hora das Big Techs assumirem suas responsabilidades. Normalmente em suas entrevistas Carissa começa explicando o valor dos dados pessoais. “Na era digital, quem tiver dados tem poder. Se entregamos nossos dados a empresas de tecnologia, os poderosos comprarão e terão acessos a esses dados e ficarão mais poderosos ainda. Se entregamos aos governos, corremos o risco do prevalecimento de tendências autoritárias. Assim, a única maneira da democracia fortalecer-se é os dados pertencerem aos cidadãos e continuarem sob seu controle…”. Mais adiante lembra a todos que um dia Mark Zuckerberg, Face/WhatsApp/Instagram afirmou que agora tínhamos evoluído em nosso entendimento e conduta sobre a privacidade o que é um absurdo. Uma mentira tosca, pornográfica. Disse, Carissa, “Como se alguém furtasse seu diário e você percebe rapidamente, e começa a imaginar o que poderão fazer com seus dados e informações. Quando isso acontece online você demora para descobrir, e como esses roubos não deixam rastros, você não tem nenhuma ideia de como recuperar e o que fazer…”. Quando as pessoas falam que a tal da privacidade no digital é uma bobagem e que jamais será conseguida, responde, “Mais ou menos o mesmo que falavam com acabar com o trabalho infantil, chegar-se ao direito universal, turnos de oito horas de trabalho, semanas de cinco dias, licenças maternidade e paternidade… A história da evolução dos direitos humanos é o adensamento da percepção que os seres humanos não são recursos a serem explorados por quem quer que seja… Assim dados pessoais em hipótese alguma deveriam ser tratados como se fossem mercadorias, comprados e vendidos…”. E, normalmente, Carissa termina suas entrevistas quase sempre com uma mesma frase, e que é, “Não podemos permitir que as Big Techs ditem a agenda da sociedade…”. É isso, amigos. E hoje ditam. E como ditam… Todas as armas, e, finalmente, apontadas em direção às Big Techs. Ou nos converteremos num mundo de meia dúzia de reis e tiranos, e 10 bilhões de escravos…
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 22/10/2021

A “MAIORIDADE PENAL” dos MARKETPLACES. Mais que chegou a hora das alegadas “pontes” assumirem suas responsabilidades. E já começou com a decisão da AMAZON. Antes tarde do que nunca, ou, serem constrangidas e obrigadas pela Justiça.
Blog do Madia

Diário de um Consultor de Empresas – 12/10/2021

TODO CUIDADO COM OS NÚMEROS DOS TAIS “INFLUENCIADORES” É POUCO. E, números, são apenas o ponto de partida. Muitos e outros filtros precisam ser utilizados antes de eventual contratação. E, mesmo assim, um elevado risco envolvido.
Negócio

O fim das grandes sedes das corporações

Em grande matéria meses atrás, no The Washington Post, a dúvida que não para de crescer sobre qual o sentido e o futuro das sedes das grandes corporações. Não, a matéria não se referia a organizações da velha e tradicional economia. Grandes indústrias, varejo, bancos. Referia-se a sede dos gigantes do digital, das big techs, como e, por exemplo, a emblemática sede “big disco voador” da Apple. E, também, a sede das demais big techs. Essas empresas, novas no que fazem, dizem e comportam-se, erraram bisonhamente e revelaram-se mais medíocres que as empresas tradicionais, em pensarem em qual seria o melhor formato para suas instalações. Pensaram de forma tacanha, medíocre e ultrapassada – quem diria – em como fazer um terno ou um vestido para o corpo que têm, e não em como embalar minimamente aquilo que fazem, e os serviços que prestam. Revelaram-se preocupadas em fazer bonito e causar inveja aos concorrentes, e esqueceram-se do que é melhor para seu capital humano e clientes. Enfim, comportaram-se como crianças com cabeça de velhos. Esclerosados! Isso posto, não será surpresa se muito rapidamente o big disco voador da Apple converter-se em museu, ou coisa do tipo, assim como a sede das demais big techs. E o mesmo vírus faz-se presente em muitas empresas no Brasil. Como, por exemplo, o supostamente disruptor XP, e referindo-se a que Amador Aguiar e Lázaro de Mello Brandão fizeram há 66 anos – 1953 – anunciou no ano passado uma nova sede, construída sob medida, e fora da cidade de São Paulo. Para quê? Em síntese, amigos, as pessoas são capazes de pensar o futuro com mais facilidade, quase naturalidade, e se organizarem para, e no fluxo dos serviços que prestam, mas não na pele ou casca com que se embalarão, ou aprisionarão, na sequência. De novo, o não pergunte por que as pessoas são e pensam assim. São, pensam e agem assim mesmo. É de causar perplexidade, mas é assim mesmo.
Negócio

O “baile da ilha fiscal” das big techs, ou, os dias de “Wine and Roses” chegaram ao fim…

No dia 9 de novembro de 1889, um sábado, decidiu-se prestar uma homenagem aos oficiais do navio chileno Almirante Cochrane. Decidiu-se por um grande baile na Ilha Fiscal. Mal sabiam os homenageados, e todos os demais que participaram que aquele seria o Último Baile da Monarquia. Dias depois, 15 de novembro, sexta-feira seguinte, veio a Proclamação da República Brasileira. De certa forma 2020, o ano da pandemia, foi uma espécie de Baile da Ilha Fiscal das Big techs. Pode ser até que ainda demore mais de um ano, mas, dois, três… Em hipótese alguma. Assim, e como era de se esperar, as big techs, mais abençoadas ainda pela pandemia, racharam de ganhar dinheiro em 2020. Google, Amazon e “Feice”, para ficarmos apenas em três, juntas, fizeram um lucro em 2020, de mais de US$ 200 bilhões. Apenas a título de ilustração o desempenho de algumas das big techs. A Amazon ganhou – lucro líquido – US$ 21,33 bi, o equivalente a 84% a mais que no ano anterior. Uma Netflix, ainda uma das menores big techs, mas representativa do território que não para de crescer e que é o streaming, alcançou um lucro de US$ 2,76 bi, contra US$ 1,87 bi do ano anterior, 2019. E até a mais emblemática e mais recente das big techs, a empresa de Elon Musk, a Tesla, que em 2019, ainda nadava num vermelho vivo, com um prejuízo de US$ 862 milhões, saiu do vermelho e encaminha-se para um lindo azul: um lucro de US$ 690 milhões. O Google bateu num lucro de US$ 40,51 bi, 25% a mais que o lucro de 2019. E o “Feice” chegou nos US$ 29,15 bi, um crescimento de 18%. A Microsoft, a vovó das big techs, pelo espetacular desempenho de suas nuvens, alcançou um lucro de US$ 44,28 bi, 13% a mais que em 2019. E fechamos com aquela que ainda e com total merecimento, por sua beleza, é a mais cortejada dentre todas, a Apple, com um lucro de US$ 57,4 bi, 20% a mais que em 2019. É isso, amigos, a farra de crescer e prosperar num território de pouca ou nenhuma regulamentação, e dar mordidas generosas e substanciais em cadeias de valores tradicionais, possibilitou às big techs uma década de fartura e riquezas. Muito provavelmente seguirão ganhando um bom dinheiro nesta nova década. Mas jamais como nos dias, como dizia a música, de Wine and Roses, de alegrias, felicidade, prosperidade e sucesso. Lembram, “The days of wine and roses Laugh and run away Like a child at play Through the meadowland toward a closing door A door marked “Nevermore” That wasn’t there before…”. “Dias de vinhos e rosas, de felicidades e alegrias, como de crianças a brincar… Agora uma porta fechando, Com uma placa escrita nunca mais… E que não estava ali antes…”. Ou como respondia o Corvo na poesia monumental de Edgard Allan Poe… Quando as big techs voltarão a rachar de ganhar dinheiro…? E o corvo responde, nevermore… Acabou. Ou melhor, está acabando…
Negócio

Fake news existem de verdade? Onde tudo começou… Precisamos de censura e tutela?!!!

Da virada do milênio para cá, e em todo o mundo o tema é fake news. De uma forma cínica e enviesada, discute-se apenas as fake news que têm impacto na política. Todas as demais, com os mesmos ou maiores graus de perversão e crime, permanecem à margem. Em verdade, fake news sempre existiram. Porque pessoas de péssima índole e criminosos fazem parte da história da humanidade. Pessoas para as quais os fins mais que justificam os meios e mandam ver. A versão moderna das fake news na política tem uma pré-história, e o atual momento. A pré-história aqui em nosso país vai da redemocratização do Brasil, até o advento da internet, e o florescimento das redes sociais. E a partir das redes sociais, eclodem as tais das fake news. Com a redemocratização, e a volta das eleições, pessoas desqualificadas, ou até mesmo competentes e talentosos profissionais de marketing adeptos do “tudo por dinheiro”, decidiram colocar seus préstimos e competências a serviço de poucos e bons políticos, assim como de outros políticos bandidos e criminosos. Os tais marqueteiros… Esses bons profissionais ética zero passaram a recorrer às piores formas de crimes, na tentativa de alavancarem seus candidatos, mas sem dispor, naquele momento, de uma ferramenta para escalarem nas mentiras. Com a internet e as redes sociais, tudo o que faziam exclusivamente no analógico, migrou para o digital, e chegamos ao atual momento. Até aqui a introdução. Vamos entender, agora, como tudo começou depois da www. Gianroberto Casaleggio No dia 12 de abril de 2016, uma pequena comoção nas redes sociais e nos internautas mais ligados. Morria Gianroberto Casaleggio, que durante anos trabalhou na Olivetti, e foi contratado na virada do milênio para comandar a empresa de consultoria no ambiente digital, Webegg. Em três anos a empresa amargava um prejuízo de € 20 milhões, e Casaleggio foi substituído em 2003, por Giuseppe Longo. Decidiu então empreender com sua empresa de consultoria digital a Casaleggio Associati e prosperou. Em 2005, tornou-se editor do blog Grillo. Mesmo tendo morrido relativamente jovem, com 61 anos, deixou sua marca e criou o caminho para a adoção irrestrita de práticas tóxicas no ambiente político de muitos países. Com sua empresa de consultoria prosperando, associou-se ao humorista Beppe Grillo, criando o M5S – Movimento 5 Estrelas – que acabou se convertendo numa das principais siglas da direita na Itália. Se Beppe era barulhento e aparecia, Casallegio era o cérebro, e ficava distante dos refletores. Mas de sua cabeça nasceram algumas das iniciativas que passaram a pautar o marketing político no ambiente digital. O sucesso do M5S que em poucos anos converteu-se na terceira maior força política e no maior partido individual da Itália, e acabou inspirando outras lideranças e movimentos pelo mundo. Dentre outros, o Método de Casaleggio, de monumental sucesso no M5S, foi rapidamente assimilado pelo populista britânico Nigel Farage, e possibilitou, para a perplexidade do mundo, a vitória do Brexit. Rapidamente adotado por Steve Bannon, na campanha de Donald Trump, e replicado no Brasil pelo exército Brancaleone do Messias, que conseguiu o supostamente impossível. Eleger um pangaré, sem recursos, sem tempo de TV, que o Datafolha na sua infinita incompetência garantia que perderia para todos os demais candidatos no segundo turno, e ignorado e desprezado por todos demais políticos: O Método Casaleggio elegeu ele, Jair Messias Bolsonaro. O que é como funciona o Método Casaleggio? Seu objetivo é criar a sensação de movimento ou tendência, de forma planejada e organizada, no ambiente digital. Apenas isso. Vamos explicar. Toda vez que um tema é colocado em discussão e muitas pessoas se interessam, organiza-se um pequeno grupo de uma espécie de “Pastores de Rebanho”. Meia dúzia de pessoas que irão se apossar e dirigir o debate. Cada uma dessas pessoas trabalha com aproximadamente 50 contas falsas. Muitas vezes, se existirem recursos econômicos, utilizam robôs. E aí, e diante de uma enxurrada de opiniões convergentes de supostamente diferentes autores numa mesma direção, todos os demais participantes vão aderindo, numa espécie de efeito manada, ou, e para usar a linguagem da covid-19, uma espécie de contaminação de rebanho. Ou seja, amigos, manipulação da grossa. Crime. Como se fazia antes também, mas, e sem a possibilidade da escalabilidade fulminante, em curtíssimo espaço de tempo. E que só revelou-se possível nos primeiros anos do digital, pela absoluta falta de regulamentação. Assim, e hoje, e neste momento, e em que se discute em todo o mundo e no Brasil, também, as tais de fake news, estabelece-se a maior confusão. Na tentativa de acabar com o Método de Casaleggio, aproximamo-nos de práticas lamentáveis e sem o menor sentido; combater-se o veneno com um veneno maior, o de censura tosca e inaceitável. Pior ainda, em nosso país, sobre o patrocínio burro, criminoso e escatológico do Supremo, que se apequena e defeca, na maior e pior manifestação em relação às leis e aos costumes. Que literalmente caga, anda e sapateia sobre o que tem por obrigação e jurou defender, a Constituição. Aliás, e a bem da verdade, não se apequena, finalmente reduz-se às dimensões que sempre teve. De Supremo não tem nada. É insignificante, mínimo, desprezível. E aí você dirá, coberto de razões, e o que se faz? O que se faz, então, perguntamo-nos todos? Jamais proibir, apenas transferir o ônus de quem possibilita a prática desse crime de manipulação pública, as big techs, às grandes redes sociais. Como diz o ditado popular, quem pariu Mateus que o embale. Quem pariu e ganha montanhas de dinheiro com Mateus, as plataformas sociais, que as coloque em seu devido lugar e responsabilidade. Da mesma maneira que as demais plataformas de comunicação são responsáveis pelo que publicam e disseminam, que o mesmo aconteça com e dentre outros, o rei das redes sociais, Mark Zuckerberg, e com todas as demais plataformas que possibilitam essa manipulação deletéria da realidade. São as estradas, trilhas, caminhos, por onde multiplicam-se as fake news… O caminho por onde trafega a droga. Por outro lado, é um crime monumental contra a democracia proibir ou ameaçar a manifestação espontânea das pessoas e suas opiniões sobre diversos assuntos, evitando acontecimentos históricos e verdadeiros, que mudaram para sempre e para melhor a história da democracia ou sistemas políticos de diferentes países… Como aconteceu com as manifestações de junho de 2013 aqui no Brasil, com a Primavera Árabe, com o Occupy Wall Street, e dezenas de outros mais em todo o mundo. De 2019 para cá e finalmente, e no Congresso Americano, as big techs começam a ser chamadas à realidade. Ainda que tardiamente, mas, finalmente, a hora da verdade de Google, “Feice”, Apple, Amazon está chegando. E nos primeiros depoimentos, e uma vez mais as big techs tentaram tirar os delas da reta. Mentira que não tenham condição de resolver o problema que criaram na obsessão compulsiva para ganharem todo o dinheiro do mundo e converterem-se em empresas trilhonarias em dólares. Todas, sem exceção, são absolutamente dotadas das mais avançadas ferramentas de Inteligência Artificial. Inteligência que consegue rastrear, segundo a segundo, não o que sabemos que queremos, mas e até mesmo o que não imaginamos que iremos querer, mas que já se revela presente em todas as nossas movimentações. E assim, todas as big techs possuem ferramentas em excesso capazes de filtrar tudo o que flui através de suas plataformas. E dirigir de forma racional as mensagens certas para os lugares certos, e endereçar o lixo, as tais das fake news, para o lixo. De permitirem o fluxo do sangue para o cérebro e o coração, e destinarem a merda para o devido lugar. Portanto, mais que na hora de todos acordarmos. Não precisamos de regulamentação para o que quer que seja. Precisamos apenas que os irresponsáveis, as big techs, sejam devidamente enquadradas, e limpem a sujeira que fizeram e deem uma ordem na bagunça criminosa que patrocinam para entupirem-se de dinheiro. Censura nunca mais. Assim como tutela nem pensar. Portanto, mais que na hora das big techs dizerem ao que vieram, se vão assumir suas responsabilidades, ou são apenas uma espécie de novos hackers de colarinho branco. Bandidos fantasiados de mocinhos. Tirando proveito do encantamento e perplexidade da quase totalidade dos habitantes da terra. Tudo o mais é circo tosco e repugnante protagonizado por 11 prepostos de políticos da pior qualidade, fantasiados com mantas pretas às semelhanças dos urubus, defecando sobre a dignidade do Brasil e dos brasileiros. E ainda ousando nos tutelar… O lamentável, escatológico e repugnante Supremo. Sinteticamente, essa é a origem e o histórico das tais das fake news…
1
Negócio

Não me engane que eu nem gosto, não quero, e muito menos aceito. A hora da verdade das redes sociais chegou

O boicote ao Facebook e demais redes sociais continua e cresce. A cada novo dia mais e grandes empresas vão aderindo. A primeira pergunta que todos se fazem, é, o quanto esse boicote impacta nas receitas das redes sociais, muito especialmente, as receitas do Facebook? Bastante, mas não o suficiente para inviabilizá-las. Grosso modo, as grandes empresas, os grandes anunciantes, respondem por uma parcela correspondente a, exagerando, 30% de tudo o que um Facebook fatura. 70% ou mais vêm de milhões de pequenos anunciantes – pessoas jurídicas, prestadores de serviços, e até mesmo pessoas físicas – em todo o mundo. Mas, o constrangimento social é muito forte, e vai, finalmente obrigar, que as big techs, os gigantes do ambiente digital, parem de escalar sem limites num mundo que não os previu e, portanto não os regulamentou – escalabilidade sem limites – e comecem a assumir e arcar com suas responsabilidades. E é o que começa a acontecer agora. E já que param para a necessária e essencial revisão de suas práticas, as grandes empresas anunciantes, começam a mergulhar na efetividade dos resultados dos caminhões de dinheiro que investem nas redes sociais. Ou seja, não será surpresa se, em no máximo 10 anos, aconteça com as redes sociais, o mesmo processo de degeneração que começou a acontecer com as mais que prósperas Listas Telefônicas, dos anos 1960, 1970 e 1980… E que praticamente acabaram na maior parte das cidades brasileiras. Ou as big techs assumem suas responsabilidades, se autorregulam de verdade, enquanto o estado balofo não as enquadra, ou começam a ingressar em perigosa e irreversível contagem regressiva. E do ponto de vista da factibilidade de se autorregularem, não apenas no papel, na prática, não tem desculpas. A mesma inteligência artificial, com a mesma qualidade que rastreia o comportamento dos bilhões de pessoas na rede, tem todas as condições e mais ainda de rastrear o que vem de seres humanos, e o que vem de robôs. Para as redes sociais isso é bico! É suficiente programar e treinar a inteligência artificial para essa missão. Mas como isso não dá dinheiro, as big techs, desviam o assunto, e continuam insistindo na tese absurda da impossibilidade. Esquecem-se da sabedoria popular, “pau que bate em Chico bate em Francisco”. Chegou a hora dessa gente bilionária mostrar seu valor e cumprir com suas obrigações. Assim, jamais aprovarmos ou adotarmos uma legislação hipócrita e burra que se diz preocupada em evitar as fake news, e que as redes sociais, que as traficam, e têm todas as condições de, encarreguem-se dessa missão. De colocar ordem no galinheiro em que se transformaram. Quem pariu Mateus que o embale. Quem pariu os robôs, que impeça que continuem destruindo reputação e trabalhem para o mal. Aprovar esse absurdo que hoje tramita sob emoção tóxica e deletéria no congresso é punir os inocentes pela irresponsabilidade das big techs. Não, à censura.