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Onde nascem as economias

Temos dúvidas e convivemos com diferentes respostas e versões sobre diferentes fatos da vida. E, assim, prosseguiremos… Muitas dessas dúvidas, e que se revelam permanentemente nas perguntas que habitam nossas cabeças, quem sabe nunca alcancemos uma resposta. A gênese, a origem da economia, não é uma dessas dúvidas. Ou, não deveria ser. Todos, com um mínimo de inteligência e juízo mais que sabem onde começa tudo. Não convivemos com qualquer dúvida tautológica, tipo, “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”, ou, como se dizia na publicidade, “Tostines vende mais por que é fresquinho, ou é fresquinho por que vende mais?”. No tocante à economia, mesmo as pessoas de pouca cultura e entendimento sabem o caminho da origem, sabem qual é a gênese. E que é… Um dia, uma pessoa de forma natural em outros países, e ensandecida no Brasil devido às dificuldades e ao cipoal de normas, leis e regulamentos, decide empreender. Montar um negócio. E assim nasce uma empresa, muitas vezes, ele ou ela, o marido ou a esposa, em algumas situações, com o filho, cunhado, vizinhos. E assim que o negócio começa a caminhar, dias, semanas ou meses depois, nasce, um emprego. Isso mesmo, um emprego. Não existe nenhuma outra espécie na natureza que produza uma fruta essencial e virtuosa denominada emprego. Apenas uma espécie. E que se chama, empresa! E esse emprego, de imediato, já no final do primeiro mês, gera salário para quem trabalha, e impostos que darão origem ao Estado. Uma instituição que alguém um dia decidiu inventar para fazer o papel de uma espécie de síndico e/ou administradora de condomínio. Cuidar de um edifício chamado economia. Essa a história. Esse o caminho. E assim aconteceu com nosso país. Quando voltamos aos anos 1950, quando a industrialização engatinhava por aqui, e os serviços também, nós, brasileiros, ou trabalhávamos, ou encaminhávamos nossos filhos para trabalhar nos pequenos comércios das cidades, alguns mais corajosos prestavam o concurso do Banco do Brasil, e outros trabalhavam nas prefeituras, um número menor nos Governos de Estado, e um menor ainda no Governo Federal. 70 anos depois, e dada a nossa indiferença, comodismo e irresponsabilidade, fechamos os olhos, e o Estado foi crescendo, aumentando de volume, intensidade e tamanho, multiplicando-se, mais que os coelhos, os funcionários públicos nas prefeituras, câmaras, secretarias, País, justiça, forças armadas, guardas civis. Em síntese, 70 anos depois convivemos com um monstro. Que até mesmo por uma questão de inércia, não para de avançar e crescer. E por que decidimos fazer este comentário, hoje? Porque estamos enfrentando uma das maiores crises da história do mundo, e, especialmente, de nosso país, pela característica do Estado brasileiro. Neste momento, onde a economia volta para trás em desabalada marcha à ré, onde não temos mais dinheiro para nada, os funcionários públicos comportam-se, através de lobbys poderosíssimos, como se estivéssemos vivendo tempos de total e intensa prosperidade. O Titanic Brasil afundando e eles pedindo mais e mais champanhe… E assim, perplexos, assistimos hoje, governadores exigindo que possam conceder aumentos e outros benefícios a seus funcionários, em meio à pandemia. Nem no pior dos pesadelos poderíamos imaginar que um dia nos confrontaríamos com esse absurdo. Não é que o Estado vai quebrar. Já quebrou! Com a queda brutal na economia, existe uma correspondente queda na arrecadação. Assim, e como vem acontecendo na única espécie da natureza que dá uma fruta chamada emprego, e que são as nossas empresas, os que não perderam o emprego, terão, inexoravelmente, seus salários reduzidos. E terão que se defrontar com o apetite irracional e incontrolável do monstro Estado que não aceita redução no salário de seus funcionários, como ainda e neste momento reivindica aumentos para muitos deles. Mais de ano depois da pandemia algum de vocês já ouviu alguma proposta para redução dos salários dos funcionários públicos do País? A começar do presidente da república, ministros, magistrados, militares, nos governos federal, estadual e municipal? Enquanto os que pagam seus salários mergulham na miséria, desemprego, sem a menor perspectiva de alguma luz mais adiante… Assim, e voltando ao início. Um alucinado, mais conhecido como empresário, decide empreender no Brasil e nasce uma empresa. Semanas ou meses depois começam a brotar os primeiros empregos… E, logo no final do primeiro mês, os impostos… Hoje, todas as empresas, em maior ou menor intensidade, encontram-se destruídas pela pandemia. Cortam empregos e reduzem salários. E hoje, e quando olhamos para a próxima esquina, tudo o que vemos é um Estado a nos dizer, “preciso aumentar os impostos…”, para poder honrar os compromissos com os servidores públicos. É isso, e é essa, queridos amigos a patética e absurda realidade. É o fantasma ou monstro que nos espera na próxima esquina. Isso mesmo, aquele que parimos lá atrás para, em tese, prestarem serviços para todos nós… O maior dos pesadelos. Precisamos resistir… Antes que o monstro, e que construímos para nos servir – lembram, servidores públicos – nos devore a todos. Fica a pergunta, será que em algum momento ouviremos qualquer proposta para a redução dos salários do presidente. Governadores, senadores, deputados, vereadores, militares, magistrados, e todos os demais milhões de funcionários públicos? Ou sangraremos até o fim…? Que ao menos acompanhem nossos enterros e acendam uma vela…
Blog do Madia MadiaMM

Diário de um Consultor de Empresas – 14/04/2021

Francisco Madia comenta sobre A SABEDORIA DE CARONAS E ATALHOS. Talvez a mais importante lição a ser aprendida com um NUBANK que, com apenas 7 anos de vida, vale mais que o BANCO DO BRASIL, é a sabedoria de se escolher por que porta ingressar no jogo.
Negócio

Cingapura, apenas uma referência, e nada mais

Dentre as cidades mais festejadas dos dias que vivemos, do tsunami tecnológico, da travessia do mundo velho para o admirável mundo novo, Cingapura ocupa um das, ou, talvez, a primeira colocação. Oferece importantes lições e constitui-se num ótimo “case” a ser discutido e analisado para todos os demais países. E ponto. Absolutamente impossível replicar-se em países maiores e com séculos de problemas e desafios nas costas, às mesmas soluções encontradas por Cingapura. Começa que o país todo, Cingapura, é uma ilha com 719 Km2, pouca coisa menor que a metade da cidade de São Paulo, e 12 vezes apenas maior que a ilha de Manhattan. Ou seja, um país pequeno, ou, mínimo. Mas, tem um outro e importante detalhe. Cingapura é como se fosse um Neon, um Nubank. O Brasil é um Bradesco ou um Itaú, Banco Do Brasil. E como o Bradesco e o Itaú, e os demais grandes bancos, têm um passado para resolver e descartar a maior parte. São milhares de metros quadrados de espaços, mais móveis, mais milhares de agências que não servem para mais nada, enquanto as fintechs ou novos bancos só olham para o futuro. Se nossa história vai completar 520 anos, a de Cingapura tem 54. O Brasil também tem que resolver as encrencas que construiu no passado. Como, e, por exemplo, um Estado balofo e voraz que debilita dia após dia nossa economia. Em 1965, Cingapura separa-se da Malásia, renasce como estado independente, só olha para frente, já que a natureza é pobre e tem que importar até água, concentra-se na industrialização, e mergulha na tecnologia. Sai da frente! Hoje a pequenininha Cingapura é o quarto maior centro financeiro do mundo, registra a presença de 7 mil empresas multinacionais. 97% da população são alfabetizadas, de verdade; 77% têm curso superior; É o país mais competitivo segundo o Fórum Econômico Mundial; 91% dos habitantes têm acesso a banda larga, e é o segundo lugar mais fácil de se fazer negócios em todo o planeta. Considerando a dimensão do país, a forma moderna como se planeja, organiza e trabalha, definiu suas metas para 2030 e certamente vai alcançar todas. Nenhuma casa a mais que 10 minutos a pé de uma estação do Metrô; Ninguém pode morar e trabalhar a mais de uma hora de distância; Ninguém pode morar a uma distância superior a 400 metros de um parque; 30% das posições de diretorias e conselhos das empresas ocupados por mulheres, e por aí vai. Ou seja, amigos, Cingapura é uma maquete. Um sonho que se realiza. Temos muito que, mais que aprender e aproveitar de todas as experiências que a cidade vem realizando, mas nossos desafios são de outra ordem e dimensão. Talvez, um exercício que deveríamos fazer, numa espécie de Projeto Brasil Cingapura, é analisarmos nossas 500 principais cidades, e ver o que poderíamos aproveitar e replicar daquele país cidade, por aqui. É só isso. Mas, só isso, e já é muito! Vamos refletir, considerar, e, quem sabe, replicar algumas dessas iniciativas.