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A marca dos países

Acaba de ser divulgado o ranking 2020 – Best Countries –, uma iniciativa do US News, do Bav Group, e da Wharthon University Pensilvania. Pela abrangência, pelo tempo que vem sendo realizado esse estudo, e quantidade de pessoas e horas envolvidas, em nosso entendimento é hoje, uma das melhores – talvez a melhor referência, fita métrica, ou, termômetro – sobre a imagem dos principais países do mundo. Portanto, que merece ser mais que levado a sério. Que deveria orientar permanentemente a Branding Police de todos os países, e a começar pelo nosso. Antes dos resultados, vamos comentar um pouco a respeito da metodologia. O estudo tem por objetivo aferir a percepção que cada um dos países – 73 no total – tem das mais de 20 mil pessoas entrevistadas em todas as partes do mundo. No ranking geral, o peso da percepção de cada país, decorre de uma soma ponderada das seguintes componentes, e por ordem alfabética, A – Adventure – um país amigável, alegre, acolhedor, clima agradável, natureza encantadora. Peso 2.0% C – Citizenship – respeito aos direitos humanos, respeito ao ambiente, igualdade de gêneros, progressista, liberdade de religião, respeito aos direitos de propriedade, confiável, equilíbrio político. Peso 15.88% CI – Cultural Influence – culturalmente rico no tocante às manifestações artísticas, moda, lazer, mix cultural, moderno, influenciador e gerador de tendência. Peso 12.96% E – Entrepreneurship – conectado e aberto ao restante do mundo, população educada e preparada para empreender, inovadora, fácil acesso ao capital, força de trabalho qualificada, competência tecnológica, transparência nos negócios, infraestrutura de qualidade, legislação amigável e atualizada. Peso 17.87% H – Heritage – cultura acessível, uma rica e consistente narrativa, rico na produção de alimentos, e diferentes atrações culturais. Peso 1.13% M – Movers – sensibilidade e receptividade a inovação, transformações, mudanças. Potencial de escalabilidade pela cultura. Peso, 14.36% O – OFB – Open For Business – burocracia mínima, custos baixos de produção, corrupção tendente à zero, impostos razoáveis, práticas governamentais transparentes. Peso 11.08% P – Power – país com vocação para liderança, influenciador na economia e na política, alianças internacionais consistentes, e forças armadas qualificadas e fortes. Peso 7.95% Q – QOL – Quality of Life – bom mercado de trabalho, acessível, economicamente estável, acolhedor a profissionais e famílias, baixa desigualdade social, sistema público de saúde desenvolvido, assim como educação e transporte. Peso 16.77%. Conhecidos todos os antecedentes, critérios, e fontes de dados, vamos agora conhecer os resultados deste importante ranking. Capaz de projetar as expectativas dos países ranqueados, por, no mínimo, os próximos 20 anos. Resultados essenciais para a construção do Planejamento Estratégico dos Países, e para uma definição de uma Brand Police para cada um deles. No ranking total de 73 países, com todas as manifestações devidamente ponderadas sob a luz dos critérios que apresentei, o Brasil ocupa a 28º colocação no total. Ou seja, enquanto Marca, somos o país mais admirado na 28º posição. Ocupamos a 34ª em empreendedorismo, a 1ª em acolhimento, 30ª em cidadania, 7ª em influência cultural, 14ª em narrativa, 9ª em receptividade a inovação, 59ª em amigável e aberta aos negócios, 24ª em país com vocação para a liderança, poder, e posição 52ª em qualidade de vida. Essa é a fotografia do Brasil. No ranking geral estamos atrás de países como Suíça, Canadá, Japão, Alemanha, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia, Nova Zelândia, França, China, Itália, dentre outros, E a frente de Israel, México, Polônia, Turquia, África do Sul, Argentina, Chile, Peru e de todos os nossos vizinhos na América Latina. Ou seja, e em termos de imagem na região, ainda o Brasil tem a melhor dentre todos os países. No ranking das pontuações, nosso pior desempenho é no tocante a não termos um ambiente moderno e receptivo e estimulador de negócios. Mas, no geral, não estamos mal. Porém, e ainda e sempre temos e precisamos melhorar muito. Lembrando, nosso pior desempenho é no – OFB – Open for Business – burocracia mínima, custos baixos de produção, corrupção tendente a zero, impostos razoáveis, práticas governamentais transparentes. Peso 11.08% É onde mais temos que melhorar.
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Ser “velho” uma mega vantagem competitiva

Muitas pessoas continuam deixando se vergar ou entregar, ou render-se a idade, jogando a toalha, conformando-se, e até mesmo desistindo. Contando semanas e dias para a partida. Ser velho não é uma condenação, é uma escolha. Ser “velho” é, acima de tudo, uma mega vantagem competitiva, desde que a pessoa que passou o sinal dos 70 continue preservando-se atualizada. E isso só depende dela. Em igualdade de condições, salvo naquelas funções em que o vigor físico continua sendo importante, não trocamos aqui na Madia um de 60 por dois de 30. Claro, desde que o de 60 ou mais anos tenha se preservado vivo, atualizado. Caso contrário, torna-se num chato, insuportável. Passa todos os dias falando do passado. O jovem tem mais facilidade de inserir-se rapidamente numa nova cultura, nos avanços da tecnologia, e também no aprendizado. Pelo fato de ser jovem, não tem nenhuma cultura o suficientemente enraizada em sua cabeça e comportamento, e assim, não tem que descartar e renegar o que quer que seja. Apenas assimilar e por uma primeira vez. Não tem a barreira de eventuais preconceitos culturais por conhecimento anterior ou passado, pois, via de regra, e com raríssimas exceções, não tem conhecimento algum. Apenas está incorporando uma primeira carga de conhecimento e, assim, e sem barreiras de qualquer espécie assimila com muito maior facilidade. O que já não acontece com as pessoas de mais idade, que já têm toda uma moldura estabelecida e formatada em suas cabeças, e tenta, inutilmente, em boa parte das vezes, encaixar o novo no velho. Não encaixa. Mas, se não se descuidar, tem uma qualidade, virtude, exclusividade, que só vem com a idade. A capacidade de contextualizar, de ter insights pelas faíscas decorrentes do choque do conhecimento pré-existente com os novos estímulos. Conquista absolutamente impossível para quem tem poucos quilômetros de estrada, ainda não amaciou, e é pego de surpresa no contrapé o tempo todo. Os jovens. Daqui a 10 anos o Brasil terá a quinta população mais idosa do mundo. E em 2050 1 em cada 3 brasileiros terá mais que 50 anos de idade. Isso poderá converter-se num peso ou num diferencial competitivo do Brasil. Desde que, e, repetindo, os tais dos velhos preservarem-se atualizados, correrem atrás de todas as novidades, e tirarem proveito de seu capital de conhecimento, da experiência de décadas de estrada, e que se traduz, repito, na capacidade de contextualizar, de ter insights, e resolver sempre com mais rapidez e qualidade. Ser velho pode ser ótimo, pode ser péssimo. Faça a sua escolha, quando o momento chegar. a
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O último jornal, ou, minha filha tem que ter ciência que sua herança vai diminuir

Semanas atrás, Carl Butz, 71, uma espécie de Velhinha de Taubaté – talvez um dos últimos seres humanos a acreditar na ressurreição dos jornais – estava decidido a realizar seu sonho, desde a morte de sua mulher 3 anos antes –, e que era uma dentre 3 alternativas: viajar à Inglaterra, à Letônia, ou conhecer a Ferrovia Transiberiana – quando soube que o mais antigo da Califórnia, do ano de 1853, o semanário Mountain Messenger ia encerrar suas atividades. O mesmo jornal que publicava as colaborações de Mark Twain, quando ele decidiu esconder-se na cidade durante uns tempos, e fugindo de problemas com a Justiça americana. Quase sempre, escrevia suas crônicas, embriagado. Num ímpeto irresistível Carl Butz comprou o jornal e suas dívidas pelo que pretendia gastar na viagem: US$ 10 mil. Na manhã seguinte, e em companhia da editora responsável, Jill Tahija – a única funcionária do jornal – Butz, sentou-se a frente do computador e começou a escrever seu primeiro editorial, ou, carta aos leitores de um semanário que tira 2.400 exemplares e que tem 700 assinantes. Digitou, “O horrível pensamento de que esta venerável instituição fecharia as portas e desapareceria depois de 166 anos de operação contínua era muito mais do que eu era capaz de suportar… sem nosso jornal, muito brevemente não nos reconheceríamos mais…”. Perguntado por um jornalista do The New York Times sobre se tinha consciência dos ônus de sua decisão absolutamente irracional e sob o império da emoção, declarou, “Não chegarei a perder US$ 1 milhão, mas estou consciente que vou ter que subsidiar o custo do jornal… e minha filha já está ciente que sua herança vai diminuir…”. Segundo as pessoas da cidade, mais que salvar o jornal, Butz comprou mais alguns anos de vida. Desde a morte da mulher, há 3 anos, agonizava… Infelizmente, queridos amigos, essa é a situação de 99,99% dos jornais sobreviventes. Sensivelmente agravada, agora, pela Covid-19. Os jornais encontram-se no chamado grupo de risco. À semelhança dos idosos. Que ou dependem de um viúvo inconsolável que compra mais alguns anos de vida ao comprar um jornal insustentável, Carl Butz; Ou da generosidade de um mago da nova economia, Jeff Bezos, que acredita ser capaz de tudo, inclusive de salvar uma das maiores instituições da história do jornalismo mundial, The Washington Post. Se a situação dos jornais e demais publicações antes do coronavírus era difícil, grave… Agora é desesperadora.
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Desagravo ao RenovaBR exatos 12 meses depois

O mês de dezembro de 2019, ingressou para a história de nosso país pelo lamentável acontecimento na formatura de mais uma turma do RenovaBR no sábado, 7 de dezembro. Uma iniciativa redentora que tem por missão preparar da melhor maneira possível novos políticos para o Brasil. Independente de partido e crença, brasileiros capazes, no futuro, de começarem a construir um novo e melhor ambiente político, com a eliminação gradativa das práticas tóxicas, esclerosadas e podres que produzem um odor insuportável à democracia brasileira. Ainda dias atrás comentamos sobre essa iniciativa espetacular de Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR, e que tem como missão atrair mais e melhores cidadãos brasileiros para a política. E hoje, a razoável distância do acontecido, voltamos para fazer o trágico registro noticiado, como era de se esperar e com grande destaque, pela jornalista Monica Bergamo, na Folha, e com o título: “alunos puxam coro de Lula livre em festa de formatura do RenovaBR”. E foi isso que aconteceu. De qualquer maneira, pedras pelo caminho fazem parte de toda iniciativa de valor. E ninguém pode deixar-se abalar por essas nulidades, tranqueiras e porcarias. Sintetizados numa pequena palavra de quatro letras e duas sílabas: Lixos! Como comentamos com vocês, o RenovaBR segue em sua nobre e essencial missão, e já formou milhares de novos políticos brasileiros – especificamente na formatura do trágico Coral de Lixos, 1.170 brasileiros de mais de 30 dos 33 partidos que existem em nosso país. E todos entendiam tratar-se de uma celebração da democracia, com exceção de idiotas ideologicamente irrecuperáveis e entorpecidos pela ignorância e estupidez. Essa minoria patética, na festa da democracia, optou por homenagear bandidos e criminosos. Assim, e na medida em que enquanto consultores, somos apartidários, mas defensores às últimas consequências da democracia, liberdade, e da economia de mercado, sentimo-nos no dever de desagravar, de um lado, e dar voz e trazer o sentimento de Eduardo Mufarej, de outro. Eduardo, fundador e ideólogo do RenovaBR, um movimento que merece o apoio de todos nós, muito especialmente de empresários, profissionais e estudantes empreendedores, e que em entrevista à própria Folha, reiterou o que o move. Diz Eduardo Mufarej… “Todos os dias preciso repetir o que fazemos no RenovaBR. Somos uma escola. Independentes. Democratas. Transparentes. E transparência para mim também é valor pessoal. Sendo transparente, vejo como falta de consideração e equívoco as manifestações de alguns poucos alunos durante a formatura deste ano. Falta de consideração com os mais de mil estudantes que se formavam naquele dia. Precisamente 1.170, membros de mais de 30 dos 33 partidos brasileiros, além dos vários que ainda não têm filiação partidária. Pessoas comuns de 410 cidades, que se qualificaram para representar os sonhos e esperanças dos mais de 97 milhões de brasileiros que nelas vivem. Falta de consideração também com os profissionais, professores e apoiadores do RenovaBR. Toda a equipe se desdobrou para realizar o maior evento da nossa história e merecia agora um descanso. Em vez disso passaram os últimos dias respondendo a ataques injustos e agressivos nas redes, nos telefones e pessoalmente. Dedico a eles meu mais profundo respeito. Ouvi no evento coros em defesa de vários partidos e causas. É natural, eram mais de mil futuros políticos ali reunidos. Defendo e sempre defenderei a liberdade de expressão e, com ela, a responsabilidade sobre as consequências. E era óbvio, neste caso, que vestir máscaras com o rosto de um personagem político —qualquer que fosse — e tirar fotografias em frente a um painel com o nome do RenovaBR causaria embaraços não só à instituição como a seus colegas. Não foram poucos os alunos — de esquerda, de centro e de direita — que me enviaram mensagens lamentando o episódio. Vestir máscaras não é o que ensinamos no RenovaBR. Formamos pessoas comuns que têm a coragem de enfrentar a difícil estrada da política. Gente que dá a cara a tapa. A própria cara. Máscaras não combinam com a democracia. Personalismo não combina com a democracia. Se foi só uma “brincadeira”, faltou preocupação com as consequências, postura que não se espera de alguém que pretende representar outras pessoas. Faltou também maturidade política. E Esta Folha, que não cobriu o evento, optou por dar grande destaque a este caso isolado. Nas redes, um debate infrutífero ofuscou o fato de que mais de mil brasileiros se reuniram para celebrar diferenças e fazer sua parte pela democracia. Eles se unem aos 133 alunos qualificados no último ciclo, dos quais 17 foram eleitos por 7 partidos diferentes. Eles nos mostram que a renovação qualificada faz diferença. Gastam menos e produzem mais, abrem mão de privilégios e atuam com honestidade. E comprometimento. Temos orgulho de tê-los ajudado a chegar onde estão. Escrevo para encerrar essa polêmica e jogar luz ao fato realmente relevante ocorrido naquele sábado (7), na Sala São Paulo. Pessoas comuns, que passaram por um rigoroso processo de qualificação, retornam agora a suas cidades para se colocarem à disposição da população. Um exemplo sem precedentes de coragem, tolerância e responsabilidade pública. Um vislumbre do país que podemos ser se assumirmos que a política é direito e dever de todos nós. Continuarei a apostar na independência e no compartilhamento de conhecimento técnico sem distinção ideológica. Tenho certeza de que este episódio servirá como lição a todos os nossos alunos, que me enchem de orgulho todos os dias e me fazem sentir que ensinar democracia vale a pena”. O Brasil, e nós todos, que acreditamos inabalavelmente na democracia, numa sociedade livre, na economia do mercado, estamos do lado de movimentos como o RenovaBR que vem para finalmente introduzir luz e qualificação, no ambiente político de nosso país. Na tentativa de resgatar o valor inestimável que a democracia verdadeira guarda e espera da atuação dos que escolheram a política como razão de ser de suas vidas. Nosso respeito e apoio ao Eduardo Mufarrej e a sua causa redentora dos verdadeiros princípios e essência da democracia.
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Cleusa “Sodiê” a Cleusa que não é presentes… E que jamais considerou desistir…

Poucas mulheres empresárias tiveram sua história contada em prosa e verso, nos últimos 10 anos, como Cleusa Maria da Silva. Se vocês teclarem no Google seu nome, o buscador rei em frações de segundos registra 2.260.000 referências. Todas as das primeiras páginas do Google dizem respeito a ela. “De boia-fria a rainha dos bolos fatura R$ 290 milhões”, primeira busca a aparecer e de matéria do Uol. Na sequência vem o portal da Anamariabraga, Gazeta do Povo, Revista Claudia, Veja SP, IG, PME Estadão, e não para mais… Semanas atrás foi entrevistada pelo portal da Veja, em vídeo, e mais adiante ocupou as duas páginas da seção Primeira Pessoa da revista. E repetiu sua história de vida, emocionante e referencial, como a de milhares de pessoas, e onde a maioria fica pelo caminho, e os poucos como Cleusa que chegam lá têm o dever e a obrigação, ainda que isso resulte em benefício para o crescimento de seu negócio, de contar repetidamente para que inspire outras pessoas em situação semelhante. Como milhões de brasileiros uma infância pobre e sofrida. Morava no Paraná com pai, mãe e mais nove irmãos. Um dia o pai morreu, a mãe foi demitida e a família foi morar na casa dos avós, na cidade de Salto. Trabalhou nas lavouras de canas-de-açúcar durante 4 anos, cortando cana com as mãos e picada pelas abelhas. Um dia, uma tia pediu para a mãe deixar Cleusa ir com ela para São Paulo. Diante da recusa da mãe Cleusa ponderou “Mãe, não estou indo embora, apenas vou em busca de ajuda…”. Trabalhou como empregada doméstica em São Paulo, e mandava o salário para a mãe e a família. Fez supletivo à noite, concluiu o ensino fundamental, foi morar com um tio, arrumou emprego num escritório, mas teve que voltar para Salto. Foi trabalhar numa empresa, morre o dono, e vai ajudar a viúva. Viúva que vivia de fazer bolos para fora… Diz Cleusa, “eu comecei a ajudar, e…”. Respira fundo, cria coragem, e, abre uma primeira loja. Um dia um cliente fiel falou sobre franquia… E hoje, 2020, Cleusa Maria da Silva, 53 anos, é dona de uma empresa que aproxima-se dos R$ 300 milhões de faturamento. 300 lojas pelo Brasil e uma primeira na cidade de Orlando, Estados Unidos. Difícil dizer qual foi o tipping point de Cleusa. Ou ponto de inflexão, ou momento em que a vida muda… Foram muitos. A morte do pai, a ida para Salto, o convite da tia para mudar-se para São Paulo, a morte do marido da patroa que fazia bolos… Mas tem um específico que em nosso entendimento, consultores da Madia, coroa melhor essa história de sucesso. Conforme Cleusa contou para Gisela, do caderno Pequenas Empresas do Estadão… Diz Cleusa, “O negócio foi batizado inicialmente de Sensações Doces, mas todas as tentativas de registro do nome eram barradas por uma multinacional. Um dia descobri que essa multinacional era a Nestlé. E que obstava meu registro por causa do Chocolate Sensação… Fiquei quatro meses sem dormir… Um dia minha advogada e amiga me entrega um guardanapo de pano escrito Sodiê. Juntou o nome de meus dois filhos, Sofia e Diego. No mesmo dia o nome foi aprovado. Até hoje me emociono quando conto essa história…”. Uma encantadora história que merece ser contada sempre. Quanto à epifania do naming, raríssimas vezes caminhos como o encontrado pela Sodiê funcionam. Felizmente, Cleusa e seu negócio inserem-se no território das exceções que fortalecem a regra. Jamais brinque ou improvise com a denominação que você venha a dar ao que quer que seja. É para sempre… Cleusa, a da Sodiê, Sofia e Diego, Mais que merece! Fez por merecer. Jamais considerou jogar a toalha.
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Schweppes, Dakar 2

Décadas atrás, talvez os mais velhos de vocês se lembrem, a Bols decidiu – sabe-se lá por quais razões – que as pessoas, muito especialmente os homens, estavam cansados e não queriam e nem mais tinham tempo para prepararem seus drinques. E assim, num lance de suposta inovação, lançou a bebida Dakar. Nas versões Gim Tônica, Cuba Libre, Hi-Fi, e outros mixes. A certeza do sucesso era tão grande que em vez de um criterioso lançamento em mercado teste, preparou uma mega campanha e lançou nacionalmente. Nas principais redes de supermercados do país, em todas as suas lojas, pilhas da novidade: Dakar. Passou os dois anos seguintes recolhendo produtos nos pontos de venda. Pesquisa posterior confirmou o óbvio. A Bols tinha conseguido acabar com o barato que os apreciadores de drinques mais gostavam: o ritual da preparação. Abrir a tampinha e despejar num copo com gelo era tédio, emoção zero, quase um funeral… Meses atrás, mais de 40 anos depois, a Coca-Cola repete a temeridade. Tudo bem, o poder de distribuição da Coca é monumental comparado com a Bols, mas, e se nossa sensibilidade permanece em bom estado, hoje, mais que há 40 anos, as pessoas que gostam de preparar drinques gostam de preparar drinques, e não, já encontrarem pronto na garrafinha. Não só não gostam como, pior ainda, detestam, odeiam, xingam… De qualquer maneira, aí está a Coca, com sua marca Schweppes, nas versões com gim, vodca e espumante. Um pouco diferente do que fez a Bols, mas, repito, uma temeridade. Por outro lado, elevadíssimo risco de uma marca que jamais considerou a possibilidade de comercializar bebidas alcoólicas, não ter resistido, flexibilizado, e lançado uma sombra ou dúvida sobre seus fundamentos. Já tinha feito isso no ano passado no Japão, com o lançamento do Lemon-Do, e em versões com 3% e 7% de álcool… Empresas, como pessoas vez por outra cochilam, não resistem a tentações, cometem pequenos pecados, arrependem-se, e prometem nunca mais incidir na bobagem. Anos ou décadas depois, e nem mais se lembrando da lambança, voltam a repetir. Em algum momento, nos próximos meses, acredito, alguém com um mínimo de juízo vai dar um murro na mesa e acabar com a brincadeira na Coca-Cola… Se é que já não tomaram essa decisão…
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Julio Bogoricin

Um dia toca o telefone no MadiaMundoMarketing. Marcia, uma das sócias, atende, e diz, “Madia, tem um empresário do Rio de Janeiro que disse precisar falar muito com você”. Atendi. Do lado de lá, ouço, “Madia, é o Julio, Julio Bogoricin. Posso te chamar de Chico? Leio todos os seus artigos na revista Marketing e no Propmark, acredito que tenha um vazio no mercado imobiliário da cidade de São Paulo com o fechamento da Clineu Rocha, e estou muito tentado a levar a Julio Bogoricin para a sua cidade. Preciso de orientação e direcionamento e gostaria de contar com os serviços de sua empresa de consultoria. Você me ajuda…?”. Quinze dias depois Julio entrava na Madia e em questão de minutos já tinha seduzido todos os nossos consultores. Contratou a Madia para cuidar de sua chegada a cidade. Finalmente, a Julio Bogoricin em São Paulo! Um privilégio que só o Rio de Janeiro conhecia. Trabalhamos juntos por quase 3 anos. Empresário brilhante, de energia e inteligência fenomenais, mas com uma dificuldade absoluta de conviver com a mediocridade, incompetência, burrice e ignorância. O que, várias vezes, o tornava, embora fosse uma doce pessoa para aqueles que respeitava e gostava, deselegante. Durante 3 anos tivemos uma convivência maravilhosa. Na primeira reunião em que começamos a prestar serviços para o Julio e para a Julio em São Paulo, ele nos colocou o desafio. Disse, “Chico, preciso ocupar o espaço e me tornar na mais importante imobiliária da cidade em, no máximo, 2 anos. É o tempo que temos. Conto com você e seus consultores. Juntos desenvolvemos o planejamento estratégico para os primeiros anos. Dentre outras iniciativas, e em termos de mídia, trabalhar com uma agência rápida no gatilho e brilhante em criatividade. E a escolhida foi a DPZ, e a estratégia de comunicação anúncios diários de oportunidades no jornal que formava a opinião dos paulistanos: o Jornal da Tarde. Ainda uma semana antes da crise do Coronavírus, o Gustavo Bastos da 1121 veio almoçar aqui na Madia, com o Fabio e com o Madia, e contamos essa história para ele. Dizendo que o trabalho fantástico que a agência dele vem realizando para a cerveja Carioca e outros clientes, foi rigorosamente o mesmo que a DPZ realizou, 40 anos atrás para a Julio Bogoricin. Mas, e continuando, na ativação da estratégia, Julio sentou-se com José Maria Homem de Montes e fez uma compra gigantesca de páginas do JT – Jornal da Tarde. A DPZ reiterou seu DNA de, além de uma excepcional criatividade e direção de arte espetacular, de sacar e atirar rápido. E assim aconteceu. Mas era preciso produzir um fato definitivo. Para gerar buzz e reverberação relevante. Num momento do mundo onde ainda não existiam as caixas de reverberação de hoje: internet e redes sociais. E considerando a história exemplar da Julio Bogoricin no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, ocorreu-nos criar um prêmio de repercussão nacional. Propusemos a revista Marketing, da Editora Referência, e do Acadêmico Armando Ferrentini que instituiu o prêmio. Munido de forte e consistente arrazoado, justificativas, feitos e credenciais sobre o Julio e a Julio, fomos nos encontrar com o Armando que depois de 60 minutos topou, e nascia assim o Prêmio Homem de Marketing do Ano, na sequência rebatizado de Profissional de Marketing do Ano. E seu primeiro ganhador, com total merecimento, ele, Julio Bogoricin, recém-chegado a cidade de São Paulo. Não poderia existir Welcome melhor! Anunciado o prêmio e o premiado, matérias e mais matérias em todo o país, especialmente na cidade de São Paulo. Depois de consagrar-se na cidade, um dia Julio passou o bastão para sua filha, voltou para o Rio, e dividia seu tempo entre a cidade maravilhosa e New York City. De vez em quando me ligava, lembrava do trabalho de 40 anos atrás, e sempre terminada as ligações dizendo, Chico, não se esqueça que te amo. Num final de semana, madrugada do dia 21 de março de 2020, Julio morreu na cidade de Nova Iorque, assim como Tom Jobim. Um dos gênios do marketing imobiliário do Brasil e do mundo, querido e saudoso amigo, de quem nos despedimos e homenageamos antes que 2020 termine. Nós também te amamos, querido amigo Julio Bogoricin.
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Guiana, o país que ganhou a megasena

Logo ali, do lado de Roraima, vizinho do Brasil, a Guiana vem se preparando para começar a receber o prêmio de uma espécie de megasena de natal que ganhou. Tendo como capital Georgetown, e como fronteira Brasil, Venezuela e Suriname, com um PIB per capta inferior a US$ 6 mil, e próximo de 800 mil habitantes, prepara-se para começar a explorar através de uma parceria entre a Exxon, Hess e CNOOC, uma das maiores descobertas de petróleo em águas profundas do mundo. Do dia para a noite, os ganhos do petróleo totalizarão mais de 40% da economia do pequeno país, e, neste ano de 2020, tem um crescimento estimado de 86% – 10 vezes mais o que a China cresceu em seus melhores anos. Ou, tinha… E assim, a vida, os interesses, os costumes começaram a passar por mudanças radicais. A riqueza simplesmente incendiou as eleições de meses atrás e rachaduras irremediáveis hoje marcam as relações entre políticos de diferentes matizes. No frigir dos ovos, ou, no balanço final exclusivamente sob a ótica econômica, e para entendermos a dimensão da conquista potencial da Guiana, é suficiente atentarmos para o fato que tem ao lado o país com as maiores reservas de petróleo do mundo a Venezuela, mas que por gestão criminosa e medíocre, encontra-se mergulhada na miséria. Hoje, a Venezuela, com 26 milhões de habitantes, produz 700 mil barris por dia. A Guiana, com 800 mil habitantes, já produz 100 mil barris por dia. E, até o final desta década, a produção de petróleo da Guiana será maior que a da Venezuela, 1,2 milhão de barris por dia. Assim, começaram infinitas obras a todo vapor em Georgetown para atender os novos habitantes, funcionários das petroleiras e de parceiros e fornecedores. Um novíssimo shopping center, com um Hard Rock Café, 12 cinemas, mas construção de prédios residenciais a toque de caixa. Mais ou menos o que aconteceu com a vizinha Venezuela, décadas atrás. Que um dia figurava no ranking dos quatro países mais ricos do mundo, que até hoje tem mais petróleo que a Arábia Saudita, e encontra-se falida e na miséria. Desde o ano de 2015, mais de 3 milhões de venezuelanos jogaram a toalha e desistiram de seu país. 100 mil deles vivem hoje no Brasil. E a expectativa é de que até o final de 2020 o número total de venezuelanos que desistiram de seu país chegue a 5 milhões. E aí entra o que se converteu em livro e continua na pauta dos estudiosos sobre descobertas de riquezas, A Maldição do Petróleo. Desde a descoberta de reservas monumentais de petróleo na Venezuela, 1922, o país converteu-se num dos mais comentados ringues de brigas entre diferentes facções políticas de todos os gêneros, espécies, crenças e ideologias. No ano de 1973, e após o primeiro choque do petróleo, a Venezuela optou por nacionalizar todas as petrolíferas que trabalhavam no país, concentrando toda a exploração na estatal PDVSA. Com a concentração da riqueza nas mãos do estado – 96% das exportações da Venezuela são de petróleo – políticos incompetentes e corruptos como Chávez e Maduro deitaram e rolaram. E passaram a estatizar praticamente toda a economia, comprando bancos, siderúrgicas, indústrias e fábricas de todos os setores de atividade, dando fim à concorrência e tornando os profissionais que permaneceram em funcionários do estado. Em paralelo, e com a estatização, a eficácia da gestão pública foi mergulhando em direção a zero, a produção despencou de 3,2 milhões de barris por dia para 1,5 milhões, e no meio do caminho o preço do barril de petróleo que chegou a bater nos áureos tempos de 2014, US$ 103, caiu para US$ 35,7, e até dias atrás encontra-se próximo dos US$ 50. Em síntese, a Venezuela afundou na incompetência, corrupção e estupidez de seus governantes. No livro A Maldição do Petróleo, de 2012, Michael Ross, autor, começa o prefácio, alertando, “Quem sonha em ganhar na loteria ou encontrar um tesouro enterrado acredita que um grande lucro inesperado vai tornar sua vida melhor. Para muitos países em desenvolvimento, porém, a descoberta de recursos naturais valiosos pode ter consequências estranhas e, às vezes, até mesmo politicamente prejudiciais”. Este livro, diz seu autor, explica as origens e a natureza dessa Maldição, e como pode ser sanada. E no capítulo um, O Paradoxo da Riqueza das Nações, abre com duas citações. A primeira de Juan Pablo Pérez Alfonso, ex-Ministro do Petróleo da Venezuela, que desacorçoado diante do que aconteceu com seu país depois das descobertas do petróleo, disse, “O petróleo é o excremento do diabo. Estamos afogados no excremento do diabo…”. E a segunda, do Rei Idris da Líbia, ao receber a notícia que um consórcio americano que prospectava petróleo em seu país tinha, finalmente, encontrado muito petróleo… Com a expressão indisfarçavelmente contrariada e triste, vaticinou, “Gostaria que tivessem encontrado água”. Assim, e nos próximos anos, acompanharemos se, verdadeiramente, a maldição do petróleo é uma realidade, e como se comportará nosso vizinho, Guiana, diante da ótima ou péssima notícia que fará com que seja o país de maior crescimento econômico em um único ano e de todos os tempos. A mega crise que eclodiu no início do ano, em função da disputa Rússia e Arábia Saudita, jogando os preços do petróleo para baixo, não paralisam os planos da Guiana e muito menos o sonho de seus habitantes. E nem mesmo, e, por enquanto, o Coronavírus… Todos acreditam que essas duas crises encontrarão uma solução no máximo até o final do ano. Que a maldição do petróleo, do ouro negro, não se abata sobre a Guiana, e seus habitantes. Que a alegria não se converta em miséria e tristeza
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O dia em que os servidores públicos enlouqueceram, ou, a gênese da economia

Temos dúvidas e convivemos com diferentes respostas e versões sobre diferentes fatos em nossas vidas. Muitas dessas dúvidas, e que se revelam permanentemente nas perguntas que habitam nossas cabeças, quem sabe nunca cheguemos a uma resposta. Definitivamente, a gênese, a origem da economia, não é uma dessas dúvidas. Todos, com um mínimo de inteligência e juízo mais que sabemos onde tudo começa. Não convivemos com qualquer dúvida tautológica, tipo, “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha”, ou, como a Proeme criou e dizia na publicidade, “Tostines vende mais por que é fresquinho, ou é fresquinho por que vende mais”. No tocante a economia, mesmo as pessoas de pouca cultura e entendimento sabem onde tudo começa, sabem qual é a gênese. E que é… Um dia, uma pessoa, de forma natural e tranquila em outros países, e ensandecida no Brasil devido às dificuldades e ao cipoal de normas, leis e regulamentos, um dia uma pessoa decide empreender. Montar um negócio. E assim começa, muitas vezes, ele ou ela, e o marido, em algumas situações, o filho, cunhado, vizinhos. E assim que o negócio começa a caminhar, nasce Um Emprego. Isso mesmo, Um Emprego. Não existe nenhuma outra espécie na natureza que produza uma essencial fruta denominada Emprego. Apenas uma. A empresa. E esse emprego, de imediato, gera salário para quem trabalha, e impostos que darão origem ao Estado. Uma instituição que alguém um dia decidiu inventar para fazer o papel de uma espécie de síndico e/ou administradora de condomínio. Cuidar de um edifício ou condomínio chamado Economia. No nosso caso, a economia do Brasil. Essa a história. Esse o caminho. Verdade absoluta e definitiva. Não existe uma segunda possibilidade. Quando voltamos aos anos 1940, e quando a industrialização engatinhava por aqui, e os serviços também, nós, brasileiros, ou trabalhávamos, ou encaminhávamos nossos filhos para trabalhar nos pequenos comércios das cidades, alguns mais corajosos prestavam o concurso do Banco do Brasil, e outros trabalhavam nas prefeituras, um número menor nos governos de estado, e um menor ainda no governo federal. 70 anos depois, e dada a nossa indiferença e irresponsabilidade, fechamos os olhos preguiçosamente, e o Estado foi crescendo, aumentando de volume, intensidade e tamanho, multiplicando-se mais que coelhos os funcionários públicos nas prefeituras, câmaras, estados, país, justiça, forças armadas, guardas civis, e todas as demais e infinitas modalidades de empregos públicos. Em síntese, 70 anos depois convivemos com um monstro. Que até mesmo por uma questão de inércia, não para de avançar e crescer. E porque decidi fazer este comentário, hoje, 2020? Por que estamos enfrentando uma das maiores crises da história do mundo, e, especialmente, de nosso país, pela característica do Estado brasileiro. Neste momento de pandemia, onde a economia volta para trás em desabalada marcha à ré, onde não temos mais dinheiro para nada, os funcionários públicos comportam-se, através de lobbys poderosíssimos, todos concentrados em Brasília, como se estivéssemos vivendo tempos de total e intensa prosperidade. O Titanic Brasil afundando e servidores públicos pedindo mais e mais champagne… E assim, perplexos, assistimos hoje, governadores e prefeitos exigindo que possam conceder aumentos e outros benefícios a seus funcionários, em meio à pandemia. Nem no pior dos pesadelos poderíamos imaginar que um dia nos confrontaríamos com esse absurdo. Não é que o Estado vai quebrar. Já quebrou. Com a queda brutal na economia, existe uma correspondente queda na arrecadação. Assim, e como vem acontecendo na única espécie da natureza que dá uma fruta chamada emprego, e que são as Nossas Empresas, os que não perderam o emprego, terão, inexoravelmente, seus salários reduzidos. E terão que se defrontar com o apetite irracional e incontrolável do monstro Estado que não aceita redução no salário de seus funcionários, como ainda e neste momento reivindica aumentos para muitos deles. Voltando ao início. Um alucinado decide empreender no Brasil e nasce uma empresa. Semanas ou meses depois começam a brotar os primeiros empregos… Hoje, todas as empresas, em maior ou menor intensidade, encontram-se destruídas pela pandemia. Cortam empregos e reduzem salários. E hoje, e quando olhamos para a próxima esquina, tudo o que vemos é um Estado a nos dizer, “vou precisar aumentar os impostos…”, para poder honrar os Aumentos que pretendo conceder aos servidores públicos. É isso, e é essa, queridos amigos a patética e absurda realidade. É o fantasma ou monstro que nos espera na próxima esquina. O maior dos pesadelos. Precisamos resistir… Antes que o monstro, e que construímos para nos servir – lembram, servidores públicos – nos devore a todos. No momento em que todos os servidores públicos deveriam ter se antecipado e voluntariamente proposto redução em seus salários para preservarem seus empregos, acontece exatamente o contrário. Inacreditável. Só no Brasil.
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Hoje vamos falar sobre o futuro

Quando a gente falava em futuro no ano passado, estávamos falando daqui a uns 10 anos. Diante da Coronacrise, futuro são meses. 8, 10, 12 no máximo. E quando se fala sobre futuro nada melhor do que recorrer-se ao adorado mestre e mentor Peter Drucker que estressou o assunto em diferentes ensinamentos, e que agora vamos compartilhar com vocês. Sobre o futuro, Peter Drucker começou dizendo: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. E talvez esse seja seu ensinamento mais conhecido. E repetido à exaustão nas escolas, empresas, palestras e conferências. Mas tem outros, tão bons, ou, melhores. Assim, separamos e trazemos para vocês hoje, de centenas de manifestações sobre o tema, e além da mais conhecida que acabamos de falar, as oito que os consultores da Madia mais gostam, e que de certa forma repetem-se e tornando-se quase redundantes. Vamos lá. 1 – “Tudo o que sabemos sobre o futuro é que não sabemos o que será. Sabemos apenas que será diferente do que existe agora e do que gostaríamos que fosse.” Mais que aplicável a estes dias de Coronavírus. 2 – “Qualquer tentativa de basear as ações e os compromissos de hoje em predições de eventos futuros é fútil. Tudo o que temos a fazer é prever efeitos futuros de eventos que já aconteceram e são irrevogáveis.” E é onde devemos nos concentrar nas próximas semanas e meses para nos prepararmos para quando o Coronavírus tiver partido. Ou até mesmo continuar por aqui, mas, dominado. 3 – “Tentar fazer o futuro acontecer é arriscado; mas menos do que continuar a trajetória com a convicção de que nada vai mudar.” Assim, e ao olhar para frente, e sempre, uma única e mesma certeza. Que tudo vai mudar! 4 – “Construir o futuro não é decidir o que deve ser feito amanhã. É o que deve ser feito hoje para que exista o amanhã.” Portanto, ainda que no breu e na escuridão, TODOS, mãos à obra. Quanto mais rápido iniciarmos a construção do futuro, mas estaremos próximos do presente. 5 – “Construir o futuro é descobrir e explorar a lacuna temporal entre o aparecimento de uma descontinuidade na economia e na sociedade. Isso chama-se antecipar um futuro que já aconteceu. Ou, impor ao futuro, que ainda não nasceu, uma nova ideia que tende a dar uma direção e um formato ao que está por vir. Isso chama-se… fazer o futuro acontecer!” Não nos resta outra alternativa. Assim, seguir em frente. 6 – “O futuro que já aconteceu não se encontra no ambiente interno da empresa. Está no ambiente externo: uma mudança na sociedade, conhecimentos, cultura, setores ou estruturas econômicas.” Isso é tudo. E é sobre essa premissa que devemos olhar para frente. Para, depois de amanhã. 7 – “Quando uma previsão é amplamente aceita é bem provável que não seja uma previsão do futuro, mas um relatório do passado recente.” De certa forma é o que mais temos ouvido nestes meses de coronacrise. Pessoas que pensam estar falando sobre o futuro que nos espera e aguarda e, em verdade, estão apenas e tão somente brincando de projetar o passado. E, 8 – “Construir o futuro pressupõe coragem. E muito trabalho. E, ainda, fé. Aquela ideia certa e infalível é a que certamente vai falhar. A ideia sobre a qual vamos construir a empresa deve ser incerta. Ninguém poderá afirmar como será e quando se tornará realidade. Deve ser arriscada, ter probabilidade de sucesso e fracasso. Caso não seja nem incerta nem arriscada, simplesmente não é uma ideia que tenha o que quer que seja a ver com o futuro; futuro que é sempre incerto e arriscado.” E isso é tudo, amigos. E, uma vez mais, e para sempre, obrigado, adorado mestre e mentor Peter Drucker. Portanto, depois de amanhã ou quem sabe quando a primavera chegar, e a boa nova andar nos campos e nas cidades, no Day After Coronavírus, esquecer tudo o que vimos até aqui. E tentar desenvolver um novo olhar, sobre o que se apresenta. Até janeiro 2020, vínhamos no rescaldo final do furação de estupidez, burrice e incompetência dos governantes de plantão, crise conjuntural, e nos reinventando diante do tsunami tecnológico. No final de fevereiro começou a Covid-19. Portanto, quando a primavera chegar, tudo o que temos que fazer é dar sequência a travessia do velho para o novo, agora considerando todos os aditivos e temperos decorrentes da CORONACRISE. Sem jamais perder de vista a orientação de nosso adorado mestre e mentor Peter Drucker, “Construir o futuro pressupõe coragem. E muito trabalho. E, ainda, fé. Aquela ideia certa e infalível é a que certamente vai falhar.”