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Uma crise para não se esquecer, jamais!

6
set

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O mercado imobiliário do país já passou por mais de meia dúzia de crises que resultaram em incorporações interrompidas, esqueletos urbanos sendo consumidos pelo abandono, e milhares de compradores que viram seu mais importante sonho interrompido.

Dentre essas crises, uma das mais recentes foi protagonizada pela ENCOL, do empresário e engenheiro. Fundada em 1961, na cidade de Goiânia, ingressou em processo de decadência Pedro Paulo de Souza irreversível por gestão temerária a partir de meados dos 1990.

Nem mesmo uma intervenção do Banco do Brasil conseguiu estancar a sangria. A empresa quebrou – falência – em 1999, deixando mais de 40 mil compradores sem receber seus imóveis, sendo que alguns deles já tinha pagado de forma antecipada.

Mas, a atual, supera todas as demais. Onde ao invés de vender seus novos empreendimentos, dedicam-se a recomprar o que já haviam vendido e dado baixa.

Em 2015 e 2016, as principais incorporadoras do país, e sediadas em São Paulo, passaram boa parte do tempo tendo que recomprar parcela expressiva dos imóveis que venderam.

Matéria publicada no ESTADÃO trouxe os números das recompras de algumas dessas incorporadoras face aos imóveis vendidos. De arrepiar:

Cyrela recomprou 25% em 2015 e 36% em 2016 de tudo o que vendeu. MRV 25% em 2015, e 23% em 2016. Gafisa 23% em 2015 e 29% em 2016. Tenda,  27% em 2015 e 36% em 2016. Even 22% e 28%. Tecnisa 28% e 57% (!!!). Eztec 19% e 44%. Helbor 17% e 24%. Direcional 18 de 20%.

Compradores se arrependerem da compra de um imóvel e terem direito a quase totalidade do já desembolsado como devolução é uma exclusividade do Brasil.

Em todos os demais países, considerando-se que a compra de um imóvel é uma compra de decisão demorada, onde os compradores pensam infinitas vezes, não existe essa possibilidade.

No México, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Italia, Espanha, Portugal, Austrália, dentre outros, é impossível a desistência, e ainda o comprador pode ser processado pela incorporadora/construtora.

O Brasil está certo e inovando? Definitivamente não.

Se esse tipo de possibilidade passa a valer em todas as transações, a segurança essencial que existe em todos os processos de compra e venda, e que protege as duas partes, deixa de existir e desestimula quem pretenda empreender.

Durante décadas, o mercado imobiliário no Brasil ficou estagnado, porque a garantia era a hipoteca, e a Justiça recusava-se a autorizar a liquidação e retomada do bem.

O mercado dá um grande salto quando ocorre a troca da hipoteca pela alienação fiduciária, e alguns julgamentos da Justiça em última instância reconhece a alienação fiduciária e determina a retomada do bem.

Agora, o mercado já debilitado pela crise, debilita-se ainda mais com a devolução de parcela dos valores pagos pelos compradores, na hipótese de desistência, voltando a plantar uma semente de insegurança nos negócios.

Ou seja, estamos voltando para trás.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

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