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O falso brilho das joias verdadeiras

8
ago

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Nunca mais, diamantes brilharão tanto, assim como o ouro jamais reluzirá como o fez um dia…

Começa o filme. Holly Golightly vai fazer seu Breakfast at Tiffany´s.

No exato momento em que Wall Street amanhece vazia, ainda nos tempos em que a menininha não enfrentava o touro, uma linda e elegante mulher desce de um táxi, coberta de joias, salto alto, coque no cabelo e um saquinho de papel na mão.

Para em frente a vitrine. Abre o saquinho e tira de dentro um café e um pedaço de pão. A câmara sai de Holly e mostra a vitrine da mais emblemática e famosa loja de joias do mundo. Sobe o letreiro. Breakfast at Tiffany´s.

Na vitrine, e além das joias, o reflexo dos prédios que integram o maior museu a céu vivo de arquitetura contemporânea do mundo: NYC.

Holly é protagonizada por Audrey Hepburn… Audrey partiu no dia 20 de janeiro de 1993. A cena é eterna; definitiva!. E não se fala mais nisso.

Agora sai Audrey, e, em seu lugar, a Tiffany recorre a Lady Gaga. Neste momento Lady Gaga promove a coleção Hardwear à venda na joalheria da 5ª avenida. As joias não brilham mais como antigamente. Talvez, nunca mais voltem a brilhar.

A venda de joias despenca em todo o mundo. E ainda no Brasil, o papelão protagonizado por um tal de Cabral, e as até ontem inexpugnáveis H Stern e Antonio Bernardo.

As cidades cresceram, os clientes tradicionais morreram, e os vendedores que conheciam a todos pelos nomes e preferências foram embora. O número de casamentos despencou.

Em 1960, 70% dos adultos americanos eram casados. Hoje esse número não ultrapassa os 50%. O mesmo se constata na maioria dos países inclusive no Brasil.

Em nosso país, os casamentos formais caíram de 50 por cento para a casa dos 40 por cento. Enquanto os casamentos consensuais, leia-se – VAMOS JUNTAR – representam quase 40% do total.

Em entrevista para a Bloomberg, um dos principais analistas do mercado de joias declarou, “As pedras preciosas definitivamente passam por um momento difícil; os millenials preferem gastar com outras coisas a investir…”.

E foi complementado por outro analista que, emocionado, disse, “O setor ficou muito impessoal, está perdendo o encantamento”.

Sobe o letreiro. Blake Edwards, seu diretor, não estava escalado para dirigir o filme. Assim como Audrey não fora escolhida.

Baseado no livro de Truman Capote, a escolhida fora Kim Novak que recusou. Em verdade, nas primeiras tentativas de levar o romance à tela o papel era de Marilyn Monroe e a direção de John Frankenheimer.

Quando o papel passa para Audrey a atriz alega desconhecer Frankenheimer e exige Blake Edwards.

Especialmente para o filme foi composta a canção Moon River, bem básica e suave para facilitar que Audrey cantasse numa das cenas marcantes do filme com seu meio fio de voz.

Blake Edwards decide pontuar outras 6 partes do filme com a canção composta por Henry Mancini. Vão se as joias e seus brilhos,  resta a canção:

MOON RIVER, WIDER THAN A MILE… I´M CROSSING YOU IN STYLE SOME DAY… WHEREVER YOU´RE GOING I´M GOING YOUR WAY…”.

FRANCISCO MADIA, especial para o MMM.

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