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Memorabilia Marketing 062017 - Derivativos em Marketing

14
jun

tarja-916

O ano era o de 1995. Uma terrível doença dizimava pessoas de todas as “cores”. Em especial, a comunidade gay. E foi então que alguém decidiu apostar num novo derivativo. No início, revolta geral. Semanas depois, muitos passaram a admirar e valorizar os apostadores. Madia.

 “Procure sempre fazer sóbrio, o que você disse que faria bêbado. Isso vai ensiná-lo a permanecer sempre com a boca fechada”. – Ernest Hemingway 

Depois da quebra de um secular banco londrino, o mundo inteiro começou a “desconfiar” desses comentados derivativos.

Sem querer ensinar nada a ninguém, mas apenas agregando uma pequena informação, derivativo, como o nome diz, é tudo o que deriva de uma base principal, ou seja, existe um dado básico inicial, e sobre ele derivam-se infinitas alternativas de se realizar negócios, investimentos, produtos, serviços, apostas, etc…

Vamos pegar o futebol, como exemplo, e uma partida entre as seleções Brasileira e Argentina. O normal, o convencional, o básico, é duas pessoas decidirem apostar se ganha o Brasil, ou se ganha a Argentina. Mas, e sobre essa base inicial, decorrem infinitas “apostas derivativas”, como o placar do jogo, quem marcara o primeiro gol, ou, todos os gols, se um dos gols será decorrente de pênalti, em quantos toques de bola sairá o primeiro gol, em que minutos acontecerão os gols, quantos jogadores serão expulsos… Ou seja, o jogo continua sendo um só, mas as possibilidades de apostas derivadas são infinitas.

Sob a luz dessa compreensão, pode-se afirmar com total segurança, que mais de 80% do mundo do marketing é constituído de derivativos. Primeiro, por exemplo, se inventou um Iogurte Natural. E dessa base, cada indústria do setor, oferece dezenas e dezenas de Iogurtes “Derivativos”. Um dia a Nestlé lançou um creme de leite para uma finalidade específica; hoje, esse mesmo creme de leite, é utilizado de milhares de maneiras diferentes e derivadas daquele uso inicial.

De uns tempos para cá, o entendimento de como é importante exercitar a multiplicação de linhas de produtos e serviços, mediante a técnica de “se derivar” de um produto ou serviço básico, vem prevalecendo em todas as empresas mais modernas, de forma absoluta.

A premissa é mais ou menos a seguinte. Quase tudo o que tinha para ser criado, já o foi. Ou, escrevendo de outra forma, muito já se investiu nos processos de criação a partir do zero; vamos passar os próximos 50 anos Derivando, ou Inovando a partir do já criado.

O melhor exemplo é o chamado “Milagre Japonês”, que não criou absolutamente nada, restringindo-se a inovar sobre conhecimento, técnicas, produtos e serviços já criados. Assim, o domínio japonês no campo da eletrônica foi totalmente alcançado sobre produtos inventados ou criados em outras partes do mundo, aos quais eles agregaram, marketing, modernidade, glamour, design: Inovação!

Outro dia, através da GNT, tomei conhecimento de um derivativo que faz as pessoas terem uma reação inicial de indignação; e depois, com a explicação, passam a reverenciar os investidores que estão aplicando parte do seu capital nessa nova modalidade de investimento.

Trata-se do negócio de comprar – na condição de beneficiário – apólices de seguros de vida de pessoas contaminadas pelo HIV, e que já tenham manifestado sinais de doença. Quanto mais avançada for a doença, menor o risco do investidor, e menor o deságio; e vice-versa, quanto menos adiantada a doença, ou seja, quanto maior a perspectiva de vida do doente, maior o deságio.

Assim, compram-se seguros que na hipótese do sinistro resultarão em indenizações de US$ 200 mil, por US$ 80 ou 100 mil, “cash”. E a justificativa ética e social, é a de garantir aos doentes, um final de vida com maior conforto e dignidade, ao invés de sua morte representar o aumento do patrimônio de seus beneficiários naturais, ou originalmente especificados na contratação do seguro.

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