Como nos ensina a WIKIPEDIA, o jogo de quase todas as crianças do mundo, a AMARELINHA, deriva do francês MARELLE, e pela manifestação espontânea e natural da galera, aportuguesou e “diminutivou”. Também conhecido em outros países como MACACA (Portugal), AVIÃO (Moçambique), CUADRILLO ou INFERNÁCULO (Espanha), LUCHE (Chile), COROZA (Colômbia), HOPSCOTCH (Estados Unidos), e, por aí vai e segue aos pulinhos.
Isso posto, recomendo a PROCTER e ao GOOGLE que liberem e estimulem seus colaboradores à prática da AMARELINHA, muito mais saudável e divertido, do que essa bobagem que vem fazendo, conforme noticiado pelo VALOR, de fomentarem o TROCA TROCA entre suas equipes. Durante uma semana, uma equipe da PROCTER vive no GOOGLE, e uma do GOOGLE, vive na PROCTER. Imagino que para a do GOOGLE deva ser um tédio, mas esse é um comentário para um outro artigo.
Falando ao VALOR, assim as empresas explicaram a “metodologia”: “A troca de endereço corporativo é uma experiência nova no Brasil e foi inspirada na realizada entre as companhias nos Estados Unidos. O objetivo é provocar um choque cultural que resulte na assimilação de novas práticas e processos dos dois lados”.
Melhor seria um choque de verdade, elétrico, mesmo. O que as duas corporações e muitas outras estão fazendo e nada é, rigorosamente, a mesma coisa. Repetimos, AMARELINHA é mais divertido, saudável e pedagógico.
Falando sério. Se querem provocar mudanças que sejam sinceros. Façam o que recomendou o amado mestre PETER DRUCKER, para quem ambiciona e se determina, verdadeiramente, a assimilar o novo, relevante, verdadeiro, “Para mudar não é suficiente colocar todas as últimas novidades e ferramentas naquela velha moldura que temos em nossas cabeças; é preciso antes jogar a moldura velha fora”.
Depois do ridículo de colocarem executivos morando em favelas “para entender o comportamento de compras dos clientes”, agora essa bobagem do TROCA TROCA de equipes. Quando os mamutes de ontem e de hoje vão acordar?
A propósito, P&G e GOOGLE não deveriam enxergar o consumidor de forma distinta. Se o fazem, não tem a mais pálida ideia de quais são seus produtos, e o que verdadeiramente esses consumidores estão comprando. Na matéria, dizem, “Para a P&G ele é um comprador. Para o GOOGLE um usuário”. NÃO É! Para as duas empresas são pessoas querendo ter uma experiência de compras memorável, inesquecível, encantadora, única. Nem os da P&G e nem os da GOOGLE compram produtos; compram os SERVIÇOS que sabonetes, sabão em pó - objetos -, googlemaps, Orkut - programas – PRESTAM.
Comentários enviados:
Nome: Paulo Vogel
Email: paulo@altermark.com.br
UF: RJ - Cidade: Rio de Janeiro
Data: 2010-09-02 07:53:15
Comentário:
Uma teclada errada e... deu no que deu. É preciso validar antes de submeter! Mas vamos ao comentário: quase concordo com você. Consumidores querem solução, e só. (Atenção: solução só é solução se ótima, sem ressalvas.) Se vier com memorável etc, ele é capaz de voltar, pois tem os que gostam de experimentar o novo sempre.
Nome: deyse dias leite
Email: deyse@copy.com.br
UF: SP - Cidade: são paulo
Data: 2010-09-01 16:03:42
Comentário:
Quando trabalhei na JWT, nos anos 80, tinha uma coisa parecida: um "role reversal" em que cliente e agência trocavam de lugar - criativos viravam clientes e clientes viravam criativos por 1 ou 2 dias. E o que acontecia depois? Nada que eu me lembre.
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