A candidatura de MARINA SILVA à presidência da República, independente de suas possibilidades mínimas de chegar lá, é uma luz. Na tremenda escuridão que tomou por completo a cena política brasileira. E a possível presença de um empresário que junto com seus dois outros sócios, construiu uma MARCA LEGENDÁRIA – NATURA – só reforça essa esperança – GUILHERME LEAL. Nos últimos meses GUILHERME viu seu nome na imprensa, mas evitou fazer maiores comentários. Agora concede uma grande entrevista para VALOR, a RICARDO BALTHAZAR e DANIELA CHIARETTI, e vale a pena conhecer seu pensamento.
- ELEVAR O DEBATE – “A eleição para presidente da República é uma oportunidade importante de discutir o futuro do país, que não pode ser desperdiçada. Quando a Marina se propõe a fazer isso com sua candidatura, por mais que o ambiente seja estranho para mim, o bom senso diz que é uma oportunidade de elevar o nível do debate, de uma forma que não seria possível sem trazer para uma campanha”.
- DESAFIOS – “O Brasil infelizmente é muito mais violento do que gostaríamos que fosse, e esse é um dos grandes desafios com que precisamos lidar. Além disso já temos empresários que se aventuraram, ou melhor, que se enveredaram pela política como Olavo Setubal e Antonio Ermírio de Moraes. Sabe-se à boca pequena que eles se retiraram da política com certo grau de frustração, por causa de um jogo não ético que foi feito com eles. Um tipo de assédio, pressões que eles e suas empresas acabaram sofrendo...”.
- SEQUESTRO – “Nunca me expus, nunca fui frequentador de colunas sociais e nunca fiz demonstração de riquezas. Sem fazer julgamentos de terceiros, essa sempre foi minha opção. De repente ser obrigado por lei a fazer apresentação do patrimônio cria um certo incômodo. Não tenho nada a esconder, mas não tenho vocação para celebridade. Esse grau de exposição me incomoda”.
- CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA – “Tenho disposição obviamente de contribuir, dentro dos limites que a própria política impõe. Meus limites são muito mais éticos do que econômicos. Não posso fazer algo que seja interpretado como uma influência indevida sobre o partido...”
- RUPTURA – “Está claro que Marina respeita muito os últimos 16 anos e por aí não vem uma ruptura. Aliás, não vem de ninguém. A sociedade brasileira evoluiu. Não há espaço para aventuras. Nem da parte de DILMA, nem de SERRA, nem de ninguém...”.
- EDUCAÇÃO – “As pessoas das classes D e E podem não ter tido acesso a uma educação de qualidade, mas não são burras, não são desprovidas de inteligência. Elas logo perceberão, se já não perceberam, que comprar um carro, ainda que financiado em dez anos, para ficar parado no tráfego de uma cidade como São Paulo, e levar cinco horas para se deslocar de casa para o trabalho, não é qualidade de vida. Propor a continuidade de um crescimento que oferece esse tipo de qualidade de vida é um engodo. É o fim da feira...”.
GUILHERME não se saiu de todo mal. Mas falta a ele mais preparo, treino, precisão, e muito especialmente um cuidado maior no vocabulário. Por outro lado, nenhum empresário tem o direito de reclamar ou dizer, depois, que não sabia, ou não tinha a exata dimensão de onde estava se metendo, ao mergulhar na política. É até por isso, por essas razões, e muitas outras mais, que o BRASIL precisa que pessoas como o GUILHERME mergulhem fundo e nos ajudem a higienizar nossa jovem mas, desgastada e envelhecida democracia.
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