inteligemcia
The World Marketing Place
ENTRANDO POR CURITIBA

Uma das mais importantes novidades do varejo brasileiro neste ano de 2010 é a chegada ao BRASIL de uma segunda rede mexicana. A “invasão mexicana” começou em 2008 pelo nordeste, com a ELEKTRA, e agora é a vez da COPPEL, que se apresenta tendo como credencial um faturamento anual em seu país da ordem de US$ 5 bilhões.

Tanto ELEKTRA como COPPEL passaram a considerar nosso país com a mudança na FOTO da distribuição de renda, com o adensamento e fortalecimento econômico das chamadas classes populares, território onde se especializaram. O negócio das duas é “atacarem” da classe C para baixo, mediante venda domiciliar, equipe de vendas, banco próprio e concessão de crédito. No México, e em muitas situações, os clientes não pagam mensalidades, ou prestações mensais; pagam “semanalidades”, ou, prestações semanais.

A intenção, como acontece no MÉXICO, é que os pagamentos sejam efetuados diretamente aos agentes de cobrança das empresas. E, aproveitando a visita, novas ofertas, promoções, vendas. Mas todos os cuidados deverão ser tomados, mesmo porque a ELEKTRA que chegou antes teve que atenuar seu apetite diante de sucessivas reclamações de clientes que se sentiam invadidos pelos agentes da empresa. Alguns, mais que incomodados, reclamaram contra a empresa nos órgãos de defesa do consumidor.

Considerando a experiência da ELEKTRA, a COPPEL contratou há algum tempo 9 executivos brasileiros das organizações que seriam seus futuros concorrentes, e embarcou esses brasileiros com suas famílias para o MÉXICO para entenderem e viverem o DNA COPPEL.

Isso posto, e mais uma vez, novidades no varejo do país. Agora, com a introdução do jeito mexicano de vender para o povão. Vai dar certo? Se insistirem em enfiar goela abaixo, como o fez a ELEKTRA, o jeito mexicano de vender, provavelmente fracassarão. Se forem sensíveis e capazes de entender o que passa na alma dos brasileiros pobres, quem sabe um dia ensinem as demais redes a prospectar e vencer nessa espécie de “pré-sal” do consumo. Mas, não vai ser fácil.


Comentários enviados:


Envie o seu:
Nome:
E-mail:
Cidade:
UF:
Mensagem: