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A PRIMEIRA ENTREVISTA PÓS-VENDA

GUILHERME PAULUS, com total merecimento e credenciais, é hoje membro da ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING. Instituição que tem por objetivo organizar e disseminar um MARKETING BRASILEIRO, MODERNO, ÉTICO E DE QUALIDADE, muito especialmente junto a jovens e micro empreendedores. Sua obra? Em três décadas construir a maior empresa do trade turístico, detendo 1/3 de todo o mercado. A CVC. No ano passado transferiu o controle da empresa – continua no comando – para o fundo CARLYLE. E no início de março, concedeu uma primeira entrevista sobre o futuro de seu negócio, onde continua como sócio minoritário, mas no comando executivo, a MARIANA BARBOSA da FOLHA DE S.PAULO.

Perguntado sobre as razões da venda GUILHERME disse, “Muita gente pergunta como estou me sentindo, parece até que perdi um parente. Para mim é natural. Encaro como uma grande oportunidade de crescimento, de concretizar um sonho de estar presente no mercado mundial. Com o CARLYLE posso fazer isso mais rápido...”.

Sobre o que mudou, “Estou trabalhando mais. Você tira algumas responsabilidades do dia a dia mas acrescenta outras. Agora tenho de dar satisfação aos outros, não só a mim mesmo. Antes era – vamos fechar um contrato e trazer mais um navio -; agora é diferente. Tem de colocar tudo no papel e justificar. Embora deem liberdade funciona muito à base de relatório. Os norte-americanos (do Carlyle) gostam disso”.

Se aumentou a burocracia, “Não, acho que esse modo de trabalhar da mais confiança. Era exatamente disso que a CVC estava precisando. A empresa cresceu muito e estava com um horizonte muito grande de negócios. Chega um momento em que é preciso dar uma mexida. A  entrada do Carlyle deu uma injeção de ânimo...”.

A pergunta que paira sobre a relação CARLYLE X CVC é, quanto tempo GUILHERME PAULUS, com sua energia, capacidade empreendedora, independência, suportará todas as amarras decorrente da nova configuração societária de sua empresa, e das novas práticas de governança? 1 ano, 10 anos, para sempre?


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