E é bom que a cicatriz permaneça, que o episódio seja sempre lembrado, para que não aconteça novamente, embora os riscos continuem existindo. Erros não deveriam acontecer, mas acontecem. E diante de absurdos como esse, o que a empresa tem a fazer é rapidamente se posicionar, proceder a reparação moral e financeira – se houver – no dano causado a outras pessoas. Neste caso, a um cliente, e como procedeu o CARREFOUR.
Com as facilidades de crédito hoje existentes no Brasil, para a compra de bens em geral, e muito especialmente de imóveis e de automóveis, JANUÁRIO ALVES DE SANTANA, negro, 39 anos, vigilante, funcionário concursado da USP, comprou seu ECOSPORT em 72 prestações mensais de R$ 789. Em agosto de 2009, fazia compras com a família numa loja do CARREFOUR. Como a filha estivesse com sono voltou para o carro, colocou a filha dormindo dentro enquanto aguardava a chegada da mulher. Nesse momento, foi confundido com um ladrão. Chegaram os seguranças, e passou a levar porradas. De lá para uma salinha, e mais porradas e torturas. 20 minutos de pancadaria. Dias depois, no Hospital Universitário, da USP, submeteu-se a uma cirurgia de 6 horas para correções na fratura decorrente, do lado direito de seu rosto.
Imediatamente o CARREFOUR se desculpou, assumiu total responsabilidade, e adotou todas as providências necessárias, atenuando sua negligência na seleção e contratação de empresas de segurança, e no estabelecimento das políticas que essas empresas deveriam seguir e ativar mediante competente treinamento de suas equipes de seguranças. Mas, o lamentável e injustificável erro já acontecera. E a cicatriz, na MARCA CARREFOUR, é para sempre.
Agora, em março de 2010, as partes chegaram a um acordo, e JANUÁRIO recebeu uma indenização do CARREFOUR e o triste e brutal episódio de discriminação e intolerância chega ao fim. A cicatriz, como já dissemos antes É PARA SEMPRE. Falando pela vítima, seu advogado DOJIVAL VIEIRA disse, “É uma forma de mostrar que, com o diálogo, as duas partes podem sair satisfeitas. A empresa assumiu seu papel e resolveu o problema da melhor maneira possível... O que não significa que se trata de um final feliz. Entendemos que um flagrante tão cruel de discriminação racial no País, na verdade, nunca deveria ter ocorrido”.
Comentários enviados:
Nome: Jefferson de Oliveira
Email: oliveira@magnapropag.com.br
UF: -- - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-30 19:05:05
Comentário:
Belo mote para o Carrefour:"Aproveite nossas liquidações e ganhe uma sessão inteiramante grátis em nossos pelourinhos, instalados agora em todas as nossas unidades". Esse é o Brasil sem preconceitos. Abs.
Nome: Sinval Rodrigues
Email: sinval.rodrigues@bol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-29 16:58:37
Comentário:
Caro Madia, Parece que o Carrefour treinou seus funcionários (próprios ou terceirizados) para maltratar seus clientes. Isso pode ser visto com frequencia em suas lojas. Abs
Nome: Carlos Ricardo Silva
Email: charlesrichard@uol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-24 19:43:26
Comentário:
Prezado Madia, Quase vomitei de raiva ao ler uma coisa dessa. Vou evitar o Carrefour e fazer a divulgação desse episódio. Gostaria muito de saber o nome da empresa que fazia ou faz o serviço de segurança para eles, para não cair na armadilha de contratá-los para algum evento. Uma empresa como esta deveria ser expurgada do mercado. Carlos
Nome: Ricardo Bertagnon
Email: ricardo@operamarketing.com.br
UF: SP - Cidade: são paulo
Data: 2010-03-24 15:51:21
Comentário:
essa cicatriz será sempre lembrada pela vítima e certamente não há dinheiro que pague ou indenize; lamentável, inoportuno e inconcebível
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