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PARECIA IMPOSSÍVEL MAS, PIOROU...

Vai melhorar... NÃO VAI! Vai piorar. E piorou. Mesmo com a restrição imposta aos caminhões em 2008 e aos fretados em 2009, com a retirada das vagas de estacionamento nas vias públicas em muitas ruas e bairros, mais ampliações de ruas e mudanças recorrentes na direção das vias, na sinalização, aumentos de radares para coibir velocidade e tentar diminuir os acidentes que causam congestionamentos, e tudo o mais, PIOROU! E vai continuar piorando. A solução não está em encontrar uma solução para o trânsito. A solução é mudar o comportamento das pessoas. E o melhor começo, é pela forma de trabalhar das empresas, já que a tecnologia agora possibilita e permite. Vamos nessa?

Os dados agora divulgados pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – dá uma dimensão de quanto piorou o trânsito na cidade de São Paulo no ano de 2009. Especificamente num dos períodos do dia, no chamado PICO DA TARDE, a velocidade média que já era devagar quase parando, ainda conseguiu reduzir-se mais: despencou dos modorrentos 18km/h para 15km/h. Vamos esperar mais o que?

A CET aponta todas as razões para que a síndrome de tartaruga caracterize a cidade de São Paulo: todas as interdições no trânsito em função das obras do METRÔ – que, cá entre nós, não param nos próximos 20 anos -, a interdição específica para a obra de ampliação da marginal do Tietê, o aumento excepcional no volume de chuvas, aumento das interferências no trânsito – leia-se quebras de carros e caminhões, e muito e muito mais. Não adianta. Continuará assim e piorando, ou se preferirem, devagar quase parando, parando... E, parou.

E como diante de notícias como essas, e como nos ensinou a sábia MARTHA SUPLICY, só nos resta descontrair e se divertir – claro, as palavras dela foram outras – a FOLHA foi atrás e estabeleceu algumas comparações, e fez matéria com o seguinte título: “NO RUSH, CARRO ESTÁ TÃO VELOZ QUANTO A GALINHA”. E se não mudarmos a forma de trabalhar nas empresas, se não aderirmos rapidamente para o HOME BASED, muito brevemente perderemos para as GALINHAS. Mesmo porque, hoje, nossos possantes automóveis, e no trânsito de São Paulo, comeriam poeira dos cavalos e elefantes, apenas para citar dois animais.


Comentários enviados:
Nome: Carlos Chiesa
Email: carlos@440v.com.br
UF: SP - Cidade: Sao Paulo
Data: 2010-03-18 10:18:32
Comentário:
Ola Madia. Como sabe, fui responsavel pela propaganda de várias montadoras ao longo da carreira. É uma das razões porque dou muita atençao aos problemas do transito. Não vejo nenhuma solução viária no curto e medio prazo. Parece que a industria automobilistica está despejando mil carros por dia no mercado. Quantos destes vão circular em SP? Quantos carros velhos, em mau estado, vão sair de circulação na cidade? Enquanto esta ultima taxa for muito distante da primeira, as vias publicas ficarão inexoravelmente congestionadas. E infelizmente os governos municipais, talvez à exceção do longinquo Prestes Maia, reagem ao inves de agir. Tentam resovelr o problema presente e deixam o futuro para os governos futuros. Os italianos tem fama de desorganizados, No entanto, a Circonvalazione, o correspondente romano do nosso rodoanel, existe há décadas.

Nome: Ricardo
Email: rleca@globo.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-17 19:04:40
Comentário:
Fora a falta de planejamento. São Paulo tem menos carros por habitantes do que muitas outras grandes cidades do mundo.

Nome: Silvio Maduenho
Email: silvio@classiccorretoradeseguros.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-17 15:50:13
Comentário:
Vamos imaginar um balde furado, com uma mangueira que vive querendo enche-lo. Se a pressão da mangueira for pequena e o furo do balde grande, não conseguiremos enche-lo nunca. Nosso transito é o caso contrário, uma pressão imensa no consumo de novos veículos, e o buraco que é representado pela capacidade de rolamento continua o mesmo, ou quase o mesmo (aja visto a ampliação das faixas da marginal). Não ha solução que não oferta de transporte público que "alivie a pressão" desta mangueira, fazendo com que um ônibus retire 25 carros da rua, ou que um trem retire centenas deles. Ha algum tempo eu decidi por conciência de cidadania, deixar meu carro em casa e cobrir meu percurso diário de 15 km num ônibus fretado, e neste período fui testemunha viva de quantas outras pessoas tomaram a mesma atitude. Se não ganhei tempo de percurso, ganhei em conforto e colaborei para a melhoria do transito. Acabaram com o fretado, sob alegações absurdas de que não se caracteriza num meio de transporte de massa (eram centenas deles só em S.Paulo)... moral da história: SÓ PODIA MELHORAR. ERA PRA PIORAR... E PIOROU MESMO. E confesso, eu ajudei a piorar, pois não consigo pegar o metro na Z. Leste, e voltei a circular com meu carrinho querido todos os santos dias.

Nome: Gilberto Pavoni Junior
Email: techboogie@terra.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-17 12:16:01
Comentário:
O problema do trânsito em SP é simples. Tem muita gente indo pro mesmo lugar ao mesmo tempo. Basta quebrar esses paradigmas. Não tem muito a ver com a construção de nada. É gestão pública e mudança de comportamento.



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