Antes de qualquer outro comentário, EU AMO SÃO PAULO. Tenho a sorte e felicidade de meus pais decidirem sair de BAURU no final dos anos 50 e virem criar e educar seus filhos naquela que na época era a CIDADE DA GAROA. Quando cheguei a cidade ainda existiam bondes, 2 campos de futebol na Avenida Higienópolis, e o CONSERVATÓRIO DRAMÁTICO E MUSICAL DE SÃO PAULO, no início da SÃO JOÃO e em frente aos CORREIOS, hoje uma página abandonada no livro da incúria e irresponsabilidade dos gestores municipais. Onde estudei e incorporei, definitivamente, a música à minha vida.
SÃO PAULO daquela época era gostosa, adorável, segura. SÃO PAULO de hoje é difícil, dura, insegura. Mas, e assim mesmo, AMO MAIS A SÃO PAULO DE HOJE, DO QUE A DE ONTEM. Isso posto, e mesmo já tendo estabelecido uma relação entre SÃO PAULO e NEW YORK CITY, em termos de cultura, arquitetura, música, artes, manifestações, e tudo o mais, SÃO PAULO é uma pequena NEW YORK CITY. Nossos MUSEUS são ótimos, mas, simplesmente simbólicos diante do MET, do MOMA, do GUGENHEIM apenas para citar 3 de mais de uma centena que existem na cidade. Nossos shows de hoje, inclusive com a presença do CIRQUE DU SOLEIL são ótimos mas, simplesmente amostrais, diante dos 38 da BROADWAY, 79 da OFF-BROADWAY, e 227 da OFF-BROADWAY.
E quando se mergulha na música, então, aí qualquer comparação é injustificável e não se sustenta. Não vou falar de música clássica, de ópera e tudo mais; seria covardia. Vou me restringir ao JAZZ, que é o território de meu maior interesse e, talvez, razão maior de meus Carnavais na ilha. Hoje existem 20 casas básicas e fundamentais de JAZZ na cidade: Dos tradicionais e legendários BIRDLAND, BLUE NOTE, IRIDIUM, VILLAGE VANGUARD, passando pelo CECIL’S, CLEOPATRA’S, CORNELIA, DEAR HEAD, FAT CAT, GARAGE, THE JAZZ GALLERY, STANDARD, JOE’S, LENOX, e o moderníssimo e emblemático DIZZY´S CLUB COCA-COLA na COLUMBUS CIRCLE. Eu mencionei apenas as mais conhecidas. Além dessas 20, mais duas centenas de bares, restaurantes e casas de shows onde se pode ouvir um jazz da melhor qualidade. Ou seja, para quem gosta de jazz, o nome da cidade começa com NEW, mas não é ORLEANS, e sim, YORK.
Isso posto, AMO e MUITO SÃO PAULO. Mas, em termos de arte, cultura, entretenimento, autenticidade, e tudo o mais, simplesmente não dá para comparar. Sinto muito, mas SÃO PAULO é uma LITTLE NEW YORK.
PS – Se você gosta de JAZZ, e pretende terminar suas noites em NYC com música, peçaa na portaria do seu hotel a revista HOT HOUSE, (28 anos de existência), ou a mais recente, JAZZ INSIDE NYC. Se você quer fazer seu programa antes de embarcar os endereços na internet são, www.hothousejazz.com, e, www.jazzinsidemagazine.com.
MML – FRANCISCO MADIA, MILLENIUM PLAZA, especial para o MADIAMUNDOMARKETING.
Comentários enviados:
Nome: Ricardo Côrte Real
Email: ricardocortereal@uol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-10 19:05:14
Comentário:
Caro Madia, nos conhecemos há tanto tempo e eu não havia percebido duas ( mais duas ) coisas que temos em comum: O amor a São Paulo e o amor ao Jazz. Vou aproveitar para sugerir que você ouça, e se aprovar, recomende aos seus leitores o meu programa Jazz Caravan na USP FM (93,7), domingos às 20h. Se quiser conhecer o programa antes do domingo acesse www.radio.usp.br vá em programas e em Jazz Caravan. Abraços, Ricardo.
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