O varejo do mundo inteiro acompanha a tentativa desesperada da empresa ícone da categoria – A SEARS – em conseguir realizar a travessia a tempo, recuperar-se, e voltar a brilhar como o fez durante mais de 100 anos. A tarefa não é fácil, os primeiros resultados decepcionam, mas o paquiderme quase agonizante, resiste e persiste.
A SEARS inventou o negócio de LOJAS DE DEPARTAMENTOS. A SEARS inventou a venda a distância através de CATÁLOGOS. Durante mais de 100 anos a empresa publicou e distribuiu seu aguardado CATÁLOGO que, finalmente, deixou de circular nos anos 90, quando a INTERNET começava a revelar seu extraordinário poder de venda. Em tese, e pela experiência de mais de 100 anos, a SEARS era a empresa culturalmente melhor preparada para mergulhar de cabeça da WWW, e surfar em direção aos abraços. Está mais que tentando, mas ainda não aconteceu. Perde feio para os newcommers, muito especialmente, para uma AMAZON.
Há cinco anos, depois de conviver durante algum tempo com outro importante gigante do varejo –KMART- que adquiriu, decidiu proceder a fusão, assumindo todos os riscos de processos com essas características. Na ocasião, EDWARD S. LAMPERT, chairman da SEARS HOLDINGS CORPORATION – bilionário de FORBES, afirmou com todas as letras que o mínimo que esperava é que 1 mais 1 fosse igual a 2,2. Os resultados dos anos seguintes revelaram um negócio caminhando para trás. Depois da fusão, as lojas das duas empresas mínguam.
Isso posto, todas as fichas, energia, talento, e muito especialmente dinheiro, no comércio eletrônico. Contratou dezenas de executivos dentre os melhores do mundo da internet – uma espécie de seleção de craques arrebatados a peso de ouro da MICROSOFT, AMAZON, YAHOO!, dentre outros, mas ainda a participação relativa das vendas pela www é pequena face ao que vende pelas lojas físicas.
De qualquer maneira, não apenas não teme como não vacila em ousar, em inovar. No ano de 2009 foi a recordista de inovações para o comércio eletrônico. Apostando forte no mobile marketing lançou uma série consistente de sites e aplicativos facilitando o acesso de seus clientes a suas ofertas. Ao invés de dar sequência a briga ridícula que ainda existe no Brasil onde as grandes redes que consideram o comércio analógico e o virtual como empresas distintas, uma concorrendo com a outra, ainda que com a mesma denominação, a SEARS decidiu integrar as duas operações sob a ótica de seus clientes e facilitando suas vidas. O cliente compra no ambiente em que quiser – real ou digital – e recebe do jeito que quiser – em casa, ou vai retirar na loja mais próxima. Acaba de converter algumas antigas lojas do KMART em “drive-thru” do comércio eletrônico. Compra pela internet, desliga o computador, pega o carro, passa na loja, e carrega o produto para casa. E ainda no NATAL de 2009 lançou a compra pela internet com as mesmas facilidades e os mesmos prazos e taxas do crediário do comércio analógico.
Por isso, por tanta inovação e criatividade, pela coragem ou ousadia de integrar as operações, a SEARS é o objeto de atenção e pesquisa de todos os demais players do varejo e em todo o mundo. Seu sucesso ou fracasso, seguramente, definirá a estratégia dos demais grupos. A escola de ontem converteu-se no laboratório de hoje.
Comentários enviados:
Nome: Icaro Verniz
Email: icaro@fenixeditora.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-10 16:08:06
Comentário:
Pois é... querendo comprar um livro consultei a Saraiva do Shopping Santa Cruz para saber seu preço que a atendente passou prontamente: R$ 39,00. Olhando o site da mesma empresa o preço estava lá, para qualquer um comprar: R$ 22,00. Perguntando o porquê da diferença e se dava desconto, disse-me candidamente que não dava desconto e que a concorrência na web é feroz e, por isso, só com grandes descontos para se vender. Ora, na rua a concorrência não é tão feroz assim? a própria WEB não é concorrência? É meu caro Madia, há muuuito que se caminhar!!!
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