Marketing Pleno
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OUVIDOS MOUCOS DAS MARCAS DE ENXAGUATÓRIOS

Ainda que com uma pequena queda nas estimativas, os fabricantes de enxaguatórios continuam comemorando a consolidação da relativamente nova categoria de produtos para higiene bucal. Em menos de 20 anos saltou do quase zero para um número muito próximo do meio bilhão de reais em 2009.

E muitas novidades a caminho, além de todo o cuidado das empresas líderes nas categorias para se defenderem do ataque dos novos players. 2/3 do mercado está dividido entre COLGATE (PLAX), e agora JOHNSON & JOHNSON (LISTERINE), após a aquisição de dois anos atrás. Mas, atacando com vigor e consistência, PROCTER (ORAL-B), GLAXOSMITHKLINE (SENSODYNE), e a pioneira – first mover – SANOFI-AVENTIS (CEPACOL), que com a chegada das atuais líderes foi ficando pelo caminho.

No ano passado, toda a categoria sofreu grave acusação. O pesquisador da FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA da USP, cirurgião-dentista MARCO ANTÔNIO MANFREDINI, alertava sobre os perigos do uso indiscriminado do produto, em matéria da FOLHA DE S.PAULO, “Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal... É preciso concentrar a utilização para casos específicos”.

MANFREDINI e outros cientistas da especialização reportavam-se a diferentes publicações científicas de outros países condenando o uso indiscriminado dos enxaguatórios. No final do ano de 2008 uma revista – a da ACADEMIA DENTAL DA AUSTRÁLIA – publicou uma compilação de diferentes estudos que concluíam haver evidências mais que suficientes de que enxaguatórios bucais com álcool – quase todos têm – contribuem decisivamente para aumentar a incidência de câncer oral. Na ocasião, e também falando a FOLHA, o oncologista PAULO KOWALSKI, diretor do departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. CAMARGO recomendava, “algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje, existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos”.

Até hoje as empresas líderes da categoria não se manifestaram. O consumidor continua perdido e desorientado. Não parou de comprar ou consumir, mas sempre tem uma sensação de dúvida todas as vezes em que coloca o enxaguatório na boca.

Quando COLGATE e JOHNSON & JOHNSON vão romper o silêncio? Ou acreditam não ter nada a ver com o tema?


Comentários enviados:
Nome: Suzana Mara Vernalha
Email: suzanavernalha@uol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-03-04 14:55:27
Comentário:
De acordo com minha dentista, podemos usar - sem medo - o enxague bucal Cariax, do laboratório Kim (Espanha) que não tem alcool e é excelente para evitar caries e gengivite.



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