Há uns 20 anos comentava-se muito sobre os hotéis cápsulas do JAPÃO. Espaços mínimos onde as pessoas se inseriam para dormir, em edificações que mais lembravam colméias verticais. De verdade, a estranha manifestação sinalizava que o download e a miniaturização que atingira empresas, produtos, componentes, rapidamente se estenderia por outras manifestações empresariais.
Com as redes sociais, com o MUNDO PLANO, um outro movimento importante foi ganhando corpo – o da colaboração, compartilhamento -, e agora os dois se somam e se traduzem em relevante inovação: os MICROSHOPPINGS, ou, LOJAS COLABORATIVAS.
Em espaços onde no passado mal se ajeitava uma única loja, alguma coisa como 10 metros de frente por 20 de comprimento, agora convivem e compartilham o espaço mais de uma centena de players. Em pequenos boxes de 1 metro cúbico diferentes players expõem seus produtos, e em regime de revezamento ou com a contratação de atendentes, recebem prospects e clientes. Cada um dos expositores ou micro lojista aciona seu networking entre 50 a 200 amigos, conhecidos, clientes, convidando para conhecer o espaço. Conhecem a micro loja e todos os demais players do espaço, ou seja, o código de sucesso dos MICROSHOPPINGS é cada um ocupa um espaço mínimo, mas agrega todo o seu capital de networking.
Nos espaços, convencionais, ocupado por uma única loja, tudo o que o lojista consegue é chamar seus 300, 400 clientes mais alguns amigos e conhecidos. Nos MICROSHOPPINGS, e no mesmo espaço, os 100 ou mais micros lojistas conseguem, pela soma, atrair 10 mil ou mais amigos e conhecidos. Por sua vez, quase todos os micros lojistas possuem sites e embriões de comércio eletrônico, onde acabam expondo e vendendo a totalidade de sua produção, impossível de ser exposta nos espaços mínimos dos MICROSHOPPINGS.
Dependendo do local da cidade, um Box básico num MICROSHOPPING custa entre aluguel e rateio de despesas, um valor entre R$ 180 a R$ 980/mês.
Comentários enviados:
Nome: Ricardo
Email: rleca@globo.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-02-24 19:55:55
Comentário:
APENAS UMA CORREÇÃO: "...Em espaços onde no passado mal se ajeitava uma única loja, alguma coisa como 10 metros de frente por 20 de comprimento," 200 METROS é uma área que pouquissimas lojas tem em shoppings. E sera tb cada vez mais raro.
Nome: Alexandra Simões
Email: alexandra@drc.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-02-24 18:47:13
Comentário:
Excelente para quem quer começar, e uma saída para quem quer continuar no mercado, e percebe que pode se desfazer da alta despesa do espaço físico e ir em grande parte para o digital, seguindo o fluxo para onde estamos convergindo.
Nome: Joao Almeida Santos
Email: almeida@professoralmeida.pro.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-02-24 17:07:40
Comentário:
Caro Francisco o custo dos condominios nos grandes choppings ainda cabe no orçamento das grandes empresas. Com certeza o microshopping resolve o problema para os pequenos e também outras questões como o tamanho do terreno/loja. Boa matéria
Nome: João Golfi
Email: joao.c.golfi@cpkelco.com
UF: SP - Cidade: Americana
Data: 2010-02-24 13:50:24
Comentário:
Muito interessante. Obrigado
Nome: Francisco Barbosa dos Santos
Email: bobmkt@gmail.com
UF: SP - Cidade: S.Vicente
Data: 2010-02-24 13:03:17
Comentário:
Estimado e inesquecível Mestre Madia: Seria esta onda de microshoppings produto da dificuldade financeira em se manter uma loja em um shopping? Neste caso, em espaços reduzidíssimos, onde fica o conforto? Um grande abraço do ex-aluno e seguidor. F.Barbosa Ps- Mudei para a praia: meu coração não aguentou Sampa.
Envie o seu:

