De repente, não mais que de repente, os homens da chamada “MELHOR IDADE” resolveram casar-se – pela primeira vez, ou novamente, ou pela terceira ou quarta vez, e a PREVIDÊNCIA SOCIAL prepara-se para um rombo descomunal. Rombo esse que inexoravelmente será coberto com o sacrifício dos mais jovens caso uma mudança dramática e radical não seja procedida em caráter de urgência no sistema de aposentadorias do país.
Segundo dados do Registro Civil, nos últimos 5 anos – período de 2003 a 2008 -, enquanto o número de casamentos apresentou uma aceleração em todo o país da ordem de 28,6%, no território da MELHOR IDADE os percentuais, em algumas faixas de idade, foram mais que o dobro dessa média. Entre 50 a 54 anos o crescimento foi de 76,22%; entre 55 a 59 anos, 75,60%; entre 60 a 64 anos, 51,28%; e, a partir dos 65 anos, 35,04%.
Dentre as razões para que os homens mais velhos considerassem a hipótese de um primeiro ou de um novo casamento, a dificuldade imensa que os homens têm de viverem sozinhos, novos medicamentos que recuperaram a auto-estima e os prazeres de uma vida sexual mais intensa, uma renda maior em decorrência da aposentadoria, novas atividades com renda adicional, e ainda, mais benefícios assistenciais para os mais idosos. E com quem se casam os homens mais velhos? Com mulheres mais novas. Em alguns casos, muito mais novas, e aí é que entra a PREVIDÊNCIA e seu rombo potencial e inevitável.
Pela legislação do país, a viúva tem direito a pensão integral e vitalícia por morte, independente ou não da existência de filhos. Como a expectativa de vida dos brasileiros nos últimos 30 anos aumentou em 10 anos, e como as mulheres em média, vivem 7 anos a mais que os homens, o “rombo potencial” está mais que desenhado.
É justo? Não, não é, mas, se nada for feito, é o que acontecerá. Como neste Brasil velho temos por hábito deixar pra depois, se o jovens não se mobilizarem, vão pagar essa conta que, por sinal, será bastante elevada.
Comentários enviados:
Nome: Pedro Celso Campos
Email: pcampos@faac.unesp.br
UF: SP - Cidade: Bauru
Data: 2010-02-17 14:56:12
Comentário:
Sr. Editor, Seria poss[ível imaginar, talvez, que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã? Se tal "fenômeno" for verificável, não estaria os jovens jogando contra o seu próprio futuro? Também cabe indagar se os idosos têm direito adquirido, legalmente, ou se estariam apropriando-se de uma riqueza que não ajudaram a construir. Não seria mais prudente considerar os elevados gastos públicos, a corrupção etc ao invés de tentar instalar no país um conflito geracional? Qual sua opinião sobre ética? Htler também entendeu que os judeus eram demais, agora são os idosos?
Nome: Aldemar Cunha
Email: aldemar@ig.com.br
UF: MG - Cidade: Belo Horizonte
Data: 2010-02-17 14:09:29
Comentário:
Pior do que este fato aqui narrado,é o brasileiro que contribui para o INSS,e este pagar o auxilio penitenciario aos filhos menores de presos,que cumprem pena por este Brasil a fora cujo valor em torno de R$750,00 por mes.Este esta fazendo a nossa geração e as proximas a pagar este abuso no qual nos impuseram e ninguem sabe disto,pois não é divulgado.
Nome: ANTONIO DECIO R. GUERREIRO
Email: adeciorg@uol.com.br
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2010-02-17 13:37:41
Comentário:
Embora seu raciocínio esteja absolutamente certo, não podemos nos esquecer que a contribuição dos "velhos" começou muito antes que os "jovens" pensassem em contribuir. Quando os "jovens" ficarem velhos quem irá sustentá-los? Outro fato relevante é que o dinheiro da previdência social foi consumido em muitas obras (contrução de Brasilia por exemplo) e desviados em mujito de seu destino. Quanto os Institutos de aposentadoria recolhiam milhões e não tinhamos ainda aposentados e dependentes, o dinheiro foi desviado e dai é que se vendeu a idéia ao povo de que a Previdência está "quebrada". Desculpe mas este é um pensamento discriminatório.
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