O país dos jovens vai se despedindo. À semelhança de muitos outros países a população brasileira está envelhecendo. E 3 são as principais razões. Em primeiro lugar, e dentre as conquistas sociais da segunda metade do século passado, a mais importante de todas, a redução significativa da mortalidade infantil, possibilitando, a um contingente maior de pessoas viverem mais e melhor; essas pessoas que passaram a viver mais e melhor decidiram reduzir seus planos quanto a quantidade de filhos; e agora, essas mesmas pessoas, aproximam-se ou ultrapassaram os sessenta anos.
Assim, começamos 2010 com 21 milhões de pessoas com mais de sessenta anos de idade. Esse número, nos últimos 10 anos, saltou de 8,8% para 11,1% do total da população. Entre 2030 e 2040, dependendo do grau de aceleração, essa participação poderá superar a 25% do total. Com o seguinte agravante, entre 2030 e 2040 a população do país começa a decrescer. Pelas projeções atuais o Brasil terá 208 milhões de habitantes em 2030 e 206 milhões em 2040.
De um lado, essa conquista é extremamente positiva, e sinalizadora de tremendas oportunidades para as empresas junto a um contingente expressivo de pessoas que têm uma possibilidade maior de gastos e de tempo; por outro, extremamente preocupante para um país que envelhece e recusa-se a encarar os desafios de sua previdência.
Ainda recentemente O GLOBO fez uma série de matérias sobre O BRASIL QUE ENVELHECE. E nessas matérias, muitas formas de ver todos os lados dessa conquista: “O Brasil envelheceu mais rapidamente nos últimos 30 anos do que a Inglaterra nos últimos 100” – VINICIUS PINHEIRO, Organização Internacional do Trabalho; “O Estado brasileiro gasta 15,6 vezes mais com os idosos do que na educação de suas crianças” – JOSÉ MARCIO CAMARGO – prof. PUC-RIO... Os números? Em 2009 o Brasil gastou 14% do PIB com a Previdência Social – um déficit, diferença entre o que gasta e arrecada – de R$ 41,9 bilhões. E que vem crescendo e continuará crescendo ano após ano.
Vamos nos movimentar, encarar esse problema de frente e tentar resolvê-lo, ou vamos deixar essa herança, mais que maldita, devastadora, para nossos netos e bisnetos? “Adorava meu pai e meus avós mas eles eram irresponsáveis...”.
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