2025 não é tão longe não. E lá, em 2025, 73% da força de trabalho no BRASIL será constituído por pessoas da GERAÇÃO Y, os nascidos nas décadas de 1980 e 1990. A sociedade de serviços já terá alcançado sua velocidade cruzeiro, e o mundo será completamente diferente do que foi até o final do milênio e bem diferente do que é hoje. Dentre os principais desafios das empresas que sobreviverem e quiserem prosperar nesse novo mundo, o maior de todos é como reter seus talentos da GERAÇÃO Y.
Recentemente passou pelo BRASIL DEANNE AGUIRRE, sócia sênior da Consultoria Internacional BOOZ & COMPANY, e, em entrevista a RAFAEL SIGOLLO do VALOR, contou um pouco do aprendizado e recomendações que sua empresa vem fazendo a seus clientes na tentativa de atrair e reter os talentos da GERAÇÃO Y.
DEANNE começa enfatizando sobre a importância de criar-se um contexto adequado para esses executivos, “O primeiro motivador, e o mais importante é ter colegas com quem gostam de trabalhar. Igual o mais importante que o salário é a possibilidade de se ter muitas experiências diferentes. Para a GERAÇÃO Y, progredir não é subir numa escada, mas aprender a fazer coisas novas. Ter uma jornada flexível gera mais motivação que o dinheiro uma vez que não separam o que fazem no trabalho do que fazem fora do trabalho. Vivem uma mistura de tudo isso em tempo integral”.
Assim, DEANNE lembra que os Y “não se preocupam com horários e recusam-se a bater ponto na entrada e na saída: trabalham o tempo todo. Julgam também, da maior relevância, ter um impacto positivo na comunidade ou na sociedade por meio do trabalho. Preferem servir a MARCAS que fazem o bem e sempre escolherão dentre duas oportunidades de trabalho, a que pontificar por esse compromisso.”
E fala da componente universal dos Y, “Um em cada três dos amigos mais próximos de alguém da GERAÇÃO Y tem uma origem étnica diferente da sua. Na pesquisa que realizamos em todo o mundo e com centenas de empresas constatamos que 78% dos Ys sente-se totalmente confortável trabalhando com pessoas de qualquer lugar do mundo. Em pesquisas com as gerações anteriores, esse percentual não ultrapassava a 27%... E todos eles, ao contrário do que se diz e se comenta, pretendem começar e terminar numa mesma empresa, desde que sejam submetidos permanentemente a novos desafios, ou seja, serão fiéis e leais onde a mudança permanente seja a única componente fixa.
Comentários enviados:
Nome: nelson patron chapira
Email: nchapira@animaeducacao.com.br
UF: SP - Cidade: são paulo
Data: 2010-01-15 11:37:04
Comentário:
Sensacional a reflexão prospectiva. Como vai o mundo quando essa minoria supostamente problemática vai ser maioria? E mais, como os 'y' de agora vão se comportar com os jovens entrantes quando eles, os 'y' de hoje estiverem maduros? Que jeitão terá um 'y' na maturidade, daqui a uns 10 anos?
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