Em todos os últimos anos, nós, consultores do MADIAMUNDOMARKETING temos defendido que mais importante que resolver as carências da saúde, da educação, e de tantas outras necessidades e carências que o governo e o país não têm condições de resolver pela dimensão dos investimentos, todo o esforço deveria ser concentrado no ATALHO. Isso mesmo, num magnífico e fantástico atalho que nos foi dado pelas conquistas tecnológicas: A INCLUSÃO DIGITAL, mais que JÁ. Garantindo a todos os brasileiros e de forma igual e simultânea, independente de classe social, ACESSO A INFORMAÇÃO. INFORMAÇÃO, a melhor vacina/vitamina para a educação, saúde, e todas as demais carências. E para incluir digitalmente todos os brasileiros, existem recursos mais que suficientes.
Mas, e enquanto não se criam as facilidades para que isso aconteça, e diante da pressão social, muito especialmente que os filhos das famílias pobres trazem das escolas, muitos pais decidiram sacrificar tudo para dispor de um computador, num primeiro momento, e acesso a internet, no segundo. Isso posto, e hoje, os computadores estão presentes em 95% dos lares da classe A, 70% da B, 25% da C e 3% da D e E; e a internet em 91% dos lares da classe A, 58% da B, 16% da C, e 1% da D e E (IBGE e Comitê Gestor da Internet no Brasil).
Enquanto o país não se mobiliza para integrar digitalmente e já todos os brasileiros, alguns fatos e depoimentos traduzem o que vem acontecendo nas famílias pobres, conforme matéria de VALOR, assinada por TALITA MOREIRA e ANDRÉ BORGES:
- “Um ano atrás, o vigilante noturno JOÃO JOSÉ DIAS e a esposa, VERA DIAS, compraram seu primeiro computador – um modelo POSITIVO que custou R$ 1 mil dividido em 15 prestações. O casal também apertou o orçamento para pagar R$ 90 mensais para uma conexão de acesso a internet –“Cortamos gastos com roupas e coisas supérfluas” explicou VERA -. O casal decidiu investir num computador diante de tanta insistência do filho mais velho de 10 anos, - “É muito importante para fazer as pesquisas da escola” -. VERA e o marido se matricularam em escola que oferecia cursos de informática...”.
- “Na Telefônica, 10% das vendas de novas conexões do serviço de acesso SPEEDY são para a classe D – mais que o dobro do percentual do ano passado...”.
- “O computador é o grande sonho da classe D (RENATO MEIRELLES, sócio-diretor e analista do DATA POPULAR). Em 73% das famílias da classe D, os filhos têm mais escolaridade que os país. Com isso o pai não consegue ajudar o filho nas tarefas da escola... O computador é quem cumpre esse papel”.
- “Para FABIANA GUANDALIM, moradora da favela do JAGUARÉ, casada com um vigia que recebe pouco mais de um salário mínimo por mês e mãe de cinco filhos, não sobra dinheiro para a família comprar o computador. FABIANA sonha: “É o que mais quero e vou conseguir”. Já se matriculou nas aulas de informática do centro cultural.
Será que não podemos acelerar esse processo e abreviar o tempo de integrar, digitalmente, todos os brasileiros?
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