Durante o mês de setembro de 2008, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – “varreu” o país de norte a sul para tirar uma fotografia dos fumantes e ex-fumantes. A fotografia surpreendeu pela quantidade considerável de pessoas que, finalmente, conseguiu livrar-se de uma das mais poderosas drogas causadora de dependência, a nicotina.
Segundo o IBGE, nos últimos 15 anos, o número de ex-fumantes – 26 milhões de pessoas – conseguiu superar o número de fumantes – 24,6 milhões. Assim, e pela fotografia do ano passado, 18,2% da população com mais de 15 anos de idade deixou de fumar – uma economia extraordinária para as despesas com saúde do país -, e 17,2% dos mais de 15 anos ainda continua dependente do cigarro. Mesmo assim, ainda há um longo caminho pela frente a ser percorrido até que o cigarro desapareça, de vez, da vida das pessoas.
De qualquer maneira, os progressos são notáveis. Com as medidas no tocante à comunicação do produto – fotos de vítimas nas embalagens e fim da propaganda nas mídias clássicas – a quantidade de pessoas que jamais considerou a possibilidade de fumar vai ganhando relevância e consistência: 64,7% da população maior de 15 anos jamais fumou. Nesses 64,7%, a maior participação é das mulheres com 71,7% contra 57% dos homens.
A fotografia do fumante brasileiro hoje, segundo o estudo, é a seguinte: homem, entre 45 e 64 anos, que começou a fumar entre os 17 e 19 anos de idade, residente na parte sul e rural do país, com pouca instrução, e uma renda domiciliar baixa. A maior concentração de fumantes por estado encontra-se no ACRE, 22,1%, e a menor em SERGIPE, 13,1%.
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