A chamada LEI SECA produziu resultados extraordinários. Infelizmente, e aos poucos, os bebedores foram encontrando um jeito de contornar a lei, de transporem a fiscalização, e os números já não são tão fantásticos como do início. Mas, e mesmo assim, uma única vida salva mais que justificam e validam a lei.
Assustador, no entanto, é descobrir através da leitura dos jornais, que os pilotos de avião – uma minoria, claro e felizmente – têm também o hábito de uns drinques antes da decolagem. Notícia vinda da INGLATERRA, LONDRES, dá conta que o piloto da UNITED AIRLINES, ERWIN VERMONT WASHINGTON, de 51 anos, foi pego pelo bafômetro – bom saber que existe o bafômetro, também para pilotos -, e impedido de comandar o voo 949 entre LONDRES e CHICAGO.
O voo era num Boeing 767, transportando 124 passageiros e 11 tripulantes. Constatada sua embriagues pelo bafômetro, foi imediatamente impedido de voar e detido pela polícia, e a UNITED suspendeu ERWIN enquanto não concluir uma investigação completa sobre o caso.
E com a história de ERWIN o mundo ficou sabendo que não é incomum esse tipo de acontecimento, que tem sua divulgação restrita para não colocar mais pânico nos passageiros, e que nos últimos 13 meses 3 pilotos americanos foram detidos e impedidos de voar por se encontrarem alcoolizados.
E aí descobre-se que no BRASIL não existe LEI SECA para pilotos de avião. Isso posto, BAFÔMETRO JÁ em todos os aeroportos, em sob a vista dos passageiros. Quando a equipe toda de comissários mais comandantes for entrar, obrigatoriamente terão que passar pelo bafômetro. Um bêbado no trânsito das cidades faz um tremendo estrago e pode matar duas ou três pessoas. Um piloto irresponsável acaba com a vida de uma centena em um único desastre.
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