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UMA ZARA BRASILEIRA?

Muitos herdeiros optam, ou se acomodam, em dar sequência, em trabalhar dentro do negócio, que mais dia menos dia, será seu. Outros, à semelhança do filho pródigo, preferem soltar as asas e decolar. E depois, e quem sabe, e se preciso for e as circunstâncias conspirarem, voltar para escrever os capítulos seguintes.

NATALIE KLEIN, filha de MICHAEL KLEIN, e neta de SAMUEL KLEIN, o tronco principal da dinastia CASAS BAHIA, decidiu voar, inspirando-se em Cecília Meireles – “quem tem asas, voa” – e aos 20 anos de idade resolveu tocar, solitariamente, seu empreendedorismo, contando com o amor e o apoio financeiro e de mentoring, de seu pai, MICHAEL. Hoje, sua empresa, a NK, é uma referência no território da moda.

Pouco mais de dez anos depois, NATALIE, em entrevista para NEIDE MARTINGO de o DIÁRIO DO COMÉRCIO, comenta sobre sua trajetória, e revela, talvez pela primeira vez, não estar tão distante da CASAS BAHIA como muitos imaginam.

No início da entrevista fala sobre LUXO: “Na verdade nem gosto muito da palavra LUXO. O melhor é falar em qualidade, exclusividade, distribuição. Quando comecei a trabalhar com moda, percebi o que era muito bom na área, médio, ou muito ruim. Escolhi trabalhar com o que existe de melhor em todos os sentidos. Os melhores tecidos, acabamentos, profissionais – não os mais caros; uma coisa não tem obrigatoriamente que ver com a outra. O luxo é uma consequência de um trabalho realizado com primor e ênfase na inovação”.

Seu conceito de LUXO: “LUXO é gastar com o que dá prazer. Possuir aqueles itens que se gosta. Uma roupa, por exemplo, é um luxo. É tudo aquilo que você não precisa para sobreviver. Tudo o que é extra é luxo. Para ver as horas, é preciso um relógio mais simples do mundo. Um relógio de uma cor diferente, já é um luxo”.

Quase no final da entrevista, e perguntada sobre como considerava a hipótese de um dia tomar conta da CASAS BAHIA, NATALIE insinuou a possibilidade de um novo e mega negócio da família: “Sempre que posso estou perto da CASAS BAHIA. Um modelo incrível de negócio, de empresa. 70 mil funcionários tratados com dignidade... Tenho vontade de fazer uma linha de roupas populares para a CASAS BAHIA, e que deverá ocorrer num futuro próximo. O projeto uniria o que sei fazer – moda – com o universo da empresa... há tantas redes de fast fashion crescendo, como a ZARA. A gente tem uma grande possibilidade. Eu adoraria fazer... É o único jeito de me ver trabalhando na CASAS BAHIA...”.


Comentários enviados:
Nome: Ricardo
Email: rleca@globo.com
UF: SP - Cidade: São Paulo
Data: 2009-11-25 15:42:31
Comentário:
O Dia que a "Casas Bahia" venderem roupa, nao sera mais a "Casas Bahia", a menos que a C&A estevam vendendo geladeiras. Ah! Nada como ser herdeiro e ter asas, alias ter asas é um luxo, mesmo que curtinhas...



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