É simplesmente patético constatar-se, ainda hoje, executivos de MARCAS GLOBAIS como os da HP em matéria da FOLHA DE S.PAULO, caderno de INFORMÁTICA – FOLHA, já está mais que na hora de mudar a denominação do caderno – verbalizando absurdos do tipo, “produtos comerciais destinados ao grande público não foram feitos para circular pelo planeta”, e, por essa razão, não tem garantia além do país onde foram comprados. Enlouqueceram? Pararam no tempo naquilo que lhes interessa? Imaginam que uma MARCA possui infinitas percepções, significados e compromissos em cada país onde atua? R-I-D-Í-C-U-L-O!
MARCA é única e tem que garantir a todos que se deixaram seduzir por seus argumentos, encantos, atrações, suporte e garantia independente de onde o produto foi comprado. Muito especialmente em produtos portáteis, que viajam com seus compradores, por todos os cantos dos bairros, cidades, estados, países, mundo. Que bobagem é essa? Muito especialmente uma empresa como a HP, líder mundial em computadores.
Mas não é só a HP. Na mesma reportagem bobagens e absurdos do tipo, “A PANASONIC só oferece garantia internacional para suas linhas de câmeras fotográficas e filmadoras digitais”. Então, por que vende outros produtos?! A “NOKIA adverte que os consumidores que comprarem seu produto fora do Brasil podem encaminhar o aparelho para reparo, mas terá que pagar pelo conserto”. Piraram, pagar dentro da garantia?! E a APPLE – “oferece suporte internacional aos seus produtos, mas deixa de fora um de seus sucessos, o iPHONE”. STEVE JOBS, olha o absurdo que seus executivos estão fazendo!
Essas empresas, e todas as demais, no mundo novo, plano e colaborativo, serão execradas na tribuna dos ex-fracos e oprimidos, a internet. E se arrependerão, até a última lágrima e prejuízos insuportáveis, por comportamento irresponsável. Os exemplos de empresas que mergulharam na lama e encontraram enorme dificuldade de se recuperarem, independente de seus lancinantes e desesperados pedidos de desculpas são mais que emblemáticos. Mas, e assim mesmo, muitas recusam-se a aprender. Todas elas, sem exceção, brevemente na tela das principais redes sociais do mundo, no verbete EU ODEIO...
Recomendo a todas que insistem nesse comportamento medíocre, uma rápida visita ao “case” UNITED BREAKS GUITAR – isso mesmo, uma companhia aérea que não respeita as mercadorias que transporta e depois tenta tirar o corpo fora. Destruiu a guitarra de DAVE CARROLL, lamentou, mas disse que não podia fazer nada já que a culpa era dos terceirizados, e ganhou 3 músicas do cantor compositor relatando a truculência da empresa. Em menos de um mês milhões de pessoas no mundo inteiro ficou sabendo que a UNITED BREAKS GUITAR e muitas outras coisas mais: “United, United...You broke my Taylor guitar, United United... some big help you are, You broke it you should fix it, You´re liable just admit it, I should have flown with someone else, or gone by car... ´cause UNITED breaks guitars!”
No mesmo material, e ouvida pela reportagem, a representante do PROCON disse que “a empresa não tem nenhuma obrigação de garantir seus produtos comprados no exterior”. O PROCON tem razão, não tem nenhuma obrigação legal. Cada um comete suicídio como preferir. Trata-se de BRANDING, trata-se de MARKETING MODERNO, ÉTICO E DE QUALIDADE. Questão básica de inteligência, sensibilidade, e verdadeira liderança. QUESTÃO DE SUSTENTABILIDADE.
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