O MARKETING DE QUALIDADE enfrenta dificuldades adicionais para levar suas práticas e ensinamentos às empresas em atuação no BRASIL. E a razão é que o atual governo decidiu intervir de forma truculenta e inconsequente na economia. Primeiro aparelhando o Estado e introduzindo critérios partidários aos tradicionais mecanismos de progresso e ascensão nas carreiras públicas. Depois, e principalmente, “privatizando o Estado”, isto é, fazendo com que o Estado deixe de desempenhar suas funções clássicas e consagradas das economias modernas, onde regula e administra em busca de melhores resultados e justo equilíbrio na competição entre empresas, se inserindo, palpitando e constrangendo a livre manifestação e movimentação empresarial. Quando isso acontece como agora, o MARKETING MODERNO, ÉTICO E DE QUALIDADE, ingressa em processo de asfixia, o que é gravíssimo para o atual momento e perspectivas futuras do país.
Neste momento, muitas das principais lideranças manifestam sua apreensão diante de um comportamento que já ultrapassou e em muito os limites das pequenas correções, para se caracterizar como uma estratégia de interferência indevida, perniciosa, retrógrada e paralisante. Dentre as muitas manifestações, um destaque especial as de ARMÍNIO FRAGA, presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, e em entrevista a CLAUDIA SAFATLE de VALOR.
Sobre o avanço do Estado: “Tem toda a discussão do pré-sal, do papel não só predominante, mas dominante da PETROBRAS. Há também uma postura mais agressiva no mercado de crédito, onde é sempre difícil traçar uma linha divisória do que é subsídio e o que é uma ação mais competitiva... Os bancos estaduais e federais tiveram problemas gravíssimos ao longo de sua história sempre que foram manipulados por interesses políticos. Talvez já seja uma postura eleitoral, na linha básica de que ou se adere a essa visão de Estado máximo ou não se é patriota”.
Sobre a pressão na VALE: “A VALE é uma empresa que tem tido muito sucesso, gerou muito valor para o país ao longo dos anos – antes e depois da privatização – e sempre foi conduzida pensando grande. Ninguém pode acusar a VALE de pensar pequeno. É uma empresa que tem mecanismos de governança bem definidos, onde há espaços para se definir estratégias, para se discutir investimentos. Uma politização desse processo, confesso, me surpreendeu e incomoda. Vejo com maior preocupação ainda quando profissionais de altíssimo gabarito são perseguidos porque, em algum momento, fizeram parte de outro governo, aliás em função técnica e com altíssima exposição. São pessoas cujo patriotismo, para usar uma palavra importante, está acima de qualquer suspeita”.
Sobre o envolvimento do Estado: “O ESTADO tem de se envolver, mas de forma muito cuidadosa e transparente. Tem o estado que é a favor das empresas e não do mercado, é a favor dos que conseguem fazer lobby, mas não da maioria. Esse é um modelo que gera enorme concentração de poder empresarial em vários setores, inclusive na área financeira, concentração que se mostrou catastrófica no mundo. E tem o Estado “pro-market”, que é a favor da concorrência, do mercado, da igualdade de oportunidades, mais horizontal”.
Sobre o que fazer: “Muito do que vem misturado com nacionalismo e presença do estado me leva a considerar que precisamos iniciar uma discussão sobre a reestatização do Estado... É curioso ver que muita gente que hoje está no governo, que fez oposição heróica contra a ditadura e na época também defendia, de certa maneira, a reestatização do Estado, hoje olha para trás e se identifica com muita coisa da época da ditadura.”
Comentários enviados:
Nome: José Floriano Pinheiro Silva
Email: zefloriano@hotmail.com
UF: DF - Cidade: Brasilia
Data: 2009-11-11 17:47:20
Comentário:
Observo através do presente artigo um pouco de incoerência com as ações exercida pelo Estado, no livre mercado do Brasil. Os bancos brasileiros foram até hoje, o segmento que mais se beneficiou no mercado brasileiro; desde a época do Governo Militar nunca houve crise que atingisse os seus ganhos; operaram com restrição e lograram altos juros inclusive se beneficiando no Governo Fernando Henrique com um falso alarde que se não fossem socorridos quebrariam e levariam o Brasil a uma crise sem precedentes. O banco oficial tem a missão de regular o mercado e como estão capitalizados é dever cumprir sua vocação comercial que é a de emprestar dinheiro a juros baixo e assim movimentar a economia.
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