Não obstante toda a crise do segundo semestre de 2008 e primeiro de 2009, nossos resistentes exploradores e aventureiros permaneceram onde estavam, com pouquíssimas baixas. Assim, o contingente de brasileiros que vive no exterior e remete para nosso país US$ 7,5 bilhões por ano sem nenhum espécie de contrapartida, o melhor dos dinheiros, continua buscando sucesso, prosperidade e felicidade em outros países, e, ao fazer isso, ajuda o país não apenas no aspecto econômico, mas e principalmente, no branding. Vende a marca BRASIL melhor que qualquer outra ferramenta de comunicação. Possibilita um contato vivo e real, uma experiência de qualidade, com uma amostra significativa do que somos.
Hoje, segundo dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores – dados oficiais – são 3,4 milhões de brasileiros que moram no exterior. O maior número na América do Norte, em especial Estados Unidos, com 1,325 milhão. Depois vêm os que vivem na Europa com 816.257. Na América do Sul o número é de 513.800; na África 36.852; Ásia 289.557; Oriente Médio 31.890, e Oceania, 22.500.
Manifestando-se a respeito da crise e suas consequências sobre a movimentação de nossos resistentes exploradores, o embaixador OTO AGRIPINO MAIA, subsecretário das Comunidades Brasileiras no exterior, disse, “a crise econômica atinge muito particularmente os imigrantes, entre eles os brasileiros. O retorno é considerado por eles o maior fracasso e tende a ser evitado ao máximo”, ou seja, a última coisa que consideram, só depois que todas as demais alternativas foram esgotadas, é a volta.
Dentre outros países, onde a crise impactou de forma mais forte nossos resistentes exploradores foi no JAPÃO. O número de brasileiros no país acabou reduzindo-se de 317 mil para 280 mil, e diante da situação específica daquele país muitos não encontraram outra alternativa que não fosse o regresso.
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