Notícias procedentes dos EUA e a partir das declarações a imprensa de GLENN MURPHY, CEO da empresa, dão conta de que a GAP planeja crescer no exterior, além dos países onde já se encontra, muito especialmente na CHINA e no BRASIL. Depois de duas fortes crises, a GAP, uma das mais importantes marcas do streetwere dos últimos 30 anos, voltou a se recuperar, e encerrou seu balanço de 2008 com vendas totais de US$ 14,5 bilhões, lucro de US$ 250 milhões, e um forte crescimento em suas vendas on-line: mais de US$ 1 bilhão.
Em outros momentos no passado, a marca considerou a possibilidade de vir para o BRASIL sob diferentes formatos mas acabou desistindo. Agora, quando reconsidera, e provavelmente venha, já encontrará uma outra realidade no mercado brasileiro, bem menos favorável e receptiva do que no final dos anos 80 e início dos 90, melhor momento para aterrizar por aqui e que acabou perdendo. Aquele era o momento em que a marca era mais que desejada pelos jovens das classes A, B e C alta, em especial os que viajavam para o exterior e voltavam encantados com suas roupas e lojas. De lá para cá o mercado do streetwere ganhou novos e importantes players, e, como em outras categorias de produto, se pulverizou.
Fundada na cidade de SAN FRANCISCO, CALIFÓRNIA, USA, em 1969, pelo casal DORIS e DONAL FISHER, era, inicialmente, apenas mais uma loja multimarcas, e meia dúzia de empregados. O maior volume de vendas era de produtos da LEVI’S e a palavra GAP era grafada em minúsculas. Depois de algumas iniciativas que alcançaram grande receptividade, a loja foi se concentrando nos produtos de marca própria – GAP – e desistindo das demais marcas de terceiros. A partir de 1982 inicia sua expansão pelos EUA e em 1987 sua incursão internacional a partir da INGLATERRA. Na sequência finca o pé no CANADÁ, FRANÇA e mais recentemente foi para o ORIENTE MÉDIO e ÁSIA. Hoje, só no JAPÃO, possui mais de 70 lojas.
99% de sua presença no Brasil, hoje, decorre das compras realizadas por brasileiros nos EUA, muito especialmente nas cidades de NOVA YORK, MIAMI e ORLANDO. Possui dois postos avançados em nosso país: uma loja na DASLU, em SÃO PAULO, e uma operação nos FREE SHOP dos aeroportos de SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, BRASILIA e PORTO ALEGRE. E agora decidiu-se por invadir o país faltando apenas escolher o formato: pelas próprias pernas, ou, mediante franquia. Seja como for, perdeu o melhor momento, o que não necessariamente quer dizer que não alcance sucesso. Antes tarde do que nunca, ou, tarde demais?
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