Não precisa ficar nervoso, querido leitor. Não estão cogitando de criar um novo imposto ou uma nova contribuição. Pura e simplesmente, em algum momento do futuro, as contribuições para a Previdência terão que ser revistas por uma série de motivos como os anos de vida que ganhamos nas últimas décadas, e ainda não considerados nos cálculos atuariais. Mas, e dentre esses motivos, situa-se o VIAGRA, o CIALIS, o LEVITRA, e todos os demais remédios para a disfunção erétil. Que por sinal, e em muito pouco tempo, integrarão o portfólio dos denominados genéricos.
Estudo realizado por PAULO TAFNER, pesquisador do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que dois terços dos homens separados acima dos 50 anos que decidem apostar no casamento uma vez mais, preferem mulheres mais novas. Na média, 10 anos. Pelas pesquisas do IBGE, no Brasil as mulheres vivem 7 anos a mais que os homens, e como agora os homens, na reincidência, casam com mulheres 10 anos mais novas, o tempo de pagamento das pensões mais que dobrou – 120 meses a mais, contra os 84 de antes, e do momento em que foram realizados os cálculos atuariais para as pensões pagas hoje.
É o chamado EFEITO VIAGRA. Lá atrás, e quando não existia a pílula azul e a hoje líder de mercado, CIALIS, os homens separados e para não passar mais vergonha e constrangimento diante de impotências em diferentes graus, preferiam seguir solteiros. Com a auto-estima recuperada, e a confiança readquirida da certeza de ótimos desempenhos e performances, muitos homens casam de novo.
Isso posto, em algum momento do futuro, ou se muda a PREVIDÊNCIA SOCIAL, ou se aumentam as taxas e se recolhe mais. E quando isso ocorrer, e se a opção for pela segunda hipótese, todos os brasileiros contribuintes estarão pagando no futuro pelo VIAGRA dos alegres, felizes e renovados cinquentões brasileiros.
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