ZÉ MINEIRO – José Batista Sobrinho – mais seu irmão Juvensor, na cidade de Anápolis, Goias, anos 50, viviam da compra e venda de bois para os frigoríficos da região. E assim seguia a vida. Em busca de mais emoção decidiram abrir um açougue – CASA DE CARNE MINEIRA – e rapidamente conquistam a preferência dos consumidores e passam a fornecer, também, para outros açougues, carne de excelente qualidade.
Com a inauguração de Brasília, em 1957, ZÉ MINEIRO decide ampliar o negócio e com cinco colaboradores cria um abatedouro com uma produção diária de 25 a 30 bois para o fornecimento de carne as construtoras da capital do país. Em 1962 aluga um abatedouro em Luziânia – 50 km de Brasília -, em 1969 compra o Matadouro Industrial de Formosa, por sugestão de um fornecedor de equipamentos e amigo da família rebatizam a empresa como FRIBOI, e em 1970 WILSON, um pintor catalão, desenha a logomarca. E assim continuava seguindo a vida até que em 1999 oficializa a compra do Frigorífico Mouran, Andradina (SP), e começa a invadir o estado. Fecha o ano com uma receita próxima de US$400 milhões.
De 1999 a 2004 cresceu, de forma orgânica, superando pela primeira vez a casa do US$1 bilhão de receita. Em 2005 compra a SWIFT da Argentina, em 2007 a SWIFT americana e mais seis outras empresas, em 2008 a TASMAN australiana e as americanas SMITHFIELD BEEF e FIVE RIVERS, e em 2009 compra o rival BERTIN e a americana PILGRIM’S PRIDE alcançando uma receita de US$ 28,7 bilhões: um crescimento de 24 vezes em 5 anos. Autores do milagre, os 3 filhos de ZÉ MINEIRO, JOSÉ BATISTA JÚNIOR, 47, no Conselho de Administração, JOESLEY BATISTA, 38, presidente do grupo, e WESLEY BATISTA, 37, presidente da JBS nos Estados Unidos. Mais, uma sólida parceria com o BNDEs.
Ingredientes do sucesso: nenhum dos convencionais, e muito menos dos acadêmicos. Os 3 irmãos abandonaram os estudos antes de completarem o ensino médio, ao invés dos seis sigmas, convergência transversal, plataformas múltiplas e outros jargões optaram pelo estilo FROG de gestão empresarial – FROM GOIÁS -, roupa de festa e de trabalho é jeans e camisa branca ou azul claro, ignoram consultorias, abominam headhunters, e apostam 100% do tempo na intuição e trabalho, muito trabalho.
Ou seja, em cinco anos tornaram-se o segundo maior grupo privado do Brasil só perdendo para a VALE. Como diria nosso presidente, nunca antes na história do país produziu-se semelhante milagre, alcançou-se tão retumbante sucesso. Para quem acredita em milagres, ou, até mesmo conto de fadas, não há o que temer. Para quem não acredita, os 3 irmãos terão que demonstrar em todos os próximos anos que são, de verdade, consistentes. Que são capazes de garantir a sustentabilidade do grupo. De honrar a confiança dos acionistas, e, de certa forma, de todos nós, na medida em que seu maior investidor é o BNDEs.
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