O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – acaba de divulgar sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD- realizada durante o mês de setembro de 2008.
Atendo-nos, especificamente, a um exame da fotografia dos resultados, e dentre outras constatações, um espetacular crescimento na penetração dos computadores e da internet nas casas brasileiras. Dos 12,6% dos lares que possuem computador na virada do milênio, mais especificamente em 2001, saltamos para 31,2%; e, dos 8,6% com acesso à internet, chegamos a 23,8%. No período, a quantidade de lares com telefone foi dos 58,9% para 82,1%.
Especificamente em relação à população, quando se compara os 10 últimos anos, o resultado é um crescimento de 158 para 190 milhões de habitantes, sendo que a taxa de fecundidade para mulheres em idade de ter filhos caiu de 2,4 para 1,9 filhos; a população como um todo envelheceu saindo dos 13,9 milhões de brasileiros com 60 ou mais anos para 21,0 milhões, e, ao mesmo tempo, com uma queda nas crianças com menos de 4 anos de 15,0 milhões para 13,6 milhões.
Nos outros resultados, o pequeno decréscimo de 0,1% na taxa de analfabetismo, a renda média do trabalhador, mesmo com um pequeno crescimento, é de R$ 1.041, ainda abaixo da de 1998, R$ 1.074. E esse decréscimo pode ser atribuído ao novo contingente de pessoas que ingressou no mercado de trabalho, fazendo com que a taxa de desocupação caísse dos 8,2% para 7,2% - a menor desde 1996.
E no que tange a desigualdade de renda, uma pequena queda, considerando-se um crescimento de 22% na renda dos 50% mais pobres, e uma queda de 3,1% no extrato dos 10% mais ricos da população. Mas, e mesmo assim, os 10% mais ricos concentram 43% de toda a riqueza, enquanto os 50% mais pobres, detêm, apenas, 18%.
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