Como milhões de pessoas já disseram, e outros milhões testemunharam, diante de acidentes do cotidiano, viver é arriscado. E é, mesmo. Estamos, permanentemente, a frações de segundos da morte. Qualquer descuido, e pronto, mais um que se foi. Ou seja, os outros milhões que dizem e repetem estão mais que certos, que para morrer é suficiente estar vivo. E assim, e infelizmente, morreu mais uma criança, desta vez, em Belo Horizonte, engasgada com um chiclete. Na saída da escola, a mãe deu um chiclete para seu filho que saiu correndo para brincar; quando voltou já estava engasgado, e todos os socorros não conseguiram evitar o pior.
De verdade, e desta vez, a goma de mascar foi o agente. Talvez nenhuma mãe devesse dar chicletes para seus filhos não pelo eventual perigo de morte – ou de vida, como se diz hoje. Mas, pelo excesso de açúcar, pelo mal que faz aos dentes – estes sim, não estatisticamente insignificantes. Mas o que se aprendeu, de novo pela morte de uma criança, é que em determinadas situações, o risco de chicletes, pipoca, amendoim aumentam, na medida em que as pessoas se encontrem numa situação de atividade física intensa; em ocorrendo o acidente, as dificuldades de respiração são maiores e podem levar a desmaios e complicações mais graves.
Ainda em agosto de 2009, o jogador ALOÍSIO do VASCO DA GAMA, chocou-se com um zagueiro do time adversário e desmaiou. E só se salvou porque o médico percebeu que sua respiração permanecia interrompida por um chiclete preso em sua garganta, e imediatamente removido.
Entrevistado pelos repórteres do portal G1 sobre o assunto, SERGIO SARRUBBO, diretor do Hospital Infantil DARCY VARGAS, disse que em primeiro lugar “chicletes não devem ser dados a crianças porque não oferecem nenhum benefício”. E, de certa forma, recomenda que os bufês infantis suprimam pipoca, amendoim, frutas secas, azeitonas com caroço, e, claro, chiclete do cardápio das festas, porque as crianças ingerem essas guloseimas em momentos de grande atividade física, tornando, simples engasgos, em potenciais e grandes complicações e riscos.
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