Está institucionalizado. Cirurgias plásticas a perder de vista e sentimento de imensa felicidade e maior auto-estima depois da decisão e da correção ou aperfeiçoamento. Por mais que as associações de medicina digam que vão proibir, suspender, interferir, impedir, o fato é que o negócio de cirurgias plásticas à prestação cresce e prospera no país.
O dinheiro está a disposição nos bancos, ou nas clínicas que gradativamente vão se convertendo numa espécie de “correspondentes bancários”. No primeiro semestre de 2009, com a crise afetando a maior parte dos setores de atividades, e pelas facilidades do crédito as cirurgias plásticas preservaram quase o mesmo ritmo de crescimento dos anos anteriores.
Direta ou indiretamente, todos os bancos financiam cirurgias plásticas. O BANCO DO BRASIL, por exemplo, oferece financiamento para prestação de serviços, incluindo cirurgias plásticas e tratamentos estéticos. Nem mesmo é necessário que o interessado compareça as agências, ou seja, cliente do banco. Nas próprias clínicas ou consultórios, filiados a VISANET, o dinheiro está disponível com juros que oscilam entre 2,3% a 3,5% ao mês. Em matéria do DIÁRIO CATARINENSE, LUCIANA BRIDA, da PROATIVA SAÚDE, diz que todas as intervenções a partir de R$ 1 mil podem ser parceladas em até 36 meses, com juros de 3,4% ao mês, e o crédito é aprovado em até 48 horas. Já o cirurgião plástico ROGÉRIO GOMES, que faz uma média de 40 cirurgias plásticas por mês, diz que “hoje as pessoas estão preferindo investir no seu bem- estar em vez de comprar bens materiais”.
No ranking das plásticas, as maiores incidências continuam sendo as de lipoaspiração, prótese de mama, mama e abdômen, pálpebra, nariz, orelha e face. Os preços oscilam entre R$ 5 mil – pálpebras -, a R$ 10 mil – lifting facial com pálpebra. Lipoaspiração e nariz ficam na casa dos R$ 6 mil, e próteses mamária e glútea, na faixa dos R$ 7 mil cada. E depois, e como declarou KÁTIA REGINA SILVANO, 40 anos, manicure, na mesma matéria, “é tudo no estilo CASAS BAHIA – fico bonita agora, e pago a perder de vista”.
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