Diante da tremenda crise que vem vivendo a aviação comercial em todo o mundo, muito especialmente pelo corte radical na viagem de executivos determinado pelas empresas, que por sinal eram os heavy-users da classe executiva, as empresas aéreas não encontraram outra solução digna que não fosse oferecer descontos substanciais. Mas, e apenas, para seus clientes fiéis, os detentores dos planos de milhagens.
Ou seja, as empresas aéreas estão usando a crise para enxugar, passar um mata-borrão, no elevado “exposure” que possuem em termos de milhas em poder de seus clientes.
Até mesmo empresas que tinham uma política radical de jamais conceder descontos estão flexibilizando a regra. Dentre todas, pontifica a SINGAPORE AIRLINES, que agora oferece suas apreciadas poltronas de 76,2 centímetros com um desconto de 50% quando o pagamento é realizado em milhas.
Já a SWISS INTERNATIONAL AIR LINES oferece a seus clientes fiéis a possibilidade de comprarem uma passagem na classe econômica e voarem na classe executiva pagando uma tarifa adicional. E a BRITISH AIRWAYS foi mais radical e oferece a seus clientes preferenciais a possibilidade de comprar uma passagem de primeira classe e ganhar uma segunda de cortesia.
Mesmo com uma ligeira melhora em seus desempenhos no segundo trimestre de 2009, as margens foram literalmente para o espaço. De uma forma geral as empresas conseguiram atenuar a ocupação de seus assentos em cerca de 24% no segundo trimestre do ano, mas às custas de uma redução nas receitas de 41%.
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