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O FOOD SERVICE NÃO PARA DE CRESCER

Há 50 anos comer fora era quase uma solenidade. Hoje, comer fora é uma necessidade. Lá atrás, só famílias mais abastadas podiam dar-se ao luxo de vez por outra frequentar um restaurante. Hoje todos, sem exceção, frequentam algum tipo de restaurante, bar, lanchonete, padaria. Pura e simplesmente uma decorrência da cada vez mais escassa moeda tempo.

Assim, e de 30 anos para cá o chamado FOOD SERVICE só cresce e rouba fatias significativas das compras de alimentos para consumo nas casas.

Segundo os últimos dados divulgados pela ABIA – Associação Brasileira da Indústria da Alimentação -, e divulgados em edição especial do DIÁRIO DO COMÉRCIO, enquanto o varejo de alimentos cresceu 131,2% de 1998 a 2008, o FOOD SERVICE cresceu 221,0%.

E nos últimos estudos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a confirmação de que 26% dos gastos do brasileiro com alimentação são realizados através de refeições fora do lar. Nas grandes metrópoles do país, como a cidade de SÃO PAULO, 1/3 de todas as refeições acontecem em estabelecimentos comerciais, sendo que os paulistanos, em sua totalidade, comem fora ao menos 3 vezes por semana.

Muitas empresas de alimentos, encantadas com esses números, decidem, também, aventurar-se no território do FOOD SERVICE. E, via de regra acabam naufragando. Pura e simplesmente porque acreditam que “tudo é a mesma coisa”, “tudo é alimento”, e se organizam e se comportam como se estivessem vendendo direto para o consumidor. Embora semelhante, embora alimentos, trata-se de uma complexa e sofisticada operação, num território mais que dominado pelos gigantes, e onde os novatos, com raríssimas exceções, naufragam. Assim, todo o cuidado é pouco.


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