Mba 2009
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A MAIOR CRISE DA HISTÓRIA

Quando as crises se manifestam, e as contingências se multiplicam, via de regra, e nos primeiros cortes, AS VIAGENS. Das pessoas e das famílias, e muito especialmente, das empresas. A VIAGEM não realizada deste ano pode muito bem ser transferida para os próximos, ou, será que os executivos precisam, de verdade, fazer todas essas viagens programadas? E assim, e de corte em corte, simplesmente a aviação comercial vive sua maior crise. Mesmo não tão presente no Brasil pelas características específicas de nosso país, por termos atravessado a crise com menores conseqüências, mas, e lá fora, as empresas de aviação padecem, agonizam, e muitas ingressam em recuperação judicial, quebram!

Em entrevista para a imprensa brasileira, GIOVANNI BISIGNANI, principal executivo da IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo – que tem dentre seus associados 230 empresas que detêm 93% de toda a aviação comercial no mundo, deu a exata tonalidade e intensidade da crise.

Segundo BISIGNANI, a aviação comercial atravessa sua maior crise desde a Segunda Guerra. Em 2008 totalizou perdas da ordem de US$ 9 bilhões, e, nestes anos, e mesmo com uma pequena recuperação no horizonte, os prejuízos superarão os US$ 8 bilhões.

A fotografia do desastre, sob a lente dos números, é a seguinte: Uma queda na receita neste ano da ordem de 15% - de US$530 bi de 2008 para US$ 450 bi em 2009 -; mais grave ainda, a queda nas receitas das passagens de primeira classe e classe executiva, onde as empresas ganham dinheiro, foi substancialmente maior: + de 40%; no tocante ao transporte de cargas a queda foi de 23% apenas no mês de dezembro de 2008, sempre um dos melhores meses de todos os anos; de janeiro de 2008 até julho 2009, 48 empresas se desligaram da IATA por ingressarem em recuperação judicial, e dessas, 29 fecharam suas portas.

BISIGNANI comparou a atual crise a da queda das torres de NYC que praticamente paralisou a aviação comercial em todo o mundo até o NATAL de 2001 e durante 4 meses. Segundo ele, e em decorrência daquela paralisação, as empresas perderam 7% das receitas e levaram 3 anos para se recuperar; se prevalecer a mesma estatística e comportamento, e considerando a perda atual de 15%, as empresas deverão se recuperar em 6 anos.


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