Que os livros de papel estão com os anos contados, não resta a menor dúvida. Da mesma forma que as taboadas, réguas de cálculo e tudo o mais sucumbiram diante das calculadoras, os inestimáveis livros de papel estão partindo. Como temos reiterado neste LANDMARKETING levarão décadas se despedindo, serão preservados em museus e bibliotecas ainda por duas ou três gerações, mas a contagem regressiva se acelera.
Isso posto, e no capítulo seguinte de uma indústria e que não será mais escrito em livros de papel, e sim nos e-books, ingressamos na batalha final. Até duas semanas atrás a liderança e todas as apostas eram feitas no KINDLE, do genial JEFF BEZOS e sua AMAZON, com muitos corpos á frente de todos os demais concorrentes. De duas semanas para cá a distância ficou sensivelmente reduzida com dois movimentos da maior qualidade, e incomuns coragem e sensibilidade, da SONY.
Mesmo não possuindo o melhor gadget, mas correndo para chegar lá, a SONY, de uma tacada só e em curto período de tempo, se reposicionou. Em primeiro lugar celebrou uma parceria com o GOOGLE passando a oferecer em sua loja de e-books um total de 500 mil livros que já se encontram digitalizados. Somados aos 500 mil que já oferecia, saltou para 1 milhão de títulos, número esse, agora, 3 vezes maior do que o oferecido pela AMAZON/KINDLE.
Mas, e mais importante, o que provavelmente obrigará JEFF BEZOS a rever a estratégia do KINDLE, a SONY acaba de aderir ao EPUB – formato padrão para e-books, desenvolvido pelo International Digital Publishing Fórum, um padrão aberto e colaborativo, com enormes chances de ser o que prevalecerá. Até o final deste ano todos os livros da SONY estarão dentro do novo padrão, adotado por outros fabricantes de e-books, e que permite “tocar” e “trocar” os e-books de um “player” para outro, como acontece hoje na música com os padrões de CDs, DVDs, e mais recentemente com a chegada do padrão MP3.
Mas a SONY não parou aí. Colocou a AMAZON e o KINDLE em córner ao lançar duas novas versões de seu “KINDLE”, o READER, ao preço de US$ 199 para o básico, e US$ 299 “touch screen”.
Aguarda-se para 2010 o ingresso de novos e poderosos players no negócio de livros eletrônicos. E se o ingresso da APPLE for confirmado – e parece que está – a concorrência vai pegar fogo, e acelerar a “queima”, aposentadoria, dos livros de papel.
Comentários enviados:
Nome: Alecs
Email: alecsrocha@yahoo.com.br
UF: SP - Cidade: SP
Data: 2009-09-09 20:55:20
Comentário:
Acredito que seja um equivoco, afirmar que os livros impressos irão acabar, pois tem algo que tem que ser avaliado que é a cultura de quem lê livros, os jovens não leen, livros, portanto até essa geração que tem hoje em média entre 20 e 30 nos existir os livros impressos tbém existirão.
Nome: Tatiana
Email: tatianapereira19@yahoo.com.br
UF: SP - Cidade: São Caetano do Sul
Data: 2009-09-09 14:17:50
Comentário:
Um exemplo legal de Editora Digital é a MOJO BOOKS. Ela possui um site imensamente interessante e tem como propósito lançar e-books musicais, ou seja, ela usa como tema: "se esse álbum fosse um livro, que história ele contaria?". Os escritores escolhem um determinado álbum de música e fazem uma versão (livre) literária. Os livros são lançados no site em pdf para download gratuíto. Site: www.mojobooks.com.br
Nome: Weslley Azevedo
Email: weslleyaz@hotmail.com
UF: RJ - Cidade: SÃO GONÇALO
Data: 2009-09-09 12:57:19
Comentário:
Acho um pouco exagerada esta posição sobre o assunto supracitado. Desejo melhor sorte aos livros em papel, do que e-books! Acho que o mesmo foi aplicado a internet e a Tv. Tardiamente perceberemos que o ser humano é um tanto insensato em suas escolhas!
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