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VINHO, ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Ou os produtores de vinho têm um lobby extraordinário, espetacular, primoroso, de excelência total, ou os médicos adoram beber vinho, ou os pesquisadores não dispensam um bom tinto, ou o vinho realmente é um “santo e preventivo remédio”.

Mais uma pesquisa coloca o vinho nas nuvens; quase uma santificação. Nos últimos 8 anos cientistas das universidades de HARVARD (EUA) e ATENAS (Grécia) fizeram o acompanhamento de 23.349 pessoas. Nenhuma delas registrava nos exames anteriores à pesquisa nem sintomas ou moléstias cardiovasculares, câncer ou diabetes.

Ao final da pesquisa a conclusão a que chegaram os médicos e professores das universidades é que “o consumo moderado de vinho – 5 doses por semana – foi o que mais contribuiu, isoladamente, para a queda no risco de mortalidade dos pesquisados. Na seqüência, os outros fatores que prevaleceram, numa proporção bem menor, foram, baixo consumo de carne vermelha, alto consumo de vegetais, alto consumo de frutas e nozes, alto consumo de gorduras mono-insaturadas, alto consumo de cereais, alto consumo de legumes, alto consumo de laticínios.

Todos os especialistas consultados sobre os resultados da pesquisa reiteraram que, de verdade, as pessoas que consomem vinho têm uma incidência menor de doenças cardiovasculares, mas, que para o melhor aproveitamento de todos os seus benefícios, é fundamental a adoção de uma dieta alimentar adequada, além, claro, de exercícios físicos regulares.

Falando à FOLHA, o cardiologista CARLOS SCHERR, da Universidade GAMA FILHO, RIO, foi taxativo, “A única coisa capaz de reduzir a mortalidade na população é a mudança de hábitos de vida”. Ou seja, vinho é bom, moderadamente, além de uma série de outras providências que não se resumem a uma taça adequada e um ótimo saca-rolhas.


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