inteligemcia
The World Marketing Place
UM NOVO FIGURINO

Abrir o capital, ir para a BOLSA, implica obrigatoriamente numa mudança radical da atitude. Não apenas no figurino; mudança de comportamento por inteiro, por fora e por dentro, mais ainda por dentro do que por fora. Por essa razão, as empresas tipicamente familiares enfrentam, via de regra, dificuldade insuperável em enfrentar essa nova realidade. Congratulam-se, festejam e consomem todas as benesses da nova situação e que são muitas. Mas, rejeitam, ignoram, e até mesmo irritam-se, com as  novas e indeclináveis obrigações.

Se faltava um exemplo agora não falta mais, e revela como o mercado é um fiscal atento e sensível, e reage positivamente a todos os fatos que remetam a empresa para uma situação compatível com o que se espera de empresas modernas, de capital aberto, com sólida e consistente governança corporativa.

Em novembro de 2004, a DASA, Diagnósticos da América abriu seu capital. Sob o controle do médico CAIO AURIEMO mais um private equity do BANCO PÁTRIA, a receita prometida aos novos acionistas foi cumprida a risca, com exceção de um pequeno, mas essencial detalhe.

Em muito pouco tempo, e mediante a uma série de aquisições no antes e depois da abertura – 21 no total – a DASA saltou de um faturamento inicial de R$70 milhões para uma previsão de R$ 1,6 bi neste ano de 2009. Líder absoluta de seu setor de atividade no Brasil e na América Latina.

Mas, existia um pequeno e relevante detalhe. Se moderna no front, no ataque e nas conquistas, a gestão permanecia familiar na intendência, na retaguarda. Os principais fornecedores de serviços contratados sempre eram de alguma pessoa do conhecimento e relacionamento dos acionistas. Prevalecia o QI – quem indica -, e não a MERITOCRACIA, o que fosse melhor para a empresa. Assim, quem administrava os estacionamentos da rede de unidades de atendimento era uma empresa de um sobrinho de AURIEMO, a construtora para todas as novas obras pertencia ao filho do fundador da DASA, e assim por diante com a empresa de tecnologia; e nas aquisições e fusões um mesmo banco cuidando de tudo: o PÁTRIA.

Por essa razão, e contrariando o temor dos céticos e conservadores, no dia em que PÁTRIA e CAIO AURIEMO venderam na BOVESPA a quase totalidade de suas participações na DASA, as ações deram um salto de 20%! E neste ano de 2009, enquanto o índice BOVESPA subiu até esta data alguma coisa próxima dos 50%, as ações da DASA já registram uma alta de 80%.

Felizmente, como certa vez disse GLORIA STEIN, “existe um novo lá, ali”.


Comentários enviados:


Envie o seu:
Nome:
E-mail:
Cidade:
UF:
Mensagem: