Já não se fala mais no assunto. Provisoriamente e por muitos anos a cachaça continuará fazendo sentido exclusivamente no BRASIL. Em pequenas e isoladas tribos do mundo, muito especialmente em países da EUROPA, ou cidades do JAPÃO e ESTADOS UNIDOS com uma forte presença de brasileiros, manifestações mais significativas e consistentes do consumo da cachaça. De resto, 99% do consumo, importância, hábito e derivativos da cachaça acontecendo por aqui mesmo.
Quando tudo levava a crer que, segundo os inocentes, delirantes e desavisados, que a cachaça fosse “invadir o mundo”, nossos consultores escreveram neste landmarketing, “tomara que não venha acontecer com a cachaça o que aconteceu com a primeira geração de empreendedores da internet, mas que a chance é grande, é. Pelo culto excessivo, desmedido e cego a tecnologia esqueceram-se de checar se havia mercado e deu no que deu, no estouro da “bolha” – lição: primeiro se faz, forma, ou identifica mercado, depois, parte-se para a produção. Com a Cachaça, ainda que não em idênticas proporções e velocidade, uma espécie de bolha também está se formando: milhares e milhares de produtores raspam o fundo do cofre e investem pesado na nova corrida do ouro, ou, corrida da cachaça. Será que tem tanta gente pra beber a quantidade absurda do produto que começa a verter, aos borbotões, dos alambiques? Provavelmente, não. Seguramente, não. E assim, muitos vão tombar pelo caminho. Mas, enquanto a euforia continua e “embriagados” pelo sonho de riqueza...”.
Isso posto, o consumo de cachaça no Brasil permaneceu, felizmente, com um crescimento simbólico nos últimos anos, e, a penetração no exterior, muito próxima de zero. Mesmo considerando as dezenas de milhões de dólares investidos por um dos players.
Assim retornemos a realidade, e para descontrair, a eleição que a revista PLAYBOY acaba de fazer sobre as 20 melhores cachaças do BRASIL. Constituiu um júri de 15 especialistas em cachaça, independente da atividade, especialistas por amor, hobby ou por profissão, e pediu a cada um deles a sua relação das 10 melhores. Depois tabulou, e o resultado das 20 mais é o seguinte: 1º ANÍSIO SANTIAGO/HAVANA; 2º VALE VERDE, 3º CLAUDIONOR, 4º GERMANA, 5º MAGNÍFICA, 6º CANARINHA, 7º MARIA IZABEL, 8º CACHAÇA DA TULHA, 9º CASA BUCCO OURO, 10º VOLÚPIA, 11º NÊGA FULÔ, 12º ARMAZEM VIEIRA ONIX, 13º ARMAZEM VIEIRA TRADICIONAL, 14º TABAROA, 15º SANTO GRAU, 16º SAPUCAIA VELHA, 17º WEBER HAUS, 18º DONA BEJA, 19º SERRA PRETA e 20º ROCHINHA.
Se ANÍSIO SANTIAGO fosse vivo, mesmo com o primeiríssimo lugar, contestaria o resultado. Só a HAVANA e a CANARINHA, de SALINAS (MG), figuram entre as vinte mais. No entender dele, e pelo que sempre dizia, todas as 20 deveriam ser de lá: “Até mesmo a pior pinga de SALINAS ainda é melhor do que a melhor de outros lugares”.
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